(Por José Goulão, in SCF, 06/06/2025, Revisão da Estátua)

Como é da praxe para quem tem sempre razão, os fins justificam os meios, sem dúvida um princípio fundador da democracia liberal.
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Primeiro Emmanuel Macron, agora Donald Trump. As duas vertentes transatlânticas da chamada “civilização ocidental”, ou “nossa civilização”, aparentemente tão desavindas nestes tempos, competem agora em Veneza ao chefe terrorista islâmico Abu-Muhammad al-Jolani, que sequestrou o poder em Damasco em 8 de Dezembro último.
Esqueçam todas as diferenças que se dizem existir entre a União Europeia e a administração Trump na Casa Branca. Nada disso é para levar a sério, muito menos as supostas críticas que as instituições federalistas e os chefes de governo da maioria dos 27 fazem ao desastrado indivíduo que governa os Estados Unidos da América. Quando se trata do chamado terrorismo islâmico e dos seus expoentes, seja a Al-Qaeda, o Isis ou o “Estado Islâmico” e a miríade de heterónimos com que se mimetizam, Washington e Bruxelas falam a uma só voz, a do apoio e da gratidão. Tem sido assim desde os anos 80 do século passado, mas a admiração e o afeto agora publicamente testemunhados pelo mercenário terrorista responsável pela carnificina da guerra contra a Síria fazem cair todas as máscaras, anulam quaisquer exercícios de hipocrisia.
Dr. Jekyll e Mr. Hyde
O culto da figura do carniceiro Abu Mohammad al-Jolani, agora conhecido como Ahmed al-Sharaa e vice-versa, é um tratado, ou poderá ser um estudo de caso sobre a “ordem internacional baseada em regras” pela qual se guia uma “civilização superior” como a ocidental, permanentemente envolvida no combate à “barbárie”.
Há um al-Jolani que foi alto conselheiro dos chefes da Al-Qaeda e do Isis, depois comandou a al-Nusra, uma designação adotada pela Al-Qaeda na Síria e a seguir alterada para Tharir al-Sham. Esta mobilidade semântica articulou-se de modo a tentar fazer crer ao mundo que a organização atuando no cenário sírio se divorciara do gangue fundado pela CIA e Bin-Laden e explica assim o seu lugar no núcleo dos terroristas “moderados” financiados pelo Ocidente. Mudaram os nomes mas a essência assassina manteve-se e a Al Qaeda continuou a ser o chapéu cobrindo toda a comunidade “moderada”. Nada a obstar. O então primeiro-ministro francês, o sionista Laurent Fabius, reuniu-se numa reunião da coligação internacional de apoio aos “moderados” que “a Al Qaeda está a fazer um bom trabalho” na Síria.
Al-Jolani, criminosos e mercenários que comandou alguns dos mais selváticos ataques contra civis praticados durante a guerra imposta à Síria, como que replicava o visual do seu ídolo bin-Laden: vestes tribais, cabelos em desalinho sob o turbante e barba longa e descuidada à “fundamentalista islâmica”. Numa palavra, Sr.
Ahmed al-Sharaa é visivelmente outra pessoa. Começou a apresentar-se ao mundo durante uma entrevista que lhe foi oferecida pela estação oficiosa da CIA, a Rádio Voz da América, e para a qual o equiparam à “ocidental”, um pouco apressadamente, há que dizê-lo. Nessa ocasião, o magarefe atualmente conhecido como “presidente interino” da Síria compôs desajeitadamente a figura de um “estadista” pronto para “a paz”, dispôs-se a defender uma sociedade democrática na qual seriam assegurados os direitos das minorias étnicas e religiosas, comunidades milenares que representam a própria essência nacional multifacetada do país. É no papel de al-Sharaa que al-Jolani caminha agora pelo exterior das fronteiras do seu país para receber as homenagens, os agradecimentos e as promessas de apoios generosos dos principais dirigentes mundiais, sempre obsessivamente empenhados na “guerra contra o terrorismo”. No encontro recente que teve com o presidente francês Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, al-Sharaa discutiu até com o seu anfitrião uma plataforma de “coordenação na luta antiterrorista”. Nova palavra, Dr.
