Natal e a «mentalidade de guerra» de Mark Rutte

(Por António Bernardo Colaço, in AbrilAbril, 23/12/2024)

Tanque de guerra alemão Leopard 2, que equipa os exércitos da NATO e da Ucrânia

Natal é um acontecimento social festivo universalmente praticado, pelos cristãos e não-cristãos, independentemente de qualquer credo religioso. É o «tempo» de todos os cidadãos do mundo – tanto os que o celebram, como os que não o podem celebrar –, mas no qual todos anseiam pela PAZ, CONCÓRDIA e SOLIDARIEDADE ENTRE OS SERES HUMANOS. 

Foi, por isso, surpreendente e assombroso o discurso do Sr. Mark Rutte – secretário-geral da NATO, no Carnegie Europe, em Bruxelas, no dia 12.12.2024. Eis alguns chavões:

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5 pensamentos sobre “Natal e a «mentalidade de guerra» de Mark Rutte

  1. E os ucras já não sabem o que inventem para nos convencer a mandar a nossa gente morrer lá.
    Agora garantem e o nosso mainstream merdia confirma, que se eles não conseguem exibir norte coreanos mortos em combate e porque os russos lhes queimam os rostos e lhes põem documentos com nomes russos e locais de nascimento na Rússia.
    Alguém explica a essas bestas que uma coisa e mandarmos mercenários fascistas e alguns apontadores de misseis, outra coisa e irmos todos “para a Ucrânia rapidamente e em força”.
    Porque se assim for aí sim a Rússia pode apostar a todo o gás em tropas estrangeiras e alguém tem dúvidas que os mais de dois biliões de chineses e indianos vão preferir lutar ao lado da Rússia do que aí nosso lado?
    Depois do nosso apoio incondicional a um estado genocida, depois de termos andado mais de uma década a armar jihadistas e a tentar matar os sírios a fome para que caíssem nas garras dessa gente acham que esses povos querem arriscar a viver num mundo dominado por nos?
    Se não conheciam a légua os nossos instintos de malfeitores e ladrões agora tudo está revelado.
    Não temos maneira de ganhar essa guerra por isso deixem se de merdas.
    Temos mais população que a Rússia mas temos menos que
    China, Índia e todos os povos que não querem tentar sobreviver sob o nosso jugo.
    Por cá temos a Soller a garantir, pela enésima vez, que a economia russa está a beira de um colapso que ninguém vê mas já reconhece que a guerra esta a correr melhor a Rússia que a Ucrânia.
    Ora se a Rússia está a beira do colapso mas a guerra lhe corre melhor a Ucrânia já colapsou.
    E efectivamente só não colapsou porque nos estamos a empenhar os anéis para sustentar um bando de corruptos fascistas.
    Um bravo a Robert Fico que depois de quatro tiros no bestunto e ter estado entre a vida e a morte não nos fez a vontade matando o seu povo ao frio.
    Herr Zelensky já lhe chamou de tudo e resta saber quanto tempo teremos de esperar até o homem sofrer nova tentativa de assassinato.
    Mas e dessa coragem que precisamos, não da suposta coragem que e fazer o seu povo passar frio e morrer nas trincheiras.
    Viva a coragem que bem precisamos dela.

  2. Quando nos é apresentada como solução de futuro cortar na saúde e na segurança social, está-se a falar sobretudo das infra-estruturas civis, sendo que para as estruturas militares serão canalizadas todas as verbas destinadas a melhorar soldos, prestações, pensões e demais regalias e mordomias, sem falar dos sistemas de saúde e hospitais militares e de campanha, que necessariamente serão ampliados e aumentados em caso de mobilização e guerra. Ou seja, os “grandes líderes” europeus assumem estar dispostos a trocar o bem estar geral e os direitos civis e humanos pela hierarquização e estratificação da sociedade em castas de “guerreiros” (militares), que merecem o foco dos investimentos públicos em detrimento da maioria da população. É nesta sociedade de castas, que são tanto mais recompensadas quanto mais servem os interesses das oligarquias e corporações, que querem transformar a Europa, é este o projecto europeu de “convergência, paz e prosperidade” – fazer mirrar os serviços públicos, o serviço nacional de saúde, a segurança social, para alimentar o investimento em equipamento e infra-estruturas militares, armas, guarnições (soldadesca, carne para canhão) e aliciar oficiais, privando a maioria da população e arrastando-a para uma economia de guerra (super-inflacionária, super-destrutiva, mortífera, ultra-poluente), forçando-a a servir os objectivos de uma minoria que vai aumentando a sua riqueza e a desigualdade entre ricos e pobres (anti-democraticamente, ou através de operações psicológicas de condicionamento, propaganda a rodos e desinformação constante)…

