Então vai para Cuba, dizem eles

(Luís Rocha, in Facebook, 10/02/2026, Revisão da Estátua)


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Há uma frase que me atiram com frequência, com a alegria de quem descasca amendoins no estádio e acha que está a fazer alta filosofia política: “Então vai para Cuba.”

Dizem com ar triunfante, como quem acaba de inventar o fogo, convencidos de que me encostaram às cordas com um argumento devastador, definitivo, irrefutável, digno de moldura dourada e busto em bronze na sede da parvoíce nacional. “Vai para Cuba”, dizem eles, enquanto afiam o canivete suíço da ignorância multifunções, aquela ferramenta milagrosa que serve para cortar conversa, abrir latas de preconceito e sacar clichés, sem esforço intelectual algum.

Quando me mandam para Cuba eles não percebem que estão a falhar redondamente o alvo, porque não me estão a insultar; estão a oferecer-me uma viagem simbólica a um sítio onde um punhado de barbudos mal armados decidiu enfrentar um império com charutos, convicções e uma dose perigosa de romantismo revolucionário. Cuba não foi um parque temático ideológico nem um postal turístico para debates de café, foi o palco de uma revolução contra uma ditadura corrupta, submissa aos interesses norte-americanos, onde Batista governava com a delicadeza de um bulldozer em cima de uma plantação de açúcar.

A Revolução Cubana não caiu do céu num helicóptero soviético, nasceu da miséria, da desigualdade obscena e da sensação coletiva de que a ilha era um casino ao serviço de mafiosos, turistas e empresas estrangeiras enquanto o povo fazia de figurante miserável. Fidel Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e companhia não eram personagens de t-shirt numa praia caribenha, eram homens de carne e osso e ideias perigosas para quem estava confortável no topo da cadeia alimentar. Deram cabo de um regime, nacionalizaram interesses, alfabetizaram um país e, pelo caminho, compraram uma guerra eterna com o elefante do Norte.

E esta é a parte que provoca urticária, comichão e borbulhas purulentas a quem só de ouvir “Castro” começa a espumar como se tivesse visto o diabo de foice e martelo. Cuba pagou e paga um preço brutal por ter ousado dizer “não” aos Estados Unidos, um embargo económico que dura há décadas, que estrangula a economia, limita o acesso a bens essenciais e transforma a sobrevivência quotidiana num exercício de ginástica moral e prática. Mas essa parte raramente entra no discurso do “então vai para Cuba”, porque dá trabalho pensar, e pensar sobre a ignorância cansa.

O argumento “vai para Cuba” é o equivalente político a atirar cocó e fugir a rir; um gesto primário que dispensa contexto histórico, análise geopolítica e, sobretudo, empatia. É mais fácil reduzir tudo a uma caricatura do comunismo maléfico do que admitir que a história é suja, complexa e cheia de zonas cinzentas. É mais confortável fingir que Cuba é um cartoon congelado em 1962 do que reconhecer que a ilha foi, e é há décadas, uma formiga teimosa a levar pontapés de um rinoceronte vingativo.

Por isso, quando me mandam para Cuba com aquele sorriso de vitória fácil, eu agradeço interiormente o elogio involuntário. Não porque me ache digno de Che Guevara, Camilo Cienfuegos ou de qualquer outro mito revolucionário, mas porque prefiro ser associado, mesmo por ignorância alheia, a quem tentou mudar o mundo do que a quem nunca tentou perceber nada para lá do próprio umbigo parolo.

Se pensar, questionar o neoliberalismo conservador e apontar os perigos da extrema-direita fascista dá direito a bilhete simbólico para Havana, então carimbem-me o passaporte.

Continuem a mandar-me para Cuba, que eu continuo a voltar com história, memória e a desagradável mania de rir dos slogans de recreio da escola primária.

