Quem mente uma vez, mente sempre

(Por Estátua de Sal, 26/06/2017)

passos_burro

Que Passos Coelho era o rei dos aldrabões já era conhecido. Nada de novo. Chegou ao poder em 2011 prometendo o mel aos portugueses, e criticando as medidas austeritárias do governo de Sócrates, e deu-lhes quatro anos de medidas de fel, ao lado das quais a austeridade de Sócrates era coisa de brincar.

Que não tem limites morais na sua voracidade pelo poder também já se sabia. Para ele vale tudo, mesmo que seja apoiar o Arquitecto Saraiva no lançamento de um livro de mexericos sórdidos sobre a vida de personagens públicas, como se propunha fazer, só desistindo à última hora por indicação dos seus conselheiros mais sensatos.

O que não sabíamos é que pudesse ir tão longe como hoje, usando a desgraça alheia dos que morreram, e dos que ele julgou terem sido vítimas colaterais da tragédia dos fogos para atacar o governo e fazer da mais rasca política que se viu nas últimas décadas.

Passos, veio falar em suicídios causados pela amargura causada a alguns pelo terror da tragédia. Para ele, estes suicídios seriam culpa do governo e revelariam a ineficácia funcional do mesmo governo. Nada mais falso. Não houve suicídios nenhuns. Até ver e que se saiba. O mais grave não é Passos ter mentido. O mais grave é, se tivessem existido suicídios, ele usá-los como arma de arremesso político, esquecendo o sofrimento das pessoas e o desespero que as teria levado a esse fatal e funesto acto de acabar com a vida.

Passos é um amoral, uma espécie de amiba ética, um calhau de insensibilidade. Para ele vale tudo para regressar ao poder, vendeu o país à troika, vendeu os velhos à amargura, vendeu os novos à emigração, e venderá o pai e a mãe se preciso for para ser de novo primeiro-ministro.

E já agora, deve dizer-se que, se suicídios houve, muitos ocorreram sim, durante a governação pafiosa. De muitos que perderam o emprego, a casa, a família, os filhos e toda a vida organizada que tinham e não aguentaram as agruras dessa nova situação de penúria.

Mentiroso, amoral e por fim, incompetente. Não fosse a sofreguidão do poder que o faz salivar com a desgraça alheia desde que a possa usar em benefício próprio, Passos teria verificado previamente a informação, antes de se arriscar à humilhação pública de ser desmentido por toda a gente e de ter que se retratar. Mas a avidez retirou-lhe o bom senso e a pressão da cáfila laranja, cada vez mais impaciente, atirou-o para a frente imprudentemente.

Passos que se retire e que se cale. Que faça votos de silêncio e se afaste para o Convento do Sacramento, fazendo companhia a Cavaco,  onde este lhe arranjará, certamente, uma secretária e um cilício para se auto-penitenciar.

É que, quando Passos fala, ou entra mosca ou sai asneira. Como o fogo levou as moscas e tudo o mais, já nem moscas entram, só sai asneira.

