“Coletes amarelos”: para lá da emissão da televisão

(João Ramos de Almeida, in Ladrões de Bicicletas, 07/12/2018)

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Aconselha-se a procura no youtube das imagens do último sábado em Paris, para que se possa ter uma ideia mais real do que foi.

Que se tente ver as imagens apenas pelo som da violência. A violência de quem tomou a iniciativa de protestar contra a degradação social, a violência da repressão, a violência da reacção à repressão, tudo indiciando uma sociedade doente. Tudo tão longe das imagens, tomadas à distância, dos correspondentes nacionais na capital francesa, como foi o caso da RTP….


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9 pensamentos sobre ““Coletes amarelos”: para lá da emissão da televisão

  1. Sim. Ainda hoje deparei-me com vários amigos e colegas repararem precisamente tal mudança, e apenas por comentar uma rubrica habitual do canal, surgiu como assunto. Como habitualmente em casa ninguém vê televisão, quanto muito um ou outro alguns programas, específicos, de canais estrangeiros, reparei nisso um pouco depois do que me disseram, ao ir ver os registos das ditas reportagens. Parece que a RTP está a querer novamente baixar o seu nível para o nível dos outros que, diga-se de passagem, não é grande coisa.

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  2. Ramos Almeida está entusiasmadíssimo a olhar de Portugal e a sentir e “ver” um novo assalto à Bastilha ou talvez, na sua visão preferida, um novo assalto ao Palácio de Inverno.
    O seu entusiasmo pela “revolução” em curso dos coletes amarelos em França é tanto que quase parece um amor que vai ter um orgasmo platónico em honra do seu ideal revolucionário.
    Nem é preciso ir às revoluções selvagens primitivas ou às arcaicas e clássicas pois basta ler com atenção as mais recentes e grandiosamente violentas como a Francesa e a Soviética para concluirmos que delas, passados 30-40 anos, em termos práticos, para as respectivas sociedades tudo voltou à forma primitiva ou pior ainda e algum eventual ganho civilizacional ou democrático não compensou minimamente os sacrifícios brutais de vidas humanas e sociais porque passaram as populações.
    Pois o que se constata sempre é que fora possível atingir os mesmos níveis civilizacionais segundo uma luta de ideias de forma evolutiva e sem as carnificinas revolucionárias como fizeram os ingleses.
    Os ganhadores das revoluções não fazem mais que impor uma nova ordem, a sua que passados os tumultos pouco ou nada difere da anterior. Não é por acaso que os vencedores mais entusiastas da revolução permanente são precisamente os primeiros a serem engolidos pelos que assumem a direcção da nova ordem.
    As sociedades humanas estão ligadas pelos costumes e tradições antigos que argamassaram e formataram uma consciência colectiva dominante que não consente descontinuidades. Ora uma revolução que consista em uma ruptura abrupta na consciência colectiva e no modo de pensar e viver do povo tende a voltar, necessariamente, à primeira forma de quando se quebrou a sua continuidade social.
    Ainda hoje ouvimos dizer muito a gente que saiu à rua no 25 Abril algo muito espantados; mas como é que chegámos aqui onde estamos que já não difere nada do antigamente.
    Os marxistas, tal como os revolucionários, acreditam piamente que o homem é pura e simplesmente o ‘produto do meio onde foi criado’ como dizia o António Aleixo e pensando assim imaginam que basta mudar o meio ambiente e educacional para mudar o homem.
    Nada mais errado.

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  3. … «revoluções selvagens primitivas», isto é bonito ó José Neves!

    Nota. Olha lá, homem, isso é uma auto-crítica poética como revolucionário que foste e o resto que, afinal, ainda és, uma bicada aos tipos antigos que nasceram naquela recôndita aldeola chamada Vilar de Maçada, em Alijó, e que, ainda hoje, são rememorados pelo povo das beiras quando se aproxima do pelourinho na Covilhã, outros que tais mas paridos em Vinhais, Vilar de Ossos, Lagarelhos, cuja toponímia é toda ela pronunciadamente selvagem, ou, afinal, é um simples piscar de olho, um sinal?, sobre as notícias de pntem e de hoje que levam um ex-ministro chamado Manuel Pinho às terras primitivas, lá longe!, nesse Oriente encantado onde, no presente, habita aquele povo que mais ordena na EDP?

