Guerra na Ucrânia: Oficiais britânicos capturados pelas forças especiais russas

(Elias Richau, in Facebook, 01/08/2025, Revisão da Estátua)


A Grã-Bretanha está furiosa: os seus oficiais foram capturados em Ochakov pelas forças especiais russas – os nossos combatentes penetraram na retaguarda ucraniana em barcos.

Durante a operação, batizada como “Skat-12”, oficiais britânicos que ajudaram as Forças Armadas Ucranianas a guiar mísseis e drones, bem como a realizar ataques cibernéticos, foram capturados.

Canais militares (Militarista, Frente Krymsky e vários outros) relatam que a operação Skat-12 das forças especiais russas foi realizada recentemente em Ochakov. Ela foi preparada durante quase dois meses, incluindo a vigilância do objeto por meios técnicos e canais de inteligência. Como resultado, sob comando, os nossos caças desembarcaram em vários barcos e penetraram no centro de comando das Forças Armadas Ucranianas. Lá, capturaram militares britânicos que coordenavam o uso de mísseis e drones britânicos. É possível que eles também estejam relacionados com os maiores ataques cibernéticos à nossa infraestrutura, em particular à Aeroflot. A Grã-Bretanha exige furiosamente o retorno de seus cidadãos, alegando que são simples turistas interessados em história naval.

Entre os prisioneiros estavam o Coronel Edward Blake, oficial da Unidade Especial de Operações Psicológicas, o Tenente-Coronel Richard Carroll e outro oficial não identificado, presumivelmente um agente de inteligência do MI6 que era consultor de segurança cibernética.

Não se passou mais de meia hora entre o momento em que nossas forças especiais desembarcaram na costa até que carregaram os prisioneiros num barco e seguiram à base.

No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores britânico, por meio de canais não oficiais, contactou o Ministério da Defesa russo com um pedido de devolução dos oficiais britânicos que haviam sido “perdidos” na Ucrânia. Londres alega que os seus militares estavam de férias e tinham vindo à Ucrânia para fins turísticos. Eles acabaram em Ochakov por acidente: estavam interessados na história da Marinha e queriam visitar a costa onde ocorreram batalhas durante a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, em vez de mapas históricos de Ochakov, os “turistas” detidos possuíam mapas de objetos estratégicos em território russo, planos de defesa aérea russa, instruções secretas sobre interação com operadores de drones ucranianos, bem como discos com dados criptografados e registros de conversas com o Estado-Maior Britânico.

Portanto, o Ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, teria respondido aos britânicos que os seus oficiais não estavam sujeitos à troca: o Ocidente não os devolveria em aviões da Cruz Vermelha.

A Rússia não tolerará mais intervenções secretas e provocações híbridas. Em vez disso, pretende processar os oficiais britânicos por participação em ações militares contra o seu território.

Reuniões fechadas de emergência estão a ocorrer atualmente na Grã-Bretanha para desenvolver uma estratégia de ação.

Especialistas observam que a Operação Skat-12 tornou-se parte da nova doutrina militar russa, que caminha “para o controle proactivo do campo de batalha”:

“Os primeiros ataques são realizados sem aviso prévio, a estratégia ofensiva é em todas as direções”. A Diretoria Principal de Inteligência (GRU) recebeu uma nova diretriz: “A Rússia não está mais à espera, estamos agindo primeiro”. A tarefa das forças especiais é atuar de forma secreta e eficaz, causando medo entre os oficiais da NATO, desmotivando-os na questão de prestar assistência às Forças Armadas da Ucrânia.

Quanto aos oficiais britânicos, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou repetidamente a sua participação no treino dos militares ucranianos. Em particular, em Ochakov, região de Nikolaev – estão treinando sabotadores subaquáticos para operações nas águas dos Mares Negro e Azov. O trabalho está a ser realizado com base no centro de operações especiais “Sul”, em homenagem a Ataman A. Golovaty, das forças de operações especiais das Forças Armadas da Ucrânia em Ochakov. Além disso, de acordo com dados russos, instrutores militares britânicos treinaram as Forças Armadas Ucranianas. Forças para operar drones projetados para destruir navios.

Fonte adiconal aqui e ver ainda o vídeo abaixo.

