Portugal, que futuro?

(António Jorge in Facebook, 14/01/2025, Revisão da Estátua)

Imagem: Oswaldo Guayasamin

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Não sou profeta nem bruxo mas, tal como antes afirmei aqui nesta página, a esquerda em Portugal quase deixa de existir.

E não é por falta de razões políticas e sociais importantes, pelo contrário, mas por traição de alguns e pela falta de lideranças capazes e credíveis.

Nos próximos anos, o PS não voltará a ganhar eleições. Eventualmente apenas em algumas autarquias de menor importância.

Os últimos mandatos de António Costa, destruíram o PS por muitos e largos anos – agravada mais ainda a destruição pelo seu percurso europeu aliado à direita mais sinistra e oportunista e por ser um declarado apoiante da guerra de destruição feita contra a Europa em nome de quem nos USA.

Claro que sabemos que a grande maioria dos portugueses já não vai votar. Já não acredita no sistema. A participação será em todas as eleições, inferior a 50% do eleitorado, acho mesmo que até nas autárquicas. Só as direitas à direita, estão entusiasmadas e mobilizadas nesta altura, porque mesmo assim, apesar de tudo o que já se perdeu de abril… para eles, ainda há vinganças e contas ajustar, nomeadamente com o SNS que querem destruir, com o regime de liberdades públicas e democráticas e com as políticas relacionadas com a imigração.

Esta última sondagem, feita pela TSF-JN-TVI-CNN dá, para já, uma vantagem de 6% à coligação governamental da AD – PSD-CDS -, sobre o PS. Mas não ficará por aqui. Porque o PS vai continuar a cair. E o pior é que a queda do PS, nem é sequer compensada pelos partidos à esquerda, mas pela abstenção.

Nas presidenciais – que apesar de ainda virem longe os meios de alienação e da mentira organizada, vão desde já ensaiando e lançando os seus candidatos pelo mesmo sistema antidemocrático de sempre -, já se perfilam os figurões até mesmo com indicações seguras do seguro. Todos eles, que estão na corrida, são candidatos de direita, mesmo os que dizem não o ser e até mesmo de extrema-direita.

E de tal forma a coisa está preta para a Esquerda-NATO e libidinosa – que é a que existe em Portugal -, e para a Democracia e Liberdade, que o Almirante das vacinas duvidosas da Temido-Van der Leyen e da guerra, dá-se ao luxo até de afirmar que, na afetação da economia, é preciso tirar ao Estado Social (saúde-educação-salários e reformas) e militarizar a nossa juventude de regresso ao sistema militar obrigatório e aos quartéis para fazer a guerra dos outros. Mesmo assim, tem mais apoio para vencer as eleições, que todos os outros candidatos juntos!

Temos alternativa – e sorte – por termos uma boa costa marítima de quase mil quilómetros e podemos optar por rejeitar o futuro que nos querem impor – atiramo-nos ao mar e quem souber nadar poderá salvar-se e chegar à outra margem… Ao outro lado!

E, o que ainda é mais grave, é que agora já não temos colónias e a guerra colonial para nos libertar!

Fonte aqui

Um pensamento sobre “Portugal, que futuro?

  1. Se for pelas sondagens, o PS nunca mais vencerá legislativas ou presidenciais. Nem quando Costa ganhou com maioria absoluta às sondagens pitagóricas, católicas, euroexpansionistas, etc davam ao PS tal vantagem, e todos os direitolas e restante pategada estavam convencidos que estava na hora do PSD vencer as eleições. Mas não, e foi preciso o lawfare entrar em acção para desfazer um governo de maioria absoluta recém-eleito, e finalmente permitir aos pupilos de Marcelo, liderados por Montenegro, ascender ao poder, porém com um empate técnico da AD (que repescou o CDS do limbo em que se encontra a para o conseguir, e o PPM cujo líder nunca mais se ouviu falar).
    Por isso prognósticos não faço, que a incompetência desta gente e a sua venalidade pode facilmente lançá-los em desgraça eleitoral, mesmo que as televisões os levem nas palminhas como é vontade da maçonaria, do opus dei, do Grupo Bilderberg, do Conselho das Relações Exteriores, da CIA, etc…
    Há agora um 3.o cavalo na pista que é a formação Chegana do André Ventura, puxando clamorosamente a discussão política para a extrema-direita, e que não surgiu por acaso, foi sendo alimentada mediaticamente primeiro nos canais do cabo e depois nos generalistas, alimentando todo este circo e promovendo a desinformação, a propaganda e o ruído manipulador desta seita. É certo que o PS deixou de ser o instrumento preferido de poder dito democrático em Portugal, mas talvez ainda seja o menos mal entre os 3 que estipularam para o “arco da governação”. E mesmo assim não é muito mais “democrático”. Foi o PS que produziu o actual presidente do Conselho Europeu e já se viu que entre ele e a vontade der Leyen, pouco muda no discurso. É a escola política do autoproclamado “centro moderado”, tão castradora do desenvolvimento dos povos europeus, e que até já pretende retirar-lhes direitos sociais e liberdades a bem da “segurança e defesa comum”. Velhos truques derivados do Patriota Act americano.

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