Eleições presidenciais – Carta aberta aos socialistas

(Carlos Esperança, 26/12/2020)

Car@s socialistas

Sou um social-democrata sem vínculo partidário, desolado com as intenções de voto no candidato Marcelo Rebelo de Sousa, por quem se diz de esquerda e simpatizante do PS.

“Quem não se sente não é filho de boa gente”. Recordo aos ingénuos que Marcelo é um candidato de direita, que prescinde de campanha eleitoral porque apenas prolonga a que faz há cinco anos, permitindo-se ofender-vos e humilhar-vos.

Esquecem-se da ameaça a Mário Centeno quando solicitou dois lugares no camarote do presidente de um clube de futebol, para ele e filho, por razões de segurança, no estádio onde tem camarote privativo? Foi vil a afronta que o ora recandidato então lhe fez.

Mário Centeno não foi convidado de Ricardo Salgado para o jantar preparativo de uma candidatura presidencial nem lhe aceitou férias no Brasil. É um servidor público da mais elevada competência e probidade.

Constança Urbano, ministra da Administração Interna, quando da tragédia dos fogos de Pedrógão, não merecia a sua crítica, cruel e gratuita, que a levou à demissão para gáudio da direita e benefício da sua imagem de narcisista impenitente.

donativo

AJude a Estátua de Sal. Click aqui.

O PS permitiu ao PR Marcelo brilhar onde não tinha competência legal, protegeu-o nas erráticas deslocações ao estrangeiro, sendo a diplomacia reserva exclusiva do Governo, e tolerou-lhe as reincidentes intromissões na esfera da sua competência. A ida ao Brasil, à posse de Bolsonaro, um imbecil que o despachou sem lhe ligar importância, mereceu-lhe a desculpa de que ‘uma conversa entre irmãos não precisa de muito tempo’. Nem lhe deu tempo para lhe falar dos ‘sobrinhos’, filhos e netos de Marcelo a viverem no Brasil!

Como pode um simpatizante do PS, sem lhe tremer a mão, desenhar uma cruz em quem crucifica o Governo de António Costa? Que este tenha anunciado o voto em Marcelo foi a atitude de quem quis poupar o partido à derrota, mas não é estímulo para votarem nele os eleitores de um partido social-democrata*, nos bons momentos, com António Costa, e liberal, em outros.

Marcelo é um Cavaco de berço urbano, filho de um ministro da ditadura fascista, não é o salazarista a cheirar a combustíveis e a bolçar rancor. É inteligente, culto e simpático, o oposto do seu antecessor. Prefere a intriga sibilina ao primarismo da verrina.

Caros simpatizantes do PS, nunca repararam que Marcelo respeita a AR e os Tribunais e combate o Governo quando lhe é útil? Ignoram as críticas ao SNS de quem votou contra a sua criação? Esqueceram António Arnaud e os partidos que o votaram com o PS?

Marcelo, tão loquaz, calou-se quando um desembargador viu no adultério feminino uma razão atenuante para os crimes de sequestro e bárbara agressão pelos ex-companheiro e ex-marido, citando a Bíblia, com intolerável misoginia.

Digerem a ofensa de convocar o diretor da PSP e pôr o desastrado polícia a provocar o MAI, que Marcelo queria demitido, constrangendo-o a não destituir o polícia?

Não veem o defensor da medicina privada a inquietar e perseguir a dedicada ministra da Saúde, altamente qualificada e competente, para agradar aos seus correligionários?

Car@s simpatizantes do PS, não sentem vergonha a votar em quem, ainda PR, disse que o governo seu preferido seria do PSD/CDS, naturalmente com o fascista, se necessário?

Deviam pelo menos refletir por que motivo preferia um governo PSD/CDS e não apenas PSD. Marcelo, que não conseguiu ser PM ou presidente da Câmara de Lisboa, sabe que só terá poder e influência com governos que não tenham uma maioria coesa.

Car@s simpatizantes e militantes do PS, o vosso voto em Marcelo é uma leviandade de que vos arrependereis. Sois a água do Tejo onde ele mergulha, o táxi que o reconduz a Belém, o cheque em branco a quem vai ao beija-mão de todos os bispos e morde a do nosso PM e vosso secretário-geral. Não é por mal, é uma questão de carácter. A vossa ingenuidade é que é péssima, e ainda há tempo para reflexão.

