E ao oitavo mês Portugal descobriu Ihor

(Fernanda Câncio, in Diário de Notícias, 12/12/2020)

Já sabia dizer “caralho”, de tanto ouvir o palavrão. E no fim falava baixinho, como se rezasse.

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Nas centenas de páginas do processo criminal que investiga a morte de Ihor Homeniuk, e que se lê num misto de horror e tristeza, estas duas informações, dadas por testemunhas à PJ, comoveram-me particularmente. Um homem que não sabia português e que ninguém compreendia ali (não é demais repetir que nunca teve o acesso a intérprete que a lei lhe garante) aprender um palavrão de tanto o ouvir da boca dos seguranças e quiçá dos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras; morrer sozinho, sem esperança de ajuda humana, talvez a pedir ao seu deus.

Sei que a maioria das pessoas não leu o processo e não teve como eu a noção plena da solidão e do desamparo deste homem, da sua confusão e incompreensão, do seu desespero. Que não pensou o que seria estar no lugar dele: um estrangeiro num país do qual não falava a língua, sem acesso ao telemóvel (será que chegou sequer a perceber que podia pedir para ligar à família do telefone existente no local?), sem acesso a um advogado, talvez mesmo sem perceber o que lhe estava a acontecer, porque estava ali preso, por qual erro ou crime, porque queriam que voltasse para trás.

Apesar de Portugal ser um país do qual tanta gente saiu ao longo dos séculos, e tantas vezes fora da lei, em busca de trabalho e uma vida melhor, a história do cidadão ucraniano que morreu no aeroporto por alegadamente querer trabalhar aqui não aqueceu nem arrefeceu a maioria. Isso mesmo se percebia na ausência de cliques nas notícias que o DN foi publicando, no alheamento das redes sociais como dos comentadores em geral e das TV (e o que não aparece na TV, sabemos, não existe). Ihor não interessava a ninguém.

Nem quando o DN publicou uma entrevista com a viúva, Oksana Homeniuk, a 13 de abril, na qual ela contava o seu choque quando soube que afinal, ao contrário do que lhe tinham dito, o marido não morrera de “doença súbita” mas provavelmente assassinado, e confessava não ter coragem para contar aos dois filhos as verdadeiras circunstâncias dessa morte que a deixava em dificuldades económicas, a multidão se moveu. Como não causou qualquer efeito a revelação, em junho, de que fora ela a assumir o custo da trasladação das cinzas do marido para a Ucrânia.

Houve aliás um momento a partir do qual Valentina Marcelino e eu, que seguimos a história de Ihor desde que a 29 de março a sua morte e a suspeita de homicídio foram reveladas pela TVI (os três inspetores que o MP responsabiliza foram detidos na manhã do dia seguinte), nos sentimos um pouco doidas: a sensação era de que ninguém, além de nós, queria saber, e que o muro de silêncio e displicência em que embatiam as nossas perguntas ao SEF e ao Ministério da Administração Interna – perguntas que estão ainda todas por responder – era apenas uma projeção do desinteresse e da displicência geral do país. Que se passava com Ihor e esta morte, questionávamo-nos, que não indignava nem comovia quase ninguém? Como explicar que a asfixia deste homem, por ação e omissão de uma polícia portuguesa, interessasse menos do que a asfixia de George Floyd nos EUA?

Foi a pandemia, dizem alguns. Mas a morte de Floyd ocorreu em junho e comoveu muitos portugueses, levando até a manifestações de milhares em Lisboa e Porto. Não é decerto essa a razão.

Na verdade há, creio, vários motivos para esta frieza – e o principal é, temo, a falta de interesse pelas questões relacionadas com os abusos policiais e a temática dos direitos humanos em geral. Lembro-me apenas de dois casos de brutalidade policial por cá que indignaram o país. O do agente da PSP que espancou um adepto do Benfica em direto nas TV, em 2015, e à frente dos seus dois filhos – e que mesmo assim teve o topete de mentir sobre o ocorrido no auto de notícia. E o do homicídio de um homem, com um tiro na cabeça, e posterior decapitação na tentativa de encobrir o crime, no posto da GNR de Sacavém, em 1996.

No primeiro caso as imagens em direto e o facto de se tratar de um “bom pai de família”, ainda por cima do Benfica, permitiram à maioria projetar-se na vítima; no segundo, o pormenor da decapitação foi o fator preponderante. Aliás só pode ter sido isso, porque dois anos antes um outro homem, cigano e suspeito de tráfico de drogas, fora executado nas mesmas circunstâncias – a “gatilhada”, uma forma de tortura que consiste em encenar uma execução encostando uma arma supostamente sem balas à cabeça da vítima; nos dois casos, estava afinal carregada – na esquadra da PSP de Matosinhos, também com tentativa de encobrimento (o auto de notícia alegava que a vítima se apoderara da arma de um polícia e se suicidara), e não houve qualquer comoção pública.

