Porquê votar no domingo?

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 24/05/2019)

Miguel Sousa Tavares

Eu sei que ver Marisa Matias a descascar favas numa feira ou Nuno Melo a ajudar pressurosamente uma dona de casa a embalar compras num saco; que ouvir os tristes discursos de Paulo Rangel (a quem era de exigir bem mais), ou ver Pedro Marques a passear-se num dos comboios a que nada ligou enquanto governante; que escutar João Ferreira a dizer coisa nenhuma sobre uma Europa de que não pode e não quer dizer coisa alguma ou assistir a uma audiência embevecida com Passos Coelho a recordar saudosamente os tempos da troika, são tudo coisas que nada têm que ver com as eleições europeias de domingo próximo e que só dão vontade de ficar em casa ou ir para a praia. Vamos, porém, esquecer os nossos candidatos a Estrasburgo e pensar que estamos a votar também no Parlamento dos 28, onde muito do nosso futuro próximo se vai decidir e onde a Europa que recebemos dos nossos pais e avós vai enfrentar um desafio decisivo entre os que a querem liquidar e os que a querem preservar e afirmar. Vale a pena, então, recordar o que está em jogo.

1 A UE é o mais fascinante e o mais revolucionário projecto político jamais apresentado a algum povo desde a invenção da democracia pelos gregos. Consiste em propor a 28 Estados europeus, representando uma infinidade de povos, nações, línguas e uma história de dois mil anos marcada por guerras constantes entre si, um projecto político baseado na paz e prosperidade comum e assente nos princípios da Revolução Francesa: liberdade, igualdade, fraternidade. Um projecto em que cada nação, sem perder a sua identidade própria, traz o que de melhor tem e se compromete a aceitar as regras que representam o melhor denominador comum entre todos e por todos livremente aceite.

2 Esse projecto nunca esteve tão ameaçado como hoje. E é altura de aqueles que acreditam nele, que o ajudaram a construir ou que o querem preservar, o defenderem.

Está ameaçado pelo ‘Brexit’, que representa o eurocepticismo imperial de uma grande nação, que faz falta à Europa, mas cuja decisão a Europa tem sabido respeitar — o que só demonstra a grandeza e democraticidade do projecto europeu.

Está ameaçado externamente pela inveja que causa e pela força que representa. Na grande luta bipolar EUA-China, ou mesmo na grande luta triangular EUA-China-Rússia, a Europa é o parente pobre. A Europa, ou a UE, não é rica nem em matérias primas, nem em armas nucleares, nem em Forças Armadas. As suas únicas grandes forças são o “mau” exemplo que pode representar em termos de projecto político assente em direitos de cidadania, em políticas ambientais responsáveis, em políticas económicas que não capitulem perante o grande capital sem pátria nem regras, numa política externa aberta e compreensiva, e numa capacidade competitiva e de inovação que saiba tirar partido da sua diversidade e liberdade criativa. Na sua diferença está a sua riqueza e por isso todos os grandes blocos a querem minar.

E está ameaçado internamente pelo populismo nacionalista, cujos demónios já sabemos onde nos conduzem fatalmente — como o demonstraram, não apenas as duas grandes guerras do século XX, mas também as guerras civis da ex-Jugoslávia ou, mais recentemente, a da Ucrânia, ou os diversos separatismos latentes, que o guarda-chuva da UE tem sabido conter. Esse populismo nacionalista, que surge como resposta pronta-a-servir a questões complexas do mundo de hoje, é justamente aquilo que os pais fundadores da UE tiverem em mente quando decidiram, sobre as ruínas de 45, lançar o projecto da UE, que garantiu, desde então, paz e prosperidade, avanços científicos e tecnológicos, liberdade e garantia de direitos humanos, mesmo contra o próprio Estado de origem, a três gerações de europeus. É isso que agora temos de defender.

Cada um de nós, cidadãos europeus, titular de um passaporte da UE, que nos garante todo um catálogo de direitos que mais nenhum cidadão de outro espaço jurídico no planeta goza, podendo circular livremente, viver e trabalhar em cada um dos outros Estados-membros, gozar do direito à saúde em cada um deles, usar a mesma moeda em dezoito deles, devemos fazer a nós mesmos esta pergunta: preferimos viver aqui, neste espaço europeu que conquistámos ou preferíamos viver nos Estados Unidos de Donald Trump, na Rússia de Putin, na Turquia de Erdogan, na China de Xi Jinping, no Brasil de Bolsonaro? Onde é que nos sentimos mais defendidos? Onde é que os nossos direitos têm mais força?

3 Justamente pelo que acima fica dito, porque a Europa, o projecto europeu, está sob ameaça e precisa de ser defendido, ele só pode ser defendido pelos que acreditam nele. Pelos que acreditam nele desde a primeira hora. E que hoje ainda continuam a acreditar nele. Pelos que acreditam nele por convicção, por ideologia.

