Kursk e o Donbass já dão para jogar ao monopólio

(Tiago Franco, in Facebook, 04/09/2024)

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Um amigo perguntou-me qual a razão de ler uma história que, em teoria, já sabia. Eu parto do princípio que ninguém sabe tudo sobre uma história, seja ela qual for. E muito menos sobre aquelas que nos chegam, manifestamente complexas. Cada investigador/historiador acrescenta, aos factos, a sua interpretação. Eu gosto de ver a mesma coisa de diferentes perspetivas e acredito que a verdade está no cruzamento da informação.

Há, no entanto, um ponto em que os historiadores estão mais ou menos de acordo, que é que a visão que Lenine (ou até Trotsky) tinha para a União Soviética, não tem nada a ver com a Rússia de Putin. E é por isso que me faz alguma impressão que se acuse alguém de ser putinista quando vota no PCP. E até o próprio PCP. São modelos antagónicos de sociedade e formas muito diferentes de atribuir o poder (nomeadamente à classe trabalhadora). Putin é apenas um novo czar. Os bolcheviques (e os mencheviques) fizeram a revolução contra o czar.

É por isso ignorância dizer que o “antiquado partido comunista português” é um apoiante da Rússia de Putin. Ou bem que o PCP é criticado por ter ficado, em alguns temas, ali depois da revolução russa ou então, é criticado por apoiar Putin. Não pode ser acusado de uma coisa e do seu contrário. Fazê-lo, como tantas vezes vejo nas redes, nas colunas de opinião e na imprensa, é um caso de ignorância. Pura e dura.

Dito isto, espero que percebam que a minha simpatia pelo regime de Putin é a mesma que tenho por qualquer outro império aos dias de hoje. Não gosto de países ou regimes onde a democracia seja uma fantochada, onde os candidatos sejam patrocinados por milionários, onde o partido seja um só ou onde nem sequer existam eleições. Portanto…há um saco grande onde coloco ditaduras ou democracias de aparência, e por lá junto todos aqueles que acham que as relações externas significam substituir a vontade dos outros povos.

Não quero mesmo ouvir falar em solidariedade do Ocidente, seja com que guerra for, enquanto as décadas de ocupação e extermínio na Palestina não chegarem ao fim. Estou-me perfeitamente a cagar se a Mongólia não prende Putin (mandato do TPI) quando Israel é autorizado a não cumprir qualquer resolução da ONU.

Quero tanto saber da invasão de Kursk como queria saber da invasão do Donbass. Da mesma maneira que não papei a narrativa de “levar a democracia ao Kuwait” no século passado ou “libertar o povo da Líbia”, neste século não aceito que um país (Ucrânia) ande a combater separatistas durante 8 anos e quando o bicho pega (a Rússia tem tudo o que precisa para lá meter a mão) vir pedir ao resto do mundo que pague os custos.

Esta coisa de impérios bons e impérios maus, guerras justas e guerras injustas, bombas pela paz e bombas terroristas, povos esquecidos ou povos lembrados, consoante a riqueza do solo em questão, começa a dar-me a volta à cabeça ao ponto da solidariedade simplesmente já não existir.

Ainda ontem ouvi o Rogeiro na SIC Notícias a dizer que o Ocidente tem que se despachar a enviar mais armas (de longo alcance) para que os ucranianos possam atacar solo russo. Epá…a que propósito? Temos algum contrato de solidariedade eterna com a Ucrânia que foi sonegado ao resto do mundo? Temos mesmo que continuar a pagar este jackpot para a indústria de armamento americana, francesa e alemã?

Não sei se fui o único a receber contas maiores de luz, de supermercado e de prestação da casa mas, quer dizer, já estou farto desta merda. Mesmo farto. Não sei se sou o único a passar por isto mas adiante. Ouço os Rogeiros e os outros analistas, com trabalho garantido há dois anos, a cada dia, a gritarem por mais guerra, enquanto tenho que me esfolar sem férias para fazer face ao aumento dos custos, sempre, mas sempre com a mesma origem. “É da Ucrânia, sabe?” Foda-se mais à Ucrânia!