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18 pensamentos sobre “Guerra na Ucrânia: Oficiais britânicos capturados pelas forças especiais russas

  1. Nestes comentários ninguém falou em crowdfounding para o Hamas. Ate porque se devido ao bloqueio israelita não conseguem entrar no território nem leite em pó para bebes famintos, quanto mais armas.
    Entretanto temos barbaridades como a França ter expulso do país uma jovem de Gaza por alegadamente ter escrito comentários antissemitas nas redes sociais.
    Ora não sei o que é que a desgraçada disse mas mesmo que dissesse que o povo que estava matar o seu a fome devia ser destruído não estaria a dizer nada de mais.
    E já agora, terão a pouca vergonha de entregar a desgraçada aos carrascos israelitas?
    Já os porcos rabinos israelitas podem dizer que teem o direito a matar os palestinianos todos a fome pois que o erro que cometeram há quatro mil anos contra os amalequitas foi terem deixado alguns vivos e não podem repetir o mesmo erro agora.
    Os meios de comunicação social israelitas estão a orquestrar uma campanha de propaganda a dizer que não há fome em Gaza.
    E a esses cerdos ninguém chama nome nenhum nem ninguém expulsa os israelitas que se passeiam impunemente pela Europa.
    Vão ver se o mar da tubarão branco faminto e vão chamar antissemita ao diabo que os carregue.

  2. Sabia que os britânicos têm bom sentido de humor, neste caso ,estão a perder o que lhes restava de bom humor. Em turismo naval? São mesmo idiotas.

  3. O que vale é que em breve teremos 2 Primeiros Ministros, e estou a falar do CUarto Pastorinho (candidato único) e do Padrinho Vieira, e então tudo entrará nos eixos, quando o Montepardo se tornar tão submisso ao Ventura quanto a Ursa von der Leyen ao Trampa.
    Isto está bom é para o Capelão ir encantar burros no “jardim zoológico”…

  4. Será do calor? Tudo bem, somos todos uma cambada de burros mas pelo menos nenhum falou em crowdfoundings para comprar armas para o Hamas.
    Houve um aqui há uns tempos.
    Mas aqui temos dois a acreditar que e possível que britânicos de alto nível tenham caído nas unhas dos russos e outros dois a dizer que e peta.
    Se isso faz de todos nós uma cambada de burros paciência.
    Prefiro ser burro que apoiante de nazis e sionistas e acreditar que os russos estão a ir para a frente de trotinete por não terem carros e a treinar combate com pás por não terem armas.
    Já para não falar nos cerca de 20 cancros que o Putin tem.
    Como bem disse o Lavrov quando correu a fake que estaria hospitalizado, se o presidente do meu país está terminal há 10 anos eu também posso estar hospitalizado.
    Tem cuidado com o Sol.

    • “Quem quer que ainda vá perder tempo a votar nas eleições europeias ou nas nacionais nos países europeus, está exatamente no mesmo grupo dos apoiantes de “israel”.”

      Não tens hipóteses, não penses que te escapas, ou crowdfunding de armas nucleares para o Hamas ou então apoias Israel…

      https://estatuadesal.com/2025/07/29/se-ainda-apoias-israel-em-2025-algo-esta-mal-contigo-como-pessoa/

      É só ir ao artigo da Caitlin Johnson e recordar como ela estava errada, mas quem escreveu a citação acima, desta vez condescendentemente, está, contra tudo e contra todos, sempre certo (sempre? SEMPRE!)…

      Ah, e se usas Windows, Android, IO, então trabalhas para o inimigo, e ainda lhe pagas. Tens de usar Linux e Ubuntu. Se usares o Google está mal, o WordPress pode ser. Tu vê lá, podes mudar o mundo ou ir de arrasto, ser cúmplice no genocídio…

      • *Caitlin Johnstone
        Essa pessoa que não tem em conta os efeitos da propaganda na ignorância generalizada das pessoas, nem exige crowdfunding de armas nucleares para o Hamas, e teve de ser elucidada e chamada à pedra.

  5. Vocês acreditam mesmo, quais tolos, que o crowdfunding ao Hamas para a compra de armas de destruição massiva é que vai resolver o conflito a seu favor e erradicar Israel eliminando o IDF?
    Adoro fazer perguntas retóricas aproveitando para questionar, referir ou sugerir a tolice, ignorância ou incapacidade analítica e intelectual do resto da Estatuária… desta vez é pena que não deu artigo, fica o reparo do irreparável.
    Tudo a financiar Oreshniks e Kinzals para Gaza, cambada de idiotas inúteis!
    (Qualquer coisa, era para mandar vir ventoinhas com borrifadores de água, qualquer semelhança com apologia da “corrida às armas do bem”, é pura coincidência…)

