(Por Martin Jay, in Strategic Culture Foundation, 26/08/2024, Trad. Estátua de Sal)

A liberdade de expressão não existe, de facto. A liberdade de expressão tem um preço muito elevado para aqueles que a querem proteger e acarinhar e agora a França vai testar o panorama político para ver como a detenção de Durov vai afetar as sondagens à popularidade de Macron.
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A prisão de Pavel Durov marca um novo ponto baixo na linha de escória do lado da banheira – a banheira sendo democracias ocidentais e a linha é o seu desespero para permanecer no poder à custa do controle das redes sociais. Durov, que é dono do Telegram e mora em Dubai, pode ficar preso por meses, e possivelmente anos, pelas acusações forjadas que o estado francês conjurou simplesmente, porque ele se recusa a permitir que qualquer governo tenha uma porta de entrada no Telegram. Ele lutou com unhas e dentes durante anos com o Ocidente, em particular com os EUA, que têm usado todos os truques sujos para obter acesso à plataforma e prosseguir os seus próprios propósitos nefastos – destruir figuras da oposição, suas estratégias etc. – em vez do que está sendo fantasiado, ou seja, identificar terroristas e criminosos internacionais.
Enquanto o Reino Unido se interroga como o seu próprio estado se afundou na lama de um novo nível totalitário nos últimos dias, com a prisão de cidadãos que apenas se limitaram a gostar de uma publicação numa plataforma de comunicação social, o Ocidente prendeu esse génio russo-francês com dupla nacionalidade que é acusado dos crimes dos criminosos que têm atividade no Telegram. Assim, será acusado de terrorismo e de tráfico de menores, de droga e de tudo o mais que encontrarem na plataforma, na qualidade de cúmplice de tais crimes. É claro que as mesmas regras não serão aplicadas a Elon Musk, que certamente tem criminosos na sua plataforma – o X -, ou a qualquer outra plataforma de redes sociais.
Mas quantas destas plataformas estão também a tomar a mesma posição que Durov em relação às “pressões” dos estados, nomeadamente dos EUA? Somos levados a acreditar que a maioria não está a tomá-la; à luz da sua detenção, devemos assumir que muitas delas já permitiram algum tipo de acesso a elas, por parte do Estado profundo. Elon Musk gosta de se gabar da sua recusa em cumprir as exigências da UE no sentido de “moderar” quem autoriza a entrar no X, acrescentando que outras plataformas de redes sociais aceitaram o acordo que Bruxelas lhes ofereceu: cumpra os nossos pedidos e nós concedemos-lhe alguma clemência em futuras multas antitrust. Esta oferta, que ele afirma ter sido aceite de bom grado por outras plataformas, é quase como a UE oferecer um envelope castanho, cheio de dinheiro, a um homem num bar. É um suborno e dá uma ideia do carácter antidemocrático da UE e de como ela funciona na sombra.
Esta detenção pelos franceses tem, no entanto, mais que se lhe diga, na medida em que podemos assumir que a França a não agiu sozinha para capturar Durov. Podemos assumir que o FBI e a CIA provavelmente pressionaram Macron a fazer este terrível trabalho sujo, mas talvez também Israel tenha tido uma palavra a dizer. Ainda recentemente, Netanyahu se queixou de que dados roubados ao governo estavam a ser trocados no Telegram e pediu a Durov que interviesse para os recuperar. Não obteve resposta. Terá a Mossad participado na detenção do chefe do Telegram? Assim parece, uma vez que é difícil acreditar que Durov voasse para o espaço aéreo francês de livre vontade. Terá sido uma operação de rapto para que o avião e o piloto aterrassem em Paris? O canal de televisão francês TF1 afirmou que Durov, que vive no Dubai, viajava do Azerbaijão e foi detido por volta das 20 horas (18:00 GMT) de sábado, 24 de agosto, mas não disse se o destino final do avião era a França.
Os detalhes sobre a detenção são muito vagos, mas, de acordo com a Reuters, Durov, cuja fortuna foi estimada pela Forbes em US$ 15,5 biliões, disse que alguns governos o tentaram pressionar, mas que o Telegram deverá permanecer uma “plataforma neutra” e não um “ator na geopolítica”.