A Ucrânia meteu-se num buraco enorme, imaginando que tinha as costas quentes. Quem incentivou Zelensky diz-lhe agora que se sente a negociar. Quem tentou empobrecer a Rússia com sanções (a Ursula e demais idiotas não eleitos), viu a economia russa crescer e a zona euro a empobrecer. Isto são factos. Não é simpatia por Putin, não é antipatia por Zelensky. São factos. Nós somos mais pobres hoje do que éramos em 2021 e isso deve-se, em parte, à guerra que insistimos em patrocinar no leste da Europa.

Se morrem mais russos e ucranianos, se empobrecem mais europeus e se enriquecem países que nos passaram a fornecer, além das armas, a energia que já não chega diretamente da Rússia…a quem interessa isto tudo? A mim e a ti, que andamos a viver no mundo dos juros a 3% ou 4% e vamos metendo bandeirinhas no perfil em nome da solidariedade?

Meus amigos, se os impérios e as suas lutas por recursos, ao serviço de umas quantas empresas e alguns bilionários, tem mesmo que ser a base das relações externas no planeta, não me peçam solidariedade e compreensão quando a parte que me toca é, sempre, a de pagar.

A vida é simples e já o meu avô, homem de poucas palavras, o dizia: não te metas em alhadas das quais não consegues sair sozinho.

A Ucrânia não precisa de mais mortos ou cidades estropiadas. A Rússia não precisa de mais desculpas para fortalecer a aliança com a China. E nós, os espantalhos que servem café na diplomacia mundial, aqui pela Europa, não precisamos de continuar a pagar para que os EUA lucrem mais com guerras por procuração..

Partindo do princípio que a III Guerra Mundial ainda não é opção (não sei se isto incomoda o Rogeiro, o Isidro e a Helena), eu sugeria a Zelensky que se abarbatasse com mais umas aldeias russas e, depois, fosse para a mesa das negociações jogar ao monopólio.

Se, entretanto, os russos se chatearem e partirem mais do que é costume, é aguentar e não chorar muito.

Está mais do que na hora de meter um fim ao roubo coletivo que nos estão a fazer e de parar com esta carnificina, que prejudica milhões, em benefício de uma ínfima minoria.


14 pensamentos sobre “Kursk e o Donbass já dão para jogar ao monopólio

  1. Ou melhor, tentar acabar uma guerra pois que a guerra contra as populações do Leste começou em 2014.
    O que se chamou invasão russa foi apenas um escalar de um conflito em que os ucronazis nunca pouparam civis, tornando os, pelo contrário, alvos prioritários.
    Teriam o fim da população de Gaza se não fosse a intervenção russa.

