(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 24/10/2024, revisão da Estátua)

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O primeiro-ministro, após 18 dias de reflexão sobre o tipo de relacionamento do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros com as Forças Armadas Portuguesas, e que teve como episódio mais marcante o da histeria do ministro ofendendo o chefe de um Ramo das Forças Armadas e o comandante de uma unidade militar, declarou que não apenas mantém a confiança em Paulo Rangel, como mantem a “absoluta confiança”, enfatizou.
O papel das Forças Armadas na arquitetura do Estado está definido na Constituição. As Forças Armadas são uma instituição nacional, tem organização e hierarquia definidas constitucionalmente. O ministro da absoluta confiança do primeiro-ministro entende-as como uma banda que toca em seu louvor. Não revela a mais elementar ideia do que é ser “soldado”.

Deixo aqui, na imagem, o emblema que pessoalmente considero mais “marcante” das forças armadas: o escudo, a adaga e a coroa de louros.
Julgo que, com a política de hímen complacente, hoje em dia dominante, que a “cena” do ministro será tomada como uma birra de um irresponsável de toda a confiança.
Estou curioso, mas dentro desse principio do não se passou nada, nas cerimónias do dia 25 de Novembro – o da restauração da ordem, da disciplina, da dignidade das forças armadas, todos os protagonistas surgirão aos olhos do povo alinhados e sorridentes.
Afinal a Força Aérea é uma companhia de transportes, o aeródromo da Portela é um apeadeiro, há um ministro de Estado e um chefe de estação e, segundo os jornais, havia uns camelos fardados que não tocaram as fanfarras e os bombos à entrada do ministro.
Ditosa Pátria que tais filhos tem. Não coloquei propositadamente a foto de qualquer general português; eles são fruto desta doutrina personificada em Paulo Rangel e em Montenegro, em Marcelo Rebelo de Sousa e Aguiar Branco. No dia 25 lá estarão, firmes e hirtos nos lugares marcados pelo protocolo. E nada de estender a mão ao Paulo Rangel. Quanto aos outros, há que perguntar antecipadamente, para evitar mais vexames.
Deixo a lembrança, esbatida, do general Eanes, tido como o que deu o pontapé de saída para o atual regime, ou que, no mínimo surgiu como o rosto dos generais do novo regime. Como é que Eanes cumprimentará Rangel?
Também conheco alguns homossexuais mais tesos que muita cambada heterossexual e armada em machão.
Muitos desses últimos aliás, engrossam as fileiras do fascismo puro e duro tipo Bolsonaro e outros.
Nunca atribui a falta de carácter de Rangel a homossexualidade, claro. Achei sim falta de carácter que um sujeito só se revelasse quando familiares homofóbicos morreram.
Justamente porque conheci alguns que enfrentaram de frente as vezes sofrendo consequências complicadas como ser posto na rua e, no tempo da outra senhora, ate a ter de fugir para não acabar vítima de “crime de honra”.
O carácter não tem orientação sexual e gênero. Ou se tem ou não se tem. E Rangel não tem e não teria qualquer que fosse a sua orientação sexual.
O Paulinho das Feiras e outro que toda a gente sabe o que e mas que nunca se vai assumir.
O que e normal.
O fascismo em que eles acreditam sempre fez da perseguição aos homossexuais a sua bandeira.
O fascismo e até muitos bandalhos que se dizem democratas.
Caso da Inglaterra de Winston Churchill.
Alan Turing, o gênio que quebrou o código de comunicações nazi contribuindo decisivamente para a sua derrota foi perseguido pela sua orientação sexual e acabou suicidando se depois de passar pela prisão.
Há quem diga que mais que a sua orientação sexual o que lixou Turing foi justamente a sua contribuição para uma mais rápida derrota do nazismo que não agradou a alguns sectores que queriam que a luta contra a União Soviética continuasse. Mas isso saibas tais teorias da conspiração.
A esquerda também não andou bem mas o que e certo e que as direitas, especialmente as fascistas puras e duras trataram sempre de arranjar soluções mais “definitivas”.
O nazismo, claro, reservava lhes o destino de muitos outros, os campos de concentração e as câmaras de gás.