Tem pois de concluir-se existir uma estranha indiferença dos portugueses face à violência policial, mesmo quando resulta em morte e até quando, como sucedeu em 2008, o morto é uma criança (refiro-me ao menino de 13 anos vítima dos disparos do guarda da GNR Hugo Ernano). A tendência é justificar a ação da polícia, partindo do principio da culpabilidade das vítimas – e mais ainda se estas forem à partida consideradas “suspeitas” ou “criminosas”.

A ideia de que mesmo os criminosos têm direitos e que a essência do Estado de direito é garanti-los a todos não parece uma lição muito estudada por cá – pelo contrário. É sobretudo à luz dessa constatação que leio a fábula de Ihor Homeniuk – e nisso tenho de dar razão ao ministro Eduardo Cabrita, quando disse que a maioria não se interessa pela defesa dos direitos humanos.

Sucede que também não se pode dizer que o governo tenha feito o que devia. É verdade que Cabrita teve palavras fortes em abril sobre o caso – “Jamais estive numa situação que mais contrariasse aquilo que são os valores fundamentais do Estado democrático” – mas não retirou as óbvias consequências dessa afirmação.

Em primeiro lugar, a da existência de responsabilidade objetiva do Estado e da necessidade de uma iniciativa de reparação à família, quer por via de um pedido de desculpas quer de uma indemnização – como aliás aconteceu no caso do decapitado em 1996.
E, claro, a da responsabilização da direção do SEF – que não sucedeu sequer quando em novembro a diretora Cristina Gatões assumiu ter sido Ihor vítima de “tortura evidente”, nem agora que a substituem pelo seu diretor adjunto, evidentemente corresponsável nas decisões e omissões que permitiram a tragédia.

Porque a demissão de Gatões não é o fim; tem de ser o início. Como aventou Marcelo, cujo vergonhoso silêncio de quase oito meses sobre esta matéria se quebrou apenas ante a indignação pública, o problema é sistémico.

É sistémico no SEF, como se percebe pelo relatório da investigação da Inspeção-Geral da Administração Interna ao caso, como o é nas forças de segurança em geral, no Estado e no país. Porque se as nossas leis são boas ou razoavelmente boas – aquela que rege os centros de detenção de estrangeiros precisa claramente de alteração -, as práticas são más quando não péssimas, incluindo por parte de quem tem o dever de garante da legalidade.

É o caso de juízes que estendem períodos de detenção sem sequer se darem ao trabalho de ver detidos (assim aconteceu com Ihor), fazendo fé no que as polícias lhes dizem e portanto mandando as garantias do Estado de direito às urtigas; de procuradores do MP que, como sucedeu no caso de Ihor, não levantam o rabo da cadeira quando lhes dizem que morreu um homem em custódia policial (situação na qual por via das dúvidas deveria haver sempre o cuidado de ir ao local); de uma polícia das polícias – a IGAI – que tem a incumbência de monitorizar o respeito pelos direitos humanos mas nunca fez uma inspeção sem aviso prévio ao principal centro de detenção de estrangeiros do país, o do aeroporto da capital. De um ministro e um governo que perante um caso destes acham que a direção da polícia responsável pode ficar incólume.

Mas é também o caso de um PR que perante tudo isto se cala, dos partidos que pouco ou nada falaram, das grandes instituições da sociedade civil, como a Igreja Católica, que pouco ou nada fizeram para exigir esclarecimento cabal de um caso tão horrível como este e as mudanças necessárias para que não possa repetir-se.

Restou, face a toda esta incompetência e indiferença, o jornalismo. É para certificar que casos destes não são abafados, esquecidos, escamoteados, que ele existe – que existimos. Mas mesmo aí a maioria, tenho de o dizer, falhou. Fomos muito poucos, aliás muito poucas – calhou que fossem só mulheres jornalistas nesta batalha em que esteve também Joana Gorjão Henriques, do Público – a continuar a perguntar, a querer saber (e ainda não terminámos).

O desinteresse do país, nesta era em que o jornalismo se guia mais por cliques e audiências do que por critérios de interesse público, determinou o abandono do caso de Ihor, e esse abandono determinou o desinteresse de um país que pouco lê jornais e ignora o que não “dá na TV”. Uma triste pescadinha de rabo na boca da qual agora todos querem sair bem – mas, lamento, saímos todos mal.


