(José Catarino Soares, in A Tertúlia Orwelliana, 01/11/2024)

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Odair Moniz, pequeno empresário cabo-verdiano de 43 anos, morador no Bairro do Zambujal (freguesia de Alfragide, concelho da Amadora), foi baleado por um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) na madrugada de 21 de Outubro de 2024, no bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, acabando por morrer pouco depois no hospital São Francisco Xavier, para onde tinha sido transportado.
No momento em que ultimo a escrita deste artigo (31 de Outubro), ainda não se conhecem oficialmente as circunstâncias exactas e modo exacto em que esta morte ocorreu. Há versões contraditórias a circular. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e levou à abertura de dois inquéritos: um pela própria PSP e outro pela Inspeção Geral da Administração Interna.
Ler artigo completo aqui.
A impressão que dá é que há dois pesos e duas medidas, consoante o presumível criminoso ande fardado (neste caso com um uniforme policial, mas podia ser com outro qualquer, militar por exemplo), ou seja um civil, à margem do status quo (marginal e/ou marginalizado).
Dois factos (mediáticos) tornam-se evidentes com esta duplicidade:
a) o polícia que matou com disparo(s) à queima-roupa (tenha sido em legítima defesa ou não, foi um homicídio e isso merece uma investigação séria, e de preferência imparcial, antes de se debitarem conclusões, sejam elas da PSP ou da CS) tem direito à presunção de inocência e ao anonimato
b) os incendiários do autocarro que causaram queimaduras graves no motorista (mas não a morte, não sabemos o grau de gravidade das queimaduras, foram consideradas graves mas não foram mortais), não têm direito à presunção de inocência (até serem condenados pelo juiz) nem ao anonimato
Por isso, os rostos dos incendiários foram expostos e explicitados a grandes dimensões , mas o rosto do homicida fardado foi ocultado.
Nem sequer entrei aqui em considerações étnicas (origens “raciais”), se não estou erro todos eles são cidadãos portugueses e têm à partida os mesmos direitos perante a lei (e o polícia até tem mais alguns deveres devido à sua profissão como membro de uma força de autoridade). Não duvido que tenham o seu peso na leitura da situação, conforme a perspectiva de cada um (daí a revolta que houve após o homicídio, e os desacatos e atos de vandalismo e destruição subsequentes. em resposta à violência policial armada que causou uma vítima mortal).
Por exemplo, vamos partir do princípio que tinha sido um polícia de etnia afro-descendente a disparar e a matar um condutor de um veículo português e branco (independentemente das circunstâncias e de ser ou não em legítima defesa, o que não está nada claro apesar da precipitação inicial da CS em afirmá-lo). Seria o polícia exposto e a sua presunção de inocência relativizada? Talvez não, talvez sim… E se depois surgissem desacatos de grupos extremistas, que resultassem num ferido grave, seriam os rostos dos agressores expostos na TV? Duvido. Mas isto é só um exercício especulativo, o que interessa são os factos referidos acima, onde se constata que quer a PSP e investigação criminal quer os orgãos de comunicação social não tem critérios equilibrados e reforçam-se mutuamente na manipulação da informação que têm, quando é conveniente a uma narrativa oficial sobre os acontecimentos, mesmo que não seja esclarecedora, objectiva e verdadeira.
E claro que há um reforço ao ideário da extrema-direita e à sua demagógica e recorrente manipulação da realidade e da verdade. Como neste caso quem morreu foi um homem negro às mãos de um homem branco, ainda por cima agente policial, nem sequer interessa que se continue a dissecar o assunto. Pelo contrário, a imagem de dois portugueses afro-descendentes como os maus da fita ajuda a limpar quer a imagem da polícia, quer a imagem do homem branco, que tem passado entre os pingos da chuva.
Quem perde não é só a verdade, é toda a sociedade, que em vez de andar para a frente, anda cada vez mais para trás. E há muitos responsáveis por isto, e muita gente a compactuar desde o topo das hierarquias políticas até ao simples cidadão anónimo, passando pelos jornalistas e as polícias.
