Por que o Ocidente reaprendeu a abraçar o fascismo?

(Matthew Ehret, in Resistir, 07/08/2023)

Durante a Guerra Fria e especialmente depois de 1991, poucos se perguntaram: do sangue de quem surgiu tamanha abundância e “liberdade”?No ocidente, muitos foram levados a acreditar que a ideologia do nazifascismo era simplesmente tão má que nada disso poderia acontecer novamente. (…)


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15 pensamentos sobre “Por que o Ocidente reaprendeu a abraçar o fascismo?

  1. Allen Savory sobre o que a ciência (realmente) é (e deve ser).

    PREFÁCIO
    Descrição excelente e poderosa da forma como os estudantes aprendem/experimentam a ciência atualmente (na verdade, da forma errada). No entanto, esta descrição prática e verdadeira não se adequa apenas à ciência. Este tratamento dos estudantes e, mais tarde, o seu comportamento, está em todo o lado quando se trata de uma profissão que precisa de algo extremamente novo para ser alcançada. Na maior parte das vezes (e infelizmente), as verdadeiras ideias novas (out-of-the-box) têm de vir do exterior porque as pessoas aprenderam a confiar apenas no que está documentado nos documentos oficiais (revistos pelos pares). Podemos observar isto não só na ciência, mas também na política, na agricultura, no ambiente, na automação, nos cuidados de saúde, na medicina, na educação, na energia, etc.

    TEXTO
    O que é a ciência? As pessoas falam de ciência. O que é a ciência?
    As pessoas que saem de uma universidade com um mestrado ou um doutoramento e quando as levamos para o terreno, elas literalmente não acreditam em nada se não estiver num artigo revisto por pares. Essa é a única coisa que eles aceitam. E quando se diz uma coisa: vamos observar, vamos pensar, vamos discutir, eles não o fazem!

    Dizem: “Está numa revisão por pares ou não?” É essa a visão que eles têm da ciência. Acho que isso é patético!
    Entram nas universidades como jovens brilhantes e saem de lá mortos, sem sequer saberem o que significa ciência. Pensam que significa artigos revistos por pares, etc., não! Isso é o mundo académico. E se um artigo é revisto por pares, significa que toda a gente pensou o mesmo antes de o aprovar.

    Uma consequência não intencional é que, quando surgem novos conhecimentos, novas descobertas científicas, estas nunca podem ser revistas por pares.

    Se olharmos para as descobertas da ciência, quase sempre não vêm do centro da profissão, vêm da periferia, as pessoas vêem-na de forma diferente.

    Os melhores fabricantes de velas do mundo não conseguiam sequer pensar na luz eléctrica. Não vêm de dentro, as propostas vêm de fora, dos intervalos.

    Vamos matar-nos por causa da estupidez.

    Allen Savory – 2020

  2. Importa ler o texto integral.
    Não é fácil, mas vale a pena, atravessar todo esse terreno minado de conservadorismo, puro reacionarismo e não poucos disparates, para em final se ver a luz: «Rússia, China ou Índia … desejando rejeitar o fascismo …lutando para nos juntar a esse movimento antifascista?»

    Como sempre, liberalismo é fascismo, capitalismo é fascismo, isto e aquilo é fascismo e, há um não-sei-o-quê – algo sem nome, sem forma política, sem conteúdo que se conheça, sem exemplo que se veja – que é a salvação.
    Assim se define o reino da fantasia em que vegetam, entre outros, os órfãos soviéticos.

