A Economia do Fogo num país de aselhas governado por mentecaptos

(Por Pedro Almeida Vieira, in Página Um, 21/08/2025)


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O Governo voltou a anunciar um cardápio de medidas para acudir às zonas devastadas pelos incêndios deste ano: isenções, apoios financeiros a famílias, empresas e agricultores, reconstrução de casas, reforço dos cuidados de saúde, prorrogação de prazos fiscais e contributivos. Um extenso rosário de paliativos, embrulhado em discurso piedoso, que já conhecemos de cor e salteado.

A cada tragédia sucede a mesma liturgia: visitas oficiais, promessas de apoios, choradeira perante as câmaras, discursos sobre a “solidariedade nacional”. Depois, silêncio, esquecimento e a inevitável repetição da catástrofe. Este é um ciclo vicioso que se arrasta há décadas e que revela não apenas incompetência, mas uma deliberada recusa em alterar a estrutura de um país refém da sua própria economia do fogo.

Não se trata de má sorte. Não se trata de acidentes. Portugal não tem quatro anos malditos no espaço de um quarto de século por mero acaso – 2003, 2005, 2017 e agora 2025 não são caprichos da Natureza. São a prova empírica de que vivemos num país de aselhas e de mentecaptos políticos, incapazes de agir estruturalmente. Os Governos sucedem-se, mudam as caras, trocam-se siglas partidárias, mas o resultado é sempre o mesmo: hectares e hectares carbonizados, vidas destruídas, um território rural cada vez mais desertificado. Não é azar – é gestão criminosa. 

E, contudo, insiste-se na farsa dos bodes expiatórios. Há sempre quem aponte o dedo aos “incendiários”, às “ignições criminosas”, ao “clima extremo”, até aos “interesses do lítio”. Tudo serve para iludir a raiz do problema: a desordem fundiária, o minifúndio abandonado, a ausência de ordenamento florestal, a dependência do eucalipto e do pinhal, a ausência de políticas sérias de prevenção. O país não é um país de incendiários – é um país que aprecia cultivar essa narrativa, porque ela desvia atenções e permite manter de pé um status quo de interesses aparentemente obscuros mas evidentes nas sombras.

Fala-se pouco, mas há hoje uma verdadeira Economia do Fogo instalada, tão entranhada quanto as acácias invasoras que dominam os nossos matos. Essa Economia vive e prospera das chamas. Há nela múltiplos actores, todos satisfeitos com o imobilismo governativo. As empresas de meios aéreos, sempre prontas a engordar contratos chorudos a cada verão; as corporações de bombeiros “voluntários”, que já de voluntárias pouco têm e que transformaram a tragédia em mecanismo de financiamento; os madeireiros, que aproveitam a desgraça para adquirir madeira barata e lucrar com a miséria alheia; e, agora, uma nova vaga de empreiteiros da reconstrução, ávidos em receber milhões de euros públicos para erguer de novo o que amanhã pode tornar a arder. É um ciclo obsceno: o fogo destrói, o Estado distribui, meia-dúzia lucram, os contribuintes pagam.

silhouette of trees on smoke covered forest

Não pode continuar esta palhaçada. Não é com apoios pontuais, com moratórias fiscais, com subsídios de tesouraria que se resolve um problema estrutural. É preciso romper com a lógica assistencialista e com o oportunismo político que se alimenta da tragédia.

Portugal precisa de mudanças drásticas e corajosas: consolidação fundiária, gestão dos espaços florestais profissionalizada em larga escala, limitação séria da expansão de espécies silvícolas cada vez menos adaptadas às condições socio-ambientais (eucalipto e pinheiro-bravo), investimento continuado em prevenção e silvicultura sustentável. Não se trata de inventar a roda, mas de ter coragem política para enfrentar lóbis instalados e pôr fim à Economia do Fogo.

