( José Manuel Neto Simões, in Diário de Notícias, 13/02/2025)

(Este é o primeiro de 6 textos que constituem um ensaio sobre a Guerra na Ucrânia. Um trabalho sério que trancende ambos os consabidos maniqueísmos quanto à justeza dos contendores: de um lado diz-se que houve um invasor e um invadido; do outro lado que houve um provocador e um provocado. Na verdade, são duas simplificações adequadas para os coros das claques das ambas as partes.
Estátua de Sal, 20/10/2025)
Caracterização do conflito
Este é o primeiro texto de um ensaio sobre a guerra na Ucrânia com uma reflexão critica e análise integrada – ferramentas do Intelligence- que procura ultrapassar as simplificações maniqueístas e minimizar o efeito das percepções inerente à “guerra de informação” dos conflitos, que alimentam a infobesidade mediática. E que vai além do campo de batalha não sendo possível abraçar o pensamento imposto dos detentores das verdades.
A lógica empregue pelas partes em conflito e a indústria da propaganda dos oráculos de sabedoria são uma perversão da “nobre mentira” como dizia Platão. Enquanto em Moscovo há omissão e desinformação, Washington procura, de forma subtil, influenciar as mentes, através de campanhas que impõem, por vezes, uma realidade apoiada por operações de informação e psicológicas clandestinas. Com efeito, há discursos que padronizam a opinião e disciplinam os alinhamentos sobre a guerra que está a destruir a Ucrânia.
A maior guerra, desde 1945, tem a sua génese no fim da Guerra Fria mal resolvido e resulta de uma longa crise de segurança na Europa, que envolve também a NATO, devido às péssimas opções de política externa dos EUA, à frágil política de defesa da UE e às imponderadas lideranças. Os EUA retiraram em fuga desordenada de Cabul, porque o aparelho militar do Afeganistão era necessário na Ucrânia.
As suas origens mais profundas, em rigor, são anteriores à chegada de Putin ao poder. Um conflito multidimensional com motivações existenciais e ondas de choque a nível internacional, tendo sido destruído um dos pilares do equilíbrio das potências nucleares ancorado no Tratado de Budapeste, violado com a inaceitável cumplicidade das potências que o subscreveram.
Esta guerra é uma aberração perigosa que podia ter sido evitada e representa um caso clássico de guerra por procuração, sendo crucial ter presente que o slogan “injustificada e não provocada” foi utilizado à exaustão como pilar da estratégia de comunicação dos EUA. Uma campanha sustentada em queixas -injustificadas na perspectiva do Ocidente-, que o Kremlin viu como provocação para iniciar a guerra contra a Ucrânia.
Há uma evidente ligação entre a invasão da Ucrânia e as condições do passado que ajudam a explicar a complexidade do conflito. E fazer um exercício racional para perceber as teses relativas às causas, com origem em múltiplas dimensões, que se interligam designadamente histórica, cultural, étnica, linguística, religiosa, geoestratégica, geoeconómica e energética. É inegável que há um invasor e nada justifica a violação do Direito Internacional. No entanto, não podemos ignorar a responsabilidade dos EUA/NATO e UE no conflito.
Para Moscovo a intervenção militar na Ucrânia é um desígnio identitário da defesa da comunidade Russkiy mir de milhões de russos deslocalizados com a implosão da União Soviética, cuja rutura cultural e etnolinguística não foi absorvida nos países do espaço pós-soviético. A complexidade da sociedade ucraniana, com divisões culturais e lealdades políticas fragmentadas, foram exploradas pelos projectos nacionalistas concorrentes.
A reportagem revela a ampla parceria de Kiev com a CIA, que culminou com a instalação de um governo pró-ocidental na Ucrânia e mostra como Washington alimentou os receios de Moscovo. Complementando, a Newsweek detalha as operações clandestinas e abordagem incoerente dos EUA, que associado ao relatório de 2009 esclarecem o nível de manipulação na política interna ucraniana que viola a Carta da ONU.