Por cá no tempo da outra Senhora ser homossexual dava “direito” a uns anos de cadeia.
Mas desde que a malta mantivesse alguma discrição as autoridades não se assanhavam muito.
Aqui ao lado em Espanha, onde o chefe da quadrilha era um assassino nato, o caso piava mais fino.
Iam mesmo presos, podiam passar ate oito anos a sombra e eram submetidos a técnicas de “cura” que nada mais eram que tortura cruel.
Alias, a perseguição aos homossexuais é velha como o mundo. O Antigo Testamento mandava matar a pedrada, a Inquisição queimava os vivos por “sodomia”.
Depois temos aqueles que são nazis mas se servem da suposta aceitação da homossexualidade para justificar os seus crimes como e o caso dos sionistas.
Que justificam os seus crimes alegando até, ao contrário das suas vítimas, respeitam as mulheres e os homossexuais.
Não deve ser por respeito aos homossexuais que se divertem a sodomizar prisioneiros.
E se cola em muito bons espíritos não cola na maior parte dos homossexuais que dispensam aquilo a que chamam “pinkwashing”.
Parece que os únicos que justificam o nazionismo são mesmo o Rangel e o Portas e justificariam a coisa de qualquer maneira porque justificar o nazionismo e o que os fascistas fazem.
Alias, a internacional fascista mudou de inimigo e agora o inimigo sao os muçulmanos mesmo que muitas correntes fascistas também reservem para mulheres e homossexuais o Inferno na terra tal como as correntes islâmicas fundamentalistas que adoram invocar para justificar décadas de crimes hediondos sionistas.
Claro que aí também entra o sentido de auto preservação.
Alguém que hoje apelasse a morte de judeus apareceria morto em poucos dias. Os sionistas matam qualquer um e nem sequer perdem tempo a fazer listas de morte.
Por isso as suas vítimas, os ciganos, os negros e até os homossexuais são um inimigo muito mais conveniente. Um inimigo que não tem carrascos do Kidom.
A propósito de homossexuais decentes conheço uma grande baleia nortenha que resume bem a coisa. Sabe que se isto alguns vez virar a sério ao facho a sua vez vai chegar. “Tenho os defeitos todos. Homossexual, vegetariano e de esquerda”.
Esse foi um que se assumiu logo.
O seu companheiro passou anos a acreditar que era uma aberração da natureza e estava doente. Foram anos em psiquiatras, psicólogos e o raio que o parta a ver se se “curava”.
Justamente porque queria uma vida normal sem se ver a contas com os tais grunhos que chamam “paneleiro” quando não fazem pior.
Sim, os homens com H e os bandalhos estão em todo o lado.
Quanto aos bandalhos, fascistas, sionistas, qualquer que seja a sua orientação sexual, vão ver se o mar da tubarão branco faminto.
O ministro Paulo Rangel é um mariconço. Mais precisamente, um mariconço bebedolas, caprichoso e histérico. E a homossexualidade nada tem a ver com isso. Conheço homossexuais muito mais homens do que muitos hetero machões que chamam paneleiros a toda a gente. Nos anos 70 do século passado, honro-me de ter tido como colega e camarada de trabalho um HOMEM assim, a quem os cobardes, cochichando, chamavam paneleiro. Era sempre dos primeiros a chegar-se à frente em greves ou manifestações, enquanto os detractores cagarolas balbuciavam desculpas esfarrapadas e se metiam em copas. E dos que não conheço nem conheci posso lembrar o Ary dos Santos, por cá, ou o Oscar Wilde, por lá, entre milhões por cá, por lá e acolá.
A propósito de televisão, consta que na recente cimeira dos BRICS se terá discutido a criação de uma rede de televisão própria? Algum fundamento nisso?
Creio que estamos fora de controlo. Ontem à noite estava a fazer zapping na TV e não é que aprendi a fazer um um Cocktail Molotov com instruções e pormenores, dados pela repórter que estava na Arrentela? Depois venham dizer que não se aprende nada na TV….
Dizem que provoca ardor… misturas alcóolicas são explosivas…
Excelente artigo! Quanto aos tais generais que «no dia 25 lá estarão, firmes e hirtos nos lugares marcados pelo protocolo», lembram-se da «brigada do reumático» deles, perfilando-se perante um outro Marcelo, quando o regime já caía de podre?
