(Por Dennis Kucinich, in Resistir, 20/11/2024)

O povo americano votou em Trump para acabar com as guerras. Biden aparentemente quer acabar com o mundo.
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Quando o Presidente Biden aprovou o uso de sistemas supersónicos de mísseis tácticos do exército (ATACMS) para atacar a Rússia, colocou em risco a segurança nacional dos Estados Unidos, a segurança das nossas tropas no estrangeiro e violou a Constituição dos EUA, Artigo I, Secção 8, que estabelece que apenas o Congresso pode declarar guerra.
Ler artigo completo aqui.
‘aí’ e não ‘ai’, obviamente.
Os comentários anteriores, do Carlos Marques e da adilia1641, provam que a Estátua de Sal está (continua) transformada num antro… de lucidez. No oceano de défice cognitivo em que nos querem afogar, com piranhas de aluguer a engordar à custa da passividade dos borregos, é um consolo raro. Está bem que as piranhas são peixes de rio, mas que elas andem ai, lá isso andem, elas adaptarem-se sem dificuldade a qualquer água, desde que não falte a paparoca.
Obrigado, Joaquim. Faz-se o que se pode… 🙂
Apreciei o comentário anterior e congratulo o autor porque não se limitou a afirmar teses – aparentemente ignoradas por boa parte das pessoas – mas apresenta larga evidencia empírica – factual – para as afirmações que faz.
Realmente é bizarro afirmar que Trump ganhou porque prometeu acabar com as guerras. Trump ganhou porque as pessoas, entre duas coisas igualmente más, preferiram a mais genuína, a menos hipócrita, e já agora porque a campanha democrática foi um autentico desastre, a prova provada de tremenda incompetência.
Trump ganhou porque, sendo um fascista, terá menos escrúpulos e será mais capaz de atingir, pela força e estratégias complementares, os objetivos que, pensa-se, garantirão uma sobrevida ao império norte americano. Claro que é uma sobrevida pois este cedo ou tarde vai perder a hegemonia – é uma questão de tempo, uma morte anunciada.
O problema com os Estados Unidos é que não há alternativa: republicanos ou democratas são igualmente maus e os cidadãos norte americanos, como têm vivido às custas da gatunagem que o império meticulosamente opera nas periferias, cujos recursos explora ‘sabiamente’, ainda embarca na miragem da “excecionalidade norte americana”; ignora, porque lhe convém, a origem do seu relativo bem estar, e embora a maioria só receba migalhas, mesmo assim são migalhas de banquetes suculentos.
Alem de que as guerras que alimentam esses banquetes e respetivas sobras tem sempre ocorrido em partes longínquas, não as sofrem diretamente no seu território a agora ainda se tornaram mais sofisticadas, são feitas por procuração e o povo norte americano olha para elas como algo distante, quase irreal. Na melhor das hipóteses, só vão mesmo acordar para a dura realidade quando apanharem diretamente no focinho.
Realmente fica-se perplexo perante a ingenuidade da maioria das pessoas que não foi capaz de reconhecer que desde o inicio da guerra da Ucrânia o objetivo estava mais além e tinha a ver com a ascensão fulgurante da China e com interesses puramente económicos. Fica-se perplexo que a Europa e os europeus tenham embarcado na narrativa, criada para consumo de papalvos, esquecidos das duas anteriores guerras mundiais, particularmente da primeira em que o povo foi pura e simplesmente carne para canhão, como o é agora o povo ucraniano, para puro e simples beneficio dos senhores da guerra.
Resumindo, com democracias ou sem democracias somos governados por uma elite e, embora constituamos uma ampla maioria que se se unisse poderia fazer frente a essa restrita minoria, permitimos que nos transformem em idiotas uteis que aceitam digladiar-se uns contra os outros.
Quando vamos acordar?! Se calhar a palavra de ordem ‘acordem’ talvez faça mais sentido do que muitos pensam.
“O povo americano votou em Trump para acabar com as guerras.”
Se uma análise começa com uma mentira, então toda a análise está errada. Nem vale a pena ir ler o resto.
Trump no primeiro mandato bonbardeou o Iraque para assassinar um general Iraniano. Quase começou uma guerra.
Nesta campanha voltou a ameaçar o Irão com uma guerra.