A guerra evitável revela enormes desafios geopolíticos e fortes pressões sobre a segurança internacional e regional na Eurásia. E expõe a péssima gestão dos EUA/NATO do dilema de segurança relacionado com a instalação do sistema de mísseis balísticos (Aegis) no leste europeu e com a expansão da NATO até às fronteiras de segurança e fronteira de interesses da Rússia. Eisenhower alertou que, sem a retirada dos EUA da Europa, a NATO enfrentaria o risco de fracasso. Além disso, a democratização, vista pelo Ocidente como uma oportunidade geopolítica, é encarada pelo regime russo como uma ameaça direta.
A invasão da Ucrânia revela ainda o fracasso da estratégia de dissuasão ocidental. E a impotência do Ocidente para lidar com o conflito não é por ausência de capacidade militar ou económica. Reside em erros de avaliação estratégica e vários factores interligados: o envolvimento das maires potências nucleares; a fragilidade da defesa europeia; o deficiente diálogo estratégico; as dissensões nas lideranças políticas e a estratégia de comunicação incoerente. A questão difícil, nesta guerra insana, é como travar a escalada e encontrar o caminho da paz duradoura, que não seja a rendição da Ucrânia.
Importa sublinhar, que as regras da ordem liberal têm sido defendidas com hipocrisia e argumentação moral pervertida, consoante os interesses das grandes potências! Na verdade, já tinham sido violadas no ataque da NATO à Jugoslávia, sem mandato da ONU, que revelou não ser uma aliança defensiva assinalando o início do colapso da ordem internacional consumado em 2022. O Ocidente fragilizado deu argumentos à liderança russa.
Pela lente de Moscovo e da Igreja Ortodoxa, a Rússia não faz sentido sem a Ucrânia. Esta dimensão religiosa-ideológica é crucial para avaliarmos as motivações de Moscovo numa guerra que consideram existencial. E há ainda um carácter civilizacional na recuperação da esfera de influência, que visa recuperar o estatuto internacional. Os impérios nunca caem em silêncio e as potências derrotadas desenvolvem o revanchismo.
Na realidade, os documentos estratégicos e discursos de Putin enfatizam a necessidade do estatuto de grande potência, que na sua perspectiva foi humilhada pelo Ocidente. E a tentativa de recriar uma nova Rússia imperial reflecte o ressentimento russo à implosão soviética.
Assistimos, há duas décadas, ao confronto geopolítico pelo domínio da Eurásia por duas vias antagónicas – o atlantismo e o eurasianismo -, através de áreas de influência entre a Rússia e os EUA e pela reemergência da Rússia como potência eurasiática. A aproximação da NATO à Ucrânia e tentativa de negação ao Mar Negro, regiões estratégicas para a Rússia, agravaram os conflitos de interesses, ignorando alertas de reputados cientistas políticos, investigadores e historiadores.
Neste contexto, o confronto reflecte a disputa pelo reordenamento no antigo espaço soviético – a Rússia prossegue e o Ocidente contesta –, desafiando a ordem euro-atlântica estabelecida com o fim da hegemonia soviética sobre a Europa de Leste. O erro histórico residiu em ignorar a Rússia enquanto potência que se quer afirmar e a geografia lhe confere, mantendo a independência estratégica nuclear que limita o poder de Washington com a Europa resignada como palco preferencial das disputas entre as grandes potencias.
A guerra na Ucrânia é uma tragédia evitável que resultou de sucessivos erros de avaliação estratégica e dividiu lideranças dos EUA e europeias, com sério impacto na estabilidade europeia e global. E de sistemáticos bloqueios ao funcionamento da diplomacia. Os inúmeros avisos sobre os riscos da arrogância em relação à Rússia e da expansão da NATO, foram ignorados, tendo Fiona Hill alertado para acção militar russa preventiva.
