Obrigado, Excelência. Eu não esqueço.

(Carlos Esperança, in Facebook, 22/08/2025)


Obrigado, Excelência, por tudo o que tem feito por nós. Eu sou dos portugueses de bem, não sou ingrato. Por isso lhe agradeço. Num país em que temos pudor de manifestar os nossos sentimentos, quero dizer-lhe que gosto de si, Excelência.

Não esqueço a generosidade de quem abdicou da lucrativa empresa de avenças para nos dirigir, ajudado por 16 abnegados ministros e 43 ajudantes, e, muito menos, a ingratidão dos que o censuram, porque só sabem dizer mal.

Obrigado, Excelência, por ter roubado uma semana às férias para nos aturar, sim, para nos aturar, a nós, ingratos, que até de um refrescante gin com o seu grande esteio, Leitão Amaro, o queríamos privar. Não eu, Excelência, que lhe agradeço e não esqueço o que lhe devo, mas todos esses ingratos que o esgotaram em dois dias, depois de ter voltado.

Obrigado por nos poupar nos incêndios a fastidiosas informações como aquelas com que a ministra Temido e a Dr.ª Graça Freitas nos massacravam no período da Covid-19. Uns fazem, como V. Ex.ª, outros falam e perdem tempo a responder a jornalistas.

Ouvi-o, por devoção e dever, toda aquela hora em que falou do muito que lhe devemos e da sorte que nos coube por estarmos agora livres dos governos extremistas de António Costa. E quanto sofri, Excelência, ao vê-lo empolgado e empolgante a falar dos êxitos e a anunciar o regresso da Fórmula 1 ao Algarve, enquanto as televisões perfidamente nos incomodavam com o ecrã dividido entre V. Ex.ª e os fogos! Mesmo assim, ainda gastou 7 minutos com os fogos que ofuscaram a presença dos nossos melhores, do Dr. Hugo Soares e do Dr. Marques Mendes, a este nem o vi, e que vai ser o nosso próximo PR.

Excelência, quem julga que não é sensível não viu a cara de sofrimento quando falou ao País das 45 medidas, incluindo o fim de taxas moderadoras na Saúde, com gravata preta pelo luto de bombeiros, depois da exaustiva viagem a Viseu onde foi mostrar o Dr. Ruas aos ministros. Quarenta e cinco medidas, Excelência, bastavam duas para eu o idolatrar.

Excelência, agora que tem a oportunidade histórica de erradicar o PS não o poupe. E, quanto ao PR, esse socialista dissimulado, que andou com o PS ao colo durante 8 anos, que até aceitou que o PCP e o BE lhe dessem apoio parlamentar, anseio por vê-lo curvar-se a dependurar as insígnias de PR no peito ilustre do Dr. Marques Mendes.

O PSD, que foi uma vergonha com Rui Rio, é agora a referência dos que veem em V. Ex.ª o timoneiro, o grande líder, que será reconduzido com maioria absoluta enquanto a porcaria das eleições servir para gastar tempo, dinheiro e para dividir os portugueses.

Não há fogo que lhe resista, Excelência.

Obrigado, Excelência, por dar o máximo!

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Deixem o Luís e o André trabalharem

(Por José Teófilo Duarte, in Blog blogoperatorio, 04/07/2025)


Ninguém há mais ‘vivinho da costa’ do que o patrão da ‘Spinumviva’! O Luís (PPD-PSD) e o André (Chega) estão «chegando» cada vez mais a acordo, e o José Luís (PS), feito «pau de cabeleira», a «benzê-los», com o Assis e o Sérgio radiantes à ilharga.

É o que escreve Alfredo Barroso no seu mural do Facebook, a propósito desta publicação.


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Isto tinha que acontecer. Montenegro das avenças e Ventura dos chiliques ornamentados a baba e ranho entendem-se bem e depressa. São feitos da mesma massa. Saíram os dois do partido fundado por sociais-democratas — apesar de uma social-democracia estranha, sempre a pender para a direita —, que depois Cavaco e Passos estragaram tornando o partido qualquer coisa parecida com um “albergue espanhol”. 

