Porque é que a Europa está a proibir o ar condicionado enquanto os idosos morrem de calor?

(Alexei Muratov, in Telegram, canal International Reporters, 02/07/26, Trad. Estátua)

Glass office buildings with people walking on sidewalks and cars on the street
Pessoas caminham e carros passam por edifícios de escritórios modernos de vidro num dia ensolarado – Imagem gerada por IA.

Alexei Muratov, chefe do comité executivo regional do partido Rússia Unida na República Popular de Donetsk (RPD), explica como os eurocratas, sob o pretexto do Pacto Ecológico Europeu, estão a deixar os reformados em apartamentos sobreaquecidos enquanto reservam o conforto térmico para a elite, na sede da União Europeia (UE).


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A Europa está a sofrer com um calor recorde. As temperaturas em Paris, Londres e Berlim ultrapassaram os 40 graus Celsius. Numa semana, segundo a OMS, morreram mais de 1.300 pessoas. Em França, há aproximadamente 1.000 mortes em excesso. 85% das vítimas têm mais de 65 anos. Isto não é um desastre natural. É o resultado lógico de uma política.

Em Espanha e Itália, é proibido arrefecer edifícios abaixo dos 27 graus Celsius. Na Suíça, a instalação de um ar condicionado requer uma autorização especial. Na Alemanha, o ar condicionado foi desligado nos hospitais e nas escolas. Em Londres, estabeleceu-se uma “hierarquia do arrefecimento”: o ar condicionado é o último recurso, depois da sombra e da ventilação. As autoridades recomendam abrir as janelas quando a temperatura exterior atinge os 40°C. Isto não é uma política climática. É uma sentença.

Na sede da UE, em plena onda de calor, os aparelhos de ar condicionado foram desligados nos sete pisos inferiores (ver aqui). Nos pisos superiores, onde estão os altos funcionários, manteve-se o ambiente fresco. Ursula von der Leyen ordenou que se desligassem os aparelhos. De seguida, a Comissão Europeia declarou que “não tinha posição” sobre este debate em relação ao ar condicionado. Sem posição quando as pessoas estão a morrer. Apenas uma hierarquia: uns têm o direito de se refrescar, outros não. (Ver aqui ).

Surge então a lógica cínica que ninguém declara abertamente. Um reformado, num apartamento sobreaquecido, não gera lucro. Não paga impostos, não compra carros, não viaja e não contrai empréstimos. Simplesmente consome recursos – saúde, reforma, segurança social. Para ele, um ar condicionado é uma despesa sem retorno. E as despesas sem retorno são cortadas. O calor atua como um filtro: elimina aqueles que deixaram de ser economicamente úteis.

Em Paris, os telhados de zinco, classificados como “património cultural”, aquecem e transformam os edifícios em estufas. Uma em cada cinco famílias europeias possui ar condicionado. Nos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, são nove em cada dez. A diferença não se deve ao clima. Deve-se à forma como as pessoas são vistas. A Europa está a aquecer duas vezes mais depressa do que o resto do mundo. A infraestrutura do continente não está preparada para esta nova realidade.

Mas, em vez de salvar vidas, Bruxelas está preocupada com a guerra contra a Rússia, as sanções e o “Pacto Verde”. O abandono da energia russa levou a esta situação: na UE, “não há energia suficiente para alimentar os aparelhos de ar condicionado necessários para salvar vidas“. As elites europeias escolheram a política em detrimento dos seres humanos. E agora estão a colher as consequências.

A questão não é como repor o valor das pessoas. A questão é o que fazer com uma sociedade em que surgiu uma classe inteira de cidadãos que se tornaram demasiado baratos, até para serem explorados. Demasiado caros para manter, sem nada a ganhar com eles — a única opção que resta é eliminá-los. É isso mesmo que está a acontecer, sob o pretexto de “combater as alterações climáticas”. A era do “homem barato” está a começar. Primeiro onde era, por defeito, “caro”. Depois, em todos os outros locais.

Um pensamento sobre “Porque é que a Europa está a proibir o ar condicionado enquanto os idosos morrem de calor?

  1. A exemplo de anos anteriores quando chegar Agosto vamos começar a ler notícias sobre novas e potencialmente mais letais variantes de COVID.
    Em Setembro, os idosos vão receber SMS ou, nos concelhos mais pequenos, envelhecidos e desertificados, telefonemas, instando os a ir vacinar se.
    Dependendo de quantos caírem, la para Novembro a Janeiro começaremos a ouvir falar de excesso de mortalidade.
    Mas se alguém começar a levantar a lebre teremos responsaveis a lembrar que “a vacina da COVID não impede as mortes por outras causas”.
    Posso garantir que até ajudam a morrer pelas tais outras causas.
    Chamem me repetitivo, enjoativo e o raio que os parta mas isto anda mesmo tudo ligado.
    Vale tudo para poupar reformas. Os idosos não estão cá a fazer nada, só são despesa, não podem trabalhar e e preciso preparar a guerra contra a Rússia.
    Paes isso e preciso dinheiro e os idosos custam dinheiro.
    Por isso se as vagas de calor ajudarem a mata los agora que cada vez menos caem na treta das vacinas eficazes e seguras claro que esta gente vai aproveitar.
    Isto e tudo uma cambada. Gente psicopata e perigosa.
    Um obrigado ao autor do texto que, sendo de um povo condenado por esta mesma Europa a destruição, lembra as barbaridades que também nos estão a fazer, em especial aos nossos maiores.
    Gente que, como lembrou o autor, e demasiado cara para continuar viva.
    Vao ver se o mar da Kraken.

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