Anúncios

9 pensamentos sobre “Quem mente uma vez, mente sempre

  1. A vida é filha da puta,
    a puta é filha da vida!
    Nunca vi maior filho de puta,
    na puta da minha vida!!!!

    Miserável é esta direita lusa que se revê num bandalho deste calibre!
    Mas é a mesma direita que sempre apoiou o miserável pide de Boliqueime durante mais de 20 anos, não obstante, deste, a incultura, a prepotência, a prosápia provinciana, o espírito de vingança, a arrogância, o desrespeito pelo funcionamento das instituições democráticas [mesmo na chamada democracia burguesa porque nela impera o capitalismo como sistema económico dominante, e, recentemente, esse hediondo sistema passou a recorrer à lei da selva para impor a (sua) lei do lucro.]
    Ou não foi selvagem o que o capitalismo fez em Portugal a partir dos famigerados PECs quando o “zezito filósofo” (a contas com a justiça fazendo fila com isaltinos, duartes lima, oliveiras e costa, dias loureiros, fátimas felgueiras, ricardos salgados, armandos vara, zenals bavas, granadeiros, migueis macedo, mexias, hermínios loureiro, etc., etc.) era PM??
    E na Grécia, não foi e não continua a ser selvajaria? Quem se não lembra do referendo popular e das perseguissões que, a partir de uma cadeira de rodas (ó Senhor Neves, ilustre comentador aqui na Estatuadesal, depois ainda há quem diga que deus não existe), as marionetes do capitalismo selvagem mais filhas de puta fizeram ao Povo grego???
    Quem tem dúvidas ainda de que este aldrabão INCORRIGÍVEL, este manso vidente de Massamá, este pedante, este miserável fruto das DOCAS em Alcântara, onde sorveu com avidez desmedida os inputs de cultura social, à noite, enquanto, de dia, andava às costas de um tal, não menos miserável (de espírito), DOUTOR miguel relvas, em franca preparação acelerada para poder ser admitido (como veio a ser) na equipa do tal germânico que deus castigou impondo-lhe a cadeira de rodas ??? (ó Senhor Neves, tenha um pouco mais de paciência e desculpe-me mais esta nova invocação).
    E quem desconhce que é a lei do lucro que alimenta o capitalismo?
    E com que resultados o tem alimentado????
    Quereis, leitores da Estatuadesal, que repita?
    Se calhar é melhor, mais que não seja para os que ainda não tiveram o privilégio de me ler nesta temática (amigos, presunção e água benta, cada um toma a que quer, mas que me dá um certo gozo, dá, constactar que, enquanto eu SEMPRE, ou quase, me lembro destas constactações e aqui as descrevo, não vejo mais ninguém a falar delas, se bem que eu sei da existência de certos estados de alma de alguns indignados que vão escrevendo por aqui) dos resultados da intervenção capitalista, desde que há mais de 400 anos se iniciou como sistema económico social:
    Invadiu (chamavam-lhe “descobrimentos” – como agora chamam “poupanças” aos cortes cegos, por exemplo. Já alguém reparou nisto? – na manipulação lexical para que o Zépovinho não acorde???…pois é…), ocupou, desrespeitou, abusou, explorou, roubou, escravizou, deportou, prendeu, torturou, matou, dizimou, criou e dividiu países contra a vontade dos povos, fez 2 guerras mundiais e quantas regionais, matando milhões e milhões de seres humanos inocentes, provocou duas crises profundas com milhões de vítimas aos mais diversos níveis – mortes, fome, miséria, pobreza, quase desaparecimento da classe média, desemprego – e se na crise de 1929 três anos foram suficientes para sair da crise, nesta, iniciada em 2007/2008, já lá vão quase 10 anos sem que se veja a luz ao fundo do túnel. E, como corolário, sabemos que já se atingiram indicadores como estes:
    1% da população detém tanta riqueza quanta a detida pelos outros 99%;
    As 7 (sete) famílias mais poderosas do planeta já controlam 50% da riqueza da Terra.
    17 crianças morrem de fome e subnutrição em cada 1 minuto que passa.
    ETC., ETC.
    Será que seria possível alcançar todas estas situações descritas atrás sem a existência de bandalhos como o vidente de Massamá e toda a escumalha de pafistas pafiosos salazarentos?
    E será que se não tivesse existido gente do calibre do buchexas – o maior charlatão da política lusa que eu conheci e que já não pode ser julgado pelo mesmo POVO que traiu, porquanto, no mocho dos réus, só se podem sentar os vivos – o Zépovinho luso teria passado as passas do inferno que passou, está a passar e vai continuar a passar? – é que foi este mesmo Zépovinho que fez ABRIL, e no Portugal de ABRIL, não havia lugar para os filhos da mãe.
    E, por exemplo, um luso portuga, nascido em Alcains, na primeira metade do Séc XX, não tem culpas? – se perguntássemos aos mais de 400 militares que ele saneou das forças armadas Revolucionárias Lusas que arriscaram a vida 25 de Abril de 1974 (enquanto o dito cujo nem, sequer, teve conhecimento prévio de que estava em marcha o golpe militar, e só no dia seguinte é que lhe chegou a notícia a Moçambique onde comandava tropas do exército português na matança dos “terroristas”) talvez obtivessemos respostas surpreendentes. E recordo aqui o impoluto general porque, ainda não há muito tempo lhe escutei lamentar-se de que estava muito preocupado com a dramática situação a que Portugal chegou, não por ele, que já está velho, mas sim pelos netos, pois para o futuro não se vislumbra nada de bom. Lindas e profundas estas palavras. Qual o Zépovinho LUSO que, escutando-as, não se comoveu e, de lágrima no olho, não se regozijou interiormente por ter votado neste português sempre que ele se candidatou??? Mas quantos destes Zépovinho é que sabem que a PT dos bavas e granadeiros (agora a contas com a justiça na fila dos “democratas” já atrás referidos) admitiram um filho do dito cujo atribuindo-lhe um ordenado, por certo, muito acima do salário mínimo nacional???? E quantos desses Zépovinho é que ganham o MSM ou abaixo???!!!!???
    Haja Sol e marinheiros, que marés não vão faltar!!!!
    aci