“Jovem, atraente e viril”
Fardando-se de al-Sharaa, enquanto os mercenários “islâmicos” comandados por al-Jolani prosseguem as operações de chacina contra as comunidades civis alauitas, drusas e cristãs – abandonadas que são pela “civilização cristã e ocidental” – o presidente “interino” lá foi até à Arábia Saudita, o seu berço na arte do terrorismo, ao encontro de Donald Trump. “Um tipo jovem, atraente e viril”, assim o retratou o presidente norte-americano, talvez embeiçado pelo fato Armani que ele envergava, em contraste com a camiseta cara, de marca e assinatura fascista mas de aspecto rasca que outro terrorista, Zelensky, apresentou na Casa Branca.
Tutor e protegido trocaram um caloroso abertura de mão em Riade na presença do verdadeiro chefe do regime sempre democrático saudita, Mohammed bin-Salman, o organizador do encontro. Para trás, como se percebe, ficaram as questões de alguns que Washington fez quando bin-Salman mandou sequestrar a Turquia e esquartejar em pedaços facilmente dispersáveis o cidadão norte-americano e o jornalista Jamal Kashoggi, por sinal também agente da CIA. Tudo ficou esquecido e enterrado no passado, com os restos da pobre criatura.
Trump prometeu a al-Sharaa e ao seu regime golpista levantar todas as sanções económicas que os Estados Unidos impuseram ao governo de Bashar Assad, um executivo que estava legitimamente em funções segundo os mecanismos constitucionais e de acordo com eleições participadas em massa – porém manchadas com o pecado original de terem produzido resultados contrários aos “desejos”. Logo, por definição, as eleições foram uma burla; pelo contrário, o governo “interino” resultante de uma guerra terrorista imposta à Síria de fora para dentro é a garantia da restauração da democracia e da estabilidade no país, de acordo com os mais influentes dirigentes ocidentais. Este governo sim, deverá ficar isento de sanções para que seja possível “um novo começo”, declarou Trump na Arábia Saudita. Um “começo” que, no entanto, não deverá perturbar a continuidade de algumas actividades produtivas, como é o caso do roubo do petróleo do povo sírio pelos Estados Unidos da América.
“Ele é um verdadeiro líder, comandou uma experiência e é incrível”, testemunhou, rendido, o presidente norte-americano. “Tem possibilidade de fazer um bom trabalho e de manter a calma” na Síria. Calma é, certo, o atributo mais silencioso de al-Jolani.
Washington cancelou há algumas semanas a acusação de “terrorista” que pendia oficialmente sobre o presidente golpista sírio, embora a decisão seja omissa quanto à validade ou não da recompensa de 10 milhões de dólares prometidos a quem o capturar. Compreende-se que, apesar disto, Trump tenha selado com um aperto de mão o reconhecimento das funções políticas do seu interlocutor “atraente”. O mandado de captura foi emitido contra al-Jolani e não contra al-Sharaa, que não há mal-entendidos nem quaisquer insinuações mal intencionadas.
Estreia no Eliseu
Soube-se há poucos dias que al-Sharaa enviou uma carta a Trump pedindo-lhe que exercesse os seus bons ofícios para que fosse possível uma “normalização” das relações entre a Síria e Israel.
O assunto é música para os ouvidos do presidente norte-americano: remove mais um grande obstáculo à concretização do extermínio do povo palestino – a começar pela limpeza da “Riviera” de Gaza – abre caminho para transformação da Síria numa plataforma de ameaça constante, ou mesmo de guerra, contra o Irão e amplia o poder sionista, isto é imperial e do “mundo livre”, sobre a Ásia Ocidental. Um passo que facilita assim o entendimento tão desejado e estratégico entre não uma mas as “duas democracias” do Médio Oriente: Israel e Arábia Saudita.
Pelo que fica demonstrado o que são úteis e civilizadoras têm sido as organizações terroristas ditas “islâmicas”, designadamente a Al-Qaida e o Ísis, como instrumentos dos interesses ocidentais e braços armados da NATO.
Al-Sharaa tinha anteriormente levantado a questão da “normalização” das relações com Israel durante o encontro que o presidente francês lhe concedeu no Palácio do Eliseu, um acontecimento que parece ter embaraçado o aparelho de propaganda situacionista, uma vez que não beneficiou da merecida publicidade. Agora, com o aval do chefe do império, mesmo que seja Trump, tudo ficará claro e franco. Al-Sharaa tornou-se um dos “nossos”.
A visita ao Eliseu foi uma estreia , um verdadeiro teste de fogo para a transfiguração ocasional do terrorista al-Jolani no estadista e diplomata al-Sharaa.
