O PSD uivou ontem em Coimbra

(Por Carlos Esperança, 13/02/2018)05-PASSOS-COELHO-NA-FEUC-LC-8

 

(Convidar o Passos para falar do Orçamento de 2018 é que me parece errado, caros jotinhas da FEUC, ele que teve os orçamentos todos dados como inconstitucionais. Devia perorar, isso sim, sobre como se progride nas jotas, para a prazo se arrebanhar um bom tacho. E parece-me que era isso mesmo que vocês queriam que ele explicasse. para vos potenciar os vossos conhecimentos extra-curriculares. 

Comentário da Estátua, 13/02/2018)   


O presidente terminal do PSD disse que o PCP e o BE “rosnam, mas não mordem”, numa conferência proferida na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), para que foi convidado.

O convite terá tido como critério a máxima anarquista surgida em França, ‘Maio de 68’, “quem sabe faz, quem não sabe ensina”. Passos Coelho (PPC) já faz conferências.

Previam-se lugares comuns, medíocre formação económica e leveza intelectual de quem chegou a primeiro-ministro sem experiência, além da subalternidade a Ângelo Correia e Miguel Relvas e da gestão falida da Tecnoforma, que o MP não conseguiu ou não pôde investigar, e agora não quer, com as provas a partir das quais a UE exigiu a devolução de mais de 6 milhões de euros. PPC Não desiludiu.

Só não se previa a terminologia com que se referiu aos partidos que apoiam o Governo PS na AR, como se a legitimidade que lhes nega não resultasse do défice de cultura democrática, dele e do anterior inquilino de Belém.

Dizer que o PCP e o BE ‘rosnam, mas não mordem’ foi a forma de dizer perante alunos e professores que, em vez de um sábio, convidaram um ignorante, a quem já se vaticina a candidatura a PR, como se, depois de Cavaco, qualquer um servisse.

Os alunos da FEUC têm direito a convidar os conferencistas que querem, e PPC a fingir que tem algo a ensinar, mas não saíram sábios os anfitriões nem aureolado o convidado. No período de debate da conferência sobre o OE-2018, um aluno inquiriu-o sobre a proximidade de Rui Rio à esquerda e sobre o futuro do PSD na oposição ao Governo. Passos Coelho recusando responder à plateia de cerca de 300 alunos, afirmou:

“Não é porque eu não pudesse fazer comentários, mas eu não sou comentador. As pessoas pensam, evidentemente, mas não são obrigadas a dizer tudo o que pensam, senão nós assemelhávamo-nos a gente tonta que, em todas as circunstâncias, resolvia fazer considerações sobre todas as coisas que pensam”.

Em português canhestro, de onde a concordância verbal foi exonerada, engoliu o travo amargo do catavento atravessado, com destinatário óbvio.

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10 pensamentos sobre “O PSD uivou ontem em Coimbra

  1. Mau, então tenho as crianças fechadas no sótão há dois anos para não serem comidas pela esquerdalha e podia ter estado este tempo todo a dormir descansado? E o diabo? Eu aqui cheio de garrafões de água benta e andaste-me a mentir?

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  2. O aldrabão-mór coelho, a hiena uivante a caminho da “caixa de compostagem “do PSD, (quem não souber o que é,
    o “Google” explica…) fez uma “CONFERÊNCIA” sobre Economia, em Coimbra.
    Como todos sabemos, (embora alguns, aqueles que esperam o novo “dono” do partido, finjam que não sabem…) quem melhor do que esta cavalgadura para falar de Economia aos estudantes da Faculdade da dita, naquela histórica Universidade ! Basta lembrarmo-nos dos famosos Orçamentos de Estado paridos pela páfia, e rejeitados pelo Tribunal Constitucional !

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  3. Passos Coelho é uma aberração política que envergonha a política portuguesa, a verdadeira, séria, oportuna e que serve os portugueses.
    PPC é uma ilusão, uma confusão, uma desilusão, ou não.
    Quem conhece o percurso, o oportunismo, a sua incultura, a sua (de)formação, os seus mentores (Angelo, Relvas e quejandos) acredita que PPC não desiludiu, por que é ele mesmo, é assim, tal e qual uma aberração política que tramou todos os portugueses, em particular os mais carenciados, os jovens, os idosos, os funcionários públicos.
    A sua ignorância política levou-o pelos caminhos mais ínvios, dos quais emergiu, para tramar Portugal, tramou mesmo.

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  4. Que ideia tão triste e descabida convidar o Pedro Passos Coelho para falar de Economia aos alunos da Faculdade de Economia da UC.
    O Pedro, um aluno formado tardiamente numa universidade privada sem qq exigência, um gestor com emprego oferecido de bandeja, um abridor de portas, um medíocre PM, um balão de ar quente, com um discurso de frases feitas, vai ensinar algo que se aproveite a alunos da licenciatura e de mestrado em Economia e em Gestão?
    O convite veio de alguns jotinhas infiltrados na Associação de Estudantes, não?
    Provavelmente, alguém que quer subir na vida pelo lado da política, do tipo Hugo Soares, ou Leitão Amaro.

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  5. Os alunos da Faculdade de Economia tinham melhores opções.

    OPÇÂO SÉRIA E HONESTA
    Se queriam ouvir alguém que sabe de Economia e que é honesto o suficiente para o admitir, convidavam o Vítor Gaspar. Esse sabe de Economia e é economista. Como toda a gente se deve lembrar, entrou de peito feito, disposto a aplicar toda a teoria que a rapaziada de Chicago pensou sobre o assunto.
    No papel, nas tabelas de Excel, era trigo limpo – bastava aplicar a receita e os resultados apareciam passados uns meses.
    À medida que o tempo passava e os resultados não condiziam com as projecções, foi apertando o cerco aos contribuintes. Até que chegou ao dia em que anunciou o “brutal aumento de impostos”.
    Quem paga IRS a sério, sentiu bem o aperto.
    Mas nem assim os resultados apareciam.
    E então, um dia, desencantado e desiludido, apresentou a sua demissão do cargo de ministro das Finanças.
    Louvo-lhe a honestidade e a coerência.
    Ele acreditava na receita. Não deu certo, demitiu-se.

    OPÇÂO TRAPALHONA
    Se queriam ouvir ao vivo uma habilidosa, uma trapalhona de topo, convidavam a Miquelina Albuquerque.
    Hábil em martelar as contas e em esconder prejuízos, foi atamancando e avacalhando o cargo de ministro.
    Quando as contas não batiam certo – saía mais um OE rectificativo, com mais um corte ou uma sobretaxa.
    E quando apanhada em falso, mentia com a maior das naturalidades.
    Escorregadia, nunca reconheceu nenhum dos enormes erros cometidos.

    Tinham 2 opções, ambas da ala neo-liberal.
    E foram convidar o Pedro, que nem é economista, nem percebe a ponta de um corno dessa coisa.

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  6. Já se sabia há muito que este imbecil do Passos era fraco. Mas, ir a Coimbra e á FEUC bolsar afirmações deste teor e, ainda por cima baterem-lhe palmas….deixa-me preocupado….
    Será que o nivel destes universitários desceu tão baixo…..????

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