Em 2003, Durão Barroso prometeu uma reforma profunda após o verão infernal. Em 2005, já com Sócrates, repetiram-se juras de “nunca mais”. Em 2017, António Costa encenou a mesma coreografia, jurando que a tragédia de Pedrógão e os fogos do Outono seria um ponto de viragem. Hoje, Montenegro vem repetir o ritual: mais apoios, mais promessas, mais remendos. O guião é o mesmo, os protagonistas mudam.

bonfire

O país não aguenta mais este teatro macabro. Não basta reconstruir o que arde, é preciso impedir que arda. O Governo tem de escolher se quer ser cúmplice de um sistema parasitário ou se quer, finalmente, governar para o interesse público. Portugal não precisa de mais discursos piedosos nem de mais milhões a fundo perdido para sustentar esta Economia do Fogo. Precisa de líderes que tenham a coragem de dizer basta e que, em vez de lágrimas de ocasião, tragam reformas estruturais. Se Montenegro repetir o mesmo que prometeram Barroso, Sócrates e Costa, ficará inscrito na mesma lista infame de chefes de Governo que deixaram o país arder em cinzas.

Esse é o ponto de hoje: ou se rompe, ou continuaremos a ser um país de aselhas, governado por mentecaptos políticos, que confundem solidariedade com esmolas e política com oportunismo. O futuro da floresta, do território e da própria dignidade nacional não pode ficar refém desta Economia do Fogo.

Fonte aqui.

15 pensamentos sobre “A Economia do Fogo num país de aselhas governado por mentecaptos

  1. Escravo que se diz alforriado. Tem paciência mas nada do que me possa acontecer na vida me poderá fazer aderente de um cerdo como o Ventura.
    Simplesmente não acredito em fascismo, perda de liberdade e outros que tais. E se meter gente na cadeia em condições de crueldade extrema e violência policial a matar a torto e a direito resultasse Brasil e Estados Unidos seriam oásis de paz livres de qualquer forma de crime violento.
    E nenhuma situação pessoal da a ninguém o direito a votar num projecto desumano como e o do Chega.
    De certeza que também ninguém na comunidade ismaelita estará com vontade de votar num projecto islamofobico como o do Ventura lá por causa do afegão que deu em achar que um velho a morrer de cancro e já quase incapaz de roer a água como era ja Ága Khan se daria ao trabalho de o querer matar. E que va se lá saber porque achou que podia esconjurar tal perigo matando dois pobres diabos que partilhavam a sua religião.
    A doença mental não escolhe raça nem religião, simplesmente acontece e se bater a tua porta ter um familiar assim talvez não digas tanta asneira.
    Os cheganos são gente para os quais não tenho pachorra nenhuma.
    por isso, chegano, vai ver se o se o mar da tubarão branco faminto.

  2. Tentei comentar há pouco, mas não ficou. Por isso, uma questão ou outra, já foi referida por outros intervenientes. No entanto, aqui vai a minha achega:

    Admiro imenso a coragem do Almeida Vieira e até costumo contribuir para o Página1. No entanto, deixem-me salientar que o “negócio” é global, por isso temos mentecaptos que são impotentes face à dimensão e poder da rede corporativa/mafiosa transnacional e outros que são colaboracionistas, como os atuais.
    Além disso, lamento que odo autor tenha omitido o principal personagem, talvez o pioneiro, da carbonização, “eucaliptação” e “betonização” do país:
    The, one and only, Aníbal Cavaco Silva, o criador da “Época de fogos”

    Infelizmente, não são só os azelhas incultos deste país “pimba” que acham que é mau pisar um cagalhão e, por isso, enfiam um balde de merda pela cabeça abaixo.
    Eu, preferia estar, agora, com um pedacinho de madeira na mão a raspar a caca da sola do sapato. Mas isto sou eu que sou estúpido (e Xuxa, pelos vistos)
    Vejam só como fomos (?) inocentes a papar as percepçōes criadas pelos “mérdia”. Já repararam na na benevolência dos canais de desinformação e no encobrimento/branqueamento que é feito à volta da (in)ação governativa ?
    Como dizia o Solnado:
    Esborrachou-se o Martim Moniz às portas do castelo para os portugueses serem esta merda!