Trump está no bolso dos nazi-sionistas, tal como todos os outros. Quer uma “grande israel”, apoia a contínua da guerra, da limpeza étnica, do extermínio/genocídio. Reconheceu Montes Golã (da Síria) como sendo de israel definitivamente, reconheceu Jerusalém (da Palestina) como sendo a capital de israel, criticou Biden/Kamala por não serem suficientemente aggressivos contra a Palestina e o Irão.
Trump começou uma guerra comercial com a China, sempre o primeiro passo numa guerra híbrida, e o primeiro passo antes de se chegar à guerra de facto.
Nos discursos de Vance, e dos think tanks ligados ao movimento “America First” (ou Make America Great Again), tudo aponta para a China. Para o confronto por procuração, via Taiwan e/ou Filipinas, e com toda a probabilidade envolvendo a logística e dinheiro da “NATO do Pacífico”, actualmente ainda não unida, mas feita de vários acordos ad hoc com Japão, Coreia do Sul, e Austrália.
Em plena continuidade com a política externa de Obama, que fez o golpe Maidan (Nazi) na Ucrânia, Trump acelerou o envio de armas para a ditadura fascista glorificadora de nazis de Kiev, hoje uma junta militar. Foi com essas armas que se sentiram confiantes e preparados para violar a paz de Minsk, e voltar a bombardear o Donbass, entre 16 e 23 de Fevereiro de 2022, com o objectivo de provocar a Rússia e a obrigar a intervir.
Depois das sanções de Obama à Venezuela, Trump continuou a agressão com a tentativa de golpe via Guaidó. John Bolto, na administração Trump, dizia que era preciso agravar as sanções e bloqueio para provocar a fome na Venezuela. A USAid (braço do Pentágono) sob as ordens de Trump, ensaiou uma mini invasão da Venezuela. E várias foram as tentativas de assassinato de Maduro, assim como ataques cibernéticos com o objetico de parar pagamentos aos militares Venezuelanos fiéis a Maduro e deitar abaixo os sistemas Venezuelanos do governo e da produção de energia.
Agora Obama/Biden/Kamala tentaram novo golpe, exatamente igual, desta vez com Rodruigez em vez de Guaidó. Trump dará novamente continuidade a esta guerra híbrida.
Trump, tal como qualquer outro agente do DeepState do império anglo-americano nazi-sionista genocida, é financiado/controlado pela AIPAC e outros sionistas, pelo MIC e outros belicistas, por WallStreet e outros fascistas, pelos Cubanos em Miami amigos ditador fascista Fulgêncio, pelos Iranianos amigos do ditador monarca e assasino do Irão, o Shah Teza Palavi, etc.
Trump não quer paz. Trump não prometeu paz. Trump quer mais hegemonia para o império. Trump prometeu isso mesmo.
Ele não quer paz na Ucrânia. Ele é um realista e percebeu que o plano (donqual fez parte) falhou, e como experiente empresário que é, sabe evitar a “sunk cost falacy”. Como? Mandando os vassalos da NATO arcar com todas as despesas, e exigido-lhes um tributo imperial maior (2% do PIB para a “defesa”, ou mais. I.e. dinheiro que vai direitinho para o MIC USAmericano).
Trump não quer paz com a Rússia, quer poupar recursos agora que se define a viragem para a agressão à China.
Mas mais tarde, Trump (e todo o DeepState belicista do império genocida) querem voltar a atacar a Rússia, após a pausa que o regime Ucraniano precisa. Por isso é que o tal plano de “paz” de Trump fala em SUSPENDER POR 20 ANOS a adesão da Ucrânia à NATO. Ou seja, é o equivalente a voltar ao plano de “paz” de Bush em 2008 em Budapest: leve o tempo que levar, a Ucrânia fará parte da NATO, e a Rússia fica presa neste problema. Ou veya NATO a colocar as mãos à volta do pescoço da Rússia, ou tem de agir militarmente.
No Ártico também a coisa anda animada, com EUA a mandar a Noruega violar acordos antigos, e a colocar Svalbard na linha da frente dessa batalha, em vez de respeiter acordos de nao-militarização dessa zona.
Deixem o Trump ler sobre o gás e petróleo e restantes recursos minerais do Ártico, e ele logo vos diz como vai peoceder.
E na Europa, os Conservadores USAmericanos são apenas uma das duas pinças do ataque. A outra são os “Democratas”.
Primeiro, os pró-“Democratas” dão os passos para rebentar com a soberania dos países, em nome da “União Europeia”.