A intervenção dos EUA e aliados na Ucrânia não pode ser dissociada das acções indirectas, que duram há duas décadas, desde a mudança de regime em Kiev à ajuda militar controlada com restrição gradual do uso do armamento. A forma como tem sido assegurado a ajuda pode ser considerada uma estratégia com táticas de salame. Isto é, um método de alcançar objectivos estratégicos com factos consumados, expandindo a influência através de acções calibradas para punir, mas evitar uma escalada maior.
As indecisões e debates com retórica incoerente, a falta de coesão entre aliados -em tempos tão apregoada- e a fragmentação política estão na origem da ausência de uma estratégia única da coligação internacional para a ajuda militar à Ucrânia, que enfraqueceu a eficácia. Isto acontece entre outros factores, porque há percepções divergentes sobre a ameaça em relação à Rússia e se a Ucrânia pode prevalecer.
Em síntese, o conflito é definidor das relações entre todos os actores do espaço euro-atlântico, numa nova (des) ordem mundial entre blocos assimétricos, constituindo o mais importante desafio estratégico das últimas décadas, cuja resposta só poderá ser político-diplomática.
Fonte aqui
Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

Aquilo não sao esquerda. Sao enguias. Com o nem nem vao fazendo o frete ao imperialismo.
Alguém se lembra do nem NATO nem Kadhafi que pos o Bloco de Esquerda a defender a destruição da Libia?
O mesmo na Síria, o Assad era um malandro.
Com a Venezuela e a mesma cantiga.
Vêem para onde mais forte sopra o vento e se depois se consegue finalmente derrubar o Governo de quem o Tio Sam não gosta tudo bem na mesma, pode ser que agora venha a liberdade. Se a extrema direita lá do sítio começar a matar a torto e a direito logo protestamos pela paz.
Ou então simplesmente fazemos de conta que não está a acontecer.
Alias, aquilo já nem são enguias, são eirozes daquela bem gordas.
E se calhar e por tanta gordura que também não convencem ninguém.
Por mim podem ir ver se o mar da choco. Do grande, daquele que e bom para grelhar.
Além das oportunas observações de quem aqui escreveu antes e que eu subscrevo no geral, há mais algumas indispensáveis.
Dizer que os EUA retiraram de Cabul pq a sua máquina de guerra era necessária na Ucrânia é falsear os factos. A retirada foi uma necessidade absoluta que Trump compreendeu, dadas as sucessivas derrotas e impasses de 20 anos no terreno e a impossibilidade de vitória, como no Vietnam. Aliás, a máquina de guerra usada no Afganistão pouco tem a ver com a guerra da Ucrânia, inteiramente diferente.
Depois, não posso deixar de lamentar a total ausência de qq referência ao imperialismo colonialista anglo-americano, o verdadeiro e principal responsável pela guerra na Ucrânia, como por muitas outras, onde se inclui tb a não referida cascata de intermináveis provocações de meios militares NATO que há muito vinham forçando o urso a intervir a sério. Muitíssimas vezes as forças russas foram obrigadas a expulsar a tiro os aviões e navios NATO que teimavam em violar as suas águas e espaço aéreo. O império sempre se esforçou por espicaçar a Rússia a intervir para depois a acusar: estão a ver como eles é que são uns malandros?
Lamento igualmente que a referência aos incidentes no Mar Negro apareça desintegrada dos incidentes semelhantes no Báltico. Em ambos os casos, o ocidente defensor dos princípios e valores pretendia claramente negar ao maior país do mundo o acesso a esses dois mares e não apenas ao M. Negro como parece inferir-se do texto.
Acresce ainda ser estranha a não menção ao declarado objectivo ocidental de derrotar a Rússia e derrubar o regime para a dividir em estados mais pequenos, facilitando assim o assalto às suas enormes riquezas, tal como o declararam desavergonhadamente alguns líderes nórdicos.