Porque o conhecimento, meus caros, não se compra. Trabalha-se…

Beijinhos e até à próxima…


Referências consultadas:

https://www.britannica.com/event/Cuban-Revolution

https://www.history.com/…/latin-america/cuban-revolution

https://www.britannica.com/…/United-States-embargo…

https://www.britannica.com/biography/Che-Guevara

https://www.britannica.com/biography/Camilo-Cienfuegos


18 pensamentos sobre “Então vai para Cuba, dizem eles

  1. Eu não estou a espera que o homem se converta como também não estou a espera que desistas de gozar com a minha cara.
    Tal como eu nunca me converterei ao fascismo embora já tenhas dito que eu poderia faze lo.
    Mas simplesmente gosto de lhe dar nas trombas com as suas sandices sem que ele possa desatar a berrar que nem um carneiro capado que e o único argumento dessa gente quando tentamos falar com eles.
    Se não gostas tens bom remédio. Não leias nem um nem outro.
    E Mr. músculo era a tua avó que nasceu torta.

  2. No meu caso concreto dou me ao trabalho de argumentar com o escravo porque por escrito e a única forma pela qual consigo argumentar com fascistas.
    Porque cara a cara só os mando a m*rda ou ir para os Estados Unidos pois não tenho tripas para isso.
    Toda a gente nos diz que temos de ouvir os fascista, o que eles teem a dizer, porque são uns coitadinhos que só se sentem abandonados pelo sistema, não sao mas pessoas, só se sentem abandonados.
    Sim, não são mas pessoas, a mãe deles e que talvez andasse melhor se tivesse feito um aborto como ontem alguém me disse que devia ter feito a mãe do Trump.
    Mas como é que se argumenta com o carteiro que ao entregar a correspondência no local onde trabalhamos diz que está ali, com frio de rachar porque não ganha um subsídio de 900 euros como os marroquinos que cá estão?
    E se lhe dizem que e mentira o animal responde, já aos gritos que e verdade pois viu no Face ou no Telegram um suposto funcionário dos Correios de outra terra qualquer a dizer que esta farto de pagar subsídios desses?
    Ou outro que garante que alguém que foi aos Correios viu claramente visto ciganos em bando a receber três mil euros cada um?
    E que desata aos berros quando tentamos com calma responder que trabalhou durante anos num Serviço de Segurança Social e saiu de lá meio frito do cornil justamente por assistir a miséria e indignidade com que eram tratados quem recorria a subsídios?
    Ou outro que garante que os ciganos teem dois ou três bilhetes de identidade para receber em vários sítios até porque ele trabalha num Notário e eles vao lá.
    Se lhe dizes que e um aldrabão porque não sao os notarios que emitem documentos de identificação mas sim as Conservatórias do Registo Civil temos o sujeito a querer nos ir às trombas e temos de lhe ir às trombas.
    Ora aqui não corro o risco de ter mesmo de ir às trombas de um animal que insiste nas aldrabices em que acredita por isso me dou ao trabalho de argumentar com o alforriado quando me apetece.
    Porque sei que a criatura aqui pode não aprender nada mas não pode desatar a berrar comigo que nem um carneiro capado.
    E não corro o risco de ter de lhe ir às trombas por ele achar boa ideia tentar calar me a força.
    Noutras alturas limito me a manda lo ver se o mar da qualquer coisa.
    Já sei que também vais dizer que isto e quilométrico mas paciência.
    Gosto de escrever, seja em resposta a escravos que se dizem alforriados ou como quando respondia a um tal de Jgmenos que em boa hora levou uma corrida em osso.
    O nosso escravo e igualmente carroceiro mas tem mais cuidado nos insultos directos por isso e que temos de levar com ele.
    Mas prometo que vou tentar limitar me a manda lo ir ver se o mar da tubarão branco cheio de larica.
    O que e preciso é que essa gente nunca tenha poder para nos cortar o pio.
    Nos Estados Unidos já há muita gente com o pio cortado.
    O artista porto riquenho Bad Bunny apagou todas as suas contas no Instagram pois tem tido uma avalanche de ameaças de morte desde que mandou umas bocas no Superbowl.
    Políticos Trumpianos pedem com todo o sossego prisão por conduta indecente tanto para ele como para o responsável pela Federação de Futebol Americano por simplesmente o ter contratado.
    A tanto chegou esse farol da democracia.
    Acham mesmo os escravos que se dizem alforriados deste mundo que com gente desta a situação do povo cubano vai melhorar quando aquilo cair?
    Nem a do povo cubano nem a de nenhum de nós.
    Estamos metidos numa grande patranha e num grande sarilho.