Envergado o fato Armani e depois de uma passagem por Jean Louis David para aparar a barba e o cabelo no mais afamado coiffeur masculino de Paris, o presidente “interino” sírio arribou ao coração da V República Francesa onde foi recebido pelo pequeno grumete dos Rotschild’s. Macron apresentou-se com um fato do mesmo tom de azul e não disfarçou uma certa admiração ao mirar o homenzarrão árabe que tinha na frente. Evitou verbalizar o adjetivo “atraente” que Trump foi incapaz de conter; porém, somando o estilo de acolhimento aos frutos da conversa, percebe-se que o presidente francês ficou ali com um amigo para a vida. Dir-se-ia que al-Sharaa e al-Jolani, tirando a diferença de fardas, poderia ser uma e a mesma pessoa.
Emmanuel Macron manifestou ao visitante um certo receio pelo que julgava ser a contenção de Trump face à situação na Síria, uma vez que ainda não tinha reconhecido o novo regime. Preocupações infundadas, como se percebeu pouco depois através dos acontecimentos em Riade. O presidente francês prometeu a al-Sharaa envidar esforços, não só com a União Europeia mas também com os Estados Unidos, para conseguir um “levantamento gradual” das sanções e travar qualquer intenção de Washington de retirar as tropas de ocupação que mantém ilegalmente na Síria. Afinal, verifica-se que há uma harmonia total entre os dois lados do Atlântico, as sanções serão levantadas e as tropas ficarão.
Os formalistas poderão argumentar que Macron não representa a União Europeia porque talvez a desnorteada agremiação dos 27 ainda não tenha interiorizado completamente a muito favorável relação custo-benefício da estratégia golpista, terrorista e segregacionista montada para destruir Estados poderosos, como era o sírio.
As reservas formalistas, porém, não tiveram qualquer razão de existir porque a democracia liberal continua a fortalecer-se e a ampliar estrategicamente as capacidades para exercer um poder cada vez mais firme e discricionário através da integração dos conceitos de terrorismo, racismo e genocídio no seu património de valores. O resultado pode ser cada vez mais autoritário, mas nada que embacie o fulgor da democracia na qual nos debatemos.
Além disso, Bruxelas já deu sinais de ter aceitado sem constrangimentos a nova situação na Síria. Logo em Janeiro de 2025, um mês depois de consumado o assalto dos mercenários terroristas a Damasco, os ministros dos Negócios Estrangeiros de França e da Alemanha, depois Jean-Noel Barrot e Annalena Baerbock, viajaram até à capital síria em nome da União Europeia para se avistarem com o novíssimo presidente “interino”.
No Eliseu, al-Sharaa pediu que a França “garanta apoio à fragilidade da Síria” e “ajude a restaurar a ordem e a reconstruir um país devastado por 14 anos de guerra”, situação de que al-Jolani foi um dos grandes responsáveis mas que também já ficou lá atrás, enterrado nos escombros e no passado, como centenas de milhares de seres humanos inocentes.
O visitante sírio acordou com Macron uma “coordenação antiterrorista” e espera-se que os alvos desta convergência operacional continuem a ser as comunidades civis alauítas, drusas e cristãs indefesas, vítimas de massacres cometidos sob o pretexto de combater os remanescentes do Exército Nacional Sírio.
Al-Sharaa também abordou em Paris o que parece ser o seu objetivo prioritário: a “normalização das relações” com Israel. É verdade que o aparelho militar sionista bombardeia diariamente o território sírio, incluindo Damasco, e ocupa vastas zonas do sul, muito para além dos montes Golã. E nós sabemos o que acontece quando o Estado sionista ocupa territórios vizinhos. Numa primeira fase, segundo declarações oficiais, Telavive exige que esses territórios sejam “desmilitarizados”.
Nada disto, porém, desencoraja o presidente “interino” da Síria: “há negociações indiretas com Israel através de mediadores para diminuir as indiretas e evitar a perda de controle”. Ao continuar a guerra diária de desgaste, Israel está apenas a fazer subir o preço de um próximo acordo, mas bem poderia poupar munições e vidas humanas, apesar de isso não representar qualquer lucro: o “governo” de al-Sharaa/al-Jolani não poderá vir a render-se ao sionismo mais do que já se rendeu.