  2. Por mim claro que antes Putin que Herr Zelensky e chamem me os nomes que quiserem.
    Os desgraçados sírios que não acabaram crucificados, degolados ou afogados pelo Estado Islâmico também não se podem dar ao luxo de comparar “imperialismos”. Estão vivos graças ao Putin.
    Uma vez perguntaram ao Kadirov o que e que pensava do Putin.”o que e que quer que lhe diga, devo a vida aquele homem”.
    Porque o que os guerrilheiros chechenos apoiados pelo Ocidente tinham era uma doutrina de morte em massa abrigada numa caricatura do Islao.
    Muita gente por lá na realidade ficou a dever a vida a criatura mas o que por cá passou foi o contrário.
    Por mim assaco a Putin apenas o ter acordado demasiado tarde para isto.
    Mas se calhar tentou apenas evitar a guerra enquanto foi possível. O dirigente de um país que tantas vezes foi invadido e arrasado pela guerra deve pensar mais vezes antes de iniciar uma que o dirigente de um país que nunca foi invadido mas sempre invadiu.
    Talvez também não pensasse que a nossa crueldade e falta de vergonha seria tanta.
    Não pensou até que ponto e que a besta nazi se tinha mesmo erguido.
    E por isso estamos onde estamos. Se estamos a ter a vida virada do avesso por causa disto estamos onde merecemos estar.
    Porque embarcamos nas redes do gim das ideologias, do fim da história, e demos o poder a um bando de sociopatas.
    Li o livro do Bruno Amaral de Carvalho e era mesmo um massacre de proporções terríveis o que se estava a preparar.
    E sim, a população da Crimeia já foi ameacada de extermínio por estar tão impregnada de propaganda russa que seria “irrecuperável”.
    Perante coisas destas não podemos ficar em cima do muro, dizendo que o Putin e um malandro ao nível de Herr Zelensky.
    Claro que o homem não e santo. E qual de nós e?
    Eu quero que a guerra acabe e com uma derrota clara dos nazis. Porque a bem de todos nós o nazismo não pode passar, não pode vencer. Não porque estou a pagar a luz e o arroz mais caros.
    E o nosso apoio tem de estar com quem combate nazis onde quer que eles se encontrem.
    Quanto aos talibãs sao uns bonecos da Cia e fazem o trabalho possível.
    Conheci muitos muçulmanos e muçulmanas e se tivesse alguma religião seria a muçulmana por ser a única em que as intenções e escolhas de Deus fazem algum sentido.
    O que os talibãs promovem e uma caricatura do Islao destinada a tornar essa religião odiosa.
    Nada das loucuras que promovem, a começar por nem se ter o direito de ouvir música esta escrito em lado algum.
    Mas os burros deste mundo acabam a reduzir todos os muçulmanos a esta caricatura grotesca e cruel de uma religião que na realidade tem muito de liberdade.
    Sim, liberdade e dignidade. O Islao na sua génese trouxe até dignidade a mulher ao proibir a barbara prática de matar bebés do sexo feminino. Porque eram seres humanos e quaisquer que fossem as dificuldades eram criaturas de Deus e se nasciam tinham direito a viver.
    O resto é conversa para boi dormir.
    Mas não e em cima do muro que chegamos a algum lado.

  3. A verdade e que todos pensavam que a Ucrânia, com o peso das nossas sanções e a ajuda das nossas maravilhosas armas, rapidamente deitaria por terra a “bomba de gasolina com armas nucleares”.
    “O Putin vai acabar como o Czar, serão os dele que o vao matar. Vai levar já um tiro nos cornos”, bramava uma criatura, em pura histeria, ao sétimo dia de conflito.
    Putin era visto como um burro que pensara numa guerra rápida e estava a ter uma surpresa graças a bravura dos marrecos, digo, dos ucranianos.
    Mas a verdade e que muitos brutamontes do lado de cá sonhavam com uma derrota rápida da Rússia e com o fim sangrento do seu dirigente.
    Mais de dois anos e meio volvidos, o marreco estrebucha, vai fazendo algum terrorismo e levando no focinho, pede que lhe dêem pistolas maiores e muitos amigos do brutamontes começam a estar fartos de sustentar o marreco.
    Muita gente já diz que se a Rússia quisesse já tinha acabado com isto mas aquele malandro do Putin quer ver o nosso circo pegar fogo.
    Se assim for, quem o pode censurar?
    Se queremos a sua morte sangrenta e o fim do seu país para que possamos pilhar os seus recursos querem que o homem nos deseje vida longa e prospera?
    O pior disto e que o facto de as pessoas estarem fartas de pagar a Ucrânia e de terem a vida virada do avesso por parte da Ucrânia tem alimentado a extrema direita porque,fiel ao princípio de dizer o que as pessoas querem ouvir, essa extrema direita tem criticado o apoio a Ucrânia.
    E uma estupidez acreditar nisso pois e só lembrar o exemplo italiano em que após as eleições a Meloni teve uma epifania que a tornou logo pro NATO e pro Ucrânia.
    O mesmo acontecerá em todo o lado.
    Mas a verdade e que as pessoas começam a estar desesperadas e o desespero e mau conselheiro.
    Por mim deito a Ucrânia nazi pelos olhos desde 2014 e o celebre massacre de Odessa.
    Já disse muitas vezes que a Rússia tinha obrigação de te visto logo o que estava ali e cair lhes em cima.
    E se a Rússia não tem atacado agora os marrecos nazis fariam a gente do Donbass exactamente o mesmo que os israelitas estão a fazer em Gaza e agora na Cisjordânia.
    Não teria espinhas nenhumas.
    Não havendo força aérea capaz, o massacre seria desde o início a antiga, com artilharia terrestre e os mais de 100 mil nazis que estavam a postos a matar a tiro, a violar e torturar.
    Gostava de saber como e que esse massacre seria escondido dado que os disparos de artilharia que começaram a chover desde 16 de Fevereiro começaram a ser atribuídos a festejos com fogo de artifício por a declaração de independência desses territórios ter sido finalmente reconhecida pela Rússia.
    Seria um fogo de artifício um pouco mais rijo e os nazis tinham de simplesmente juntado aos festejos?
    Esta gente não tem mesmo vergonha no focinho.
    Quanto a nós, vamos continuar a levar com isto e, por mim, vou continuar a agradecer não ter nascido no Donbass tal como já agradeço ter nascido na ponta certa do Mediterrâneo.
    Porque o povo eleito iria fazer nos o mesmo se fossemos nós a viver na terra que criminosamente acreditam que lhes foi dada por Deus.
    Quanto aos apoiantes de nazistas e nazionistas vao ver se o mar da megalodonte.