    • Os MAGA e beija-cus do Trampas ficaram atravessados com o Nad Bunny?
      Mas o CU tinha uma coelha mansa, e o Trampas adorava coelhinhas da Playboy. No intiendo…
      …estas carolas direitolas não páram…

      • *Bad Bunny

        O Nad Bunny é a imitação saloia do carnaval de Torres… onde o escravo que se diz Alforriado vai brincar às matrafonas e soltar a franga passando “despercebido” e afirmando a pés juntos que não é um travesti, e sim um direitolas respeitador dos bons costumes.

  3. E há quem teime em não entender que nove ou dez panelas de batatas e couratos em cima de uma refeição gourmet não enriquecem a degustação.

  4. Provavelmente porque sou bué da burro, há coisas que não percebo.

    Coisa 1 – Que haja aqui quem ache que vale a pena espraiar-se quilometricamente a argumentar com o escravo. Reza a sabedoria popular que é estupidez gastar cera com ruim defunto, mas há quem insista em desperdiçar as esforçadas e honradas horas extraordinárias de milhares de abelhas, tornando-as completamente inúteis.

    Coisa 2 – Que o escravo acredite que vale a pena espraiar-se quase tão quilometricamente como os seus desamores a argumentar com eles. Pobre missionário, tem tanta sorte como aqueles mancebos de camisa e gravata bué d’amaricana que costumavam bater-nos à porta para anunciar o Jesus Cristo dos últimos dias.

    Coisa 3 – Que, atendendo a algumas leituras inteligentes que o escravo frequentemente aqui partilha connosco, o mesmo escravo não aprenda nada de jeito, continuando com a nevróglia gripada e desagradáveis entorses nas sinapses.

    Dito isto, resta-me dizer que continua a ser um consolo encontrar aqui textos como este de Luís Rocha, perfeitos na forma e no conteúdo. É preciso alma e tripas para honrar a literatura, não é para qualquer um!

  5. Escravo que se diz alforriado, o que e que ganhas tu com a vitória dos fascistas em Cuba ou seja onde for?
    Não sei nem me interessa mas já te disse, vai tu para os Estados Unidos, onde o teu CU ficou a porta da posse do Trampas.
    Eu não tenho interesse em ir para lado nenhum mas se queres saber Cuba foi uma das opções em que pensei se fosse para a frente a atrocidade de tornar um certo veneno obrigatório a partir dos 60 anos em toda a União Europeia.
    Para teu Governo tanto Cuba como a Rússia foram opções em que pensei nessa altura. E teria de ser antes dos 60 anos, enquanto posso render num trabalho.
    E se outra tentativa de nos fazerem cobaias vier quero continuar a ter sítios para onde possa fugir para ir quando tiver de ser e não por uns injecao letal.
    A vida num mundo dominado por esta gente não me interessa. Por uma gente para quem a nossa saúde e a nossa vida não valem uma casca de alho.
    Já fui emigrante e mais de uma vez, soube sempre quando precisava de ir, a última foi nos anos da troika.
    Nunca precisei que nenhum bandalho como tu me mandasse.
    E quando for preciso ir, seja para onde for, também não hei de precisar.
    Já que gostas tanto de ladrões como e o regime estado unidense podes também ir ver se o mar da Kraken. Bicho que só atacava barcos de piratas.

  6. Cuba antes de Fidel de Castro era uma colónia norte americana que cumulativamente funcionava como casino e como bordel. Era isso que Cuba era antes de Fidel de Castro.
    De seguida sofreu e tem sofrido muito para se recuperar e recuperar a dignidade do povo e é no mínimo miserável privá-la, através da força, de adquirir os recursos de que necessita para viver.
    Só resta mesmo que o estado colonizador a invada sem qualquer justificação aceitável e que o Ocidente, que se pretende civilizado, seja pelo silencio equivoco e covarde , conivente com tal agressão.
    Por isso, quem quer que pretenda atacar Cuba e a revolução cubana precisa decididamente de dizer mais, mesmo muito mais!

  7. Porque não vai o autor meio cómico, residente no Facebook para Cuba, a do Camarada Miguel Díaz-Canel, pró “wokismo”, não a dos Alentejanos, que se calhar, já não é couto do PCP, tenho que verificar se é assim e de onde bebo uns tintos (red wine) que me agradam, por que não vai?