  6. Claro que os britânicos, que sempre desmentiram terem tropas no terreno, não iam admitir publicamente uma coisa dessas como nunca admitiram situações anteriores de captura de gente deles por terras ucranianas.
    O que e noticiado não e qualquer conquista territorial naquela zona mas uma incursão visando a captura de combatentes estrangeiros que se sabe estarem a ajudar a tropa ucraniana.
    Quanto a eles apareceram nalgum lado, claro que isso tambem é possível porque a Russos pode ter de resgatar desgraçados que tenham tido a desdita de se renderem aos ucranianos.
    E a Russia sabe que as masmorras ucranianas são insalubres e e ver o aspecto que trazem os desgraçados resgatados em trocas de prisioneiros. Parece que saíram de um campo de concentração nazi e a verdade e que e nas unhas de nazis que muitos deles caíram.
    E também já teem sido resgatados alguns que saíram de masmorras de democracias impolutas de aliados ocidentais.
    Como aquele desgraçado jornalista a quem a mae, numa manobra total de aculturação, tendo o moco uns nove anos e tendo ela fugido da Rússia, até lhe deu um nome espanhol.
    O desgraçado tinha direito a nacionalidade espanhola por ser comprovadamente neto de um espanhol refugiado dos paredons de Franco. Por lá cresceu, nunca mais voltou a Russia e em Espanha trabalhou e pagou impostos.
    Mas tinha também um passaporte com o nome russo.
    Foi isso que o tramou porque, logo no início do conflito, os muito democratas polacos que por essa altura deixavam morrer mulheres porque condenavam a décadas de cadeia quem fizesse um aborto mesmo que a mulher estivesse em risco trataram de o enfiar numa masmorra sem qualquer culpa formada, acusado de ser um espião russo.
    Durante mais de dois anos o país onde pagou impostos uma vida inteira esteve se nas tintas para ele.
    Acabou por ser libertado numa das tais trocas de prisioneiros.
    Não quero saber o que passa pela mente de um desgraçado a quem dizem que sera entregue a Russia porque o país onde viveu dos nove aos 50 anos cagou se soberanamente nele.
    Claro que os seus “colegas” jornalistas ocidentais trataram de dizer que alguma culpa o desgraçado teria pois que tinha sido muito efusivo nos agradecimentos ao presidente russo.
    Pois quem não seria depois de mais de dois anos esquecido numa masmorra e sabendo que o país onde sempre viveu e pagou impostos se esteve nas tintas para se era vivo ou morto?
    Mas e assim que funcionam as democracias que ajudam a Ucrânia a lutar contra os ogres russos.
    Por isso é natural que esses bandalhos apareçam nalgum lado por ser preciso resgatar algum desgraçado, não necessariamente militar, que esteja a apodrecer em masmorras democráticas.
    Valha a todos esses democratas de meia tigela um burro aos coices.

  7. Como reconhcer propaganda:

    1) as fontes são não oficiais;
    2) a narrativa é só de um dos lados;
    3) muito se baseia no “diz que disse”;
    4) afasta o foco das verdades inconvenientes;
    5) deixa o leitor mais satisfeito com a capacidade do regime que faz a propaganda, e mais confiante devido à incapacidade do regime atacado;

    Tudo isto está presente neste artigo.

    Sou pró-Russo pois os cidadãos russos e ucranianos pró-russos do Donbass são as reais vítimas desta catástrofe desde 2014.
    Sou anti-nazi e anti-fascista e anti-imperialista, e como tal sou contra o regime ucraniano, contra a ditadura da UE, contra o império USAmericano, contra as “elites” político-meriáticas na Europa que são vassalos corruptos dos EUA, contra o projecto colonial genocida chamado “israel”, e contra todos os proxy fascistas corruptos que os EUA espalham pelo Mundo, desde os Guaidós na Venezuela até aos Mondlanes em Moçambique e os de nomes impronunciáveis em Taiwan e arredores.

    Mas propaganda é propaganda, e eu orgulho-me de ter aprendido a farejá-la muito bem.
    E este artigo tresanda a propaganda.

    A realidade é esta: a Rússia foi expulsa de Kherson, os seus soldados tiveram de desistir da cabeça de ponte a oeste do rio Dnieper, e quase 3 anos depois a situação ainda não se inverteu. Ou seja, há uma boa parte de território reivindicado pela Rússia que a Rússia não consegue recuperar militarmente durante anos.
    Pelo contrário, é o regime Ucraniano com a ajuda dos seus donos ocidentais (em particular os britânicos) que estão presentes em várias secções a Leste do Dnieper nesta região de Kherson, mantendo uma cabeça de ponto na zona em redor da ponte Antonovskiy e em várias ilhas que existem nesta zona do rio.