    Gostar

  2. A estátua de sal está um pouco seca de ideias e com a memória afetada. É que todos os motivos que levaram o PS a chamar a troika têm consequências e não é desculpando-se com quem teve de lidar com a batata quente que se melhora o que quer que seja. Talvez na cabeça da estátua de sal, tivesse sido o passos que acordou centenas de PPP’s ruinosas em 2010/2011 para pagar até 2030 … Aliás ninguém entende, só talvez a estátua de sal, porque razão o PS aplicou nos salários da função publica uma taxa de solidariedade em 2009 de 3,5% depois de lhe ter dado um aumento salarial de 3% … Talvez a estátua saiba explicar porque razão o PS cortou os abonos em 2010 para todos os agregados que ganhassem mais de 1000 € (ricalhaços). Ou então talvez a estátua saiba explicar porque razão no ano 2010/2011 a divida publica quase triplicasse. O facto de a privatização da TAP constar do PEC III também só uma cabeça de sal poderá explicar. Em vez disso pegamos no anormal do passos e pimba culpa-se o gajo de tudo … brilhante estátua.

    Gostar

    • Você parece que não sabe ler. Eu falei sobre a “austeridade” do tempo de Sócrates, mas só um esquizofrénico, ou um dos amigos do Passos (deve ser o seu caso) é que não sofreu uma austeridade muito pior no tempo do governo pafioso. Para ficar mais “letrado” vou recorrer a um comentário do “anticapitalista” que costuma comentar os textos desta página, e que também comentou o meu texto. Fique bem e melhore, mesmo. Passo a transcrever:

      “A vida é filha da puta,
      a puta é filha da vida!
      Nunca vi maior filho de puta,
      na puta da minha vida!!!!