  4. Depois de ler o artigo veio-me à memória a história do Marreco e do Brutamontes.
    Era uma vez um marreco que tinha como amigo um brutamontes encrenqueiro.
    O marreco e o brutamontes pareciam a sorte grande e a terminação em duas cautelas premiadas esquecidas no fundo do bolso de trás das calças.
    Um dia num bar o marreco e seu amigo sentam-se ao balcão e estabelece-se o seguinte dialogo com o empregado do bar:
    Grita o Marreco:
    – Oh pá dá ai 2 cervejas, como boa cara e bons modos e aponta aí numa pedra de gelo e pões a secar ao sol!
    O empregado esbugalha os olhos eleva-se sobre o balcão e despeja uma valente galheta nas fucias do marreco que caiu redondo no chão do bar.
    Exclama o Brutamontes:
    – Tu bates no meu amigo marreco porque está aí dentro do balcão!
    Sem esperar por mais o empregado sai de dentro do balcão, aproxima-se do marreco, levanta-o do chão e espeta-lhe mais uma pera no focinho como qual até o marreco levantou os pés do chão.
    O Brutamontes com voz ameaçadora:
    – Tu bates no marreco aqui dentro do bar, mas não és capaz de lhe bater ali na rua!
    O marreco já estava a imaginar o enfardanço que o seu amigo ia dar no empregado do bar que logo se apressou a ir para a rua com ar desafiador.
    Já na rua o empregado aproxima-se do marreco e espeta-lhe um valente moquenco na trompa estatelando mais uma vêz o marreco ao comprido.
    O Brutamontes ajuda o Marreco a levantar do chão e diz-lhe:
    – Marreco, vai-te embora senão o filho da puta mata-te à porrada!

  5. Compreendo a indignação do autor e subscrevo-a no essencial. Mas o verdadeiro sustentáculo de toda esta situação, está no facto dos líderes europeus, dos EUA e demais parceiros do chamado “Ocidente alargado” estarem, na sua esmagadora maioria, a desempenhar a sua profissão de “suster a manada bem calma”, para a qual estão a ser pagos. E, sendo essa a sua profissão, estão a desempenhá-la bastante bem. Sabem que estão a mentir, mas fazem-no bem. Sabem que nos estão a esmifrar, mas também o sabem fazer bem. Se assim não fosse, já há muito que há razões para a populaça atirar a albarda ao ar, mas não; Tirando uma faixa de pessoas que sabem o que lhe estão a fazer e vão, como podem, protestando, ainda ( espero que possa dizer o contrário algum dia), não é suficiente para uma rajada de limpeza destes líderes de meia tijela. Será que vai acontecer? Duvido.