Seguindo o fio da história recente, compreende-se a atitude até um pouco obsessiva do senhor de Damasco na direcção ao Estado sionista. Lá no fundo, afinal, ele é grato e não esquece quem sempre o ajudou. Nos picos das operações terroristas contra a Síria, Israel disse presente quando se tornou necessário evacuar mercenários “islâmicos” feridos para hospitais de campanha montados nos Montes Golã ocupados ou mesmo para hospitais no interior de Israel. Al-Jolani/al-Sharaa tem certamente na memória, como muitos de nós, as imagens registradas durante as solidárias e carinhosas visitas hospitalares do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aos terroristas da Al-Qaeda e do Isis feridos. O comportamento suscitou algumas reservas tímidas nos Estados Unidos. O “Wall Street Journal” contactou uma “fonte militar israelita” sobre o assunto, que se explicou assim: “Não perguntamos quem os feridos são, não pesquisamos as suas origens; logo que têm alta mandamo-los para a fronteira para seguirem o seu caminho.” Menos pragmático foi outro “alto dirigente” político israelita denunciado pela imprensa norte-americana e que disse que “uma derrota da Al Qaeda” na Síria seria “um desastre” para Israel. Felizmente para o sionismo e para a “civilização ocidental”, a Al Qaeda não foi derrotada.
Numa perspetiva democrática, ocidental e civilizacional, pode dizer-se, em relação à Síria, que tudo está bem quando acaba bem. O mesmo deve ser lembrado em relação ao Afeganistão, ao Iraque, à Líbia, sem esquecer a Palestina. O recurso a grupos e regimes terroristas revelou-se um ovo de Colombo, uma estratégia vencedora nos objectivos inquestionáveis de consolidação da democracia liberal.
O massacre de milhões de seres humanos, seja na Síria, na Palestina, na Ucrânia e noutros países completamente devastados pela guerra, é um preço que vale a pena pagar, como disse a humaníssima Madeleine Albright a propósito do massacre de inocentes – 500 mil crianças – em resultado das sanções económicas contra o Iraque. Afinal, o que está em causa é a defesa da “nossa civilização” e dos “nossos valores”. Como é habitual para aqueles que têm sempre razão, os fins justificam os meios, sem dúvida um princípio fundador da democracia liberal.
Fonte aqui.
Hoje o vice presidente do Irão disse uma coisa muito certa. “Não nego que o holocausto aconteceu. Aconteceu e a Europa deve estar muito envergonhada com isso.
Mas a questão e: porque teem de ser os palestinianos a pagar o preço?”.
Sempre me pareceu que se era vergonha que se sentia e se se queria dar aos judeus um bocado de terra que fosse deles e onde nunca mais pudessem ser atacados porque não dar lhes uma terra no país que os tentou exterminar?
A Alemanha é um país muito grande que nem sentiria grande perda se tivesse de dar uma terra do tamanho do Estado de Israel, isto já contando com a terra que roubaram a outros vizinhos como a Jordânia ou a Síria.
Por isso sempre me pareceu que mais que purgar uma culpa o que se quis foi criar um foco de instabilidade numa zona rica em petróleo, uma fonte de energia que continua a ser vital para o Ocidente por muita conversa que tenhamos sobre energias renováveis e mais ainda o era nesse tempo.
Claro que os sionistas teem sabido cavalgar com mestria sobre as costas das vítimas do Holocausto acusando de antissemitismo qualquer um que lhes denuncie os crimes.
E se era criar um foco de instabilidade e terror que se queria isso foi amplamente conseguido.
Nenhum país da zona se pode seguir seguro com tal vizinhança. Que de vez em quando ataca com uma crueldade bíblica países vizinhos como o Líbano e a Siria.
E se ainda não atacaram o Irão a fundo é porque não teem a certeza do que o país la tem.
Sempre me pareceu que os palestinianos tinham sido escolhidos para pagar os crimes de Hitler como se este tivesse ascendência palestina. Consta que talvez tivesse judaica mas isso são contas de outro rosário.
E sim, o que se queria era criar instabilidade e terror numa zona que tinha recursos que a Europa não tinha lançando sobre eles uma gente de crueldade bíblica, antiga, uma gente que vive há quatro mil anos por muitas calças de ganga que vista e muita música ocidental que ouça.
Se fosse purgar culpas que se queria também se tinha dado uma terra aos ciganos algures na Europa Central em vez de termos fundos europeus a financiar políticas segregacionistas contra essa gente justamente na Europa Central.