Outra questão que se coloca com esta detenção é a de saber se se trata de um esforço internacional dos países ocidentais, liderados pelos EUA – com Israel a fazer parte desse esforço – para “testar as águas”, ou seja as opiniões públicas, com vista a outras detenções. Há semanas que os analistas têm sido considerados teóricos da conspiração, quando sugeriram que Elon Musk será detido, ou acusado caso esteja ausente, pelas autoridades britânicas, devido a algumas das publicações mais controversas que fez sobre a situação política no Reino Unido, ou mesmo pela UE, que parece ter iniciado uma batalha legal contra ele, depois de ele se ter recusado a responder a duas cartas que lhe foram enviadas por um Comissário Europeu francês. Talvez até os democratas nos EUA possam jogar a mesma cartada, uma vez que Musk perdeu toda a credibilidade como ator neutro na política americana, depois de ter apoiado tão abertamente Trump, o qual lhe prometeu um cargo no seu novo governo, caso venha a entrar na Sala Oval.
A liberdade de expressão não existe, de facto. A liberdade de expressão tem um preço muito elevado para aqueles que a querem proteger e acarinhar e agora a França vai testar o panorama político para ver como a detenção de Durov vai afetar as sondagens à popularidade de Macron.
No passado, o Presidente francês fez um péssimo julgamento ao convocar eleições parlamentares, imediatamente após as eleições europeias, que deram tanto poder aos grupos de extrema-direita, pelo que parece que ele é bom a suicidar-se e a cair sobre a sua própria espada. É possível que tenha tido em conta que Durov não tem a popularidade de Assange, por exemplo, o qual não suscitou assim tanta raiva política quando esteve preso durante anos numa cela imunda e húmida no Reino Unido, sob acusações forjadas pelos Estados Unidos.
O que é especialmente preocupante é que, prender pessoas poderosas que têm milhões de seguidores na Internet está a tornar-se uma tendência a que as pessoas se estão a habituar. A guerra entre aqueles que querem controlar a verdade percebida e aqueles que detêm a verdade real está a aquecer.
Scott Ritter, Andrew Tate, Richard Medhurst foram todos presos com poucos dias de diferença, enquanto o próprio Musk encerrou o comediante egípcio Bassem Youseff, que tinha 10 milhões de seguidores no X.
Estamos a assistir a um novo nível de desespero: as elites ocidentais têm mais medo do que nunca de que, depois de desperdiçarem centenas de milhares de milhões de dólares na Ucrânia e de iniciarem uma guerra mundial no Médio Oriente, os eleitores deixem de ter confiança nas suas decisões, uma vez que os cidadãos lutam cada vez mais para pagar as compras ou até mesmo para aquecer as suas casas.
É um novo marco no dogma cego das elites recorrerem a táticas, que nos levariam a desprezar a China ou a Coreia do Norte por as utilizarem há apenas alguns anos. É um novo nível de pânico que nunca vimos antes.
Sobre o autor, Martin Jay:
Martin Jay é um premiado jornalista britânico baseado no Marrocos, onde é correspondente do The Daily Mail (Reino Unido), que anteriormente relatou sobre a Primavera Árabe para a CNN, bem como para a Euronews. De 2012 a 2019, ele estava baseado em Beirute, onde trabalhou para vários títulos de mídia internacionais, incluindo BBC, Al Jazeera, RT, DW, bem como reportando como freelancer para o Daily Mail do Reino Unido, The Sunday Times e TRT World. Sua carreira o levou a trabalhar em quase 50 países na África, Oriente Médio e Europa para uma série de grandes títulos de mídia. Ele viveu e trabalhou no Marrocos, Bélgica, Quênia e Líbano.
Fonte aqui
CONFORME LIDO:
«Mark Zuckerberg, o diretor executivo da Meta*, revelou na segunda-feira que o governo de Joe Biden pressionou a empresa para censurar publicações sobre o coronavírus em suas redes sociais. Em 2021, os funcionários de alto escalão do governo, “incluindo a Casa Branca, pressionaram repetidamente” as equipes da Meta “para censurar certos conteúdos relacionados à Covid-19, incluindo humor e sátira, e expressaram muita frustração […] quando discordamos”, declarou Zuckerberg em uma carta ao presidente do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, Jim Jordan.
Embora ele tenha indicado que a decisão de remover ou não esse conteúdo era da Meta, “a pressão do governo estava errada, e lamento que não tenhamos sido mais francos sobre isso”. Também reconheceu que algumas decisões foram tomadas na época que, “com o benefício da retrospectiva e de novas informações”, a empresa não tomaria hoje.
“Como disse às nossas equipes na época, acredito firmemente que não devemos comprometer nossos padrões de conteúdo devido à pressão de qualquer administração em qualquer direção, e estamos prontos para reagir se algo assim acontecer novamente”, acrescentou.