Igualmente se deplora a ausência de citações sobre as sucessivas propostas e avisos de Putin para criar condições para a segurança geral e que foram arrogantemente ignoradas pelo império, deixando-o sem outra alternativa a não ser a invasão. De modo idêntico, nada se refere sobre as permanentes acções de boicote ocidental contra as várias tentativas de criar a paz na região, desde o assassínio programado dos delegados ucranianos às negociações, à farsa dos acordos de Minsk e à sabotagem infame do Nord Stream por Biden, como o próprio afirmou publicamente, entre outras. Mesmo quando a paz já fora acordada nas conversações na Turquia, o ocidente interveio para reverter tudo e continuar a guerra, como continua a fazer ainda hoje. Mas aguardemos serenamente o resto da resenha.
Uma coisa e certa. A Rússia e grande e não precisava da Ucrânia para nada. Nem sequer do Dombass que sempre foi território russo. Alias, foi ali que tudo começou.
Tivessem os ucranianos tido vergonha na cara, tivessem sido capazes de seguir em frente, como nos fomos capazes a seguir as devastações das Guerras da Restauração da nossa independência face a Espanha, esquecendo agravos reais ou imaginários criados pela propaganda ocidental, como o Holodomor, e nada disto teria acontecido.
Mas a Ucrânia decidiu reeditar os tempos do colaboracionismo com os nazis em que protagonizou actos de crueldade extrema.
Como os massacres de polacos e húngaros, o massacre de Babi Yar ou o facto de terem fornecido soldados para as SS e os mais cruéis guardas de campos de concentração. Só para citar alguns.
Desataram a endeusar gente como Stepan Bandera e a criar milícias nazis.
Milícias que não se limitaram a desfilar em Kiev portando símbolos de outros tempos.
Treinaram militantes de extrema direita que mataram em países europeus.
Por volta do ano de 2018 era ponto assente na Alemanha que todos os militantes violentos de extrema direita eram treinados na Ucrânia.
Tivesse a Ucrânia todo vergonha na cara e deixado a gente do Dombass viver a sua vida e nada disto teria acontecido.
Mas a hostilidade começou logo quando da independência do país.
Teve um ponto alto após o golpe Euro Maidan e com atrocidades da qual a queima de dezenas de pessoas na Casa dos Sindicatos em Odessa foi só a mais conhecida.
E nessa altura a Rússia teria legitimidade para intervir e devia ter intervido com tudo.
Mas limitou se a recuperar o único porto que não gela no Inverno, vital para a sua marinha, a Crimeia, que sempre foi russa até a bebedeira de Krutchev, foi dando algum parco apoio as acossadas regiões de Donetsk e Lugansk e foi ficando a espera que chovesse.
Porque foram suficientemente ingénuos para acreditar que esta gente finalmente os veria como iguais e chegaria a qualquer tipo de acordo que garantisse vida as populações russofonas da Ucrânia.
Enquanto isso a Ucrânia teve tempo para se armar até aos dentes, fortificar cidades e fanatizar a população em torno do ódio aos pretos da neve e da sagrada missão de destruir a Rússia.
E a Europa que sempre sonhou pilhar os recursos da Rússia, os seus filhos do outro lado do mar, que nunca viram a sua gente como iguais desde que os compravam aos tártaros, aproveitaram com mestria esta incapacidade ucraniana de seguir em frente.
E assim chegamos onde estamos hoje. Empobrecidos por uma guerra sem fim a vista, a ver o colapso russo a medida que quem colapsa somos nós e em risco de uma guerra total que se pode tornar nuclear.
Mas as nossas populações estão tão anestesiadas e afectadas pela russofobia como as ucranianas e acreditam piamente que ou destruímos a Rússia ou eles vão desfilar no Terreiro do Paço.
E que quem diz o contrário devia ser mandado para a Rússia onde seria posto a varrer ruas em Irkutsk pois que a malta não sabe um corno de russo e com a vassoura não se fala.