Os ciganos sofreram exactamente o mesmo que os judeus.
Pogroms regulares um dos mais terríveis tendo sido a Grande Extinção tentada na Espanha do Século XVII culminando também na tentativa nazista de extermínio onde se calcula que mais de um milhão tenham sido mortos.
Mas como não havia maneira de concluir que uma terra com petróleo era a sua terra prometida os ciganos continuaram a correr a Europa sendo os bombos da festa da extrema direita.
E os detractores do estado assassino de Israel têm cada vez mais dificuldades em poder fazer alguma coisa.
Hoje estamos a contas não só com a cumplicidade rasteira dos nossos Governos como com uma extrema direita em crescendo que sabe o que lhe convém, teme os carrascos do Kidom e por isso tratou de eleger os muçulmanos como alvo do seu ódio no lugar dos judeus.
Porque a extrema direita só vive do ódio e como e perigoso eleger o velho inimigo sao mais uns bandalhos a estender a mão a um estado assassino e a perseguir os seus detractores.
Algumas manifestações contra o genocidio foram atacadas alem de por caceteiros da polícia também por caceteiros da extrema direita.
E o cenário só pode piorar.
Mas sempre os podemos mandar ir chamar antissemita ao diabo que os carregue.
«E sim, hoje louvamos os que se levantaram no guetto de Varsóvia sabendo que não venceriam, apenas para não irem para o matadouro como bois.
Mas muitos têm a pouca-vergonha de chamar terroristas a quem cortou o arame farpado do campo de concentração a céu aberto onde estavam a ser mortos aos poucos pela fome, pela falta de tudo e pelos bombardeamentos rotineiros.
Porque não queriam morrer como cães abandonados à fome num canil fechado.
Por isso, vão chamar terroristas ao Diabo que os carregue porque, a esse preço, também eram terroristas os que se levantaram no Guetto de Varsóvia». Whale Project.
Muito bem e muito oportunamente lembrado. Agora, precisamos de discutir como vamos paralizar os carrascos nazissionistas de Gaza. Essa é a tarefa colectiva mais importante do momento. Tem de ser posto um fim ao genocídio dos palestinianos sem mais delongas. Vamos puxar pela cabeça e trazer ideias para a mesa sobre o melhor modo de agirmos com eficácia nesse sentido.
O que aconteceria se a Rússia prendesse gente que fosse entregar ajuda no Oeste da Ucrânia, os tivesse incontactável sabe Deus onde e andasse a gabar se que os iria por a ver vídeos dos ataques ucronazis ao Dombass?
O que e que andariamos a dizer, quantas maldições lançadas a Putin, quantas conversas sobre a especial crueldade russa, quantas exigências de libertação incondicional dos desgraçados, quantas ameaças de ainda mais sanções?
Merda, do que e que os países dos quais os sequestrados são cidadãos estão a espera? Que os desgraçados saiam das unhas deles com danos psicológicos ou físicos irreversíveis?
Toda a gente sabe a maneira cruel com que essa gente trata prisioneiros.
Porque e que ninguém fala? Do que teem medo? Do arsenal nuclear clandestino de Israel? Será que a grande ameaça que devemos temer e Israel e não a Rússia?
Ou isto é tudo sobre o controlo do petroleo do Médio Oriente e para isso vale tudo até abandonar gente nas mãos de demônios de forma humana?
Morte ao sionismo e a quem o apoiar.
E vao chamar antissemita ao diabo que os carregue a todos.
Entretanto os porcos congratulam se com a prisão dos desgraçados e dizem que os vao obrigar a ver imagens dos ataques de 7 de Outubro.
Porcos, assassinos, nojentos, já todos as vimos, sabemos tudo sobre os israelitas mortos, espero que mostrem também os helicópteros israelitas a matar ao mesmo tempo reféns e combatentes palestinianos pois que mais de metade das vítimas israelitas foram mortas graças a aplicação a civis da infame doutrina Hannibal.
Mas interessava aos porcos ter muitas vítimas israelitas para termos todos muita peninha deles, e funcionou.
Canalha. Quem lhes permitiu criar aquele estado genocidio merecia que houvesse inferno e estar a arder por lá.
Morte ao sionismo.
Um bravo aos judeus decentes. Aos poucos que se levantam contra as trevas de uma religião que lhes diz que são superiores a todos os outros povos e por isso teem o direito a mata los, sequestra los, expulsa los.