* Os partidos sociais-democratas chamam-se socialistas em Portugal, Espanha, França e Grécia, Trabalhistas no RU e outros países, diferente da Alemanha e países do norte da Europa. Os simpatizantes deviam conhecer o ideário social-democrata para não votarem no adversário de direita.


17 pensamentos sobre “Eleições presidenciais – Carta aberta aos socialistas

  1. Este Carlos Condenação parece uma DESTILARIA DE VENENO.
    Só conhece a forma maniqueísta !
    Eu não votei e jamais votaria Marcelo, mas se os argumentos contra forem desta índole, então posso ficar sem alternativa e ter de “engolir um sapo” só para votar contra quem só vê o Muito Bom (nós) e o Muito Mau (eles), como este Carlos Condenação.

    • Há tantos e bons argumentos contra Marcelo, e este senhor, que padece da maleita do costume (partidarite do PS) escolhe todos os errados:
      – defende a mistura entre futebol e política, através de uma “elite” que se senta nos camarotes presidenciais como se isto fosse Roma e os estádios fossem o Coliseu. E é engraçado como todos os do PS esquecem o roubo da LoneStar assinado de cruz por Centeno, ou da farsa do défice “zero” à custa das cativações no investimento;
      – defende a indefensável Constança Urbano, a negligente dos incêndios sem resposta organizada, e dos boys na protecção civil a ocupar o lugar de gente experiente que foi demitida por não ter o cartão do partido;
      – defende incondicionalmente o governo de Costa e acha que não se pode votar em quem o critica (mais fanático do que isto não há);
      – compara Marcelo a Cavaco, e atreve-se a dizer que Cavaco é fascista;
      – esta passagem aqui então é “no comment” mesmo: “Marcelo respeita a AR e os Tribunais e combate o Governo quando lhe é útil?” – quando é que Marcelo desrespeitou os tribunais e a AR? E não deve um Presidente combater o governo quando acha que deve? Afinal isto não é um regime semi-presidencial com poderes e contra-poderes?
      – por mais que o juiz da bíblia seja mau, acha que um político se deve imiscuir nas questões de justiça, e pior, dar opiniões sobre sentenças de processos específicos;
      – esquece que o director da PSP já estava convocado antes dos últimos capítulos da tragédia de Ihor Homenyuk, e esquece que se há algo a criticar, é como Costa protege e segura um amigo, em vez de demitir o Ministro que já é um morto político há meses;
      – acha que o Marcelo defende a iniciativa privada na Saúde em detrimento do SNS, e tem o topete de lembrar Arnaut, esquecendo que foi o PS quem não foi suficientemente junto do PCP e BE (que, este sim, defendia a posição dos falecidos Arnaut e Semedo), e manteve as PPP na saúde, assim como o sub-financiamento crónico do SNS, esquecendo também que o PS (e seus agentes nos mídia) são quem mais tem envenenado o povo contra as propostas do BE e de Arnaut);
      – diz, sem se rir, que os partidos Sociais-Democratas são os PS na Europa, esquecendo a deriva para a direita (cá só travada pela Geringonça nos primeiros anos em que havia medidas escritas às quais o PS não podia fugir) que faz com que estes partidos estejam sempre na UE ao lado dos Liberais como Macron, e dos Conservadores como o PPE, aliás, tal como acontece a maior parte das vezes por cá, com o PS ao lado da Direita para, por exemplo, manter a lei laboral de Passos Coelho e da troika;
      – acha que eleitores do PS deviam ter vergonha em votar num candidato de Direita simpatizante de um governo PSD/CDS, só porque sim, esquecendo que as presidenciais são eleições de pessoas, e não de partidos;

      Tem razão quanto a uma coisa: a ingenuidade dos eleitores do PS que ainda aceitam o que Costa sugere (voto em Marcelo) sem perceberem que essa sugestão só tem uma razão: a luta de Costa para se manter no poder, achando que Marcelo lhe é favorável. Mas é frustrante ver como até os Carlos Esperanças sofrem de outro tipo de ingenuidade: a de acharem que Costa merece ser defendido,contra tudo e contra todos, mesmo quando erra – e tem errado muito.

