O Triunfo de Maduro

(Raphael Machado in Twitter, 11/01/2025)


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Maduro foi empossado Presidente da Venezuela para seu 3º mandato, estando previsto que governe seu país até 2031. Com sua posse e juramento hoje, Maduro esmagou, triunfantemente, as ratazanas e serpentes que prometiam impedi-lo de permanecer na presidência.

Palavras vazias de espantalhos ocos, insubstanciais, que não têm nada a oferecer, exceto pelo caos e pela submissão ao Ocidente atlantista. Na prática, porém, nunca foram nada, além de micróbios ineptos e inaptos para a tomada e condução do poder.

E a prova óbvia disso é circular. Essas bactérias da oposição venezuelana, como Edmundo González e Maria Corina Machado eram indignos do poder, o que é provado por sua incapacidade de tomá-lo. Eram figuras fracas, espectros apagados que inventaram uma vitória eleitoral impossível para tentar lançar o próprio país no caos de uma guerra civil.

A população venezuelana, totalmente apática em relação a esses espantalhos ridículos, não aderiu aos esforços inúteis de “mobilização” para derrubar o governo e lançar o país no inferno através de “protestos” violentos. O dia transcorreu com poucas eventualidades, e na próxima segunda-feira os venezuelanos estarão trabalhando normalmente, sob o olhar vigilante e benevolente do Presidente Maduro.

Inconformados, os idiotas na Venezuela e no exterior inventaram um “Presidente González”, nova versão do Juan Guaidó, a ilusão infantil de atlantistas incapazes de lidar com a realidade nua, crua, dura e bruta de que a Venezuela é governada por Nicolás Maduro e continuará sendo governada por Nicolás Maduro, porque Maduro é mais forte, mais competente, e tem o apoio da parte consciente do povo e da totalidade da classe militar.

Maria Corina Machado está presa, de forma absolutamente justa, por ter traído o próprio país participando da tentativa de golpe de Estado de Juan Guaidó, quando ela inclusive autorizou o confisco dos ativos da PDVSA e do ouro venezuelano em Londres. Insatisfeita com essa traição, tentou uma vez mais lançar seu país numa guerra civil. Uma pena o país não ter pena de morte, porque eis alguém que merecia recebê-la.

Enquanto isso, Maduro resistiu a tentativas de assassinato, tentativas de golpe, tentativas de invasão territorial por mercenários, tentativas de desestabilização através do crime organizado, e de uma miríade de outros ataques. Mas ele segue no poder, inabalável, sentado sobre imensas quantidades de petróleo, em aliança com China e Rússia, não apenas no plano econômico, mas também no plano militar.

Naturalmente, há inúmeros desafios a serem solucionados pela Venezuela. Começando pela necessidade de continuar na recuperação econômica, mas a inflação já caiu ao menor patamar desde 2014, com todos os outros índices econômicos também tendo melhorado, mesmo com as toneladas de sanções impostas pelos EUA ao país.

Essas sanções, porém, serão cada vez menos relevantes conforme surjam mecanismos alternativos para pagamentos no comércio internacional. Enquanto isso, os EUA permanecerão bamboleando entre latidos hostis e a necessidade de continuar comprando petróleo da Venezuela.

Mas mais importante que a economia, é necessário que Maduro aproveite este mandato para realmente levar paz à Venezuela. Paz através da derrota definitiva dos inimigos, que vão desde os traidores apátridas até o crime organizado.

Fonte aqui

Um pensamento sobre “O Triunfo de Maduro

  1. Se o mandato vai durar até 2031 e que tenho as minhas dúvidas mesmo que os arruaceiros de direita não consigam tomar finalmente o poder pela força.
    Se não vejamos, na Venezuela o mandato presidencial tem sete anos.
    Maduro tornou se presidente no final do ano 2013 nas eleições que se seguiram a morte do antecessor que também nunca tinha cumprido os seus mandatos até ao fim.
    Se os mandatos tivessem chegado ao fim, Maduro teria sido presidente até 2020 e a história de um terceiro mandato talvez ainda nem estivesse em discussão por faltarem ainda mais de dois anos para as eleições.
    Mas a verdade e que tanto Maduro como o seu antecessor sempre quiserem poupar vidas e bens.
    E quando os Guaribas e outros jagunços de direita vêem para a rua fazer barulho, destruir propriedades e tirar vidas aceitam antecipar actos eleitorais ou coisa parecida.
    No primeiro mandato Hugo Chaves até aceitou fazer um referendo a meio do mandato.
    Isto seria impensável nas nossas “democracias liberais” mas quem não deve não teme e Chavez não temeu. Sujeitou se a um referendo e durante algum tempo os arruaceiros saíram das ruas.
    O problema é que os fascistas vêem qualquer cedência como fraqueza pelo que continuaram a tentar pelo menos a antecipação dos actos eleitorais talvez para ter mais oportunidades de tentar a sorte.
    Não arrisco prognósticos para o futuro tendo em conta que os arruaceiros terão apoiou total do novo inquilino da Casa Branca.
    O que fez com que agora a “máxima tensão” que os presstitutos diziam existir na Venezuela se esvaziasse talvez tenha a ver com a situação de miseria extrema em que o neoliberalismo de Milei lançou o povo argentino e que faz muita gente ter consciência que se lá se sentar um de igual calibre a sua vida pode piorar ainda mais.
    E aquela besta do Urrutia não teve problemas em dizer que a receita que aplicara na Venezuela se subir ao poder será a de “El Loco”.
    E que por muitas loas que os economistas da treta que também defenderam a nossa miséria no tempo da troika cantem ao bandido a miseria negra que por lá vai e impossível de esconder a quem vive no mesmo Continente.
    E falamos muito nos emigrantes venezuelanos mas nem um pio sobre os argentinos que começam a chegar e sobre os muitos sites que indicam aos seus cidadãos as melhores formas de emigrar para a Europa.
    Vão ver se o mar da choco.

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