    • 1) Estás de acordo com o paleio populista/demagógico do “sou anti imperialismos todos”? Isto parecem os globalistas/NeoLiberais a ladrarem em Portugal a dizer que são “contra ambos os extremismos”, referindo-se ao “extremismo” de quem defende direitos laborais e equiparando-o a fascistas/racistas descarados do Chega.

      Que eu saiba, império há só um neste momento. Tem +800 bases militares em todo o Mundo, faz golpes, ameaças, sanções e propagabda em todo o lado.
      E a Rússia está totalmente justificada a defender-se desta m*rda! E a defender a população do Donbass e Crimea, vítima da agress Nazi/NATO desde 2014 e que, até num canal Francês de TV, já foi ameaçada de LIMPEZA ÉTNICA caso os Azov entrem na Crimeia…

      A Rússia é um só país, sem intervencionismo externo. É o oposto de um império. Nem sequer na vizinha Arménia a Rússia aceitou intervir para contra-atacar o golpe “colorido” da CIA que levou o traidor corrupto Pashinyan ao poder.

      —–//—–

      2) Estás de acordo com o paleio ignorante do “nem sou do Putin nem do Zelensky”? É que isto parece o equivalente geopolítico ao Pinochet e à Iniciativa Liberal do “nem esquerda nem direita”.

      Se tens cérebro e princípios, tens de tomar partido.

      A lição das lições foi dada na Segunda Guerra Mundial. Entre Hitler e Stalin, foi preciso sermos aliados de Stalin.
      Quem não escolheu, é como se fosse colaborador do mal maior, o nazismo.

      Ora hoje passa-se o mesmo. De um lado, um ditador fascista corrupto traidor do seu país e colaborador de nazis. Do outro lado o Putin.

      Quem não escolhe, é idiota.
      Quem escolhe Zelensky, é nazi.
      Não há “mas” nem meio “mas”. Não há mais espaço para nuances.

      —–//—-+

      3) Estás de acordo com o estúpido do autor que quer que os nazis/NATO invadam mais aldeias da região Russa de Kursk?

      Então mas não eram pela paz e contra as invasões?

      Afinal de contas, 10 anos, uma DÉCADA depois do início da guerra, ainda fazem de conta que não sabem o que se passa?

      Em 2013, a Ucrânia era uma democracia que vivia em paz graças à sua neutralidade.

      Em 2014 era um regime nazi-fascista nascido de um golpe da CIA/Pentágono e os nazis começaram a matar pessoas nas regiões historicamente Russas e que mais protestaram contra o golpe Maidan.

      Na Crimeia, graças a Putin, há liberdade, há democracia, e há paz. Em 2014, os Russos da Crimeia exerceram o seu DIREITO HUMANO à Auto-determinação via referendo.
      Mais de 90% quiseram voltar a ser Rússia, resultados confirmados também pelas sondagens ocidentais da GfK e da Gallup.

      Na mesma Crimeia, se o império genocida naZionista ocidental tiver sucesso no seu apoio a nazis ucranianos, haverá ditadura, propaganda nazi, guerra, proibição de partidos, censura, e limpeza étnica (como a que o mesmo império faz na Palestina, dessa feita por via dos Nazis Israelitas).

      Achas mesmo, como o estúpido, hipócrita, e ignorante autor, que abusa do populismo e da demagogia mais do que um drogado abusa da droga, achas mesmo que a solução é mais guerra e mais invasão?