Não pelos cavalos de Tróia. Não pelos que estão ou querem estar em Bruxelas ou no Parlamento Europeu para melhor o destruírem. Ou pelos que lá estão envergonhadamente ou com reserva mental. Os seguidores de Salvini, Le Pen, Orbán, Kurtz, Wilders, Farage, ou os mandatários da extrema-esquerda antidemocrática e antieuropeia, por extensão lógica.

Nos tempos que correm, viver neste espaço europeu de liberdade é um privilégio: é indesculpável não saber merecê-lo

4 Em particular, ninguém tem mais obrigações de não faltar às urnas no domingo do que os jovens. Está agora na casa dos 20/30 anos a geração do Erasmus, um dos mais bem-sucedidos programas europeus. Esse programa ensinou a esses jovens as virtudes e potencialidades do intercâmbio cultural e internacional que eles viveram e que agora está ameaçado pelos nacionalismos populistas. Ninguém melhor do que eles pode testemunhar o que isso representa de regressão e obscurantismo. Cabe-lhes fazer frente a isso, dar testemunho, defenderem a experiência que viveram. É uma dívida moral que têm para com a UE. Todos os contribuintes europeus pagaram para que esses jovens, saídos de todos os 28 países da União, pudessem estudar num país de sua escolha e aprenderem o que era o privilégio de pertencerem a um clube sem fronteiras nem muros. Chegou a hora de retribuírem, do pay-back, como dizem os ingleses. Ir votar é o mínimo que devem em troca. Se não forem votar nestas eleições, arriscam-se a ver suceder-lhes o mesmo que sucedeu com os jovens ingleses no referendo sobre o ‘Brexit’: eles eram largamente a favor do “remain”, da permanência na Europa, mas ficaram em casa, e deixaram que fosse a velha geração, a geração dos nostálgicos do Império Britânico, a decidir sobre o futuro, que, afinal, era o deles. E, assim, contra a sua vontade, ficaram fora da Europa.

E, de facto, todos os grandes problemas que a Europa agora enfrenta são problemas para a geração seguinte: o crescente envelhecimento populacional e os correspondentes custos com a saúde e as pensões de reforma; o desemprego gerado pela robotização; as dramaticamente baixas taxas de natalidade; a imigração económica e os problemas da sua integração; o combate às alterações climáticas e as decisivas opções de natureza política e económica que terão de ser tomadas para defender o planeta; a defesa dos direitos individuais e da própria democracia contra a intrusão dos predadores informáticos. Tudo isto vai estar obrigatoriamente na agenda de Bruxelas nos próximos anos. Tudo isto deveria ter sido tema obrigatório na campanha eleitoral. Mas não é por o não ter sido que os problemas se esfumaram e que a solução para eles deixa de passar pela nossa vontade manifestada. Nos tempos que correm, viver neste espaço europeu de liberdade é um privilégio: é indesculpável não saber merecê-lo.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia



9 pensamentos sobre “Porquê votar no domingo?

  1. Ou seja, desde que se acredite que a UE é o que não é, que vai para onde não vai e que só há a alternativa do caos, é tudo uma maravilha.
    Depois admiram-se.

  2. «A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista. A sua influência (dos retornados) na sociedade portuguesa não vai sentir-se apenas agora, embora seja imensa. Vai dar-se sobretudo quando os seus filhos, hoje crianças, crescerem e tomarem o poder. Essa será uma geração bem preparada e determinada, sobretudo muito realista devido ao trauma da descolonização, que não compreendeu nem aceitou, nem esqueceu. Os genes de África estão nela para sempre, dando-lhe visões do país diferentes das nossas. Mais largas mas menos profundas. Isso levará os que desempenharem cargos de responsabilidade a cair na tentação de querer modificar-nos, por pulsões inconscientes de, sei lá, talvez vingança!
    Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente.
    Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica. Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos  neste reaccionário centrão.
    Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores? As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir.»

    Isto escreveu Natália Correia sobre a Europa!…

    E o que escreve este pequeno-burguezote do MST que tem entre outros privilégios, para além do de “viver neste espaço europeu de liberdade”: ter tido a mãe que teve; ser casado com quem é; ser compadre do ricardo, o ddt; ter escrito “O Equador”; de entre outros, naturalmente????….