    Não há-de ser, porque não goste de águas-quentes e outras coisas que o dinheiro ali compra baratas, desiludam-se os que acham que aquilo que abominam, morreu.

    Mas porque:
    https://ria.ru/20260211/kuba-2073682277.html

    A Rússia não é a URSS, metam isso na cabeça de uma vez por todas.
    O tempo do bacalhau-a-pataco, sempre que uma clique se auto-proclamava “comunista” passou, os russos aprenderam que ajudar a fundo perdido gente oportunista, tinha os seus custos, um deles, foi promever a pobreza na URSS e enriquecer uma elite “comunista” algures. Cunhal, quando ia à Crimeia, ficava na Dacha que tinha sido de Stalin, o séquito que o seguia, não.

    Se até o submarino soviético veio à superfície, quando as granadas começaram a cair em quantidade sobre ele, durante o bloqueio a Cuba na Crise dos Mísseis, e se hoje a Rússia, vê serem assaltados navios com bandeira russa e se contentam com a libertação de russos muitos dias depois dos acontecimentos, esperam o quê? Que declarações a pedir o respeito pelo “direito internacional” demovam quem quer que seja?

    Ameaça = meios x vontade

    Se não há vontade, não há ameaça.

    Quanto à divida que o Mundo tem para com Cuba. Sabe o autor-facebook quanto é que Cuba sacou de Angola sob o seu “internacionalismo fraterno” ‘pro bono’?

    Claro!
    O velho também contava estórias na taberna, em que ele tinha batido em muitos. Um perguntou-lhe: mas tu só dás? Nunca levas? Resposta dele: as que os outros dão, eles que contem.

    Quanto ao ir, por mim pode ir para o governo.

    • Sempre a mesma cassete com a fita mastigada. Sempre o mesmo disco riscado. Sempre a mesma lenga-lenga pró-americana, pró-sistema, a justificar a “ordem baseada em regras”. Quem é que queres iludir? Algum patego em especial?

  8. Quem não quer ser “americano” são os gronelandeses… chamem-lhes parvos, mas atlantistas de pacotilha maçónica é que eles não são…

  9. Tenho idade suficiente para saber o que era Cuba antes e depois de Fidel de Castro.
    O povo foi quem mais sofreu com estas mudanças.
    Passou fome e terror.
    Nem vale a pena dizer mais……….

  10. Por que não vais para Cuba?

    O problema está em saber o que responder aos ‘idiotas úteis’ – não falo dos outros, dos espertalhões mal intencionados – que nos dizem com triunfante sorriso: então por que não vais para Cuba?

    Como explicar-lhes de uma forma simples, dado terem alguma dificuldade em perceber um discurso mais completo e complexo, que o problema não é ir ou não para Cuba, mas sim mostrar solidariedade e respeito para com um país que conseguiu dizer não a uma potência opressora, ferozmente antidemocrática, a qual, como tem a força do seu lado, quer estrangular lentamente aquele que considera seu inimigo, até ele se render e tudo voltar ao antigamente: à exploração e tranquila dominação do país.

    O problema está em conseguir que compreendam que em todos os países nos quais se procurou construir o caminho para o socialismo, a experiência foi sempre brutalmente interrompida ou extremamente dificultada pela potencia capitalista hegemónica – os Estados Unidos. Logo nem sequer se pode concluir que o socialismo não serve, bem pelo contrário, o socialismo parece servir e muito bem e isso é o que o capitalismo não quer que se perceba.

    Hoje a luta anticapitalista não se limita à luta de classes, é também a luta dos países oprimidos contra os países opressores. E aqueles que pertencem às classes oprimidas nos países opressores têm de perceber isto: ao apoiarem os países oprimidos estão a apoiar a sua própria luta. Em contrapartida, ao apoiarem o país opressor, que é o seu, estão a fazer um desserviço a eles próprios – aqui radica a designação de ‘idiotas úteis’.

    Compreende-se que seja difícil lidar com esta situação, mas nunca ninguém disse que é fácil ajudar a humanidade a encontrar um caminho para um mundo mais justo e mais fraterno; não é nesse mundo que o capitalismo e as elites possidentes nos diferentes países estão interessados, apenas lhes interessa o dinheiro e sobretudo o poder que este confere para dominarem e imporem a sua vontade aos outros, à imensa maioria.