O que os pro israelitas não percebem é que eles não matam palestinianos por eles serem muçulmanos, uma religião que todos consideram nefasta quando na realidade ninguém leu o Corao quanto mais não seja porque ninguém sabe um corno de árabe.
Eles matam ou destroem qualquer um que se lhes oponha.
No barco agora sequestrado seguia gente da Suécia, Greta Thunberg, portadora de Síndrome de Asperger, vulgo autismo e logo com necessidades especiais, Brasil, França, Alemanha, Países Baixos e Turquia.
Gente de todas as raças, credos e idades que foi toda enfiada no mesmo saco: sequestrada.
E todos temos obrigação de saber o que pode acontecer a quem e sequestrado por tal bando de selvagens.
E sim, hoje louvamos os que se levantaram no guetto de Varsóvia sabendo que não venceriam, apenas para não irem para o matadouro como bois.
Mas muitos teem a pouca vergonha de chamar terroristas a quem cortou o arame farpado do campo de concentração a céu aberto onde estavam a ser mortos aos poucos pela fome, pela falta de tudo e pelos bombardeamentos rotineiros.
Porque não queriam morrer como cães abandonados a fome num canil fechado.
Por isso vao chamar terroristas ao Diabo que os carregue porque a esse preço também eram terroristas os que se levantaram no Guetto de Varsóvia.
Tenham vergonha no focinho, tenham a decência de deixar de vez de armar os assassinos, deixem de chamar anti semitas e espancar e prender quem protesta contra o genocídio e exijam a libertação imediata dos que foram sequestrados.
Ou então vao ver se o mar da um grande cardume de tubarões brancos cheios de larica.
Mensagem do judeu canadiano e professor universitário Gabor Maté, filho de sobreviventes do Holocausto, à tripulação do barco da Freedom Flotilla Coalition, que se dirigia a Gaza e foi assaltado, em águas internacionais, pelos bandidos nazionistas do país ladrão conhecido como Israel.
https://youtube.com/shorts/RWxUM7E6LBE?si=tEsReiocASMXhBo0
Terão os bandidos a pouca vergonha de assassinar alguns destes activistas ou encarcerar naquelas masmorras infectas alguns deles?
Com a impunidade que todos estes bandalhos dão ao bando de assassinos de Israel e bem possível que neste momento se estejam a afadigar em arranjar justificações e em insultar os desgraçados que agora estão nas mãos do Diabo.
Mais pormenores da epopeia heróica dos bandidos nazionistas:
https://youtu.be/fRIMdfNSMwo?si=pexwcvM_Dtl2y1zO (Anadolu English.
🚨 Israeli forces have kidnapped volunteers aboard the Gaza-bound Madleen, says the Freedom Flotilla Coalition
🚢 On board were 11 activists & 1 journalist from around the world, including:
🇫🇷 MEP Rima Hassan
🇩🇪 Yasemin Acar
🇫🇷 Baptiste Andre, Pascal Maurieras, Yanis Mhamdi, Reva Viard
🇧🇷 Thiago Avila
🇹🇷 Suayb Ordu
🇪🇸 Sergio Toribio
🇳🇱 Marco van Rennes
🇫🇷 Omar Faiad (Al Jazeera)
🇸🇪 Greta Thunberg )
https://youtu.be/9DMQb8YI5LY?si=-ftVF9lSfmL65B45 (ABC News Australia. The Israeli military has reportedly intercepted an ship carrying aid bound for Gaza, the Freedom Flotilla Coalition says. The British-flagged vessel Madleen departed from Sicily to break an aid blockade enforced by Israel on the enclave. Activist Greta Thunberg was on board the vessel. Israeli Defence Minister Israel Katz, who accuses Ms Thunberg of being antisemitic, instructed the IDF to take all necessary steps to prevent the yacht from reaching Gaza’s shores. UN Human Rights Special Rapporteur Francesca Albanese says Israel has no authority to board the ship and the UK government should intervene.)
https://youtu.be/EqAw-W3fHbA?si=3-v5pYWMrsPXdJO2 (Middle East Eye.”The drone is right above us.” Activist Yasemin Acar from the ‘Madleen’ Gaza Freedom Flotilla shared a video of her final moments before being abducted by Israeli forces. She was among 12 activists on board, including Swedish campaigner Greta Thunberg, heading to Gaza with urgent medical supplies and aid for besieged and starving Palestinians. All communication with the activists has since been lost.)
