(Por José Gabriel, in Facebook, 29/01/2025)

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Sobre a patética história da ameaça dos navios russos que navegavam ao largo da costa portuguesa – como fazem os de todas as nacionalidades, posto que não há atalhos disponíveis – o general Isidro – o paladino dos trouxas – sublinhou, perante o ceticismo reinante, que há ainda os submarinos russos. Há-os por todo o lado, garante. Isto fez-me hesitar. É que me lembrei de uma história, passada há já umas décadas, que parece dar razão ao estrelado comentador.
Naquele tempo, tinha um colega que, pescador emérito, fazia uma féria substancial pescando e vendendo robalos que apanhava ali no mar da Figueira da Foz. De vez em quando, em conversa nos intervalos das aulas, falávamos, entre outros assuntos, das suas proezas de pescador. E ele contava, como é da praxe nos que se dedicam à atividade pesqueira, histórias dos seus sucessos, insucessos e, sobretudo, dos quase-sucessos. A estas histórias não faltava o pitoresco, o exagero e as gordas metáforas.
Um dia, contava-me ele, tinha fisgado um robalo de um tamanho nunca visto. Seguiu-se uma luta titânica, que o meu amigo ilustrava com gestos e uma dança guerreira pela sala de professores fora. Mas, ó inclemência, o monstro levou a melhor e fugiu. O infeliz protagonista, neste passo, sentou-se numa cadeira e, desalentado, suspirava: “Aquilo não era um robalo; era um submarino!”
Ora aqui está. De repente, lembrando este episódio, levei mais a sério o aviso do subido Isidro. Pois se há décadas já andavam, ali pelo cabo Mondego, submarinos disfarçados de robalo, imaginem agora!…
Claro que espero que as sondagens sejam isso mesmo, como referi, e não seja verdade que a maior parte da nossa população esteja mesmo a pensar votar no almirante vacineiro e que acredita que impediu uma invasão naval russa e que outra grande parte esteja a pensar votar no homem do “encostem nos a parede” e que teve a pouca vergonha de propor locais de confinamento especiais para a população cigana e propor condecorações para um polícia com dedo leve no gatilho.
Esse e um cenário semelhante ao que os eleitores estado unidenses enfrentaram em 2016, entre um louco e uma assassina com provas dadas, entre o mesmo louco e um senil com tendências homicidas provadas e entre o mesmo louco e uma ex procuradora com tendência para promover o encarceramento em massa.
Ou seja, ambos os contentores não prestam para nada e prometem virar a vida de muita gente do acesso.
Noutro plano, garanto não ter nadinha a ver nem com o logotipo nem com o projecto DeepSeek🤣.
E antes que algum imigrante naturalizado português pense em votar num destes dois pois que também acontece talvez fosse bom divulgarmos por onde pudermos uma imagem iconica até vi ontem.
Uma baleia terrestre latino americana era levada para um avião algemada com as maos atrás das costas, com dois policias energumenos a entreter se a torcer lhe os dedos.
Na t-shirt XXL podia ler se, nos tons da bandeira americana, “Latinos for
Trump”. Ou seja a Moby Dick votou no seu carrasco ou se não tinha direito a voto fez certamente campanha junto de quem tinha.
A atenção especialmente dos cidadãos brasileiros que votaram Bolsonaro nas últimas eleições porque o pastor da sua igreja evangélica, que lhes saca o dízimo mandou.
Se voltarem aqui num dos dois energumenos acima pode ser que o seu destino seja serem enfiados num avião com polícias a torcer lhes as mãos algemadas. Ninguém merece.
Sim, e mesmo uma confusão pois que quem nos fez essas aleivosias todas foram os nossos “parceiros” europeus ao mesmo tempo que nos acusavam de gastar em vinho e mulheres.
Alias, um dos que nos acusou disso e compatriota de outro que agora e fantoche dos ianques na NATO e veio cá ordenar nos que gastemos em armas.
Não seria melhor gastar em vinho?
De qualquer modo isto tem tudo para piorar.
Ainda falta, felizmente, cerca de um ano mas espero que as sondagens, mais uma vez falhem. A ideia de uma segunda volta entre o almirante vacineiro que acha que impediu uma invasão russa e o homem que pediu a condecoração de um polícia que matou um homem como quem mata um cão até me arrepia.
Não conto sair de casa para votar em nenhum deles, estarei certamente a fazer as malas.
O que temo é que se as sondagens falharem e ganhar outro um destes artistas, ou os dois, venham para a rua dizer que foram eles que ganharam com os nossos “parceiros” a cobrir lhes as costas.
Enfim, que nos seja aplicada a receita aplicada a Venezuela ou a Romênia.