Na polícia, como em todas as profissões, há gente boa e gente má. E se tiverem impunidade não há ninguém que detenha os maus fígados da gente ma.
Vejam bem se o que pretendem e voltar aos tempos em que um agente de “autoridade” podia impunemente matar a tiro de metralhadora uma mãe de quatro por esta dizer que queria pão para dar de comer aos filhos.
Senhores cheganos e defensores da impunidade policial em geral. Onde e que a desgraçada da Catarina Eufemia tinha a faca?
Onde e que os mortos na desapropriação de terras da Reforma Agrária tinham as facas?
Onde e que os dois estudantes abatidos na Faculdade de direito nos anos 60 tinham a faca?
Onde e que o Dias Coelho tinha a faca?
E podia continuar aqui até amanhã.
A performance de Rangel em Figo Maduro não deve espantar ninguém. Afinal de contas, trata se do mesmo homem que aqui há uns anos foi filmado a medir uma rua em Bruxelas a toda a largura.
Diz se que a vida privada das pessoas não tem nada a ver com a sua vida política.
Ora, não e bem assim.
Quanto a beber um copo a mais quem nunca pecou que atire a primeira pedra. Mas quem tem responsabilidades políticas podia pelo menos faze lo na intimidade do lar, enfim, um pouco de decoro não faz mal a ninguém. Não há necessidade de medir a rua toda.
Também desconfio muito de um sujeito que esconde a sua orientação sexual até que familiares homofóbicos morram. Há aqui uma certa falta de “espinha”.
Pelo que a performance de há uns dias não me espanta.
O que me espanta e a postura de responsáveis políticos do seu partido que parecem achar perfeitamente normal que quem tem responsabilidades políticas tenha atitudes destas.
Atitudes dignas de um político de uma qualquer república das bananas.
Atitudes dignas do velho “quero, posso e mando”.
Temos um partido de extrema direita a cavalgar alegremente distúrbios e a pedir impunidade para a polícia matar a brasileira e uma direita supostamente moderada a pedir impunidade para os políticos.
Como dizia o outro, estamos bem se não nos roubarem.
Já agora, para quando a constituição como arguidos dos cheganos que celebraram a morte de um homem as maos da polícia?
E o Facebook censura posts contra o genocídio israelita, de denúncia do nazismo ucraniano mas todo o discurso vil e caluniador contra o desgraçado morto como um cão teem passado.
Ontem ouvi de tudo
nomeadamente que o homem tinha uma lista de crimes do tamanho de um braço.
Ora o que se sabe e que o homem teria tido alguma relação com tráfico de drogas em mais novo mas agora tinha dois empregos para sustentar a família.
E foi morto justamente a regressar a casa de um desses empregos.
Não me vou deter sobre o que levou o senhor agente a disparar a matar.
Mas quem censura posts contra o genocídio também devia saber censurar informações dizendo que a vítima se deslocava num carro roubado e teria atacado os agentes com uma faca.
A própria polícia já reconheceu que o carro era do desgraçado e garante que não sabe de onde essa ideia saiu.
Já agora, para a cambada chegana. Mesmo que o homem tivesse uma lista de crimes do tamanho de um braço desde quando e que a polícia pode aplicar pena de morte em plena rua?
Se e isto que queremos porque e que ladramos contra a Rússia?
O que e que andariamos a dizer se o policia fosse russo e o morto um migrante do Cazaquistão?
Tenham juízo, tenham cuidado com o que desejam ou um dia podem ser parados por um senhor agente que simplesmente quer dinheiro porque sim. Porque e isso que acontece onde as polícias são impunes.
Os policias teem o privilégio das armas de fogo, não podem ser impunes ou estamos todos em perigo.
Eu já vivi num sítio onde o perigo de sair a noite não estava nos possíveis ladrões ou molestadores mas na polícia. E sim, era na Grande Lisboa.
Não quero voltar a viver assim ou pior. Quem quiser pode ir para a Argentina ou o Brasil e desamparar a loja.
Ou ir ver se o mar da tubarão branco faminto.