  3. Promotores da Guerra vêem oportunidades em todo o lado, até no Natal – que se transformou ele próprio de um dia (ou época) de reunião, partilha e compaixão num acontecimento mercantil de apelo consumista e materialista, num autêntico happening de marketing comercial.
    O Natal dos Oficiais, o Natal dos Paióis, o Natal dos Anormais… Saturnália de comensais.

    Apesar de tudo isso, Felizes Natais.

  4. E o que interessa o Natal para gente desta?
    Esta gente só tem uma religião, por muito que no Natal vão a uma qualquer cerimónia religiosa porque nestes tempos em que se tentam impor novos conservadorismos a crença nos nossos valores cristãos fica sempre bem.
    No fundo o unico Deus desta gente e o da pilhagem e da carnificina.
    E esse desprezo pelos valores cristãos que os faz calar a boca quando os sionistas destroem símbolos cristãos em Gaza, no Líbano e na Síria.
    Quando ninguém tem nada a dizer sobre sacerdotes serem assediados na Cisjordânia e padres serem insultados com cuspidelas.
    O seu suposto cristianismo não os impediu de lançar o povo sírio nas garras de jihadistas.
    Ontem, a CNN Brasil reconhecia que os cristãos sírios temem as novas autoridades do país a medida que o Natal se aproxima.
    Razões teem para ter medo. A primeira coisa que os jihadistas fizeram quando tomaram Alepo foi destruir a grande árvore de Natal que la havia porque era um símbolo herético.
    Os novos senhores da Síria prometeram que desta vez não vai haver cristãos dependurados em cruzes ou expulsos das suas casas sob ameaça de morte como aconteceu entre 2011 e 2014.
    Mas a palavra de caricaturistas do Islão treinados pela CIA vale o que vale e e provável que muitos cristãos sírios passem o Natal percorrendo os caminhos da fuga e do exílio.
    Outros viverão escondidos e com medo. Será um Natal amargo.
    Como será o Natal passado pelos desgraçados no Leste da Ucrânia ainda ocupado pelos nazis que não vao ter remédio se não comemorar a data entre hoje e amanhã quando sempre comemoraram dias depois segundo o calendário da igreja ortodoxa russa. Sob pena de acabar a desaparecer nas masmorras onde os mortos são tantos que os cadáveres são cremados.
    Os poucos cristaos que continuam a resistir em Gaza e na Cisjordânia também não vao ter Natal nenhum com os sionistas a matar com o apoio desta canalha que esta noite vai a cerimónias religiosas católicas ou protestantes celebrar o espírito de Natal.
    Ao mesmo tempo que nos diz que temos de nos preparar para a guerra.
    Vão para o Diabo que os carregue.
    Por cá o nosso Governo cada vez mais fascista assedia migrantes se calhar porque não festejam o Natal e esta noite vai brindar nos com o tradicional discurso de paz e reconciliação.
    O quarto Pastorinho rejubila, faz uma visita de provocação ao Martim Moniz e lembra que o Governo está cada vez mais próximo dos valores do Chega.
    Mas também ele vai festejar o Natal.
    Para toda a gente que ainda tem vergonha no focinho e que o Natal este ano vai de certeza ter qualquer coisa de muito amargo, mesmo para quem e religioso.
    Mas mesmo em tempo de Natal posso mandar essas cabrões todos ir ver se o mar da tubarão branco faminto.

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