20 pensamentos sobre “E ao oitavo mês Portugal descobriu Ihor

  1. A chamada de atenção pela Fernanda, entre outros, fez-me pensar que a coisa fazia o seu processo legal, mas esqueci-me da máxima que o Twitter não é a vida real, e a coisa andava muito mais esquecida.
    Mas os protestos foram tanto sobre a morte de Floyd como este artigo é sobre Ihor; é o sistema o problema, por muito que doa a cobardia dos episódios.

  2. Não sou simpatizante da Fernanda Câncio mas rendo-lhe a minha homenagem pela coragem de vir a público dizer o que quase todos jogaram para canto, como se costuma dizer. Estou 101% de acordo. Ganhou a minha admiração.

  3. Esta acordou agora.

    Ah granda Ventura que até já faz a esquerda falar das vitimas de raça branca.

    Pode ser que seja agora o momento histórico da esquerda fszer a primeira manif por uma vitima branca.

    Quiçá um dia até a faça se o assassino for de outra raça. Embora isso também já seja pedir muito que a esquerda tem uma tabela de valorização das pessoas consoante a cor da pele, como os nazis. Lá diz o Mamadu, fundador e dirigente do bloco de esquerda, que é preciso matar o homem branco.

    Embora se o Chega um dia chegar a estar perto de chegar ao governo ainda se veja uma coisa do outro mundo como essa – a esquerda deixar de trair os trabalhadores e tratar todos os honens cono iguais. Em vez de os dividir em identidades “boas” e identidades “más”.

    • Foi a primeira a escrever sobre o assunto, e dos poucos que continuou a escrever.
      Continua sem dar uma para a caixa só para poder menosprezar os outros. Tão transparente que dói.

        • Você acha que se fala muito ?

          Vocês estiveram todos calados que nem ratos durante um ano com este caso só porque o gajo não preenchia os vossos requisitos de melamina na pele para ser uma “vitima aceitável”.

          Enquanto andavam aos berros pelas ruas com um caso muito menos grave de um criminoso lá nos distantes states só porque era preto. Com um um branco a ser torturado até á morte aqui mesmo à nossas portas.

          Já agora diga lá quantas vezes se falou neste ou qualquer blog de esquerda do jovem assassinado no campo grande ou nos espancamentos dos bombeiros de serviço nos quartéis de bombeiros ?

          Eu só falo em brancos porque vocês ESCONDEM os crimes contra brancos.

          Se o Igor fosse preto vocês estavam todos aos gritos em manifestações logo no dia a seguir à morte.

          Porque para mim as pessoas são todas iguais, vocês é que são racistas ao contrário ó racista de merda.

          • Bom, não sabia que se media níveis de tortura, afinal há torturas boas e torturas más. Mas mente, novamente, o protesto não foi por uma pessoa, foi pelo menos por 3 entre muitas anteriores e posteriores. E mente, novamente, ao dizer que as pessoas são todas iguais, mas umas desqualifica, outras nem por isso.
            Se calhar surpreendia-se com o número de vezes, mas tinha que ir procurar… dou-lhe uma ajuda.
            https://www.esquerda.net/artigo/bloco-quer-ouvir-mai-sobre-morte-de-imigrante-no-aeroporto/66715

            • Paulinho.

              Se eu arranjar três brancos assassinados tu jà fazes uma manifestação de protesto ?

              Como se fosse muito dificil encontrar três brancos assassinados.

              Numa reslosta que te dei até te dei um link para uma mulher e uma criança brancas assassinadas por policias brancos nos estados unidos.

              Referi o branco decapitado pela GNR e quartéis de bombeiros inteiros espancados por gangs de ciganos.

              Até referi que eu próprio já fui agredido pela policia com uma brutalidade que, se eu fosse preto, vocês ficavam todos a guinchar de indignaçâo.

              E tu sempre caladinho como o rato racista que és.

              Além de neo- racista és aldrabão.

              Para mim as pessoas sâo todas iguais, se fazem manifs por pretos também as façam quando são brancos a ser agredidos.

              Mas a nova esquerda é essencialmente neo- racista e para vocês o valor das pessoas mede-se pela cor da pele.

              • Errata.

                Os links que dei eram de casos de uma mulher e uma criança brancas assassinadas nos EUA por policias NEGROS.

                Se a cores das vitimas e dos assassinos fossem invertidas teriamos os esquerdistas presentes aos gunchos de indignação.