      E dito tudo isto esquece-se o Carlos Esperança de sugerir uma alternativa credível para o eleitorado do PS. Obviamente não podia dizer o nome de Ana Gomes, pois caíam-lhe em cima todos os anti-corpos que ela criou no PS, e os defensores (e bem) do Estado de Direito, que as propostas demagógicas desta candidata colocam em causa. Fosse a Ana Gomes uma Social-Liberal como Siza Vieira, ou uma alinhada com o imperialismo NeoCon dos EUA, ou com a vigarice legalizada na “livre circulação de capitais” da UE, e já não tinha tantos anti-corpos. E isso diz tanto sobre aquilo em que o PS se tornou, e que pelos vistos o Carlos Esperança ainda não reparou.

      Mas também não podia dizer o nome da alternativa óbvia, essa sim uma Social-Democrata, chamada Marisa Matias, pois nesse caso caíam-lhe em cima todos os outros fanáticos do PS que têm mais ódio ao BE do que a qualquer político (ou política) que venha da Direita-Radical (ou como lhe chamam: “o PSD/CDS do centro moderado e da democracia liberal”). Também não ajuda que o eleitorado do PS seja o típico eleitor alheado (para não dizer ignorante) quanto a questões da UE, enquanto que a Marisa tem o grau, a meu verto, certo, de análise crítica das coisas erradas que a UE tem feito (ou como a propaganda lhe chama: uma “eurocética populista da extrema-esquerda”). E de propaganda em propaganda, lá vai o “centrão” votando sempre nas pessoas erradas, e repetindo todos os dias, sem nunca se aperceber da própria culpa: “como é que este país chegou a este ponto?”

      O PS devia ter um candidato próprio? Claro. Mas o PS também devia ter uma visão para o país, fora do €uro e das suas “regras” NeoLiberais, e não tem. Devia apoiar o BE e PCP no fim das PPP na saúde de forma a reforçar o SNS, e não apoia. Devia estar ao lado do BE para acabar com lei laboral da troika e Passos Coelho, mas não está. Devia estar ao lado do PCP para nacionalizar a REN, a ANA, e os CTT, mas prefere estar ao lado dos interesses e do PSD/CDS/IL/Chega. Devia ter o carácter de defender o Pedro Nuno Santos e demitir Cabrita, mas faz quase o oposto. Devia defender o país do roubo da banca e dos fundos abutres, mas faz o oposto (Costa às vezes quase parece um assessor da LoneStar, ou dos capitalistas salvos com o nosso dinheiro…). No fundo o PS devia ser um partido Socialista, mas tornou-se no PSD (Social-Democrata na propaganda, mas Liberal de facto). É pena que gente como Carlos Esperança, um óbvio eleitor da Social-Democracia, em Portugal só defendida pela ala Esquerda do PNS no PS, e pelo BE, obviamente em diferentes graus, ainda insista em votar contra os seus interesses, só para poder continuar a votar na mesma cor de sempre. É uma das razões de Portugal não avançar: os fanáticos que votariam até no Joker ou no Darth Vader se fosse ele o candidato do seu partido.

      É por esta razão que os partidos fazem asneiras sistematicamente, e estão mais interessados em segurar amigos do que em reformar os SEF desta vida, pois sabem que não precisam de fazer melhor. O voto dos fanáticos está sempre assegurado. Alguns levaram a partidarite a tal ponto que ainda hoje defendem Sócrates e atacam o BE por não o ter apoiado… E outros até se dizem Sociais-Democratas mas depois votam em quem defende a lei laboral da troika e Passos Coelho, e criticam quem veta orçamentos por achar que essa lei laboral é uma linha vermelha, vejam só…

      Por isso só me resta acabar este texto com uma citação do Carlos Esperança:
      “Car@s simpatizantes do PS, não sentem vergonha”?

      • Caro Marques.

        Nunca votei PS porque é um partido de direita.

        Já fui simpatizante do BE porque de facto fazem-se passar por social democratas.

        Mas coisas como a “bosta da bófia” e “é preciso matar o homem branco” mais as comemorações do golpe de estado de outubro de 1917 que derrubou a democracia na Rússia para instalar uma ditadura tão sangrenta como o fascismo durante 70 anos, lembra demasiado que o bloco foi fundado por estalinistas, maoístas e trotskistas.