    • Ó Vieira, o Martin Moniz era um “fascista”, um verdadeiro Chegano ‘avant la lettre’, ainda não havia aVentura, royalties para os ‘vermelhos aqui, e já o Martim Moniz era um Chegano e dos bons. Também não era difícil, naquele tempo não havia PIP (polícia de insegurança pública) para proibir. Outro tempos, outras gentes. Olhe se fosse hoje. Estava preso. Cheira-me que não tardará muito que mudem o nome ao sítio, à estação do metropolitano, …
      Um dos 3 coronéis do lápis vermelho, vão desancá-lo por causa do parágrafo final.

    • No mundo ideal vinhas para aqui dizer tolices e espalhar o “perfume” do racista e xenófobo primário sem ninguém te chamar a atenção, enquanto fazes como as mulheres da vida e chamas putas às outras antes que estas te chamem a ti.
      Estás com azar capelão, podes passar a vida a beijar-CUs (candidato único), nunca vais passar de um tolinho, sado-masoquista e desequilibrado. Um Capelão Capeta…

  3. PIDE és tu escravo que se diz alforriado. Tu sim és o PIDE que vem para aqui armado em fiscal, insultando quando te apetece e a espera que te mandem ir ver se o mar da tubarao branco faminto.
    Não enfies a outros o gorro que só te serve a ti.
    E fica descansado que no tempo do Salazar também ardia mas a censura tratava de garantir que não ardia como garantiu que aquele aviao que caiu em 1973, com mais de 100 mortos, em Moçambique não caiu, que não havia crianças a morrer por beber água inquinada ou que nas inundações que varreram Lisboa e Vale do Tejo em 1968 só morreram 70 pessoas.
    E se mais não ardia era porque o interior era muito mais habitado por uma população que não tinha direito a nada e vivia sem luxos como luz ou água canalizada.
    E que só vivia ali porque não tinha para onde fugir.
    A desertificação do interior começou nesse tempo que admiras quando o desespero levou mais de um milhão desses habitantes a fugir para França deixando muitas vezes para trás os seus envelhecidos pais.
    Hoje claro que ninguém quer ir para o interior. Já ninguém quer viver a couves o ano todo com a carne de um único porco que se matava por volta do Natal.
    Não e certamente o teu querido Chega que vai dar a volta a isto, a menos que pretendam localizar populações pela força, pois que vindo dessa gente já não me espanto com nada.
    Quanto ao artigo diz muita coisa certa mas escusava de meter as corporações de bombeiros no mesmo saco com madeireiros e outros mentecaptos que vivem a custa dos fogos.
    Os bombeiros enfrentam o fogo tendo como paga ordenados que por vezes pouco passam do ordenado mínimo.
    Não precisam do fogo para nada pois que as operações de socorro desde o transporte de doentes aos fogos e outros desastres urbanos já lhes dão com que se entreter.
    Sem falar que com hospitais cada vez mais longe e menos apetrechados para o que e preciso as vezes até parteiros teem de ser. Nascidos na ambulância dos bombeiros foram mais de 50 e o ano ainda não acabou.
    Raro e o ano em que um desses profissionais, muitas vezes ainda bastante jovens, nao perde a vida no fogo.
    Por isso um pouco de respeito não lhes fazia mal. Respeito a sério e não ter o Quarto Pastorinho a ir lá levar comida.
    E claro que tem de haver forças remuneradas. O voluntariado e muito bonito mas não podemos ficar a espera que gente que tem outro emprego para sobreviver se junte para apagar o fogo quando o sino da igreja toca a rebate junto com a sirene do quartel como acontecido no tempo da outra Senhora.
    Por isso quando chegavam há não eram muitas vezes necessários porque tudo o que tinha que arder já tinha ardido. Quanto a transporte em ambulância ninguém pensava nisso.

  4. Não vejo nem um dos três PIDES “vermelhos”, a fiscalizarem os comentários. Será que estão nesta acção de formação?
    https://www.voltairenet.org/article222435.html (links vermelhos permitem o download das obras)

    É quer de tão afinadinhos, lembram-me aquela inscrição na parede em Maio de 68:
    “CRS en civil prête attention à la marche”

    • Já vi que além de tolinho tens um lado masoquista, o que faz sentido, o pessoal da ultra-direita tem aquele gostinho especial por lamber e beijar CUs (candidato único), além de adorar aqueles prêt-à-porter com cabedais, latex, cordas, argolas e ganchetas, como verdadeiros e originais “acordados” que são.