Depois, como os povos ficam zangados com isso, e sentem a réstia de representatividade fugir-lhes por entre os dedos, é hora dos populistas pró-Conservadores darem a estocada seguinte. Ora é Orbán na Hungria, Meloni na Itália, Le Pen em França, AfD na Alemanha, etc.
Neste puxa-empurra, ninguém se entende, a Europa desune-se ainda mais, cavam-se trincheiras (como na política interna nos EUA), os países Europeu perdem influência na própria UE, e as Leyens e Borrels, e Stoltenbergs e Ruttes, e Kalas e etc, vão fazendo o que Washington lhes paga para fazer.
O €uro deixou de ameaçar o dólar.
A UE deixou de competir com os EUA.
A NATO deixou de ser aliança e passou a ser garantia de vassalagem.
O povo vê ora a FOX News, ora a CNN, ou os canais nacionais com PRESStitutas alinhadas com a capital do império.
As redes sociais são todas da oligarquia imperial, controladas por eles, com a censura deles, e a narrativa que eles quiserem a cada momento.
O gás passou a ser o LNG USAmericano.
A bebida é a cola, desta ou daquela marca, sempre USAmericana.
Os sistemas operativos são todos USAmericanos, sejam Laptop, Desktop, mobile, ou ubíquos.
O email é USAmericano.
O GPS é USAmericano.
Tudo deles, tudo controlado por eles, tudo para lhes dar lucro a eles, e nos prender e vigiar a nós.
Se o autor do artigo não tivesse começado com a mentira, teria percebido: a paz nao depende de eleições no ocidente, até porque as eleições na “democracia” Liberal não decidem nada.
A paz só será atingida quando o império for colocado no seu devido lugar, com a Casa Branca, o Congresso, Wall Street, o Pentágono, Langley, etc, tudo a arder, sejapor implosão do dólar, seja por guerra civil e/ou movimentos de secessão entre as colónias Conservadores e as colónias Progressistas.
Trump é só mais um. Nada muda. Mas isto, para um fanático do campo Conservador, é impossível de ver. Esses fanáticos querem acreditar com toda a força, e contra todas as evidências, que um imperador anglo-americano nazi-sionista genocida, pode ser bom ou ter boas intenções só porque é anti-woke e anti-socialista. Só porque é Cristão e Conservador.
Bom, se ainda pensam assim, só posso dizer uma coisa a essa gente: mais cego que o cego, é quem não quer ver.
A distância que separa a humanidade da Terceira Guerra Mundial e da aniquilação nuclear (M.A.D.) é exatamente a mesma com Trump ou com Biden, com Rubio ou com Kamala, com Obama ou com Pence, com mais um Bush ou mais uma Clinton, com mais Blinken ou mais Bolton, Kagan ou Nuland, Soros ou Musk, Gates ou Bezos, etc.
As estirpes podem até ter algumas diferenças, mas o vírus é o mesmo: o imperialismo anglo-americano nazi-sionista genocida, com imposição de política económica fascista/NeoLiberal dentro de portas, em que a definição de anti-imperialismo é “ditadura”, e a definição de obediência/vassalagem é “democracia”.
PS: os USAmericanos e Europeus que não queiram nem guerra com a Rússia nem Irão nem China nem Venezuela, etc, nem genocídio na Palestina, ou não têm ninguém em quem votar, ou só têm insignificantes alternativas como o BSW na Alemanha e o PCP em Portugal.
Ou está na hora dos Capitães se voltarem a rebelar, ou está na hora de afiar as guilhotinas. Se nao acontecer nem uma coisa nem outra, ou vamos todos morrer na WW3, ou, se Putin e Xi e companhia a conseguirem evitar, iremos ser um conjunto de Estados falhados ou em erosão permanente, enquanto as nossas “elites” prestam vassalagem ao império degenerado e em rota descendente para o seu fim, algo que não acontece de um dia para o outro, mas sim ao longo de décadas e quiçá séculos. O império Romano também conheceu o fim da sua unidade e grandeza em 476 AD, no entanto quase 1000 anos mais tarde (até 1453) ainda havia resquícios desse regime ali para os lados de Constantinopla (ou Istambul). Portanto joga-se agora o futuro de muitas gerações! E se os palermas continua a acreditar em “mudança” dentro deste regime, então estamos mesmo perdidos!