        Aquilo ás vezes parece que debaixo do manto da social democracia surge a espreitar a cabecinha de um partido estalinista a produzir campanhas de propaganda fake no bom estilo dos anos 30.

        A marcação cerrada do bloco contra certos ramos do serviço público como a policia parece mesmo a propaganda estalinista que antecedeu o massacre dos Kulaks. A única diferença é que hoje lhes falta o músculo para as depurações…

        É por isso que, apesar de detestar o PS e preferir que esse partido seja obrigado a acordos com o bloco e o PC, única maneira de em Portugal se conseguir algo mais próximo da social democracia, até respiro fundo por ser o PS que está no poder.

        Porque o PCP é abertamente anti-democrático e o bloco é discretamente – são fascistas de esquerda.

        Sozinhos no poder afundavam o pais ainda mais.

        Assim, devido à inexistência de um partido social democrata em Portugal, a geringonça é a única coisa que mais nos aproxima desse ideal.

        • Nem me deu ao trabalho de ler tudo, tal é o baixo nível e a ignorância. Comentarei só este parágrafo:

          “Mas coisas como a “bosta da bófia” e “é preciso matar o homem branco” mais as comemorações do golpe de estado de outubro de 1917 que derrubou a democracia na Rússia para instalar uma ditadura tão sangrenta como o fascismo durante 70 anos, lembra demasiado que o bloco foi fundado por estalinistas, maoístas e trotskistas.”

          “bosta da bófia” – Mamadou Ba estava a denunciar violência policial contra negros, e viu a sua conta de facebook invadida com comentários de ódio e AMEAÇA vinda de agentes da PSP. Foi a esse comportamento, a esses comentários, que o Mamadou chamou a “bosta da bófia”, ou seja, a bosta que alguns polícias lá estavam a debitar. Ele nunca chamou bosta à polícia enquanto instituição.

          “é preciso matar o homem branco” – fora do contexto. Ele não estava a a falar em matar uma pessoa ou conjunto de pessoas. Estava a falar em acabar com a cultura (ou falta dela) de uma parte da sociedade que se identifica como “homem branco”. Normalmente são aqueles que vemos nos comícios do Chega a esticar o braço direito… Eu pergunto: é do lado desse homem branco (aka racista negacionista do próprio racismo) que você quer ficar?

          “golpe de estado de outubro de 1917 que derrubou a democracia na Rússia” – bom, isto aqui é a parte da ignorância no seu estado extremo. A Rússia era uma monarquia absolutista, com um Czar (imperador) que mandava o povo esfomeado para a guerra para defender as terras da burguesia. É inesquecível o que se passou antes da tal revolução: um povo a protestar na rua, contra a fome que o matava, e os burgueses a mandarem fechar as pontes de acesso à parte rica da cidade, e a polícia a matar toda a gente, homens, mulheres, crianças, e até os cavalos que os tinham transportado. Foi contra isto que o povo Russo se revoltou, e bem. Não foi contra uma “democracia”. O que se seguiu a seguir foi o primeiro governo eleito por representantes do povo, com Lenine à cabeça, que fez coisas tão “sangrentas” como a primeira distribuição em massa de uma vacina (até então só disponível para alguns ricos) da história da humanidade. Podes aliás ler sobre isso num texto publicado aqui mesmo na Estátua de Sal há uns meses atrás.

          Foi também graças a essa revolução, que as monarquias/ditaduras cá do ocidente escutaram como aviso, para fazerem as reformas necessárias para tirar o povo da miséria, algo que sem o Outubro Vermelho ou nunca teria acontecido, ou teria acontecido tarde demais. Provavelmente você ainda hoje seria um analfabeto a lavrar um campo, caso a revolução de Outubro não tivesse acontecido.