Critérios? Provavelmente dar força a extrema direita que tem sido levada ao colo pelo mainstream merdia. Tipo, vejam bem estes pretos malandros, tal como afirma o quarto Pastorinho. Outro não vejo.
A propósito destes eventos, recentemente anunciaram a detenção de dois suspeitos da autoria do incêndio que consumiu um autocarro e queimou gravemente o seu motorista, provocado por artefactos incendiários arremessados para o interior do veículo que atingiram a vítima.
Surgiu-me uma interrogação ainda agora, que se prende com os seguinte pontos e aspectos:
a) os dois presumíveis autores do fogo que provocou uma vítima com ferimentos graves tiveram os seus rostos exibidos nos noticiários televisivos em grande destaque, ocupando os dois retratos praticamente a totalidade do ecrã, para que se visse bem quem são (não foram ainda julgados, apenas detidos)
b) no entanto, o agente da PSP que casou uma vítima mortal, com disparos de pistola a curta distância (incidente que ainda está a ser investigado sem conclusões apuradas, salvo erro, e que originou toda a sequência de protestos violentos, vandalismo, destruição incendiária), ao que sei, nunca teve o seu rosto exposto em grande plano na televisão
A interrogação penso que já perceberam qual é: por que a televisão exibiu os rostos dos incendiários que causaram uma vítima com ferimentos graves, mas não a do polícia (ou polícias, caso mais do que um tenha disparado) que disparou a matar?
Não considero aqui as intenções subjectivas dos alegados crimes referidos contra outrém (a vítima mortal, primeiro, e o condutor do veículo queimado, depois), se foram voluntários ou involuntários, ou todos os dados objectivos, (que desconheço, e terão de ser apurados em Tribunal, ou pelo menos tentar que sejam apurados), ou eventuais justificações ou atenuantes, o que aqui interrogo é qual o critério para a exibição das caras dos responsáveis por um evento, e a ocultação das caras dos responsáveis pelo evento original. Serão os direitos jurídicos dos cidadãos investigados diferentes?
Trabalhar para o Estado, neste caso para uma força policial, mesmo que sendo suspeito ou acusado de um crime público, por eventual abuso de autoridade e homicído (factual) de um cidadão, confere uma protecção mediática, por oposto à exposição mediática de um cidadão comum, suspeito ou acusado de um crime público, que cause ferimentos graves em outrém, pondo em risco a sua vida?
Gostava de perceber os critérios de informação, ou de manipulação de informação (concretamente) neste caso.
Realmente foi uma operação de alta complexidade essa de assassinar um homem já com alguma idade, semi paralisado, que se deslocava num velho Land Rover que toda a gente conhecia e que estava desenganado por cancro sendo que lhe davam um máximo de seis meses de vida.
Claro que na altura os nossos presstitutos disseram do homem o que Maomé não disse do toucinho focando se nas suas declarações mais radicais e esquecendo tudo o resto.
Mais uma vez uma morte justificada e normalizada.
Como são justificados e normalizados todos os actos criminosos deste estado genocida há décadas.
Claro que um estado palestiniano nunca poderia existir ao lado de Israel.
Esse bando messiânico e genocida depressa arranjaria um pretexto de o destruir assim que algum desesperado incapaz de esquecer os seus familiares assassinados para la lançasse um petardo. E se tal não acontecesse esses aldraboes diriam que tinha acontecido pois que já não seria a primeira vez.
A ideia de um estado palestiniano foi só uma conversa para boi dormir e para calar a ma consciência de andarmos há décadas a apoiar uma nação genocida. Nunca seria viável com um vizinho que não lhes reconhece humanidade e que vive há três mil anos atrás.
E claro que os dirigentes dos movimentos de resistência sabiam disso porque são eles que teem de levar com essa gente que se apresenta muito civilizada e desde século nos Festivais da Eurovisão.
