Coisas do Carvalho

(Valupi, in Blog Aspirina B, 05/07/2019)

Manuel Carvalho

Manuel Carvalho está feliz da vida porque viu mais um dos seus alvos a ser enjaulado no Ministério Público – Como explicar o “inexplicável” a Azeredo Lopes – o que lhe permitiu citar-se a si próprio, o desporto favorito dos caluniadores profissionais.

O seu entusiasmo está todo investido no tiro ao ex-ministro da Defesa, saber quem roubou e quem fez e deixou fazer realmente o quê em Tancos, do magala ao general, não é a sua praia. Eis, exacta e sistemicamente, o filme do BPN, CGD e BCP quando a direita ocupa o palco e manda foguetes, as manobras de diversão contra quem se limitou a tentar resolver problemas que não causou nem podia ter evitado.

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Conseguir celebrar o estatuto de arguido de Azeredo Lopes sem fazer uma singela referência às declarações do tenente-general António Martins Pereira, do coronel Luís Vieira e do Comandante Supremo das Forças Armadas é um feito digno do director que inventou escabrosas e dementes mentiras sobre Vítor Constâncio e o Banco de Portugal. Falar de Tancos apagando a inerente, complexa e incontornável distância institucional entre o Governo e o Exército para assim assumir raivosamente a posição de adversário político fingindo que se está a fazer algo remotamente congénere do jornalismo fica bem a um título que, pelas próprias palavras de Vicente Jorge Silva, assumiu o destino de pasquim.

Não se ter demitido, nem ter sido demitido, depois de mandar publicar que «Constâncio autorizou Berardo a ir levantar 350 milhões à Caixa / Banco de Portugal aprovou investimento de Berardo no BCP com crédito tóxico da Caixa / Ex-governador disse no Parlamento que não sabia de nada» é que fica como inenarrável ópera-bufa para a história da imprensa em Portugal.


Fonte aqui

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