          “como o fascismo durante 70 anos” – comparar o incomparável. Olhe, os seus colegas do Chega também gostam de comparar a “extrema”-Esquerda (aquela que lutou contra a ditadura fascista, aprovou a Constituição da nossa atual Democracia plena, e defende-a com unhas e dentes, ao contrário de PS, PSD e companhyia) com os Nazi-fascistas… Comparações há muitas. E idiotas também.
          Se é para fazer comparações parvas entre regimes diferentes, só devido a uma parte comum da ideologia, então teríamos de comparar todos os regimes capitalistas (como EUA e países UE) com a ditadura sangrenta de Pinochet no Chile, entre outras alarvidades feitas com apoio do nº1 da NATO.

          “bloco fui fundado por estalinistas” – e cérebro? Tem? Não me parece. Um BE que é, a par do PAN, o único partido do nosso parlamento que sempre condenou TODOS os regimes autoritários. O PS sempre foi amigo da ditadura Angolana, e a Direita sempre recusou condenar Israel pelo autêntico regime de Apartheid contra o povo Palestiniano. E nenhum deles aprova sanções contra a ditadura da Arábia Saudita, e nenhum se recusa a cumprir os acordos comerciais entre a UE e a China.

          A propósito disto, lembro um excelente texto recente do Pacheco Pereira, parafraseando: há uma enorme diferença entre o programa histórico e o programa activo dos partidos. Se por um lado o PCP tem base marxista, e o BE origem trotskista (um defensor do povo assassinado a mando dos estalinistas), também temos de considerar que o PS tem base Socialista, o PSD uma alegada origem Social-Democrata, e o CDS Democrata-Cristã. No entanto, para o julgamento no presente, interessa o programa ativo dos partidos, ou seja, aquilo que são e defendem hoje, DENTRO do nosso país (ou seja, as relações externas, atrás referidas, não fazem sentido nesta avaliação). E quer o PCP, quer o BE, são 100% democratas, pois defendem a Constituição da República. Tal como o PS (agora dividido entre a Social-Democracia e os Social-Liberalismo), ou o PSD (hoje de Direita NeoLiberal), ou até o CDS (da Direita Radical e NeoConservadora).

          É preciso lembrar também o contexto histórico do pós-25-Abril, em que até o Durão Barroso se considerava um Maoista, e até o Sá Carneiro (acabadinho de sair de uma histórica e factual cooperação com o regime fascista) se considerava “de Esquerda” e “Socialista”. Foi um tempo em que, devido à revolta natural do povo contra a ditadura fascista, era muito mal visto alguém dizer-se de Direita, pois corria o risco de ser confundido com os fascistas.

          Resumindo e concluindo, porque ninguém me paga para dar lições de história ou política de forma gratuita na internet, que é como quem diz, dar pérolas a porcos, resta-me despir a farda do politicamente correto, e acabar com aquilo que bastaria para lhe responder, e ter igualmente razão: és um ignorante com merda em vez de cérebro, a quem faz falta uma ida à secção de história da biblioteca local, isto é, se a biblioteca em causa permitir a entrada a animais…

          • Actualização.

            Nota. Bom Natal atrasado para o ó d’A Estátua, um beijinho para a Guidinha que às donzelas tudo se perdoa, um miminho e um carro a pilhas para o menino Paulinho, um olé para o José do Remanso Pernalta e para o seu amigo Pau Preto, vamos precisar de vós para carregarem uns móveis para a box, outros destrambelhados como o Vitinho, um abraço para os/as restantes e um caldinho para o Zé (para o fascista ofereci-lhe uns calções, uma camisa, meias e um bivaque com o símbolo da Mocidade Portugueza). Em tempo: e sai uma farpela nova para o Carlos Marques, é claro!

            https://marx200.org/sites/default/files/styles/large/public/karl_mason_kommunismus.jpg?itok=CERnHeCX

            🙂

            • Notazinha. Paulinho: leu vinte vezes, tentou responder umas dez, mas meteu o rabinho entre as pernas, ou baixou as orelhas, e ficou-se como um burro a olhar para um palácio…

  2. Excelente retrato do nosso PR. Não poderia ser mais certeiro sobre a falta de carater e sentido de estado que MRS assume com a sua presidência. E o PS a embarcar…