      Para mim é óbvio que a solução é os EUA desaparecerem do planeta terra.
      Mas, enquanto tal não acontece, então ouça-se as exigências da Rússia e dos povos do Donbass e da Crimeia, todas elas lógicas, justas, bem-intencionadas, e admissíveis:

      1) neutralidade da Ucrânia, fim da expansão do grupo terrorista ocidental chamado NATO;

      2) desnazificação da Ucrânia, idealmente reversão do golpe Maidan (CIA+Nazis), com re-legalização dos partidos em que os Ucranianos votavam maioritariamente até 2014;

      3) reconhecimento do Direito Humano à Auto-Determinação do povo da Crimeia e do Donbass (e agora também da Taurida, i.e. Kherson e Zaporojie);

      Algum destes 3 pontos justifica sequer uma única bala disparada? Claro que não!

      Aceitassem isto em 2021, e a Rússia não seria obrigada a intervir na guerra.

      Evitassem o golpe de 2014, e não só não teria havido guerra nenhuma, como a Ucrânia ainda estaria inteira e a Rússia, exatamente por não ser império nenhum, não teria qualquer problema com o seu vizinho.

      Mas o império GENOCIDA naZionista ocidental, do qual Portugal faz parte desde 1933, não quer paz.

      O ocidente planeou, preparou, financiou, despoletou, e prolonga esta guerra por procuração contra a Rússia.
      E fará uma semelhante contra a China.

      Quem não percebe isto, quem não escolhe um lado, quem não é de facto anti-imperialista e anti-nazi, para ser claro, anti-EUA, anti-NATO, anti-UE, anti-Israel, e anti-ditadura Ucraniana, ou não é gente boa, ou é gente muito burra e/ou de cérebro lavado pela propaganda.

      —–//—–

      O autor do texto é o típico ignorante ocidental que só olha para o seu umbigo, para a sua carteira.
      Que acha que “é certo” não escolher lados, e que repete a propaganda ocidental sobre os regimes não-ocidentais.

      A Rússia e a China são bem recebidas por todos os países em África.
      A Ucrânia teve o embaixador expulso num dos países no Sahel e vários acusam a Ucrânia de apoio ao terrorismo islâmico!
      O ocidente é visto com nojo nestes países. A França ainda anda a ser expulsa de algumas colónias e mandou tanques para a Nova Caledónia no pacífico.

      A Rússia e a China dão-se bem com os países Árabes, com os Persas, e com países Turcos.
      O ocidente invade uns, destrói outros, sanciona uns, e comete genocídio noutros.

      Na América do Sul e Central, a Rússia e a China promovem a cooperação e o multipolarismo.
      O ocidente tenra fazer os cubanos e os venezuelanos passar fome.
      E apoia fascistas golpistas na Bolívia, Perú, etc.

      Na Ásia do Sul e Leste, a Rússia e a China significam cooperação e respeito pela soberania.
      O ocidente significa mais armas para os ilegítimos de Taiwan, para o ditador das Filipinas, e para os ainda invadidos do Japão. Submarinos nucleares para a vassala Austrália e mísseis de longo alcance para a proxy Coreia do Sul.

      No Irão amigo da Rússia, as mulheres são livres, só precisam de respeitar a lei do véu.
      No Afeganistão após décadas de intervenção ocidental, com a CIA a dar armas ao Bin Laden, à Al-Qaeda, aos Taliban, e dinheiro às madrassas de radicalização no Paquistão, acabou a liberdade, as mulheres foram apagadas do mapa, e há milhões de crianças a passar fome.

      No Irão há liberdade e tolerância religiosa e étnica. Há lugar para xiitas e sunitas, cristãos católicos e ortodoxos, judeus e budistas, ateistas e até outros cultos. Há gente de etnia persa, turca, curda, etc. Existem até os Qashqai, sociedade matriarcal.
      No ocidente há um genocídio a decorrer em directo neste momento, porque o homem branco colonial, o tal de “democrata liberal”, quer a terra que pertence aos Palestinianos para aí manter a sua (nas palavras ds Biden) maior base militar dos EUA no Médio Oriente, aka “Israel”.

      De um lado o mal.
      Do outro lado o bem.
      Mas o autor recusa escolher?!?
      Quanta cobardia, hipocrisia, e ignorância!