    Escreve coisas assim:
    《escutar João Ferreira a dizer coisa nenhuma sobre uma Europa de que não pode e não quer dizer coisa alguma》;
    《a UE é o mais fascinante e o mais revolucionário projecto político jamais apresentado a algum povo desde a invenção da democracia pelos gregos.》;
    《um projecto em que cada nação, sem perder a sua identidade própria, traz o que de melhor tem e se compromete a aceitar as regras que representam o melhor denominador comum entre todos e por todos livremente aceite.》;
    《Cada um de nós, cidadãos europeus, titular de um passaporte da UE, que nos garante todo um catálogo de direitos que mais nenhum cidadão de outro espaço jurídico no planeta goza, podendo circular livremente, viver e trabalhar em cada um dos outros Estados-membros, gozar do direito à saúde em cada um deles,》;
    《ninguém tem mais obrigações de não faltar às urnas no domingo do que os jovens. É uma dívida moral que têm para com a UE.》;
    《As suas únicas grandes forças são …. assentam em políticas económicas que não capitulem perante o grande capital sem pátria nem regras, numa política externa aberta e compreensiva》;
    《… todos os grandes problemas que a Europa agora enfrenta são problemas para a geração seguinte: …》!…

    Escreveu ainda o dito cujo pequeno-burguezote coisas como:《Esse projecto [europeu]….está ameaçado externamente pela inveja que causa e pela força que representa. Na grande luta bipolar EUA-China, ou mesmo na grande luta triangular EUA-China-Rússia,》sem se referir aos responsáveis pela “declaração de guerra” a que chama grande “luta” bipolar e triangular, e mete no mesmo saco USA, China e Rússia como quando faz referência a “os seguidores de Salvini, Le Pen, Orbán, Kurtz, Wilders, Farage, ou os mandatários da extrema-esquerda antidemocrática e antieuropeia, por extensão lógica.” !…

    Como o mote é europeístas versus anti-europeístas, até aquilo a que chama “extrema esquerda antidemocrática e antieuropeia, vai pró mesmo saco, se bem com uma nuance/ressalva que designa “por extensão lógica”!…

    Não tivesse eu lido já (aqui na Estátua) do mesmo autor que 《o Lula está morto》e《o PT do Lula está morto》, ou seja, não soubesse eu que este fasedor de opinião tem o dom de “matar” assim de uma só (sua) penada intelectual o maior líder popular do mundo (que mesmo preso SEM PROVAS e amordaçado há mais de um ano, consegue pôr de c@aganeira toda a escória das elites&judiciário&cia do seu país só porque foi autorizado a dar uma entrevista a dois jornais, e que continua a ter e a reforçar a preferência da maioria dos brasileiros no que a eleições presidenciais respeita, que até está apaixonado por uma moça de 40 anos e consta que vão casar – enquanto os seus algozes da seita matilhada e alcateiada morozeco&dallagnolzeco&judiciariozeco&cia não dormem tranquilos por terem a consciência pesadíssima), e o partido político que já foi o maior da América Latina e continua a ser o maior partido político brasileiro com mais de 2,5 milhões de militantes inscritos na sua grande maioria operários e que continua a ter 29% da preferência dos brasileiros o que representa mais do que a soma de todos os outros mais de 25 partidos juntos…, não soubesse eu, escrevia, do que o dito cujo intelectual fasedor de opinião, o Sr. Dr. MST, é capaz de prever, depois de ler mais esta sua douta prosa apelando ao voto em mais um pleito eleitoral “democrático” que vai acontecer no domingo (um pleito tão “democrático” como os que têm dado a possibilidade a este douto fasedor de opinião de poder dormir com uma ilustre vice-presidente da lusa AR) – como é bom《Nos tempos que correm, viver neste espaço europeu de liberdade é um privilégio: é indesculpável não saber merecê-lo.》), eu que estava a pensar ir votar na Marisa Matias ou no João Ferreira, por os considerar os mais jovens, simpáticos e, porque não dizê-lo, até os mais bonitos, ao saber que a dra. Marisa andou 《a descascar favas numa feira》e o dr. João afinal, andou 《a dizer coisa nenhuma sobre uma Europa de que não pode e não quer dizer coisa alguma》, francamente vou repensar até domingo o meu voto e, quem sabe, vou deitar o X no quadradinho do “Aliança” que, por certo, estará mais próximo, ou será da mesma família política do dito cujo douto fasedor de opinião e de sua excelsa esposa, se bem que esta seja eleita nas listas do cds/pp. Porque votar no “basta” já me basta ter que suportar a bosta do crápula execrável do bolsonarzeco que é nazi-fascista assumido e fala português!…

    Que mundo estranho é este que nos vêm impondo “democraticamente” os mercados!?!?!?!…