      Miserável é esta direita lusa que se revê num bandalho deste calibre!
      Mas é a mesma direita que sempre apoiou o miserável pide de Boliqueime durante mais de 20 anos, não obstante, deste, a incultura, a prepotência, a prosápia provinciana, o espírito de vingança, a arrogância, o desrespeito pelo funcionamento das instituições democráticas [mesmo na chamada democracia burguesa porque nela impera o capitalismo como sistema económico dominante, e, recentemente, esse hediondo sistema passou a recorrer à lei da selva para impor a (sua) lei do lucro.]
      Ou não foi selvagem o que o capitalismo fez em Portugal a partir dos famigerados PECs quando o “zezito filósofo” (a contas com a justiça fazendo fila com isaltinos, duartes lima, oliveiras e costa, dias loureiros, fátimas felgueiras, ricardos salgados, armandos vara, zenals bavas, granadeiros, migueis macedo, mexias, hermínios loureiro, etc., etc.) era PM??
      E na Grécia, não foi e não continua a ser selvajaria? Quem se não lembra do referendo popular e das perseguissões que, a partir de uma cadeira de rodas (ó Senhor Neves, ilustre comentador aqui na Estatuadesal, depois ainda há quem diga que deus não existe), as marionetes do capitalismo selvagem mais filhas de puta fizeram ao Povo grego???
      Quem tem dúvidas ainda de que este aldrabão INCORRIGÍVEL, este manso vidente de Massamá, este pedante, este miserável fruto das DOCAS em Alcântara, onde sorveu com avidez desmedida os inputs de cultura social, à noite, enquanto, de dia, andava às costas de um tal, não menos miserável (de espírito), DOUTOR miguel relvas, em franca preparação acelerada para poder ser admitido (como veio a ser) na equipa do tal germânico que deus castigou impondo-lhe a cadeira de rodas ??? (ó Senhor Neves, tenha um pouco mais de paciência e desculpe-me mais esta nova invocação).
      E quem desconhce que é a lei do lucro que alimenta o capitalismo?
      E com que resultados o tem alimentado????
      Quereis, leitores da Estatuadesal, que repita?
      Se calhar é melhor, mais que não seja para os que ainda não tiveram o privilégio de me ler nesta temática (amigos, presunção e água benta, cada um toma a que quer, mas que me dá um certo gozo, dá, constactar que, enquanto eu SEMPRE, ou quase, me lembro destas constactações e aqui as descrevo, não vejo mais ninguém a falar delas, se bem que eu sei da existência de certos estados de alma de alguns indignados que vão escrevendo por aqui) dos resultados da intervenção capitalista, desde que há mais de 400 anos se iniciou como sistema económico social:
      Invadiu (chamavam-lhe “descobrimentos” – como agora chamam “poupanças” aos cortes cegos, por exemplo. Já alguém reparou nisto? – na manipulação lexical para que o Zépovinho não acorde???…pois é…), ocupou, desrespeitou, abusou, explorou, roubou, escravizou, deportou, prendeu, torturou, matou, dizimou, criou e dividiu países contra a vontade dos povos, fez 2 guerras mundiais e quantas regionais, matando milhões e milhões de seres humanos inocentes, provocou duas crises profundas com milhões de vítimas aos mais diversos níveis – mortes, fome, miséria, pobreza, quase desaparecimento da classe média, desemprego – e se na crise de 1929 três anos foram suficientes para sair da crise, nesta, iniciada em 2007/2008, já lá vão quase 10 anos sem que se veja a luz ao fundo do túnel. E, como corolário, sabemos que já se atingiram indicadores como estes:
      1% da população detém tanta riqueza quanta a detida pelos outros 99%;
      As 7 (sete) famílias mais poderosas do planeta já controlam 50% da riqueza da Terra.
      17 crianças morrem de fome e subnutrição em cada 1 minuto que passa.
      ETC., ETC.
      Será que seria possível alcançar todas estas situações descritas atrás sem a existência de bandalhos como o vidente de Massamá e toda a escumalha de pafistas pafiosos salazarentos?
      E será que se não tivesse existido gente do calibre do buchexas – o maior charlatão da política lusa que eu conheci e que já não pode ser julgado pelo mesmo POVO que traiu, porquanto, no mocho dos réus, só se podem sentar os vivos – o Zépovinho luso teria passado as passas do inferno que passou, está a passar e vai continuar a passar? – é que foi este mesmo Zépovinho que fez ABRIL, e no Portugal de ABRIL, não havia lugar para os filhos da mãe.
      E, por exemplo, um luso portuga, nascido em Alcains, na primeira metade do Séc XX, não tem culpas? – se perguntássemos aos mais de 400 militares que ele saneou das forças armadas Revolucionárias Lusas que arriscaram a vida 25 de Abril de 1974 (enquanto o dito cujo nem, sequer, teve conhecimento prévio de que estava em marcha o golpe militar, e só no dia seguinte é que lhe chegou a notícia a Moçambique onde comandava tropas do exército português na matança dos “terroristas”) talvez obtivessemos respostas surpreendentes. E recordo aqui o impoluto general porque, ainda não há muito tempo lhe escutei lamentar-se de que estava muito preocupado com a dramática situação a que Portugal chegou, não por ele, que já está velho, mas sim pelos netos, pois para o futuro não se vislumbra nada de bom. Lindas e profundas estas palavras. Qual o Zépovinho LUSO que, escutando-as, não se comoveu e, de lágrima no olho, não se regozijou interiormente por ter votado neste português sempre que ele se candidatou??? Mas quantos destes Zépovinho é que sabem que a PT dos bavas e granadeiros (agora a contas com a justiça na fila dos “democratas” já atrás referidos) admitiram um filho do dito cujo atribuindo-lhe um ordenado, por certo, muito acima do salário mínimo nacional???? E quantos desses Zépovinho é que ganham o MSM ou abaixo???!!!!???”
      Haja Sol e marinheiros, que marés não vão faltar!!!!