    Resumindo, eu até posso nem querer ir para Cuba porque o meu espírito de sacrifício não consegue atingir esse ponto, mas posso e quero ser bem vocal e defender, com a força das ideias, um país oprimido de uma maneira brutal por uma potência que, desde a segunda guerra mundial, nada mais tem feito do que destabilizar o mundo a fim de manter um sistema profundamente injusto e iníquo, recorrendo aos meios mais sórdidos que possamos imaginar.

  11. A essa boa gente só tenho de dizer que tentem eles ir para os Estados Unidos.
    Talvez uma estadia na Alcatraz dos Aligators lhe fizesse bem.
    Ou mesmo que conseguisse entrar talvez tivessem algum azar de saúde.
    Conheci uma criatura que nos anos 80, funcionária pública com ordenado que achava curto, com marido nas mesmas circunstâncias, seguiu o “sonho americano”.
    Foi criticada por alguns por ter “trocado a caneta pela vassoura”.
    Com isso pode ela bem.
    O problema é que o marido apanhou um cancro.
    Ai outro remédio não houve a não ser pedir o regresso, tinham metido licenças sem vencimento.
    Dizia ela que o marido morrera mas com dignidade e depois dos tratamentos possíveis.
    Nos Estados Unidos teria apodrecido em casa num sofrimento atroz.
    Há poucos anos, numa Repartição de Finanças entrou um homem na casa dos 30 anos, em lágrimas.
    Ia fazer a Participação de Selo por óbito da mãe que tinha alguns bocados de terra.
    A mãe morrera de cancro nos Estados Unidos, dizia ele que num sofrimento atroz.
    Como era cancro de intestinos acharam que não valia a pena dar a mulher acesso ao tal tratamento para pobres que de qualquer forma não prevê qualquer tipo de cuidado paliativo.
    Havia um médico decente que lhe estava a dar algum tratamento mas na última consulta disse que não podia continuar a trata la.
    Tinha apanhado o mesmo tipo de cancro e ia suicidar se pois não tinha dinheiro nem um seguro de saúde decente que lhe permitisse não morrer num sofrimento atroz.
    Três dias depois souberam que o homem tinha dado o competente tiro nos cornos. Assim de simples.
    A mulher apodrecera em casa ante a impotência da família e a solidariedade estranha de vizinhos que diziam ser preciso aceitar a vontade de Deus.
    A funcionária, sobrevivente do mesmo tipo de cancro perguntava porque não tinham voltado.
    Ela conhecia gente que tinha tido cancro, alguns, como ela, tinham sobrevivido, com dor mas tinham sobrevivido, outros tinham morrido mas sem uma miséria tão negra como essa de morrer sem tratamento algum.
    Dizia ele que nem se tinham lembrado de tal na vertigem de uma doença daquelas.
    Mas enterrada a pobre mulher nem queria ouvir falar nos Estados Unidos por muito que a vida se tornasse complicada aqui.
    Mais recentemente, como o senil Biden, mais de 100 mil funcionários públicos foram despedidos por não quererem dar vacinas para a COVID.
    Isto incluiu tanto as primeiras como o primeiro reforço.
    Que muita gente não foi dar não por se ter “radicalizado” como diziam os vacineiros de ma morte, mas por saber que se a desse ficava sem conserto nenhum pois que a coisa lhes tinha corrido mal.
    Lá como noutros lados a perseguindo só acabou porque os sequelados se tornaram demais para ser escondidos.
    Não há tratamento decente a não ser que se tenha um muito bom, e caro, seguro de saúde.
    Mas para fazer o pessoal de cobaia já houveram recursos e muita gente se viu sem emprego, acusado de negacionista, fascista, chalupa e o que lhe quiseram por.
    Tudo porque não quiseram morrer da cura e provavelmente por saberem que com aquele sistema de saúde se a coisa corresse mal iam se queixar ao Papa.
    Se e isto que querem para Cuba vão em frente.
    Se e isto que querem para as suas vidas vao eles para os Estados Unidos.
    Vão depressa e bom caminho.

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