  3. Quem vejeta são os mpró-americanos sem cura, claro que liberalismo levado ao extremo é fascismo porque abandona yoda a gente à sua sorte e nas mãos de meia dúzia de tubarões. No limite o liberalismo queria apenas um estado polícia para reprimir com ytoda a brutalidade as revoltas dos que nada tinham. O estado não devia servir para mais nada que para malhar o cidadão que não se conformava em viver na indigência. Que é isso, meu iluminado, se não fascismo? No reino da fantasia vive quem ainda não percebeu que não serrá fácil voltarmos aos tempos gloriosos em que trazíamos escravos, marfim e outro em troca de pano ruim e contas de vidro. O capitalismo sempre viveu ás custas da exploração desenfreada de povos não-europeus e continjua a haver muitos órfãos dos impérios europeus. Mas esse tempo acabou. Aqui ninguém é órfão de nada, quer é viver, ter sossego e estes coirões armados em guerreiros parecem pouco interessados em garantir-nos pelo menos isso. Mete juízxo nesse cornos, deixa de chamar nomes aos outros e vai ver se o mar dá choco. Já não tenho pachorra para a cantiga dos órfãos soviéticos que eu sei muito bem quem foi o meu pai. Vai ver se o mar dá choco.

    • Ó Baleia, do que dizes só uma frase me merece interesse: ‘Vai ver se o mar dá choco’!
      Qual a origem e o sentido de semelhante frase?
      Espero que pelo menos nesta frase tenhas alguma ideia do que dizes.

      • vai-ta ver su mar dá xoq – usado para demonstrar descridibilidade sobre um comentário ou sugestão.- vai à pesca ver se trazes choco do mar
        (papagaio amestrado da cartilha panfletária do imperialismo unipolar em cuidados paliativos)

  4. Freud fez uma analise sobre o fenômeno do fascismo no texto Psicologia das Massas e Análise do Ego ( 1923). Explica aí o porquê do fascismo se alastrar tão facilmente entre as massas pelo fenômeno da identificação.

    Os adeptos do fascismo aderem a uma liderança autoritaria e se submetem voluntariamente a ela, porque o líder fascista passa para eles a imagem de ser forte e capaz de destruir adversários e quem discorda dele. A liderança fascista quer anular divergências de opinião para se tornar única e se impor como vencedora. Seus seguidores quando se aliam a esse discurso desejam vencer os seus sentimentos humanos de fraqueza e de não terem a importancia que gostariam de ter diante da vida e da sociedade. Quando as massas aderem a um líder com discurso de sou “forte”, elas se sentem fazendo parte de um grupo poderoso, que consegue se impor a todos, ainda que seja pela força bruta e através da violência. As massas se sentem magicamente como “superiores”. É uma estratégia de poder muito daninha e perigosa.
    (freud … um *orfão soviético*)

  5. Acreditar em gentinha que arranja conspirações em tudo como alternativa, ignorando o que se pode medir e estudar, é bom caminho para tudo mudar para tudo ficar na mesma.
    Entretanto, lá vi aquecendo, este ano até calha mês após mês, enfraquecendo as colheitas e retirando a água, sem que ninguém relevante esteja muito preocupado excepto para mudar o grafismo. Uns assustam-se com nada, outros contentam-se com o mesmo nada, e vamos indo.

  6. O antifascismo aparece como um instrumento actual para enfrentar situações do presente.
    Logo que, a contragosto, os utilizadores do rótulo fascista são levados a justificar o seu uso, logo recuam quase um século para descrever as condições para a sua justificada utilização!
    Chavões!

  7. De chavões está o mundo cheio mas liberalismo extremo e fascismo doa a quem doer. Estado polícia e cada um que se amanhe, se não se amanhar lei no lombo como dizia Bolsonaro. Vai ver se o mar dá choco.

    • Para o Salazar o liberalismo extremo não era com ele e até congelava as rendas e o discurso político.
      Demonstrares o Mussolini como liberal extremo garantir-te-á um grau académico na mais exigente das academias!

      • o toninho comprava bacalhau a pataco ao tenreiro e as batatas + as couves eram lá do quintal com um fiozinho de azeite, se tal fosse possível … e lá íamos cantando e rindo, levados, levados, sempre … é só fumaça, é só fumaça, o povo é sereno … é só fumaça … (eu até fui ‘chefe de quinas’ na MP – mocidade portuguesa e fazíamos ‘ordem unida’ … c’um caetano …), mas, há sempre um mas, falhei, redondamente, não consegui ser um ‘orfão do botas’ … que me perdoe * deus, a pátria e a família * … amen, assim seja, oxalá ❗

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