      Não sejas como ele.

      Viva o Brazil de Lula e do Partido dos Trabalhadores!
      Viva a Rússia de Putin e dos heróis anti-nazi que lutam no Donbass!
      Viva a Índia de Modi!
      Viva a China de Xi Jinping e o comunismo de sucesso que pegou num país pobre assaltado pelo ocidente e o tornou na maior economia do Mundo dona da sua soberania!
      Viva a África do Sul de Ramaphosa, e dos seus valores anti-Apartheid (racismo ocidental) que levou à coragem de processar os naZionistas por genocídio no tribunal da ONU.

      Há que escolher um lado!

      Morte ao eixo do mal terrorista, da NATK, UE, EUA, Reino Unido, G7, FMI, Davos, CIA, Mi6, Mossad, etc.

      Quem não escolhe um lado, é como se estivesse do lado mau.
      Quem não percebe que a Rússia e a China, o Irão e restantes BRICS+ e Sul Global em geral, são a escolha certa, e que o império genocida naZionista ocidental liderado pelos EUA é o equivalente moderno à Alemanha de Hitler, então não percebe nada.

      Viva o camarada georgiano soviético Stalin e aos 27 milhões de heróis falecidos.
      Foi graças a ele que não acabámos todos a feitar “sieg heil” de braço direito esticado no ar.

      Hoje em dia, o lado bom lembra isto e usa a fita preta e laranja de São Jorge.
      Esse lado luta por Donetsk e Lugansk desde 2014.
      O outro lado vê propaganda de Hollywood, dá armas a Nazis e grita “Slava Ukraina” ou “God Bless America” ou “viva o Dia da EUropa” ou “Direito de Israel a defender-se”, ou “democracia liberal”, etc. Seja com que letras forem, significam todos o mesmo: “heil the white house führer”… O reich é o ocidente colectivo, e o volk é toda a gente de uma forma ou de outra com o cérebro lavado pela propaganda e sem coragem para escolher o lado certo.

      Pois eu digo-com toda a frontalidade: longa vida ao grande líder Putin. Que tenha sucesso na luta contra o mal nazi-fascista ocidental, tal como teve o grande líder Stalin, ao qual tudo devemos!
      Se há gente que vai parar a gulags? Pois claro. Ou acabamos nós com eles ou eles acabam connosco. É de uma ingenuidade infantil pensar que podemos todos conviver.
      Em alternativa aos gulags, podemos antes ter os centros de re-educação e des-radicalização como a China fez perante o terrorismo islmâmico promovido pelos EUA em Xinjiang.
      Mas alguma coisa temos de ter!

      Pensam que a “democracia e a liberdade” é a tolerância para todos?
      Vão lá dizer isso aos Ucranianos assassinados pelos glorificadores de Stepan Bandera…
      Não aprenderam nada com Karl Popper, seus car*lhos!!!
      Os Ucranianos mobilizados à força na linha da frente, com os nazis de Azov a apontarem-lhes a arma pelas costas para evitar que fujam ou que se rendam, devem estar mesmo a pensar assim: “ah, valeu a pena eu ter sido um democrata liberal entre 1991 e 2014 que tolerou estes glorificadores de nazis, em vez de ter lutado pela sua prisão ou eliminação enquanto havia oportunidade para tal”…

      Deixem de ser apalermados que chamam “império” à Rússia e “czar” a Putin.
      Deixem de ser tolos que acreditam na propaganda USAmericano-fascista contra Cuba e contra Venezuela.
      Deixem de repetir, à cão de Pavlov, a propaganda mentirosa ocidental contra o Irão e a China e tantos outros.
      Deixem-se de m*rdas e tenham coragem para escolher um lado!
      E que seja o lado bom, ou seja, o que não tem criminosos de guerra da NATO, nem porcos imperialistas anglo-americanos, nem fascistas EU-ropeístas, nem Nazis ucranianos, nem genocidas israelitas/sionistas!!
      Está na hora de usarem o cérebro, f*da-se!!!

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