  3. Nota. Olha, Carlinhos, fiquei no teu lembrete sobre as desgraças da senhora Constança com os seus cem mortos no cadastro (a levezinha do Centeno sobre os bilhetes para ver o Glorioso nem percebi, e olha que entre a minha e a tua memória acredito 99,9,% na dum gajinho com 30 e poucos anos como eu…): mas devo dizer-te que, com essas e outras cenas aparvalhados sobre os Cabritas, a tralha do Socratismo como tu e a do Costismo, que belo aldrabão que se revelou o Costa!, os caça-fantasmas do discurso de ódio, o das golas-anti fogo que ardiam, a mentirosa Marta Temido das vacinas, gripe e aí anda ela descaradamente a fazer propaganda com a da Covid-19 como se os portugueses vivessem nas favelas da América Latina, dizia eu, ajudas ainda mais o voto no Marcelo Rebelo de Sousa. Pelo que percebi, sobre a Ana Gomes (gostas, detestas?), a Marisa, o Tino?, dizes nada eventualmente embebido ainda pelos licores, o que é típico num “corajoso” de pantufas mas sem tomates.

  4. Li duas vezes o seu comentário. Costumo perceber o que leio. Mas deve ser por ser escrito por alguém com 33 anos e eu já não chego a escrita de um jovem o cinismo para chegar onde quer tem de chamar as coisas pelos nomes. Ora você não vota Marcelo, abomina o Costa mas quer que o autor siga o que pensa dos outros candidatos. Fala nos candidatos do Chega e na candidata independente então e o BE e o candidato do PC que lança candidatos cada vez mais obscuros? Ao menos o autor do texto não é ambíguo. O Marcelo é um demónio e ponto.

    • Nota. MJP: eu raramente menciono o Chega por aqui e por acoli, não tenho essa obsessão que só serve para dar gás ao #spin miserável dos gajos menores que trabalham para o PS e que andam na net. O que eu tentei demonstrar é que criticar o actual PR com “argumentos” aparvalhados não deveria, sequer, fazer parte do debate político. Repare se quiser: todas as personagens referidas pelo Carlinhos são, se voltarmos aos momentos em que aconteceram, são, repito, capítulos do livro negro da governação do PS de António Costa que, se não fosse o Marcelo Rebelo de Sousa o PR a aguentar o trauma dos incêndios (e o BE e o PCP no parlamento), o governo minoritário do PS simplesmente caía. Ainda hoje, percebe-se, há idiotas que ostentam um par de palas nos olhos e não vêem um boi à frente… Esse género de idiotas gosta mais deles do que do País, e são capazes de se calarem perante tudo o que não seja do PS, no caso. Ora, o que eu venho dizendo sobre o Costismo é que o tipo, apesar de ter aprendido a ler no partido, não era suficientemente conhecido para mim pois reservava-se discretamente ao lugar de secretário de estado, ministro e presidente da CML (havendo no seu perfil ainda uns tempos de pousio, o pôr-se ao fresco!, como bem disseram por aqui). E que chegados aqui, portanto, não há cinismo nenhum da minha parte: perante este quadro de candidatos presidenciais conhecidos, e estes são múltiplos, o senhor Esperança não consegue balbuciar o nome da Ana Gomes que é uma destacada e ilustre ex-deputada europeia dirigente socialista? Isto, sim, tinha lógica: eu, ou seja ele, que confessa ser um apaniguado do PS a quem, por hábito, metem à frente a m. que quiserem que gosta (Pedro Marques como cabeça de lista, uma série de incompetentes em pastas ministeriais fundamentais, de que o Emprego e Segurança Social é o exemplo mais gritante, um PM que se rodeia de amigos íntimos cujo curriculum é serem advogados de interesses privados, um partido que tem uma líder parlamentar, uma direcção de bancada e um vasto conjunto de cadastrados como deputados), desta vez não sigo as manhosos patifarias do António Costa e voto em. Mas não, tal como antes nunca se mostrou incomodado, também agora não disse nada. Foi a isto que eu chamei querer passar por um corajoso, mas ter falta de tomates.

  5. Em equipa que resulta não se mexe.

    Portugal nunca esteve tão bem como com a geringonça, de que o Marcelo não oficialmente faz parte.

    Estas tentativas de pulverização do eleitorado da geringonça numa quantidade de candidatos vão apenas servir para que a direita radical do Chega e do IL subam e apareçam como alternativa viável em eleições futuras.

    Não vão na conversa.