                Assim tive como respostas ou um silêncio indiferente ou ser insultado de racista por falar em vitimas brancas.

                Porque uma mulher e uma criança assassinadas pela policia deixam de ter qualquer importância se não forem da cor de pele que a esquerda racista gosta mais.

  4. Até chego a pensar que se o Chega jà existisse quando a GNR decapitou no próprio posto da GNR um “homem branco privilegiado e opressor” a esquerda fizesse nessa altura a sua primeira manifestação por uma pessoa com uma cor de pele tão “má”.

    Claro que salvaguardando a sua ideologia esquerdo-racista com muitos “estudos sociológicos”.

    “Estudos” que jurariam aos totós que ainda não se aperceberam que a academia eatá toda minada por esquerdistas neo-racistas, que mesmo ao ser decapitado num posto da GNR um homem branco está numa posição “privilegiada”.

      • Sim.

        Para vocês sâo todos fascistas, racistas e machistas.

        É essa vossa profunda estupidez wue esta a provocar a subida do Chega.

        Mas gente completamente estupida não é capaz de perceber o que está a fazer.

        O Ventura devia dar-te uma medalha.

  5. Nota. Eu não queria bater mais na ceguinha mas, para uma moça que vive no #Twitter, que vive do laikismo e das redes sociais faz profissão e, ainda, que é co-responsável pela destruição do DN em papelinhos tendo a turminha para apresentar números completamente ridículos face à circulação de assinaturas digitais, em mudança, assinalar que os cabrões que são essa cambada de jornalistas, os outros claro, é o principal sintoma de perturbação intelectual num delicado estado clínico que se aproxima da maluqueira… Enfim, tentando ser sério pois esta tese sobre a ausência de interesse da comunicação social foi esgrimida, em primeiro lugar, por Marcelo Rebelo de Sousa na entrevista da SIC queria eu mesmo dizer uma, ou duas?, ou três?, coisas verdadeiramente importantes. Que o PR o disse é um facto, embora tal “verdade” mereça discussão, mas suspeito que, tratando-se da ilustre cabeça presidencial, provavelmente o que ele estaria a insinuar é que o governo do PS domina a/s agenda/s jornalísticas a seu belo prazer. Ou seja, disse subliminarmente, os senhores não fizeram o seu trabalho literalmente porque não quiseram… Mesmo que tenham sido barrados pela máquina de propaganda do PS pós-Socrático que continua por aí, através dos seus conhecidos adoradores tomateiros, dos avençados e das dezenas de assessores, vocês são cúmplices dessa inversão, salvo seja qu’isto agora é dia-sim, dia-sim!, inversão, da lógica, dizia, em que os jornalistas que ousem mexer-se serão imediatamente rotulados como sendo “má imprensa”, profissionalmente desconsiderados, perdendo o acesso privilegiado às “fontes boas” no rudimentar léxico da Ana Catarina Mendes e do banana assanhado António Costa (daí a biqueirada ao Pedro Nuno Santos que, sem dar cavaco, ousou construir uma pequena máquina para si próprio e para os seus…), a eventuais prebendas, &etc.

    Portanto, portanto, sobre a cartilha da Fernandinha nada de novo (que ignora o Eduardo Cabrita e prefere atacar o PR e a igreja católica uff!).

    • State of the art, pois, o parêntesis explica.

      «Não me conformo que não haja da nossa parte a capacidade de representar esse espaço política. A resposta é a direita democrática e popular. Denunciar o pântano, os subsídios à comunicação social [isto para a Fernanda Câncio são amedoins, andou caladinha, entretanto a Global Media mudou de mãos e haverá algo que a perturba…], a promiscuidade no Banco de Portugal, na PGR, o Tribunal de Contas, no apoio ao PCP e à CGTP, e a promiscuidade entre a Presidência da República e do Governo. Se nós fizéssemos este discurso de alternativa, sobrava menos espaço para os outros.”»
      – João Almeida (o do CDS que está a escaldar).

      No Observador, online-online.

    • Isso de criticar quem não se lê nem conhece só pela agenda não difere muito ali do Pedrocas. Mas nem com a letra escarlate lá vai.

      «Eduardo Cabrita pode, claro, dizer que espera pelo fim dos processos criminais e da prossecução dos processos disciplinares para completo apuramento das responsabilidades. Pode alegar que não é neste momento assente que, como defende o Ministério Público, Ihor tenha sido vítima de agressões e tenha morrido em consequência delas, ou que as agressões a existirem tenham sido perpetradas pelos três arguidos. Tudo isso se admite; existe presunção de inocência.