Muita gente mesmo pro israelita se perguntou qual a utilidade de matar Yassin enquanto os netos brincavam atrás da sua cadeira de rodas quando o homem já estava desenganado por cancro.
Eu tenho uma teoria pois que esta gente vive há três mil anos e algo semelhante esta na Bíblia.
David, o segundo rei de Israel e visto como herói por aquela gente, a ter existido era um patife do piorio. Estando a morrer teria dito ao filho para matar uns quantos desgraçados que em mais novo tinha tido de perdoar porque pegava mal entre o povo mata los. “Tereis de fazer os seus cabelos grisalhos descer com sangue a sepultura”.
Segundo a Bíblia, consta que o sábio Rei Salomão o fez em vez de mandar o moribundo psicopata a merda.
Esta foi uma das passagens mais arrepiantes que li na Bíblia mas parece que Israel continua a viver assim nos tempos de hoje.
E cabe perguntar quem poderia viver ao lado de gente desta.
Por isso faz falta algum sentido de humor porque tudo isto e grotesco demais.
E o genocídio vai acelerar se um certo malandro XXL ganhar hoje as eleições no Império do Mal.
O que não quer dizer que ele não aconteça se ganhar a incansável perseguidora de perigosos fumadores de charros. Simplesmente será um bocadinho mais demorado e menos chocante para os tenrinhos habitantes do jardim sempre tão cheios de boas intenções.
Joaquim Camacho: obrigado pelas suas palavras, no que dizem respeito aos meus artigos. São reconfortantes, embora eu me tenho treinado para não me lamentar por pertencerem a uma espécie rara. Aproveito a ocasião para lhe dizer que aprecio muito o que escreve, assim como o seu inimitável sentido de humor. Espero que não me leve a mal por ter citado na íntegra um dos seus comentários na minha página de Facebook (ou Faecesbook, ou Fecesbook). Foi em 2 de Agosto deste ano, num pequeno texto intitulado, “PORQUE É QUE ISMAEL HANIYEH (DIRIGENTE POLÍTICO MÁXIMO DO HAMAS, EX-PRIMEIRO MINISTRO DA AUTORIDADE NACIONAL PALESTINIANA) FOI ASSASSINADO?”. Pode ser lido aqui [https://www.facebook.com/share/p/14c73TkTJTE8fmQQ/]
Caro José Catarino Soares, não só não levo a mal como me sinto honrado pelo destaque, que desconhecia precisamente por não ter Faecesbook. Honrado e, confesso mesmo, vaidoso. Agradeço também a informação sobre a data exacta e condições em que foram feitas as declarações de Ahmed Yassin. Continuando a ilustrar a lógica do sionismo ladrão e genocida que culminou na complexa tarefa de rebentar com o veículo blindado de Ahmed Yassin, equipado com tecnologia stealh, transcrevo as declarações de Hassan Nasrallah que registei numa entrevista reproduzida em 2009 pela TVI24:
“A ideia de dois estados é uma ideia votada ao fracasso. Até agora, é um fracasso. Criar um estado palestiniano ao lado de Israel significa destruir esse estado. A solução seria a criação de um único estado. Um único estado no qual coexistiriam muçulmanos, judeus e cristãos. Um estado democrático, pluralista e multicultural.”
É a reprodução exacta das legendas da referida entrevista, cujo ecrã na altura fotografei, para memória futura. Como se pode ver, a lógica da sua eliminação é a mesma que para Ahmed Yassin.
Stealth e não stealh, as minhas desculpas pela gralha.
Sei lá se existiu ou não, não estava lá e agradeço ao santo protector dos cachalotes ter vivido noutro tempo e noutro lado.
Quanto a Racismo 2.0 não o minimizo apenas digo que só seria possível não existir se toda a gente das raças que sabem que teem mais dificuldades em chegar a casa vivos e com os dentes todos fossem santos.
Estar a espera que o fossem isso sim seria paternalismo racista.
Amigos como dantes, não temos de concordar com tudo.