    Vá, aquilo ali em baixo é para acalmares essa veia poética e, eternamente?, rebele que ainda há em ti.

    ______

    Da série “Grandes títulos da imprensa de hoje*…”

    Seis anos e oito meses de prisão para Orlando Figueira por se ter vendido a ex-vice de #Angola, artigo de Ana Henriques.

    Asterisco. Prémio CRUELDADE, ainda assim.

    @publico

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    • Pois, isso, sim senhor, claro, mesmo assim, tá bem, mas o outro, o saloio que não tinha amigos com massa para emprestar a amigos mas que mesmo assim ele pediu e o amigo não existente e não emprestador emprestou e depois pediu ao mesmo amigo não emprestador mais um empréstimo de um lugarzinho pró menino d’oiro dele e logo ficou acertado e reservado o jobzinho pró menino do sem-amigos de emprestar que afinal descobriu que tinha um amigo que andava a ostentar riqueza depois de pedir licença sem vencimento ilimitada para andar a sacar num job do banco do amigo dele africano que fora arguido de caso de corrupção que precisamente e casualíssimamente fora mandado arquivar pelo amigo do amigo do amigo do arguido banqueiro africano que agora foi condenado a seis anos e oito meses de prisão por se ter vendido a amigo ex-vice segundo ana henriques contudo o mandante arquivador sem amigos de emprestar tinha afinal um amigo cheio de massa proveniente de corrupção do qual recebeu emprestado dinheiro corrupto como agora fica provado mas que não manchou uma cagadela de mosca as suas mãozinhas brancas gorduchas porque como sabemos todos a impunidade acabou.

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  4. Tem calma, pá!

    Ó José Neves sabes que se começas a falar de muitas coisas ao mesmo tempo, na tua provecta idade, isso é um sinal de alerta para os senhores dos serviços sociais (ou do Serviço Nacional de Saúde, haverá por aqui alguém que à pala das greves e mais greves ande mas é a ver as bonecas e a surfar na net?)… ficarem de olho em ti. Da mesma forma, quando o Manuel G. invoca o Luís de Sttau Monteiro, hummm!, isso pode querer dizer duas coisas, a saber: um, que o tu escreves são redacções típicas da idade da escolinha e que te aproximas do estado definitivo de gagá (é do pior, esse gajo d’A Estátua de Sal, por isso não vás na converseta daqueles elogios hiperbólicos do sôtor Bruno Preto e dos seus clones); ou, dois, que, era inevitável?, também ele faça também parte desse grupo precocemente, digamos assim, de risco.

    Portanto, desporto ao ar livre para vosotros, exercício um-dois-um-dois, nada de abancar no café a ler as maldades que escrevem os bandidos do CM (nem de curtir as cenas maravilhosas da CMTV), ginástica sueca ou passeios ao ar livre qu’hoje até está bom tempo…

    Ah, e nada de galar as bonecas como os grevistas!

    Nota, final. O que o tipo te queria dizer está dito, pázinho, mas como ele tem a mania de que vê mais longe do que o dedo que lhe apontam, ui!, pode dizer-te que, na capa do P. em papel de hoje, a turma dos manda-chuvas do jornal da Sonae parece ter abandonado a coragem e a inspiração artística da… Ana Henriques. A conferir já de seguida, no interior.

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    • Adenda, plim!

      1, na capa.
      «Seis anos e oito meses de cadeia para procurador», ontem.

      2, no interior.
      «Ex-“vice” de Angola comprou mesmo procurador, conclui tribunal», hoje.

      Nota. Ná, senhores/as, qu’isto assim à moda do Pravda não é não a mesma coisa… mesmo!

      Fonte: P., 8.12.2018, p. 20.

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    • Vá, é uma coisa do passado dia 3 que vem a propósito (nesse dia, ao contrário do João Ramos de Almeida e do Carlos Alexandre que só fazeme dizem disparates!, o José Sócrates, o Valupi e tu ó José Neves terão feito algo de maravilhoso, aposto!).

      Da série “Grandes capas dos jornais do dia…”

      #France
      #FranceProtests
      #Macron

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