      Gostar

      • Amigo Estatuadesal,
        Não duvide. Esta gente está moldada para ser assim, como este iluminado comentador que, pelo blá blá corriqueiro é um dos aziados compulsivos incuráveis. E o molde, a moldura ou a moldagem vem da escola primária (modernamente o básico) até às pós graduações, complementada depois com umas horas de TV onde, figuras de proa bem remunerada como aqueles casais (alguns nem tanto assim, mas destas coisas o José Rodrigues dos Santos é que sabe, chamemos-lhe então pares) que preenchem as manhãs nas TVs – Gouchas, Júlias, Fatimas, etc. – depois à tarde pode desfrutar-se dos directos que, sob certas temáticas da agenda política convidam uns comentadeiros – assim do calibre de um camilo lourenço (eu esvrevo em minúsculas, mas de propósito, porque quem não me merece consideração por andar, premeditada e conscientemente, a enganar/alienar este Zépovinho LUSO que eu adoro, eu trato abaixo de camelo, mas conheço outras pessoas de boa vontade também animados e progressistas que, como eu, querem transformar o percurso da História da Humanidade não receando as mudanças, e não apenas interpretá-lo como fazem os tais camilos, que quando escrevem estes apelidos, o fazem com maiúscula sempre se enganam de propósito e substituem o “i” pelo “e” para lhe chamar camelos; mas eu não faço isso, até pelo respeito que me merecem todos os elementos da família Camelidae e não apenas os camelos), depois à noite lá vem o futebol e os casos mais mediáticos para denegrir e deitar abaixo um certo modo de vida, mais saudável intelectualmente, onde se discutem e ou analisam todas e quaisquer temáticas com elevação, onde, sempre com indispensável contraditório, a lógica aristotélica, mesmo a mais elementar por vezes, não seja a determinante, na medida em que existem outras filosofias de vida é outros fundamentos, como, por exemplo, o materialismo dialético.
        Mas se observarmos melhor, vamos constactar que toda esta forma de intoxicação/alienação, se abona a favor do capital e, consequentemente, a favor do capitalismo enquanto sistema económico social dominante, e em desfavor do Zépovinho, mas qiem paga é o mesmo Zépovinho através das chamadas de valor acrescentado, dado que quase todos estes espaços televisivos (programas são outras coisas bem diferentes) adoptam a política dos telefonemas. Uma vergonha, simplesmente, ó Senhor PM! Mas, claro, mais um exemplo do que foi “o legado” daquele trafulha/charlatão político já defunto mas que V. Exa. prometeu continuar.
        E onde isto vai dar?
        Vieram agora os “democrstas” de Bruxelas dizer que, afinal, se calhar é melhor arrepiar caminho com a austeridade porque “parece que não está a dar os resultados esperados “!!!!???!?!?… ó sr mário draghi, vitor gaspar era só o vitor gaspar (agora já ganha mais uns trocos e até já escreve livros “em colaboração com outros escribas do nível intelectual dele”), mais cedo do que você chegou a essa conclusão aqui neste jardim à beira mar plantado, de que Sintra ocupa um espaço privilegiado e de difícil acesso ao consumidor Zépovinho luso, e como tinha ainda um último pingo de vergonha na puta da cara toda rugosa e olheiras enormes, DEMITIU-SE.
        Há quem diga que saltou do barco que pressentiu ir a afundar-se, mas eu vou mais pelo pedantismo que o levou a não fazer o que o primo Louçã lhe aconselhou, e como nao passa de um tecnocrata(zeco) tipo “da Católica” onde o Excel dispensa a Econometria, o vitinho foi aconselhado pela esposa a sair daqui pra fora, dado que, quando foram às compras a um supermercado, o Zépovinho a quem ele andava a chamar “o MELHOR POVO do mundo”, pela frente, mas, por trás, a meter o dedinho no dito cujo do mesmo Zé e nem vaselina punha, um dia deram-lhe na fuça.
        Enfim, a crise continua é já estão passados quase 10 anos, o ditador na Síria vai levar mais umas trumpadas, tenha usado armas químicas ou não (mas aqui nesta área o barroso, mais o Paulinho das feiras, mais o maior historiador luso vivo que tem a maior biblioteca privada em Portugal e que também ganha a vida a intoxicar/alienar o Zépovinho, e mais uns quantos meliantes é que sabem), o Putin vai levando a água ao moinho dele, a Inglaterra vai ficar de novo menos dependente de compromissos internacionais, a Alemanha continua a acumular capital é, como aprendi com o Karl, em última análise quem tem o capital é que ganha.
        O resto, bem, o resto é blá blá:
        O Estatuadesal ataca e desmascara o maior aldrabão que já tivemos na política e com verdades, mas os “porreiros pás” (aqui sinónimo de pafistas pafiosos salazarentos) saltam para a arena e em vez de lidar o bicho que está a ser lidado, começa aos saltos e aos gritos e proclama que pior que este bicho foi o anterior.
        Vai ser assim, como foi assim ao longo dos 40 anos dos “do arco”, que todos devem ser julgados. Só que a “clubite” impõe-se e o amigo Estatuadesal por ser do Benfica diz ao porreiro pá que é lagarto, que o Jorge Jesus é um grande treinador e apresenta resultados desde que lhe ponham à disposição os jogadores que ele quer. Vai daí o largato, porque lá no rebanho o pastor até prolongou o contrato do JJ antes do termo e como diz que bardamerda para quem não é do Sporting, então o benfiquista não tem razão e o Sporting é que é o maior.
        É o que temos, meus prezados benfiquistas ou sportinguistas!
        E, diz o POVO o POVO lá do alto da sua sabedoria que “Cada um tem o que merece”!!!
        Só que eu, que nem clube tenho, não tendo culpa nenhuma porque vivo de consciência tranquila e sei votar, também levo por tabela com as políticas do capitalismo venham elas de onde vierem, pelo que, como ando cansado de pregar aos hereges, vou-me repetindo: ENQUANTO O CAPITALISMO FOR O SISTEMA ECONÓMICO SOCIAL DOMINANTE a HUMANIDADE continua a caminhar para a BARBÁRIE.
        E a saudosa Rosa ensinou que:
        SOCIALISMO OU BARBÁRIE !
        Eu já escolhi!
        E vocês???
        Meu caro Estatuadesal, eu sei que há aquele ditado da “água mole emperra dura….”
        Mas olhe que aquilo de ensaboar a cabeça a burros pretos, não dá nada, porque aquilo não é sujidade, homem de deus (o Senhor Neves deve estar de férias, não!?!?…).
        Um abraço, do
        aci