    Se isto não fosse propaganda, o que aconteceria nos pontos que comecei por referir?

    1) haveria fontes oficiais Russas a confirmar a informação que lhe é benéfic, ou pelo menos fontes ocidentais (britânicas) a dar legitimidade ao assunto fazendo declarações públicas para negar factos incómodos;
    2) a narrativa do texto incluiria ambos os lados, sem medo de expandir ambos os pontos de vista, em vez de apenas gozar com o lado britânico;
    3) em vez do “diz que disse”, teríamos acesso a provas, imagens, geolocalização, e declarações em frente às câmaras;
    4) a verdades inconveniente da Rússia estar há quase 3 anos afastada da margem Oeste do rio Dnieper na região de Kherson teria sido abordada;
    5) o leitor não chegaria ao fim do texto manipulado numa so direção, mas sim informado e capaz de tomar as suas próprias conclusões com base nos factos e nos dois (ou mais) pontos de vista;

    E reparem na adjectivação: a Grã-Bretanha está “furiosa”.
    E reparem na narrativa: agentes do Mi6 junto à linha da frente de uma guerra para fazerem ataques cibernéticos…
    Ou no alicerçar de todo um texto com base em vários “suponhamos”: desde o “por meio de canais não oficiais, contactou”, até ao “teria respondido”, entre outros.
    Vocês leram mesmo estas tretas todas e o vosso cérebro não deu alerta nenhum?

    No final do dia, há tolos pró-Russos que ficam contentes com esta “capacidade” Russa de capturar agentes ocidentais, há tolos pró-ocidentais (se este texto chegar sequer a alguém nesse campo) que ficam com mais medo da Rússia e mais desconfiados em relação à incapacidade ocidental (e em particular a britânica).
    Para um artigo de propaganda, é um sucesso.

    Mas para quem é intelectualmente honesto, é insultuoso.
    Pois a realidade é esta: a Rússia nem sequer uma pequena zona consegue voltar a controlar junto à ponte Antonovska na margem Leste do rio Dnieper mesmo ao lado de Kherson.
    Ou seja, militarmente, a Ucrânia mantém ali uma cabeça de ponte muito incómoda para as operações Russas, e a Rússia continua (e continuará) impedida de controlar o territorio a Oeste do rio Dnieper e da cidade de Kherson que afirma ser seu desde os referendos de 2022.
    E não há propaganda nenhuma que mude esta realidade.

    Por isso acaba por ser irónico que este artigozinho de propaganda russa seja derrotado por uma das coisas que a próprio Rússia diz, e muito bem: só interessa a realidade no terreno, o resto é espuma dos dias, distrações e tretas.

      • O PRAVDA deixou de ser o órgão oficial do CC do PC da União Soviética em 1991. Agora é como eles próprios dizem:
        Propriedade:
        “O Pravda está empenhado na transparência da sua estrutura de propriedade e das suas fontes de financiamento. O relatório Pravda cita potenciais conflitos de interesses na mesma página do trabalho relevante.
        Propriedade
        Somos uma empresa independente, privada financiada por uma série de acionistas privados e escritórios familiares. Como resultado, as decisões empresariais, mas não as decisões editoriais, tomam em mente o valor acionista.
        Ver mais em https://port.pravda.ru/propriedade.html

    • Meu caro, essa aldeia Antonovska, na margem Leste do Dnieper, bem perto de Kherston, antigamente, nos livros do Astérix, era chamada de Armorique…
      tanbém lá vivia o enfastiado Obélix …
      Belos tempos !

  8. Tenho grande confiança nas colónias penais do Ártico; aquele cenário grandioso parece propício à elevação das almas, como a temperatura ambiente permite esperar grandes arrefecimentos de ânimo. As bordoadas – pese embora a veneranda antiguidade dessa solução – só parecem aceitáveis como tradução da ajuda fraterna para despertar dos torpores da snobeira inglesa. Quanto a tudo o mais, queira o Clemente e Misericordioso apiedar-se das miseráveis existências de tão cobardes criaturas.

  9. Turismo em zona de guerra? Não havia sítio mais sereno onde tivessem havido batalhas navais na II Guerra Mundial?
    Os sujeitos até podem ser devolvidos mas de umas boas bordoadas nem Santo Antônio os livra. Nunca as barbatanas doam as baleias russas que as derem.

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