      É também estranho que venhas invocar a PIDE quando é dos poucos por aqui que defende (omitindo) a violência policial sobre os cidadãos, e sobretudo sobre os imigrantes, os tais que classificas como “(animais) de jardim zoológico”. Por isso é mesmo estranho ver todo contorcionismo que fazes para tentar dar a entender o contrário daquilo que por aqui mostras ser, deve ser a réstia de consciência que te sobra a fazer tilt – coitada, deve sofrer imenso esmagada pelo teu super-(pat)ego.

      Já agora, toma lá mais um fascículo do compêndio “(Chega de) Heróis de AVentura”, que tu não deves perder nenhum dos teus ídolos em acção (estes cromos, como sempre foi óbvio, entre muitos outros, também são beija-CUs como tu):

      https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ultimas/agente-da-psp-acusado-de-homic%C3%ADdio-de-imigrante-em-olh%C3%A3o-divulgava-conte%C3%BAdo-xen%C3%B3fobo-nas-redes-sociais/vi-AA1L2MRj?ocid=winp1taskbar&cvid=c042204b2a6a4a7dd0018d8e21d1fdbb&ei=12

      Voltando ao tema dos incêndios, Isto com o Luís Montesnegros a “trabalhar” (não o deixaram gozar as férias como todos os portugueses, não se faz! O Primeiro Ministro é um português como os outros, tão irresponsável como o cidadão comum) e o AVentura a “limpar Portugal”, vai ser sempre a melhorar, pá. Mais a mais temos um Presidente da República que avisou no dia 15, não brincam em serviço! Sempre a defenderem os “interesses nacionais” e a “salvar Portugal”.

      • Excelência!
        Meu Coronel Censor, dono da sua Verdade, pensei que me vinha falar deste seu amigo:
        https://expresso.pt/sociedade/2025-07-29-ministerio-publico-quer-tirar-da-prisao-homem-que-matou-duas-mulheres-no-centro-ismaili-por-considera-lo-inimputavel-4aa035fe

        Como vê meu Coronel do lápis vermelho, não está só na luta.
        Não se ria, pensei que era só o Salgado que estava xexé (cheché, gagá), pelos vistos qualquer criminoso o é.
        De cavadela em cavadela, haveremos de chegar à cavadela final.
        Para mim, pimenta no rabo dos outros também é refresco.
        Espero que estes casos só batam à porta dos outros e não à sua. Se tal acontecer, no dia seguinte não o terei como simpatizante, mas como aderente ao projecto do Ventura.

        • Deves pensar que eu sou patego e beija-CUs (candidato único) como tu, escravo que se diz alforriado… um a um, os “Heróis de AVentura” estão a ser julgados e condenados, e olha que não são poucos… que vão para a choldra, onde (todos) os torturadores e assassinos devem ir, independemente da origem e do sentido de voto (que já vimos que há uns que defendem e incitam mais os assassinos e a violência, também a policial, do que outros). Percebes isso, ou é demais para um super-(pat)ego como o teu?

  5. Tanto o Pedro do Pg1 como os outros que comentaram o seu excelente texto acrescentaram contributos de qualidade, assertividade e objectividade ao problema. Mas eu gostaria de descer um pouco mais ao pormenor. Não pode ser encarado como normal que haja no país um conjunto de aoeronaves, aviões e helicópetros, mais ou menos abandonados pelos cantos à espera de reparações que não acontecem e de que ninguém é reponsável. Estamos à espera do quê para adquirir uma pequena frota de aviões especializados? Não falo só de alugueres, mas sim de propriedade pública desses meios, única maneira de combater os oportunistas que polulam por aí. E por falar em alugueres, porque não contratar os serviços de aviões russos de muito maior capacidade que tudo o que existe no ocidente? Mas há mais. Claro que os cerca de 40 incendiários já presos pesam bastante na balança e há que fazer algo de drástico quanto a isso. Depois há o prlblema das espécies florestais. Já tudo foi dito sobre eucaliptos e pinheiros. Mas a verdade é que um pinheiro demora 30 anos a atingir a idade adulta e um eucalipto bastante menos, enquanto que um carvalho demora 100 anos e um castanheiro um pouco menos. Claro que os donos da terra não podem esperar um século para as suas árvores darem lucro. Então temos aqui mais um aspecto em que só o estado pode fazer a diferença. Ainda outra achega onde os estado tb pode ajudar. Falo de criar pequenas estações de bombagem de água de lagoas e barragens implantadas em sítios altos para poderem ser accionadas de imediato em caso de necessidade. Seria igualmente necessário construir veículos-tanque articulados de todo o terreno para intervir em zonas de acesso difícil. Ou seja, há muito que fazer e que ainda nunca foi feito.

