O enorme recuo de Cristas em cinco passos

 

(In Expresso Diário, 05/05/2019)

(A Dra. Assunção só dá tiros de pólvora seca!. Tanto amor pelos professores era de desconfiar. Era só para chatear o Costa, e tirá-lo do sério, como ela costuma fazer nos debates na Assembleia da República. Quando se viu a acordar ao lado da barba do Mário Nogueira, como lhe mandou, em seta envenenada o ex-ministro das cervejas, Pires de Lima, a Cristas deu um salto na cama e teve um ataque de erisipela! Vade Retro, Satanás, exclamou!

E é assim que vai dar o dito por não dito, já não vai votar pelo descongelamento das carreiras dos professores na totalidade, o Rio vai seguir-lhe as pisadas, o Governo vai-se manter até ao fim e António Costa ri-se às gargalhadas com a inépcia da direita.

Comentário da Estátua, 05/05/2019)


A líder do CDS assumiu um compromisso e acabou em ele em apenas 48 horas – depois de muitas críticas externas e internas e de um aviso de Pires de Lima.

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5 pensamentos sobre “O enorme recuo de Cristas em cinco passos

  1. já é vulgar (com todos os significados que a palavra tem) neste pequeno agrupamento politico estas bacocas artimanhas, a última de maior vulto ficou conhecida pela irrevogável birrinha do feirante de índole duvidosa. se não soubéssemos que todos juntos não enchem um táxi, com a cobertura que a tv e jornais lhe dão até pensaríamos que se tratava dum comboio indiano em hora de ponta tal é a maneira como aparecem encavalitados uns nos outros.

  2. […]

    «E é assim que vai dar o dito por não dito, já não vai votar pelo descongelamento das carreiras dos professores na totalidade, o Rio vai seguir-lhe as pisadas, o Governo vai-se manter até ao fim e António Costa ri-se às gargalhadas com a inépcia da direita.», cito.

    Nota, um. Olha que eu não estou completamente certo deste parágrafo, nem tu, que propositadamente não incluíste as peças do puzzle todo: Catarina Martins, o BE, e Jerónimo de Sousa, o PCP, e outros maduros como eu que não acharam assim tanta graça ao que aconteceu por estes dias e, relembre-se, como o Santo António, ou o Buda do Chiado, não está a lidar com ineptos à esquerda (nem à direita, sejamos justos, basta ouvir bem a declaração de Rui Rio com uma enorme «violência simbólica»* sobre a arte do PM e as cruzes do PS…), não se percebe muito bem do que ri, eventualmente, o… António Costa.

    Asterisco. As palavras sobre o Rui Rio são de António Costa Pinto à meia-noite, num dos seus comentário e que passou ontem na RTP 3.

    Nota, dois. Aliás, o Daniel Oliveira, o José Neves e, imagine-se!, a série de mortais do Valulupi no Aspirina B em que hoje até cita Marx a propósito não se sabe muito bem do quê, lá está, embora se saiba que é pecado evocar o nome do Altíssimo em vão mas, na sua cabecinha, isso não interessa nada, aliás, ia a dizer, para não confundir as coisas, um diferente grupo de pensadores portugueses contemporâneos que me interessam nos quais destaco a opinião da Ana Sá Lopes deixaram no ar uma certeza, que era a de que o famigerado “núcleo duro” de São Bento e o António Costa avançaram, de facto, mas, verdadeiramente, não sabiam e não sabem ainda o que fazer. Por outro lado, vi que existem outras opiniões esganiçadas vindas da direita do espectro político e que apontam ao PM-SG o GÉNIO, José Miguel Júdice e Marques Mendes nomeadamente. Diria que, nesta altura do campeonato, por mim interessa-me menos saber o porquê de o fazerem e interessa-me muito, e aqui entram os maduros pensadores ali detrás, se o que os tipos mencionados entendem por fazer Política da parte de um PM com uma maioria parlamentar que tem de ser negociada quotidianamente na AR, logo periclitante, é exacta- ou aproximadamente o mesmo que a mim me interessa numa persona como o António Costa. Ou seja, por outras palavras, se os seus propalados dons de mágico exibidos nos bastidores têm como finalidade outra coisa mais do que acorrer aos interesses e às necessidades da família do PS que pisa o palco da política à portuguesa, quando as coisas não andam bem, não hesitando, até, em abdicar manhosamente da seriedade e da responsabilidade institucionais do cargo de PM que agora ocupa. E este é que é o ponto, pá.

    Nota, três (chamar-lhe-ei Externato “O Cantinho do Paulo”, em homenagem ao Morais dos Sete Violinos do Sporting Clube de Portugal, epá!). A caneta vermelha pode ler-se no canto superior direito da página que me enviaram hoje: “Como o menino Paulinho, vide infra, apresenta notórias dificuldades na interpretação do texto que lhe foi apresentado há dias, e porque vem a propósito do que se disse antes, a frase fundamental do parágrafo linkado por aquele tipo de ar britânico é esta: «A tentativa de proteger Bloco e PCP (“foram sempre coerentes”) mostra que Costa não sabe qual é o futuro, até porque as maiorias absolutas são difíceis. Nota zero.», Leia-se, é claro, que uma maioria absoluta, no actual quadro partidário português, é de todo impossível para a malta que acompanha o António Costa.

    Arthur diz:
    Maio 3, 2019 às 10:54 pm

    Entretanto, Ana Sá Lopes.

    […]

    A campanha para as europeias morreu. Agora, só se falará em boas contas. Até Julho — se Marcelo aceitar a data que o Governo prefere — ou até Outubro, se não mexer uma palha no calendário. A tentativa de proteger Bloco e PCP (“foram sempre coerentes”) mostra que Costa não sabe qual é o futuro, até porque as maiorias absolutas são difíceis. A demissão, no caso concreto de Costa, não é um gesto arriscado — é a única via para atingir o objectivo do “centrismo” que não tinha conseguido antes.

    Paulo Marques diz:
    Maio 4, 2019 às 12:27 am

    E eu aqui à espera de uma discussão sobre a Europa tão detalhada como todas as outras.

    [Disse.]

    • [Só por uma questão de minhoquice, minha, o duplex da nota primeira ficou assim.]

      «E é assim que vai dar o dito por não dito, [Assubção Cristas] já não vai votar pelo descongelamento das carreiras dos professores na totalidade, o Rio vai seguir-lhe as pisadas, o Governo vai-se manter até ao fim e António Costa ri-se às gargalhadas com a inépcia da direita.», cito.

      Nota, um. Olha que eu não estou completamente certo deste parágrafo, nem tu, que propositadamente não incluíste as peças do puzzle todo: Catarina Martins, o BE, e Jerónimo de Sousa, o PCP, e outros maduros como eu que não acharam assim tanta graça ao que aconteceu por estes dias. Entretanto, relembre-se que o Santo António, ou o Buda do Chiado, não está a lidar com ineptos à esquerda (nem à direita, sejamos justos, basta ouvir bem a declaração de Rui Rio com uma enorme «violência simbólica»* sobre a arte do PM e as cruzes do PS…), pelo que não se percebe muito bem do que ri, eventualmente, o… António Costa.

      Asterisco. As palavras sobre o Rui Rio são de António Costa Pinto à meia-noite, num dos seus comentários e que passou ontem na RTP 3.

      […]

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