O partido foi sendo purgado. Os fascistas saíram como ratos para o novo partido fascista. Gente altamente avaliada em trafulhices inunda a bancada lamacenta instalada no lado mais à direita do parlamento. Agora dizem as notícias que o Luís e o André andam a concordar com muita coisa pouco apreciável. Os idiotas que neles votaram apreciam e vão continuar a votar neles. Neles, os seguidores de Ventura. Ou o Luís acha que os grunhos eleitores acham que é ele que está a trabalhar?

Com isto tudo fica esclarecida uma coisa: Ventura não é líder da oposição, como se chegou a reclamar. Ventura e mais os sessenta cretinos e cretinas que povoam a bancada dos javardolas estão empenhados em fazer sobreviver o sistema, como sempre o fizeram. Um sistema anti-democrático e protector das grandes fortunas de que tanto se orgulham. Têm também com eles a outra extrema-direita dos liberais sem iniciativa. 

Concluindo e andando: os líderes da oposição são os líderes das oposições a esta gente manhosa e sem brilho. Uns toscos inenarráveis. A direita está cada vez mais extrema. Já dizem as maiores enormidades sem freio nem vergonha. Todo o cuidado é pouco. Deixar o Luís e o André trabalharem? Nunca. O que faz falta é resistir. Sempre.

Fonte aqui

Nós não ficaremos para trás! – diz ele

(Por José Gabriel, in Facebook, 24/06/2025, Revisão da Estátua)


Balofas carnes de balofas tetas (…), canta António Botto, logo no primeiro verso do seu poema quase épico “A puta dança”, verso que me ocorreu – o primeiro e os últimos – quando o nosso Ministro das Finanças, representando o Governo, em entrevista televisiva, fez um ar viril, marcial e altaneiro e declarou, do alto do seu semblante de pudim flan fora de prazo: “não ficaremos para trás!”.

Referia-se aos 5% que os vampiros da NATO, pela voz do seu Secretário-geral, aquele rapazola que dá saltinhos e trejeitos em jeito de adolescente retardado neurótico, querem impor aos países pertencentes à organização que, hoje, tem mais a estrutura e objectivos de uma máfia Internacional do negócio da morte – sem ofensa para os homens de honra, como se designam a si próprios os verdadeiros mafiosos – que de uma organização de defesa.

Este “não ficaremos para trás” tenta convencer os pobres de espírito de que seguir uma tal loucura é uma prova de que somos iguais aos melhores, valentaços, não nos ficamos, somos exigentes e machões. Nós, ficar para trás? Nunca! Vamos a eles! – a quem, não se sabe, mas os rapazes das televisões e dos jornais, se lhes pagarmos bem, arranjam uns inimigos jeitosos.

Hoje, na sequência da concordância dos paspalhos sádicos e microcéfalos que governam os países europeus, o tal excitadinho da NATO veio anunciar que os tais 5% tinham vingado e a Europa – não a Europa, mas os cachorros de trela curta europeus que sempre obedecem ao dono – estava, em unanimidade, com a medida.

Estão os europeus? Eu não. Milhões de outros também não. Sabemos fazer contas e vemos o caminho suicidário que nos querem impor. Sabemos o muito que vamos perder e o nada que vamos ganhar. Isto não é uma medida política. Isto é um crime político e social. Com dolo e premeditação.

Podem estar contentes os governantes que a maioria de vós teve o mau gosto de eleger e que, agora, fazem, não o que prometeram, mas o que lhes dá na real gana. Quem manda neles são, como nas matilhas, os cães grandes e, por cima de todos, os que providenciam os cifrões para engordar a canzoada. E os vampiros exultam. Os fascistas babam-se. Os idiotas festejam com mais um bagaço.

Esta gente desconhece a moral e a ética de que tanto fala. Desprezam a soberania nacional e acham o patriotismo – mesmo que dele encham a boca – um valor risível. Têm, sobretudo, um total desprezo pelo seu povo, e riem-se dos votos e dos votantes que os elegeram. Padecem de uma falta de empatia que os aproxima de um sociopata.

Noutros tempos, eu odiava o regime fascista e os seus mandantes. Hoje, olhando para os actuais governantes, não é o ódio que me move. É o mais absoluto desprezo. Gente volúvel, desprezível, recorte último dos eunucos.

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