(Por Miguel Viegas, in AbrilAbril, 16/07/2025)

O que está em preparação não é apenas uma mudança de modelo. É um abandono das promessas feitas aos agricultores, às regiões desfavorecidas e aos países mais pobres da União. É o regresso a uma Europa a duas (ou mais) velocidades.
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A máscara está prestes a cair. A União Europeia, tantas vezes apresentada como um projeto de solidariedade e coesão entre Estados, prepara-se para desferir uma machadada histórica na Política Agrícola Comum (PAC) e na Política de Coesão.
A proposta da Comissão Europeia para o próximo quadro financeiro plurianual 2028-2025, adornada como é habitual com promessas de flexibilidade e maior eficiência na aplicação dos recursos, não passa de uma operação de cosmética orçamental destinada a esconder uma verdade política cada vez mais crua: por um lado, os países mais ricos já não querem financiar a coesão; por outro, as prioridades da União estão cada vez mais alinhadas com as políticas belicistas da NATO e dos Estados Unidos.
O alerta vem de dentro. Jean-Luc Demarty, antigo diretor-geral da Agricultura e do Comércio na Comissão Europeia, não tem dúvidas: estamos perante uma tentativa de desmantelar a PAC tal como a conhecemos. A proposta de fundir num único instrumento jurídico os fundos agrícolas e os fundos de coesão é uma porta aberta à sua destruição. Cada Estado passaria a aplicar as suas próprias medidas, minando o princípio da política comum e abrindo a caixa de Pandora das distorções de concorrência entre agricultores europeus. O que começou nos anos 1960 como um pilar da integração está agora prestes a ser atomizado em nome de uma falsa eficiência.
Este movimento inscreve-se num contexto mais vasto. Em primeiro lugar, importa sublinhar que o orçamento da UE tem vindo a diminuir devido à pressão dos chamados «contribuintes líquidos», que têm conseguido impor a redução das suas contribuições ao longo das últimas décadas. Em segundo lugar, o próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2035, que será apresentado este mês pela Comissão Europeia, está sob forte pressão orçamental, em parte devido ao famoso plano Next Generation EU. Este foi vendido como um apoio a fundo perdido, mas resulta, na realidade, de um empréstimo feito em nome da União, cujo reembolso recairá sobre os próximos orçamentos. Assim se agrava ainda mais a escassez de fundos para as políticas estruturais.
Vale a pena recordar que este instrumento de relançamento económico após a crise da covid-19, foi apresentado com a promessa de que este não representaria um custo adicional para os contribuintes, sendo financiado por novas receitas próprias — promessa que nunca se concretizou. Por fim, temos as novas prioridades. A União Europeia pretende transformar-se rapidamente num bloco geopolítico militarizado, canalizando recursos para a indústria da defesa e alimentando uma lógica de confronto externo. A agricultura, a coesão territorial e o desenvolvimento rural tornam-se, assim, objetivos secundários.
O que está em preparação não é apenas uma mudança de modelo. É um abandono das promessas feitas aos agricultores (cujo rendimento continua abaixo da média da população), às regiões desfavorecidas e aos países mais pobres da União. É o regresso a uma Europa a duas (ou mais) velocidades, onde a solidariedade é um slogan vazio e a política comum, uma miragem.
O que aí vem é grave. Há muito que o PCP denuncia esta União Europeia neoliberal, federalista e militarista. É tempo de lançar as bases para um novo projeto de integração, fundado na valorização do trabalho, na solidariedade entre os povos, no respeito pela soberania nacional e centrado na defesa da paz e do desarmamento.
Também era o que faltava, nesta era de trans-humanismo, quererem aproveitar o Alforriado em peças, para recriarem um (ou mais) Frankenstein(s)… deixem-se estar quietos e deixem o homem conservar os seus órgãos… desde que não o mumifiquem, para ele não atormentar os incautos futuros com uma maldição parecida à de Tutancâmon…
Quanto ao fim do “Projecto Europeu” (é mais uma metamorfose, porque existe um projecto de subjugação aos EUA e NATO), este foi consumado pela Ursula quando transformou uma comunidade económica numa comunidade belicista e militarista. declaradamente.
Já com Merkel e a “Austeridade” (que é só para alguns países e classes sociais, nomeadamente favorecendo os políticos servis ao tal “Projecto”) se tinha encetado este trajecto, e as restrições da “Pandemia” (ou epidemia de Covid19) foram um passo intermédio para a subjugação total dos europeus aos desígnios corporativistas e oligárquicos dominantes, estabelecidos em Washington, Davos, Bilderberg, Bruxelas, Sintra e por aí fora… tudo menos nas Assembleias e Parlamentos nacionais, que apenas funcionam como câmaras de ressonância, actualmente sobretudo de “ecos do passado futurista”.
Só não estou nessa tal registo do não dador porque acho que depois da vacina COVID ninguém vai querer os meus órgãos nem para fazer pate.
Mas acho perfeitamente indecente que para não nos tirarem o recheio todo tenhamos de ser nos a registar nos num registo de não dador.
Tal como dar sangue isso devia ser uma escolha de cada um e registada como deve ser.
Porque sim, há a possibilidade de um jovem saudável e forte ser morto mais depressa se, por exemplo, tiver um acidente de mota e ficar em coma, para que os seus órgãos possam ser aproveitados.
E depois de ainda haver médicos a ter a pouca vergonha de dizer que as vacinas COVID são eficazes e seguras não me venham dizer que tal não e possível.
Em solidariedade nunca acreditei.
Se houvesse realmente solidariedade europeia nunca os países da Península Ibérica teriam sido abandonados as ditaduras cruéis que tiveram.
Nunca a Grécia teria sofrido a Ditadura dos Coronéis.
nunca teríamos sofrido o horror dos anos da troika.
Nunca teríamos sido insultados, chamados de corruptos, preguiçosos e acusados de gastar em mulheres e vinho.
Agora o que essa gente quer e gastar em armas sonhando que e desta que conquistarao a Rússia.
Por isso vão mandar de vez a solidariedade as urtigas. Finalmente todas as máscaras caíram.
Quem ainda acreditar no “projecto europeu” faça bom proveito.
E va ver se o mar da megalodonte.
Completamente fora do tópico.
Antes de mais declarar que, estou inscrito no Registo Nacional de Não Dadore, com um número entre 26000 e 27000.
Aqui um despacho da LUSA na página dos CHEGAnós:
https://folhanacional.pt/2025/07/19/alteracao-da-lei-permitiria-aumentar-30-os-orgaos-disponiveis-para-transplantes/
Capitalismo, não?
Foi por isso que me inscrevi, se a minha vontade vai ser respeitada ou não, nunca saberei.
Agora acho abjecta esta maneira “altruísta” de decidir, quem é que deve viver ou não. Todos estes caramelos e caramelas falarão como perfeitos sacerdotes ou advogados, na hora de venderem a sua banha-da-cobra.
Lembram-se daqueles preços cobrados por um famoso membro da família Sóares na área dos transplantes?