Isto e que vai aqui uma açorda…
A manipulação já está a ser preparada. Esta catadupa de sondagens (literal e figurativamente) “encomendadas”, com um ano e tal de antecedência, a afirmar que um tal de almirante supostamente “apolítico” que soma parangonas mediáticas mas que passa entre os pingos da chuva quando mete o pé na argola, que ainda nem sequer anunciou que era candidato (apesar de se estar a fazer, na postura e no calculismo) e já foi empurrado pela velha guarda da maçonaria, numa espécie de “vaga de fundo” hermética e opaca (além da comunicação social e dos centros de sondagens em peso) são um claro sinal disso.
O que vale é que estas sondagens já são conhecidas pelos seus inúmeros flops, falhando redondamente. A maioria absoluta do anterior governo, que foi desmontado pelo lawfare em pouco mais de uma ano, dando lugar ao actual (com “empate técnico” nas urnas) não foi prevista por qualquer sondagem realizada nas semanas anteriores, muito mais próximas temporalmente das últimas legislativas, do que as sondagens actuais estão das presidenciais.
Portanto, só tenho que aplaudir a capacidade de antever todo(s) esse(s) cenário(s), com inteligência provavelmente superior à do Deep Seek, (que curiosamente tem um logótipo com uma baleia, em alusão a Whale project) do OpenAI, e todos os semelhantes.
Um futuro próximo cujas probabilidades de acontecer não serão assim tão ínfimas quanto isso, não tanto como o Elon Musk enviar a sua viagem tripulada a Marte, ou mesmo lançar um foguetão em órbita que ultrapasse a cintura de Van Hallen e orbite a Lua, quanto mais… e há muita gente que acredita nisso como um fanático evangélico acredita que o Trump é um profeta salvo por Deus, o fanatismo no cientismo, que aos dias de hoje tem muito de propaganda comercial, seja bio-médica, agro-alimentar, técnico-científica, industrial-militar, pode chegar a cúmulos que o fazem aproximar de seitas do tipo da Cientologia… ou seja, resumindo, é como acreditar no valor ou infalibilidade das sondagens “per se”, e não perceber o enquadramento socio-económico, político em que são feitas, e as intenções de quem as financia, elabora e produz (o lucro, afinal a lógica última do sistema ultra-capitalista em que vivemos, acima da verdade, ou pelo menos de uma aproximação o mais rigorosa quanto possível a essa verdade, sem que os fins justifiquem os meios).
P.S. hoje o akismet ou lá como se chama o filtro da Estátua bloqueou-me um comentário noutro artigo, o do “caso Arruda”. A ver se ainda aparece.
*a afirmar que o favorito é um tal de almirante…
Outro cenário possível, “primo” desse(s), é um que me ocorreu agora mesmo: o almirante faz-tudo e não diz nada, que supostamente parte como favorito segundo todas as sondagens, em data apropriada retira-se da corrida e automaticamente o seu “perseguidor directo” de acordo com as mesmas sondagens (que já disse que apoiaria o almirante numa segunda volta em que fosse excluído, por não ser um dos mais votados) ascenderia à posição de “favorito”, ou rival fortalecido com aspirações consolidadas ao Palácio de Belém, em pé de igualdade com qualquer outro apoiado por um dos grandes partidos (ou blocos partidários).
Ou seja, o almirante neste cenário é apenas uma lebre, posta a correr muito cedo, que vai perder o fulgor e desistir na altura certa, para então aparecer o “galgo” a cortar a meta em primeiro. A tartaruga nesta “fábula” talvez fosse o Seguro ou o Marques Mendes, mas ao contrário da original, que não tinha “galgo”, estas tartarugas não não ficam à frente do “predestinado” (ou será que ficam, pelo menos uma delas?), mas certamente uma ficará à frente da outra…
Disse eu, há 15 anos, que os russos estavam aí e roubavam parte das reformas aos idosos, não pagavam subsídios de férias e de natal aos trabalhadores no activo, encerravam juntas de freguesia, cortavam o financiamento aos pequenos empresários e tinham ainda outras malfeitorias, os malvados. Creio que desde que barroso proclamou que o país estava de tanga que os russos apareceram; mais russos vieram para descobrirem que comíamos muitos bifes do lombo e postas transmontanas. A maneira de matar velhinhos foi não lhes dar rendimentos suficientes para comida e medicamentos; as criancinhas foram comidas à hora de irem para os infantários que não existiam e por isso nunca foram e morreram com as suas esperanças. Não sei se chegaram em submarinos ou desembarcaram do avião disfarçados de tecnocratas dos ajustes preconizados pelo bce, o fmi, o bm, o ps e o ppd-cds. Ou estarei a fazer confusão ?
temos que voltar a ver o filme “Vêm aí os russos”
😆😆😆