      Sucede que o resto – a ausência de gestão do CIT e tudo o que a IGAI descreve sobre o funcionamento do SEF, a forma como foi cozinhado o relatório dos dois últimos dias do cidadão ucraniano, a não existência de intérpretes, de representação legal, a fita adesiva usada para manietar Ihor, o algemamento pelos três arguidos abandonando-o durante horas nessa situação, a posse de armas proibidas (bastões extensíveis) por dois dos arguidos e a admissão por testemunhas, incluindo inspetores chefes, de que é comum verem-se funcionários do SEF com esses bastões à cintura, e muito mais – é suficiente para se concluir que esta polícia funciona no total desprezo pelos princípios do Estado de Direito.

      Dir-se-á que não foi com este governo que essa cultura nasceu. Certo: algo assim advém de muitos anos de ausência de exigência e olhar para o outro lado. Mas é com este governo que isto se revelou iniludivelmente, à custa da morte de um homem. Impossível aceitar que algo com esta gravidade seja tratado pela tutela com a displicência a que temos assistido: manter Gatões, recusar esclarecimentos (não têm conta as perguntas que o DN fez ao SEF e ao MAI que não obtiveram resposta), fazer afirmações como “o que se passou foi negligência grosseira ou encobrimento grave” e depois nada acontecer.»

      — adivinhe quem

      • Nota. Paulinho, meu menino, eu não tenho culpa de a Fernandinha ser “uma jornalista sem jornal” segundo a espectacular expressão que um maduro que eu cá conheço usou oportunamente. Quanto ao artigo postado, a autora dá objectivamente razão ao Eduardo Cabrita quando se afirmou como campeão dos direitos humanos, motivo generalizado de gozo mas que serve para que a Fernanda Câncio faça aquilo que lhe dá mais prazer na vida que é dizer mal dos/as outros/as que não sejam os seus amiguinhos twitteiros (nomeadamente os que tenham pecado durante o Socratismo, só tempo em que ela andava a editar a sua página da Wikipedia expurgando-a de matérias complexas como a alegada licenciatura…), e emolduram-se ainda como se fossem umas palavras fortes (?!) do MAI umas merdas sem pileira nenhuma. Quanto ao que copias, o que queres demonstrar? É verdade que com a anterior prosa neo-realista sobre os bastões, da fita-cola e das algemas* poderás ter sido sugestionado a ler o que não está ali, mas a verdade é que a propósito do tem-te não caias do Eduardo Cabrita, sobre a conivência solidária do amigo António Costa a que se juntou o Augusto Santos Silva, três dos caneleiros, ela não diz nada de substancial…

        Asterisco. Se a hora que o País atravessa não fosse demasiadamente grave, nota, à corrente neo-realista juntar-se-ia a literatura erótica que é uma cena mais de acordo com.

        • Se queres ler o que te apetece no que outros escrevem, que tem tão pouco de novidade que não é surpresa, estás no teu direito.
          Continua é a ser aldrabice.

      • Nota. Paulinho, meu menino, eu não tenho culpa de a Fernandinha ser “uma jornalista sem jornal” segundo a espectacular expressão que um maduro que eu cá conheço usou oportunamente. Quanto ao artigo postado, a autora dá objectivamente razão ao Eduardo Cabrita quando se afirmou como campeão dos direitos humanos, motivo generalizado de gozo mas que serve para que a Fernanda Câncio faça aquilo que lhe dá mais prazer na vida que é dizer mal dos/as outros/as que não sejam os seus amiguinhos twitteiros (nomeadamente os que tenham pecado durante o Socratismo, ao tempo em que ela andava a editar a sua página da Wikipedia expurgando-a de matérias complexas como a alegada licenciatura…), e emolduram-se ainda como se fossem umas palavras fortes (?!) do MAI umas merdas sem pileira nenhuma. Quanto ao que copias, o que queres demonstrar? É verdade que com a anterior prosa neo-realista sobre os bastões, da fita-cola e das algemas* poderás ter sido sugestionado a ler o que não está ali, mas a verdade é que a propósito do tem-te não caias do Eduardo Cabrita, sobre a conivência solidária do amigo António Costa a que se juntou o Augusto Santos Silva, três dos caneleiros, ela não diz nada de substancial…

        Asterisco. Se a hora que o País atravessa não fosse demasiadamente grave, nota, à corrente neo-realista juntar-se-ia a literatura erótica que é uma cena mais de acordo com.

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