Por isso não há mais remédio que aguentar e maldizer a incapacidade da Ucrânia Ocidental de seguir em frente preferindo sacrificar se numa guerra proxy ocidental sonhando com a destruição da Rússia.
Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.
Oh! Whale, mas todos os FACTOS que evocaste, devem ser mentiras, maléfica propaganda da Rússia, pois, caso contrário, a «esquerda» PS- BE – Livre nunca teria ido em «peregrinação» a Kiev, não achas?🥸
Também a Ucrânia invadiu a Rússia meses atrás (Kursk) com o apoio do Ocidente, que então “rejubilava” (falo das lideranças nacionais e “comunitárias”, a maioria delas, suportadas pela propaganda produzida na Ucrânia e nas centrais de inteligência e desinformação ocidentais, reproduzida incessantemente na comunicação social de massas, e pelo ruído difundido nas redes sociais pelos crédulos pategos e promovido por interesseiros facilitadores e organizações)… tal como quando a Amnistia Internacional publicou o relatório sobre os crimes de guerra praticados pelos ucranianos, toda esta seita demonstrou desagrado e acusou a AI de servum “activo russo-soviético”, forçando a directora a demitir-se e a implorar perdão face ao bullying generalizado e com selo de aprovação “ocidental” com medo de represálias físicas.
Em nenhuma dessas situações, e outras mais, o direito internacional ou o binómio invasor-invadido, ou agressor-vítima foi invocado e explorado com o rigor e a gravidade com que é referido quando se trata da Rússia. E quando se trata de Israel, “o direito de defesa” só se aplica ao “invasor, agressor” que é o único estado na região que bombardeia os vizinhos primeiro e com a cobertura do “ocidente alargado”, e quando estes respondem dizem que vão retaliar a agressão “injustificada e não provocada”. A Palestina não tem direito a ser um estado soberano (não para o “farol das liberdades e da democracia, do mundo livre” e apenas para alguns dos seus satélites europeus), quanto mais “o direito a defender-se”. Ah, e esta gente que defende tudo isto são os auto-proclamados “moderados”. Imaginem se fossem facciosos fanáticos…
Em mais uma gloriosa e arriscada operação, o “exército mais moral do mundo” captura mais dois perigosos terroristas! Quer dizer, embriões de terroristas, que, como é sabido, é a fase mais perigosa do bicho!
https://youtu.be/HiqbIIQsihY?si=3pqGsAJpDXHLXFb_
Alto e pára o baile! Segundo a Estátua, “este é o primeiro de 6 textos que constituem um ensaio sobre a Guerra na Ucrânia”. Assim sendo, calminha aí e aguentai os cavais, não vá o autor “falar nos Acordos de Minsk” num dos próximos artigos e pôr os “puros” aqui da botica a assobiar para o lado! Entretanto, oremos! Ou não, tanto faz!
Retrato de Moscovo à beira do colapso:
https://youtu.be/uEFFMOq1ev8?si=34Bz-8leZbtiWkbu
Tão feios e estranhos que serem os pretos das neves, não serem? Arrepiante, para quem tenha sentido de observação, é ver aqueles pés de bode mal disfarçados pelos sapatos e os demoníacos corninhos que os gorros não conseguem esconder completamente! Abiçolutamente assustador!
Eles também terem pombos urbanos e cães de companhia! E eu pensava que eles comerem tudo, inclusive criancinhas! E têm edifícios antigos e novos, e metropolitano… e eu pensara que eles não terem nem retretes nem electrodomésticos, e por isso roubarem frigoríficos e máquinas de lavar ucraniânias… isso deve ser propagândia rússia.
E as ruas límpias e os espaços públicos sem lixo espalhado por todo o lado não podem ser reais, isso é artifício de inteligência superficial! Toda a gente sabe que Moscovo é muita mais suja e encardida e poluída que Lisboa ou o Porto! Propagândia putinistia!