Assim nos mantenhamos e do lado certo sem ceder a tentações de votar chegano “para ver o que eles fazem”. Como vi gente que sempre votou a esquerda dizer nas últimas eleições que ia fazer. E, atendendo aos resultados eleitorais, fizeram mesmo.
O que eles fazem viu se aqui ao lado em Espanha onde uma Generalitat cujo governo inclui os cheganos lá do sítio se esteve nas tintas para um alerta vermelho, disse que não estava a acontecer nada no meio de um dilúvio e os mortos ainda estão a ser contados.
Porque para essa gente as nossas vidas não interessam tenhamos a cor que tenhamos.
Hoje e amanhã só haverá um assunto. As eleições que não interessam a ninguém que ainda tenha dois neurónios funcionais.
E uma pena que não possam perder os dois.
Racismo 1.0 ou racismo 2.0 são ambos merda. E merda são os seus praticantes, tanto do primeiro como do segundo, assumidos ou envergonhados. É pouco inteligente e racismo envergonhado negar a existência do primeiro. É paternalismo racista ignorar ou minimizar a existência do segundo.
Pois, isto e muito fácil em 2024 em Portugal desancar alguém que teve de fazer o possível por se manter vivo com o seu país ocupado por uma força das trevas que matava qualquer um por da cá aquela palha.
Hoje talvez só os palestinianos e a população do Leste da Ucrânia ainda não libertada saibam o que e viver sob o domínio de gente que nos odeia e para quem a nossa vida não vale nada.
Outros terão governos mais ou menos violentos mas pouca gente sabe hoje o que é viver sob o domínio de ocupação estrangeira, de gente que nos trata como animais.
Não sei como conseguiria viver num cenário desses por isso não tenho grande interesse em saber se o Sartre esteve ou não nas barricadas.
Não queria de certeza ter estado na sua pele como não queria hoje estar na pele de um palestiniano, libanês ou habitante do Donbass.
E posso condenar o chamado Racismo 2.0 não deixando de perceber que ele só não existiria se os negros fossem todos santos.
Antes dos distúrbios tao assustadores já o racismo 1.0 tinha morto com crueldade. O último texto do historiador Manuel Loff da uma estatística que nos envergonha.
Sao nomes e idades e até lá está um miúdo de 15 anos morto no hospital dois dias depois de ser sovado numa esquadra.
E com mais ou menos palavras isto nunca vai acabar se não formos capazes de atrair gente decente para a polícia.
Os meus avós falavam de um tempo em que para a GNR e polícia iam os mais brutos da província, das serras brutas, que actuavam com verdadeira selvageria contra trabalhadores.
Hoje vao para lá miúdos com caparro e muitas vezes instintos agressivos que cevam a sua selvageria nos migrantes.
Que nem precisam de ser negros. Há uns anos um GNR fez um imigrante ucraniano chupar fumo de tubo de escape.
Com este cenário desolador, que tem de mudar, não sei do que se admiram de haver desesperados a querer “arrebentar aquilo tudo”.
E tendo em conta as declarações incendiarias de agentes policiais dava jeito saber onde estão os mais de 20 detidos. Se teem ainda os dentes todos e todos os ossos inteiros. Ou se estao todos vivos porque tendo em conta os antecedentes do racismo 1.0 podem muito bem não estar.
E temos todos um problema e não e em Houston quando nenhum responsável policial se veio insurgir contra a defesa chegana do seu direito a matar a margem da lei e do direito que supostamente deviam defender.
O resto é conversa.
Amigo Whale, o que o José Catarino Soares aponta ao Sartre e à Simone de Beauvoir não é o “terem feito o possível por se manterem vivos com o seu país ocupado por uma força das trevas que matava qualquer um por dá cá aquela palha”. O que ele critica é o terem inventado para si próprios um passado de luta heróica contra essa força das trevas que, aparentemente, não existiu.