Censura durante a campanha eleitoral de 2020
Na carta, o proprietário da Meta admitiu que a empresa se envolveu em censura, quando antes da eleição presidencial de 2020 nos EUA, após avisos do FBI sobre “uma possível campanha de desinformação russa”, eles restringiram informações sobre “alegações de corrupção envolvendo a família do então candidato democrata Joe Biden”, enquanto aguardavam uma revisão de sua veracidade. “Desde então, ficou claro que o relatório não era desinformação russa e, em retrospecto, não deveríamos ter restringido a história”, disse Zuckerberg, afirmando que a empresa mudou as políticas para garantir que “isso não aconteça novamente”.
Além disso, Zuckerberg enfatizou sua intenção de permanecer neutro nas eleições de novembro, após ter sido acusado de influenciar a última eleição. “Sei que algumas pessoas acreditam que meu trabalho beneficiou um partido em detrimento de outro”, indicou ele, referindo-se à Iniciativa Chan Zuckerberg, que visava garantir que as pessoas tivessem os recursos necessários para votar “com segurança” durante a pandemia. Agora, “meu objetivo é permanecer neutro e não desempenhar nenhum papel […] portanto, não planejo fazer contribuições semelhantes neste ciclo [eleitoral]”, disse ele. »
SUGESTÃO DE LEITURA:
https://www.odiario.info/entre-a-espada-e-a-parede/
E realmente não tinha ainda pensado bem nisso.
Muita gente apanhou o bicho poucos dias depois de vacinado se calhar justamente por os aglomerados de gado que se juntavam nos centros de vacinação.
Porque hoje quase da vontade de rir mas por aquela altura em todo o lado exigiam dois metros de distância dos nossos semelhantes porque podíamos ser mortos por eles se estivessem doentes ou matalos se fossemos nós a estar doentes.
Mas nesses centros era tudo ao molho e ainda mais meia hora tudo ao molho depois de vacinados a ver se não nos dava uma coisa. Nunca vi uma precaução dessas com vacina nenhuma mas com estas vacinas eficazes e seguras era assim.
E pergunto para quando uma compensação para quem perdeu familiares ou ficou estropeado pela vacina.
Em vez de relatórios médicos que são verdadeiras fake news como dizer que alguém a quem deu uma trombose massiva aos 55 anos acompanhada de uma doença auto imune fumava dois maços de tabaco desde os 15 anos.
Sabendo eu que a miséria em que essa pessoa viveu boa parte da vida só lhe permitiu fumar o que lhe dava na gana para aí aos 35 anos.
E não, não eram dois maços todos os dias ou a pessoa nem teria tempo de trabalhar.
Não sei que desculpa arranjaram para justificar igual resultado numa mulher de 48 anos que não bebia, não fumava e era vegetariana para além de malhar no ginásio a sério.
Mas talvez tenha sido uma varicela que teve em pequenina.
Por essas fake news ninguém vai pagar mas parece que com isso ninguém se chateia.
Pelo menos quem agora está a te um orgasmo pelo facto de o fundador do Telegrama ter ido malhar com os ossos a cadeia sabe Deus até quando.
Cambada de trastes.
Vão ver se o mar da megalodonte.
Uma pandemia dá tanto dinheiro a ganhar a alguns sectores que qualquer dia passa a ser como os Jogos Olímpicos, de 4 em 4 anos, ou de 5 em 5. Tudo a bem do sistema, “as pessoas podem não estar melhor mas o país está”, e quem o atestará serão as agências de rating.
Entretanto, tanta coisa com a transição energética e as energias limpas, ou verdes, e nunca se viu tanto lixo espalhado pelas nossas ruas e alamedas, nas cidades e no campo. O país está melhor, está… mas para os seus parasitas.
Imagina só, um jornalista do Daily Mirror como autor desta propaganda fascista à sombra da “liberdade de expressão ” ! Tanto descaramento. Telegrama certamente com a cumplicidade do CEO tem sido a base de operações de inumeros actores criminosos desde fraudes financeiros, roubos de identidade ate trafico de menores e cumplicidade com grupos terroristas. E acima de tudo, pessoalmente, recusar e obstruir o trabalho da Lei esforcando-se em proteger as vitimas dessa tal “liberdade de expressão” . Eu sei, em primeira mão porque eu já fui vitima de criminosos abrigados pelo Telegrama. O unico desespero que eu vejo é o das vitimas que nao tem conseguido justiça graças à obstrucao de Durov e Telegram. Durov tem que pagar pelos crimes de cumplicidade com criminosos na plataforma Telegram pela qual é responsavel. Nao se trata de politiquices aqui. Isto é uma questão de Lei e de proteccao da maioria dos prejudicados cidadãos indefesos por todo o mundo apanhados na rede nefasta de Telegram. Basta! Justiça deve ser feita com compensação às vitimas o mais depressa possivel.