Mais uma proeza heróica dos bandidos nazionistas. Sequestraram o barco da Freedom Flotilla Coalition que se dirigia a Gaza com ajuda humanitária, e onde também seguia Greta Thunberg. Imagino o tremendo perigo anti-semita da meia dúzia de caixas com comida e medicamentos para os palestinianos massacrados que o barquito, bem pequeno, transportava!
https://youtu.be/lm3MEc8CcVk?si=PVR1WPraUTRQrbFA
No 5° parágrafo, onde está “Al-Jolani, criminosos e mercenários que comandou alguns dos…”, o original regista “Al-Jolani, criminoso e mercenário que comandou alguns dos…”.
No mesmo parágrafo, em vez de “barba longa e descuidada à “fundamentalista islâmica””, o original tem “barba longa e descuidada à “fundamentalista islâmico””.
No fim do 6° parágrafo, onde está “Nova palavra, Dr.”, devia estar “Noutra palavra, Dr. Jekyll”.
No 8° parágrafo, em vez de “do regime sempre democrático saudita”, devia estar “do sempre democrático regime saudita”.
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Desisto de procurar mais! Não faço ideia do que aconteceu, sem qualquer dúvida involuntariamente, mas talvez seja mesmo melhor fazeres simplesmente copy paste do original.
A versão portuguesa do texto no SCF tem muito mais erros e incongruências que aqueles que aponta e que eu corrigi. Os que refere são da parte inicial do texto, mas eu só dei pelas incogruências a partir do primeiro terço, pelo que essees passaram. O autor deve ter mkandado o original em inglês para o SCF e eles usaram um mau tradutor automático para criar a versão em português, sem fazerem qualquer revisão.
Também pensei na hipótese tradutor automático, mas quando li o artigo na SCF já teria provavelmente sido corrigido.
Cara Estátua, no primeiro parágrafo, onde está “Veneza” (o que me causou estranheza), no original está “vénias” (que faz sentido). Não sei se no resto do texto há outros problemas. Como algumas coisas não me soavam bem, optei por ler o texto todo no original da Strategic Culture Foundation, que fizeste o favor de disponibilizar.
Uma mensagem para todos os que acusam de antissemitismo os que acham que o estado genocida é Israel nunca deveria ter sido fundado e que só haverá paz se algum dia ele for destruído.
Vão para a Faixa de Gaza ou para os territórios ocupados por Israel qualidade de cidadão não israelita desses mesmos territórios.
Ou em alternativa vão ver se o mar da um cardume de tubarões brancos famintos tão grande como o número de inocentes que aquele estado genocida já destruiu desde a sua fundação.
E façam o favor de ir chamar antissemita ao diabo que os carregue.
Serei sempre contra uma religião homicida que diz que os seus crentes, que também e suposto partilharem uma raça, são o povo escolhido por Deus e todos os outros são m*rda que pode ser morta.
Contra uma religião que, ao contrário das outras duas religiões monoteístas não aposta no proselitismo porque também e suposto que os seus crentes partilhem uma raça.
Mas antissemitismo e o que eles andam a fazer matando outros semitas, os palestinianos, e quando calha libaneses, sírios e outros, como quem mata cães.
São eles os antissemitas por isso vão para a raiz da p*ta selvagem de Babilônia que os pariu.
E com eles todos os trastes que os apoiam, que dispersam a bastonada manifestações contra o genocídio, que os despedem de empregos, que vêem com a conversa de m*rda da culpa pelas perseguições aos judeus.
Se realmente sentissem alguns culpa também tinham dado uma terra aos ciganos.
Sofreram perseguições terríveis ao longo do séculos, foram exterminados pelos nazis e servem até hoje como bode expiatório que alimenta a extrema direita em todo o lado. Ninguém lhes deu nada e ninguém lhes quer dar nada. São a etnia maia odiada em toda a Europa, a par dos muçulmanos.
Porque a extrema direita de hoje sabe o que lhe convém e não que ver se a contas con os carrascos do Kidom.
O que se passa aqui e a necessidade de controlar o petróleo do Médio Oriente e para isso e preciso que as nações que o teem vivam sob a ameaça de uma gente cruel, genocida, que mantém uma crueldade bíblica.
O resto e com conversa para boi dormir.
Apoiantes do estado genocida de Israel, vão ver se o mar da um cardume de tubarões brancos cheios de larica.