    • Os “oportunistas que pululam por aí” são apenas “players” racionais a agir no “mercado”. O não haver meios públicos, operados por funcionários públicos, para enfrentar a emergência é, apenas, o Estado a criar “mercado” aos “players”. Em parceria público/privada, evidentemente!

    • Se e quando os “players” tiverem interesse na castanha, bolota ou noz, lá surgirão os correspondentes “incentivos” do Estado.

  6. Em verdade, o título do texto deveria ser “O Fogo num país de aldrabados e anestesiados, mercadejado por governos liberais.” E acrescentar um subtítulo: “Desde Novembro de 1975”.
    E já que estamos a nomear, porque só “Barroso, Sócrates e Costa”? Porque não Guterres e, pior, Cavaco? Em boa verdade, todos os governos que sucederam ao de Vasco Gonçalves (o último a cuidar do emancipação popular), previlegiaram o interesse particular em prejuízo do interesse colectivo e nacional (e, não, não esqueci Mário Soares). Em suma: previlegiaram o “mercado” e a “privatização”.
    Porque é de mercados que o texto trata. O mercado da celulose, o mercado da madeira, o mercado do “combate ao fogo”, o mercado da “reconstrução”. Nesta periferia europeia sem soberania monetária, até os “incentivos fiscais” e subsídios públicos se transformaram em mecanismos de mercado. E como deveria ser evidente, não há mecanismo de mercado que resolva a natureza predatória do capitalismo. Talvez fosse altura de “desmercadorizar” a economia do país e refrear o capitalismo. Neste particular, revogar a “lei Cristas” e até impedir a nova plantação de eucalipto em solo que não esteja concessionado à indústria do papel.
    Copiar o bom exemplo de Espanha e criar uma unidade (militar?) de resposta a emergências civis mas sem subcontratação a privados.
    Replicar os bons exemplos do passado e voltar a ter Guardas Florestais.
    Valorizar as associações humanitárias de bombeiros voluntários, sempre.
    Enfim, dotar o Estado de gente e meios para, não só enfrentar mas, sobretudo, evitar a emergência.
    É como escreve o autor (não exactamente): O Povo tem de escolher se quer ser cúmplice de um sistema parasitário ou se quer, finalmente, ver cumprido o interesse público, colectivo e popular. Portugal não precisa desta Economia de ‘ferro e fogo”. Precisa de ter a coragem de dizer Basta!

  7. Portugal tem outro problema e gravíssimo, os governos sejam eles a B ou B+C quando chegam ao governo não nomeiam pessoas com conhecimento do que o cargo exige, competência passou a ser dada pelo cartão do partido a A ou B´C, e não é só nos governos centrais nos autárquicos passa-se o mesmo, alguns sabem tanto do que fazer no cargo como eu sei do cu de uma agulha, depois temos excesso de mandantes em todas as áreas, resultado quantos mais forem a mandar pior, é como se uma orquestra tivesse a actuar com vários mastros a mandar, por exemplo porque não ser uma pessoa a comandar nos incêndios na sua zona? Não digo que os restantes que combatem o fogo sejam descartados, não simplesmente quem melhor conhece o terreno em Vila Real, Castelo Branco, Aveiro, etc. Etc. Etc. que os naturais e residentes nesses distritos? Enquanto a Protecção Civil comandar as operações nos seus gabinetes com ar condicionado e muitos nem sabem nada de combate a incêndios e nem na área para que foram nomeados, mas lá está o cartão do partido deu-lhes competência, sabedoria.

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