Nem mais!
Artigo de militante socialista nao carne nem peixe. Não fala sobre Misk, não fala maidam e do golpe estado. No incêndio à casa dos sindicatos em que muitas pessoas.
A perseguição à cultura russa, proibindo a sua lingua e religião
Para por os dois povos em igualdaigualdade é demasiado.
Segundo o autor, a Rússia devia respeitar o Direito Internacional deixando a população do Dombass a mercê de senhores simpáticos como a gentil criatura que proclamou “os meus homens alimentam me com o sangue das crianças que falam russo”.
E as milícias nazis, andavam a respeitar o Direito Internacional?
Desde pelo menos 2014 que não. Devia a Rússia assistir de camarote ao genocidio daquela gente toda e recolher os sobreviventes como os apoiantes de Israel querem que os países árabes façam com os palestinianos?
Que tal como a gente do Dombass não querem sair das suas terras ancestrais?
Já agora, quanto a violações do Direito Internacional não tem o Ocidente agua para se lavar.
Que o digam as populações da Libia, Síria, Iraque só para citar alguns.
E o Ocidente não tem tido vergonha alguma quando se trata de justificar e apoiar as violações de tudo e mais alguma coisa que o estado genocida de Israel tem protagonizado ao longo de décadas.
Por isso escusa o autor de tanto paleio para nós vencer a treta que nos andam a vender há mais de três anos e meio da invasão injustificada.
Valha lhe um burro aos coices.
Os Russos e a Igreja Ortodoxa querem a Ucrânia toda?
A actual Ucrânia?
Talvez não.
Já não falta muito para ver no mapa, como o reajustamento das fronteiras será. E confirmarmos se, os mapas que foram publicados discretamente, pendurados em paredes, em folhas deixadas descuidadas em cima de mesas, em folhas de dossier mudadas devagar, para que os fotógrafos tenham tempo para disparar a rajada. A Polónia, a velha hiena, está à espera.
Faço uma comparação entre o Comandante Neto Simões e o Coronel suíço Jacques Baud, para constatar que, o Comandante Neto Simões usa fontes ocidentais, americanas essencialmente, e o Coronel Jacques Baud, além destas usa fontes russas.
O Comandante leu Sun Tzu, por isso não tem desculpa.
Quanto ao tom do artigo, surpreendeu-me. Sinal de que a vitória limpa do malandro Trump, serviu para alguma coisa. Libertou o pensamento. Ainda bem.
Nem uma vez é referido o Tratado de Minsk !!!
-Mau Maria !
Estou a ler atentamente (ainda não li todo o artigo e nem sequer li as conclusões) e cheguei à seguinte afirmação lapidar: “É inegável que há um invasor e nada justifica a violação do Direito Internacional.”
Pois, contrariando a soberba do autor eu afirmo: é negável.
No momento em que ocorre a OMS (Operação Militar Especial russa) está em curso uma ofensiva do exército ucraniano contra os territórios separatistas da Repúblicas Populares de Donetz e Lugansk. Os relatórios da OCSCE dos dias que antecederam o início da Operação são bem claros sobre isso.
As atitudes russófobas dos nazis ucranianos no poder após o golpe Maidan de 2014 levaram os habitantes dessas regiões a usarem do seu direito à autodeterminação para declararem as respetivas Repúblicas. O direito à autodeterminação é Direito Internacional utilizado em situações tais como o Kosovo que, na ocasião, ninguém contestou.
De 2014 a 2022 a Ucrânia esteve a atacar e a chacinar sistematicamente os povos do Donbass pelo simples facto de serem russófonos.
A Rússia, com a sua OMS, está a agir plenamente de acordo com o Direito Internacional ao defender do genocídio os povos do Donbass.
Portanto, meu caro José Manuel Neto Simões, essa da invocação do Direito Internacional para condenar a Rússia aqui não é aplicável.