        Gostar

  3. Caro Anticapitalista,
    uma vez que me cita no seu comentário comentando-me quase de modo a fazer-me um repto a comentá-lo vou ser-lhe franco no meu ponto de vista que não está, em quase nada de acordo consigo.
    Eu não vejo nem analiso a História nem leio a Sociedade apenas através das suas barbaridades, das suas injustiças, das suas atrocidades, dos seus horrores: isto é através dos seus dejectos. Porque uma análise feita apenas desse lado não só é totalmente redutora como é uma total falsidade desde logo porque a História da Civilização demonstra que esta tem progredido num sentido para uma civilização sempre melhor que a anterior. Se a história da civilização fosse constituída e construída apenas pelos seus dejectos caminharia sempre para pior e não ao contrário.
    Marx, apesar de cometer erros enormes de apreciação política no seu “sistema utópico”, percebeu a grande marcha humana como uma dialética histórica que depois resumiu como sendo uma luta de classes.
    O meu caro pensa o mundo dividido entre bem e mal. Assim tem à mão uma solução pronto a usar para resolver os males do mundo: aniquila-se o mal e pronto, fica só o bem à face da terra. Todas as utopias que houveram, perante as dificuldades em impor à comunidade existente, conforme ao estádio de desenvolvimento do tempo, lançaram mãos, mais ou menos, do extermínio dos que consideravam portadores do mal. Foram tudo catástrofes sociais que, após atrocidades iguais ás citadas por si, destruíram a utopia e engoliram os utopistas.
    O Homem-indivíduo é o grande portador e actor do mal e do bem conforme ao seu desígnio existencial de liberdade. Tudo que lhe coarcte a macha do seu desejo genético por mais liberdade sempre ele opor-se-á como pode: o ser do humano tende para uma finalidade de libertário e não comunitário.Toda a sociedade organizada para sobreviver tem de garantir sempre alguns graus de liberdade à existência, caso contrário, sucumbe ou morre de podre.

