A vitória de Pirro

(Joaquim Vassalo Abreu, 27/01/2017)

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Eu já abordei este tema, nomeadamente aquando daquelas duas vitórias do Tozé Seguro nas Europeias e Autárquicas no reinado de Passos e Portas, quando as defini como “Vitórias de Pirro” e acrescentei também aquela fatal frase, que nestas ocasiões também se usa: “De vitória em vitória até à derrota final”. E todos tínhamos a noção disso, até ao desfecho que se sabe.

Como sabemos pela História que estudamos, o general Pirro até que ganhou uma batalha. Mas os danos sofridos pelas suas tropas e a debilidade em que ficou a sua estrutura, levaram a que, a obter uma vitória parecida, ela seria a sua ruína para sempre.

Esta imagem, que como disse já uma vez utilizei aquando do processo acima referido, assaltou-me novamente, a propósito desta questão recente da TSU e da autêntica guerra que dela fez o PSD.

E “vitória de Pirro” porquê? Porque de uma aparente vitória à partida, a de ter posto a nu a suposta debilidade da maioria parlamentar que apoia o governo nesta matéria específica e esperando, de imediato, que essa dissonância fosse logo replicada em questões subsequentes, passou a ser objecto de tantas, diversas e tão directas críticas, mesmo internas, cujas consequências o deixaram mais frágil e não mais forte como pensaria.

Tanto assim que, imediatamente, o governo encontrou uma alternativa, desta vez apoiada por todos, patrões, sindicatos, restantes parceiros sociais e mesmo os partidos que suportam a maioria parlamentar, que será muito difícil descortinar que razão inventará, desta vez, o PSD, para não a apoiar. Guerra perdida, portanto. Resta saber com que sequelas…

Marcelo, o Presidente, já o tinha referido àqueles emissários enviados não sei por quem, mas que não conseguiram entregar a “carta”, quando disse: Não se excitem, aguardem e esperem para ver, pois o processo ainda não está fechado.

Mas que resulta daqui, afinal? A tal “Vitória de Pirro”! Isto é: criou tantos anticorpos, tantos e tão diversificados, que não sei como é que o PSD conseguirá reparar os estragos causados para se abalançar a nova batalha.

Os Patrões ficaram mais que desiludidos e correram logo a reunir com Costa; as IPSS já não sabem o que fazer e falam agora para o vento, depois de abandonadas pelo grande patrocinador dos seus anseios: O Marcantónio Costa! Que não é Pirro, mas é pírrico. Os parceiros da Concertação Social interrogam-se, apalermados, como é possível?

E os analistas, os suprassumos, exceptuando alguns dedicados fiéis, devotos até, para não dizer mesmo fanáticos e “kamikases” apoiantes, como o inefável Tavares, o Camilo, o Fernandes e outros afins, não perdoam aos críticos destas posições, como o Pacheco, o Peneda e outros que, de forma inequívoca, abandonaram o seu exército.

Quer dizer: Perdeu aliados (Patrões), companheiros (UGT), amigos até (Peneda e outros), alguns mesmo íntimos…que lhe resta afinal do seu tão grandioso e imbatível exército? Os livros dizem que se tratou de uma vitória prejudicial ao “vencedor”, tanto mais que serviu para alertar e unir o adversário. Pôs o jogo a nu e isso não é de um general…é de um amanuense…

Que lhe resta, perguntei eu? O Monte Negro! Monte que ninguém conhece. Apenas conhecemos o Monte Branco, esse sim, que nunca deixa de ser branco.

Monte Negro, ou monte preto, esse só conhecemos um e cheira mal: cheira a esterco!


Fonte aqui

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