(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 22/07/2025, Revisão da Estátua)
Prossegue a matança pelas bombas e pela fome. Ao contrário de genocídios do passado, nomeadamente o dos judeus entre 1942 e 1945 e a sua prequela arménia de 1915-1917, este é documentado diariamente e os seus mandantes e executantes conhecidos.
Em cada dia que passa, são mortas 30 crianças, correspondendo a uma turma de escola, morre uma centena de adultos, ou seja, dois autocarros e são feridos com gravidade 150 palestinianos, o que equivalerá a um bloco de apartamentos de oito pisos.
O mais fascinante neste vórtice de horror é o facto de as livrarias estarem cheias de obras de ficção intituladas O Jardineiro de Auschwitz, O Bibliotecário de Auschwitz, A Rapariga de Auschwitz, O Carteiro de Auschwitz, O Bebé de Auschwitz, O Clube de Xadrez de Auschwitz, A Violinista de Auschwitz, O Nadador de Auschwitz, O Rapaz de Auschwitz, As Gémeas de Auschwitz, A Parteira de Auschwitz et. al. e do genocídio do presente, aquele que pode ser atalhado, não haver um só título.
Depreende-se que será insignificante o valor dado pelos ocidentais àquela gente. A alienação relativamente ao tema e ao processo será passível de muitas interpretações, se bem que as duas mais claras sejam um notório racismo e um servilismo desavergonhado ante os genocidas.
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