    Gostar

    • Neves. Boas pistas para um debate que espero profícuo. Na parte final discordo: a oposição entre a finalidade libertária e a comunitária não deve ser empolada. Existe sim, uma tensão permanente que o Direito pretende resolver a cada momento. Até porque o instinto gregário também é muito forte, até por razões de sobrevivência do grupo. Sem isso, ainda estaríamos na Idade da Pedra. Assim, o que temos, é uma espécie de “liberdade” dentro do colectivo, a prevalência a cada momento tentada do nosso egoísmo em oposição à partilha, na sequência do existencialismo à Sartre: o inferno é o outro. Queremos ter sempre o melhor dos mundos: ter a eficácia e a segurança que só o viver em comunidade e em colaboração na produção de bens garante, e em contraponto sermos reis no centro do egoísmo e do interesse próprio que naturalmente nos habitam. É o contributo da Estátua para o debate. 🙂

      Gostar

    • Caro José Neves,
      Depois de ler o seu comentário, cumpre-me:
      1. Agradecer-lhe, antes de mais, pois, ouso supor, o seu tempo, como o de quase todos nós, é escasso, e, por certo, coisas bem mais interessantes e ou importantes, teriam ficado na fila de espera;
      2. Informar que não tentei, sequer pensei, ao citar o seu nome no meu comentário – e já em um outro o tinha feito –, que seria uma forma (manhosa/indirecta) de o trazer à lide – que o caro José Neves designou por “quase um repto” –, que neste espaço se vem travando e onde tento (modesta quanto humildemente) ajudar o amigo Estatuadesal a levar a cabo. E pela simples razão de que não é isso que quero. Apenas, em tempos não muito recuados, aqui neste espaço, eu escrevi qualquer coisa como “ainda dizem que não há deus”, admito que numa alusão minha ao ministro das finanças alemão, na medida em que sou useiro e vezeiro no uso desta expressão, mas escrevendo sempre com minúscula. E nesse comentário meu, o caro José Neves comentou, com alguma ironia, ainda que inofensiva, quero acreditar, qualquer coisa deste género (continuo a escrever de memória, visto que não sinalizei os aludidos comentários): “ … o que não deixa de ser engraçado/estranho, é um ortodoxo marxista que se diz anticapitalista acreditar em Deus…”. Isto é, eu entendi que para o caro José Neves, o eu ter feito uma referência a deus, como fiz efectivamente, seria uma contradição em um marxista, mais ou menos ortodoxo. Ou seja, o caro José Neves partiu do princípio que eu acredito em deus, reclamando-me de anticapitalista e até incorrigível, tal como consta do pseudónimo de que aqui (e não só) faço uso. Mas não, meu caro. Eu, por enquanto, reclamo-me do agnosticismo, pelo que não acredito em divindades. Não obstante, estatisticamente, o meu nome consta na lista dos católicos apostólicos romanos, dado que em criança me baptizaram, fui crismado e até ajudei à missa, e só não fiz o sacerdócio porque o meu velhote se recusou a casar pela igreja, ao tempo condição imperativa. Dir-lhe-ei agora, a talho de foice, que esta foi a única mágoa que guardo do 1º filósofo inspirador da minha filosofia de vida. É que, por ventura, eu hoje poderia ser papa, por exemplo. E se tivesse seguido aquela “profissão”, provavelmente duraria mais de um século… é que não sou fatalista!…
      Mas ao chegar à filosofia, definitivamente percebi que o meu querido e saudoso velhote tinha toda a razão: deus não existe. Assim como o Jesus (de Nazaré) foi um homem impecável e um exemplo a seguir, de quem bebi sofregamente as principais doutrinas que, diariamente, tento aplicar, praticando-as, e ainda hoje o tenho como meu 2º filósofo inspirador. E, já agora, a seguir, veio Marx, o meu também querido e saudoso Karl, meu 3º, e último (por enquanto) filósofo inspirador.
      3. Discordar do caro José Neves quando afirma que eu vejo e ou analiso a História e leio a Sociedade apenas através dos seus dejectos. E pela simples razão de que jamais me teria lido ou escutado a fazer análise à História ou a ler a Sociedade.