Os artigos de José Catarino Soares poderão ser longos e levar-nos tempo a ler e digerir, como alguns se queixam, nomeadamente no blogue do autor. Mas o “problema” é que as questões complexas são assim mesmo: implicam disponibilidade (intelectual e emocional), motivação, tempo e capacidade de reflexão, única forma de se chegar a (eventualmente criticáveis e falíveis) conclusões e propostas de caminhos e eventuais soluções. Se fossem simples, ou estavam solucionadas há séculos (ou milénios) ou nem sequer eram questões. Eu sei que, em plena era/ditadura de Facebook (aliás Faecesbook ou Fecesbook), Twitter (aliás ToEatYou, ToCheatYou & ToShitYou) e quejandos, tal disponibilidade é coisa de excêntricos (“chanfrados dos cornos” para os twitteiros), mas é assim mesmo, não há volta a dar-lhe. Prefiro ser chanfrado dos cornos a ser ignorante e parvo, só assim posso continuar a olhar para o espelho sem o escaqueirar à marrada.
Para já, uma consequência da proveitosa leitura: vou tentar adquirir o livro referido no artigo: “Une Si Douce Occupation… Simone de Beauvoir et Jean-Paul Sartre 1940-1944”, de Gilbert Joseph.
Dando salários e condições de trabalho decentes.
Para atrairmos para a polícia gente decente e não jovens grunhos que vao para a polícia porque não sabem fazer mais nada.
A quem o poder dado por uma arma e um uniforme sobe a cabeça.
E que lidam com as suas frustrações sendo racistas.
Comparar Portugal a Israel em matéria de desrespeito pelos direitos humanos é completamente descabido, para não empregar um adjectivo verbal mais forte. Desejar “sorte” a alguém para uma tarefa necessária (combater com firmeza o racismo, seja ele de que tipo for, 1 ou 2), que não é individual, mas colectiva, e que, ainda por cima, se acredita ser impossível de realizar, é uma atitude que me vou abster de qualificar com palavas minhas. Mas, em português vernáculo, chama-se «tirar o cavalinho da chuva» e «dar de frosques».
Por falar em cavalos: ainda muito recentemente, aqui, na Estátua de Sal, alguém recordava o adágio inglês, “Podemos dar água a um cavalo, mas não podemos obrigá-lo a beber (“you can lead a horse to water, but you can’t make it drink”). E houve também alguém que nos lembrou, oportunamente, que os cavalos são tudo menos estúpidos — o que permite interpretar o adágio de uma maneira mais subtil.
Tendo tudo isto em mente, vou aplicar o adágio a um caso particular: se alguém acha que há uma maneira melhor de combater o racismo (tanto o racismo1.0, como o racismo 2.0) do que aquela que enunciei na secção 9 do meu artigo “Alegações contra o racismo 2 e contra Jean-Paul Sartre, um dos seus mais célebres ideólogos”, chegue-se à frente, por favor, e diga-nos qual é. Sou todo ouvidos e creio que não sou o único. E a Estátua, seguramente, lhe dará o melhor acolhimento.
Seguramente que daremos.
Boa sorte para conseguires fazer uma polícia impregnada de racismo muito antes dos tais distúrbios começar a combater o tal racismo 1.0 com firmeza.
E como pedir ao exército de Israel que deixe de assassinar os vizinhos.
Com uma polícia em que boa parte dos seus membros sonham com impunidade a brasileira e por isso surgem atrocidades como o
Movimento 0 deves estar mesmo cheio de sorte.
Concordo: um (racismo 1.0) suscita o outro (racismo 2.0) e vice-versa, reforçando-se mutuamente. Por isso, é necessário combater um e outro, com igual firmeza.
Enquanto o racismo 1.0 continuar impune com policias de dedo leve no gatilho a ser sempre absolvidos, numa prática que já mereceu reparos de organizações internacionais, teremos sempre de contar com o racismo 2.0.
Se isso faz idiotas brancos votar no Ventura se calhar e isso mesmo que pretendem os que há demasiado tempo deixam impune o racismo 1.0.