    • Desde 2015 que as intenções de voto são semelhantes: a Esquerda e o PS com mais de 50%, e a Direita a rondar os 40%. Com o PAN lá pelo meio a cativar gente que de outra forma se absteria ou faria voto útil num dos 2 partidos do “centro”.
      A única coisa que tem mudado é 1% ou 2% que ora sentem mais vontade de votar BE ora PS, ora PAN, cerca de 5% que ora se abstêm ora apoiam o PS, e o eleitorado da Direita que passou do PSD para a IL em pequena quantidade, e do CDS para o Chega quase na totalidade.
      Chama-se a isto uma re-configuração.

      Quanto às Presidenciais, não são eleições partidárias, e nem partidos nem candidatos são donos dos votos. O eleitorado não fica “pulverizado” ao ter mais escolhas. E o BE e o PCP não devem favor nenhum nem ao PS nem a Marcelo.
      Quando à subida do fascista/racista, tem outros 2 motivos: 1) Marcelo demasiado encostado ao PS (e vice-versa) afasta a Direita mais trauliteira; 2) é um voto de protesto anti-sistema que passou a ter no Chega uma alternativa na Direita. Antes esta gente só podia ou votar no CDS, ou voto útil no PSD com o propósito único de ser um voto anti-PS, o voto branco/nulo, ou a abstenção.

      Da mesma forma que conheço muita gente que vota PCP e não é comunista, também já conheço alguns que votam Chega sem serem nem fascistas nem racistas. É isso o voto de protesto. A prova disso é que se perguntares alguma coisa a essas pessoas sobre os programas desses partidos, normalmente não sabem responder a quase nada, e por vezes (e isto acontece muito no Chega) defendem o oposto do partido (até porque o partido e seu líder chegam a defender uma coisa e o seu contrário no mesmo dia).

      Assim o voto na IL e no Chega não me preocupa, porque não estão a fazer crescer a Direita, estão apenas a reconfigurá-la. Se depois temos de fazer oposição aos NeoLiberais vestidos de laranja ou de azul bebé, que diferença faz? Se temos de fazer oposição aos NeoConservadores (ou até fascistas e racistas) vestidos de azul escuro ou de branco e amarelo, que diferença faz? A meu ver até facilita, pois fica tudo muito mais óbvio.

      Por outro lado, eu, Social-Democrata no desenho do Estado, Marxista na lei laboral, Keynesiano nas finanças, EUro-crítico, anti-€uro, soberanista, defensor do Estado de Direito, e tendencialmente libertário dos costumes, ficaria muito preocupado se tivesse de escolher só entre Marcelo (Direita) e Ana Gomes (anti-Estado de Direito). Provavelmente seriam as primeiras eleições da minha vida em que me iria abster.

      Felizmente eu poderei votar na Marisa Matias na 1ª volta, portanto agradeço-lhe por se ter candidatado e não ter desistido. Acredito que, tal como há 5 anos, os 3% ou 4% das sondagens (que agora, comparativamente, até são melhores) se transformarão em 10% ou mais nos votos reais.

      E felizmente a Direita que não se revê em Marcelo pode votar em Mayan em vez de ficar refém do Ventura. Da mesma forma também felizmente há João Ferreira para o voto dos comunistas e de protesto, Euro-cético, e defensor da interpretação da Constituição à letra.

      Quanto ao Tino, aí já é infelizmente. Mas enfim, os palhaços e os idiotas também precisam de representação…

  6. Boa Tarde! Acho incrível como se vem para estes debates insultar, fazer tábua-rasa da HISTÓRIA e utilizar linguagem de sarjeta!
    Claro que não voltarei, nunca votaria em MRS (a não ser que numa hipótese inverosímil estivesse na segunda volta com o a ventureiro), por há Marisa Matias, Ana Gomes, Vitorino (de Rãs)! Mas não é (só) nas eleições que se decide a vida dos portugueses! É no dia-a-dia, nas lutas por melhores condições de vida e trabalho e na discussão/ debate de questões fracturantes, nomeadamente a educação para a cidadania, a violência doméstica, o desemprego e – pasme-se – a cartelização dos preços! É necessário abrir as mentes a questões que vão para além da retórica polemista do poder de turno! Que o voto seja um acto consciente, mas é apenas um voto!

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.