    • *…fazedor de opinião e não fasedor (estas modernices);
      ** …SEM PROVAS no processo judicial que mais envergonha a história do kelseniano Direito Positivo sob a batuta de um juizeco de primeira instância que tem tanto de pedante como de incompetente tecnicamente (em 3 anos apenas fez exame para juiz e mestrado, coisa no mínimo esquisita, mas que tem gente aqui no Brasil que está interessada em esclarecer), semi-analfabeto e inculto que em público diz conje em lugar de cônjuge e confunde, por exemplo, “sob” com “sobre”, a fazer lembrar o luso pide do saloio de Boliqueime que dizia cidadões, corrupto, vendido ao imperialismo norte-americano ávido do petróleo do pré-sal brasileiro e venezuelano, nazi-fascista assumido ao aceitar agora o lugar de ministro do governo fascista que ajudou a eleger nessa condição de ser nomeado ministro e acumulando com a promessa de ser proposto para a Suprema Corte, o STF que é mais alto lugar na carreira de juiz no Brasil, para o que aceitou comprometer-se a julgar e prender, mesmo sem provas, o velho operário metalúrgico que seria eleito presidente do Brasil no 1° turno. Nazi-fascista e vigarista este que é recebido em Portugal com honras especiais pelo augusto ministro do governo do partido dito socialista e vem intervir em palestras na sua qualidade de juiz herói combatente da corrupção brasileira mas que o advogado Tacla Duran vai desmascarar em breve como o maior corrupto da lava jato que vendia sentenças por milhões.

      • Faltou dizer/escrever que depois de ler tal prosa, e mesmo durante a leitura – tendo ainda bem presente as motivações do autor que tem consciência de que assim procedendo (na corte do ti francisco, mesmo que desde há muito tecnicamente falida) pela influência que exerce na “esfera pública” enquanto fazedor de opinião está defendendo os seus interesses materiais -, veio-me à memória a vitória democrática alcançada pelo Syriza de Shipras (149 em 300 lugares no parlamentar) num dos 28 privilegiados membros e o respeito pela vontade soberana daquele priviligiado povo grego manifestada naquele acto eleitoral em que uma seita matilhada e alcateiada tendo à frente uma alucinada mulher [forjada politicamente, não por acaso, naquela parte da Europa que ganhou a guerra – pagando o elevado preço de 25.000.000 de jovens militares soviéticos que deixaram de contribuir para evitar os assustadores índices de natalidade, mas jamais contabilizados pelos “democratas” europeistas como o MST – mas não beneficiou do investimento imperialista (antes pelo contrário) a que “os mercados” se viram obrigados a implementar na reconstrução da europa que tinham acabado de destruir em 1945, sob pena de entrarem na recta final da sua agonia que conseguiram adiar por 62 anos, embora tivessem passado pelo susto privicado pelo Maio de 1968 (ainda muito mal contado…)], mostrando (pelo menos aos que conseguem ver alguma coisa por entre o nevoeiro e a poeirada que pairam na esfera pública do mundo capitalista e lançados nela por uma mídia tão vendida quanto controlada onde vivem como peixe em águas oxigenadas os fazedores de opinião de que este pequeno-burguezote do douto autor do apelo ao voto nesta Europa que a saudosa Natália soube prever 50 antes mas que é apresentada por esta palradora/escrevinhadora canalha como “um oásis no deserto capitalita”) do que é capaz esta canalha de fazer a um povo que se queira ver livre das garras de um assassino capitalismo financeiro impondo-lhe as grilhetas e esmagando-o até pela fome se necessário!?!?!?!…
        QUEM, além de Mário Centeno, esquece que na Grécia do Syriza até as notas desapareceram das caixas MB ?!?!?….então é essa europa, dos crimes e vexames contra os POVOS que nesta orquestra imperialista “desafinam”, pelo voto, que querem os “democtatas”?!?!… a Europa dos mercados nossos amigos e nossos credores que vampirescamente sugam, pelos chorudos juros bolsistas, o sangue dos que não possuem mais nada para além da sua força de trabalho? ?!?!…
        Os jovens ingleses fizeram mal em ficar em casa em vez de irem votar pela manutenção do seu país neste paraíso do MST?!?!?! ….
        Não lhes perdoais senhor porque sabem o que dizem e o escrevem de forma consciente e premeditada!…
        Acorda, Zépovinho de todo o planeta e faz prevalecer a tua maioritária e soberana vontade!….enquanto é tempo!!!!

  3. Então, a UE é a campeã de “políticas económicas que não capitulam perante o grande capital sem pátria nem regras”?! Este MST é mesmo um inimputável e a E Estátua dá-lhe palco…

  4. Os senhores que deixaram os comentarios acima, tem uma alternativa muito melhor, com certeza. Porque escrever so para dizer coisas, é optimo. Gabo-vos a santa pachorra de viverem de acordo com o que escreveram.

    • Cara Margarida,
      Tenha pachorra, vá reler o cântico negro do régio e depois volte ao nosso convívio, que a malta agradece.

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