      Conheço bem, e desde há muito, essa quase nata capacidade de síntese que nos portugas é habitual. E, se bem reparar – basta olhar o tamanho dos meus textos quando aqui comento –, vai concluir, estou certo, até que, ao contrário, eu vejo-me aflito (à rasca, diria) para sintetizar o que quer que seja.
      Também tenho dificuldades acrescidas em vaguear pelas grandes frases feitas sem me arrepiar. Como por exemplo a “História da Civilização” que, segundo escreveu,
      «…demonstra que esta tem progredido num sentido para uma civilização sempre melhor que a anterior. Se a história da civilização fosse constituída e construída apenas pelos seus dejectos caminharia sempre para pior e não ao contrário.»
      É que, ao fazer tais afirmações desta forma, logicamente que vai tirando as suas conclusões “caminharia sempre para pior e não ao contrário”. Elementar, eu acho. Também o aqui autor, por certo, o achou elementar, sob pena de não o escrever ou subscrever.
      Pois é, mas esta forma de raciocinar enferma, na minha humilde opinião, e se o caro José Neves mo permitir, de uma pecha. É o “raio” da lógica aristotélica. E no caso presente, até da mais elementar.
      Levar-nos-ia longe, agora, se eu tivesse que dissertar sobre a aludida “pecha”, para lhe demonstrar que outras leituras são possíveis (independentemente do grau de validade de cada uma por ser subjectivo), sobre os conceitos de “Civilização”, “pior”, “melhor”, no que à aludida evolução histórica da Sociedade e da Humanidade respeita. E, repetindo-me, dada a minha incapacidade para sínteses, tentarei, paradigmaticamente, dar uma ideia do que seria levado a escrever, dizendo-lhe o seguinte:
      Cumpri serviço militar obrigatório de 1966 a 1969, no Exército, como miliciano. Nos 3 meses de recruta e depois mais 3 meses na especialidade, com cerca de duas semanas de intervalo, de segunda a sábado de manhã, nas horas das aulas, e até na instrução nocturna, raras eram as horas em que não escutava o instrutor (normalmente oficial de carreira) falar dos “turras”, enquanto sinónimo de “terroristas”, para dissertar sobre a(s) forma(s) de os atacar, mantando-os, ou nos defendermos deles nas emboscadas, dentro daquela lógica elementar de que “Angola é nossa”. Passados que foram os 14 anos de guerra, já esses “terroristas/turras” passaram a ser “nossos irmãos africanos”, os acordos do Alvor meterem champanhe e abraços, o Agostinho Neto era um conceituado médico, o camarada Samora um modesto enfermeiro smi-analfabeto, e o “terrorismo” foi banido do léxico luso. Infelizmente agora, e desde 2001, este vocábulo voltou a estar em voga, mas, ainda mais infelizmente, não só na lusa terra.
      Não sei se me fiz perceber, meu caro José Neves.
      Mas, se não, eu sintetizarei agora um pouco mais claro então (por favor, tenha paciência, mas são mais umas linhas):
      Este tipo de discussões, não me dão qualquer tesão. E creia que não é pelo facto de eu ter nascido em 1944.
      Sou licenciado em Economia vai para 40 anos. Contabilista Certificado há 35. Professor de Economia, Contabilidade Geral e Analítica, Matemáticas e Fiscalidade. Estou a terminar um Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação. Não tenho partido nem clube. E porque o meu espírito de fidelidade aos outros humanos se baseia sempre em sentimentos e deveres e JAMAIS em ideias ou interesses materiais, considero-me, do ponto de vista político, um intelectual revolucionário ao serviço do proletariado, cujas necessidades essenciais encarnei.
      Cordialmente, seu e ao dispor,
      nuno miguel
      (anti-capitalista incorrigível)

      Gostar

Obrigado pelo seu comentário. É sempre bem vindo.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s