Se fosses dar banho ao cão e que ias bem.
E quando e que o dono do Facebook paga por apoio aos genocidas de Israel, aos nazis ucranianos e outros trastes por aí?
O que plataformas como o Face fazem e denunciar todos quantos se opõem a gente dessa em nome do combate aos discursos de ódio e outras tretas conexas.
E quando o Face censurou críticas ao assassinato de Cassem Soleimani porque era sua política não acolher apoios a pessoas ou instituições sancionadas pelos Estados Unidos. Ora o homem foi vilmente assassinado a mando de um traste fascista por ter realmente combatido o Estado Islâmico que também usou o Face para recrutar em todo o mundo. Ser sancionado e outra coisa.
E quando o Face remove conteúdos de denúncia do genocídio em curso em Gaza porque e antissemitismo.
Quando removeu todas as dúvidas em relação as vacinas COVID cuja contabilidade mortífera nunca será feita.
Quando e que alguém paga por este ataque a nossa saúde?
Toda a gente tem de pagar menos os trastes que apoiamos. Também estavas a aplaudir o Netanyahu de pé?
Coitadinho, foste insultado no Telegrama. Esta noite já nem durmo com a pena que tenho de ti. E responder? Não sabias palhaço? Precisas da censura e da prisão para te defender?
Mas assim é que se defende a verdadeira liberdade de expressão.Estamos conversados.
Em Portugal vivemos 48 anos num regime assim. Houve muita gente como tu que até gostou. Felizmente foram mais os que não gostaram.
Por este caminho e para lá que voltamos.
Podes ir ver se mar da megalodonte.
Neste momento Macron e o ditador de facto de França. O povo que fez a Revolução que fez tremer todos os tiranos europeus merecia melhor sorte.
E como todos os ditadores de antanho, encontrar bodes expiatórios para os seus fracassos e cozê-los em lume brando na praça pública sempre foi uma manobra de diversão estratégica…
É o desespero dos incompetentes líderes nacionais, europeus e ocidentais, incapazes de aplicar políticas benéficas para os povos europeus, quanto mais os outros. Tudo porque se subjugam aos interesses americanos, funcionando a UE como um protectorado dos EUA, através do braço armado (e direito) da NATO, ao ponto de agora se confundir a UE com um apêndice militarista e militante dos interesses americanos no continente europeu.
Mas desconfio que irão pagar bem caro. Sarkozy foi engavetado, tal como Tony Blair devia ter sido. E ao pé do Macron o Sarkozy era um menino de coro.
Boris Johnson (BoJo, ou BoZo) é outro que tem passado entre os pingos da chuva, e pelos vistos para ele e sus muchachos a violação recorrente, descarada e ao mesmo tempo (mal) ocultada das restrições durante a fase epidémica da Covid-19 foi um capricho, uma veleidade. Quando toda a população tinha de cumprir (coercivamente, se necessário fosse) a quarentena, o recolher obrigatório, o isolamento e o distanciamento social, além de usar máscaras quando saía de casa.
Além de muitas outras palhaçadas, aldrabices, e jogadas sujas. Esses ingleses só não vão de cana porque têm as costas quentes, e protecção dos serviços secretos e da casa real (monarquia).
O Cameron era um pouco menos trapalhão e labrego, mas a nível externo também não era flor que se cheirasse.
O Macron em França está com medo de cair do poleiro e depois em desgraça, e acontecer-lhe igual ou pior que ao Sarkozy. Em França também há secretas e interesses ocultos, mas não têm as saias da rainha, ou do rei, para se esconderem debaixo.
*Distanciamento físico, melhor dizendo. Distanciamento social é mais o programa e/ou o modus operandi da sociedade neo-liberal e ultra-capitalista ocidental, que resulta no enriquecimento acelerado de uma muito reduzida minoria de cidadãos do mundo em detrimento de uma cada vez mais esmagadora maioria, que empobrece, perde poder de compra, qualidade e esperança de vida, para estes liderzinhos a soldo brincarem às guerras, genocídios, ecocídios, para facilitarem grandes negociatas armamentistas, financeiras, imobiliárias, fornecimento de bens alimentares, matérias-primas, drogas farmacêuticas e nem por isso, e tráfico humano, para fins de exploração sexual, laboral, experimental e de dumping ou engenharia social. Isso é que é o significado de “distanciamento social”; as relações de “proxémia” é que abordam a proximidade ou distanciamento físico nos contactos inter-pessoais, e são traços culturais de comportamento humano específicos, no caso da Covid-19 (re)codificados através de normas e regras “profilácticas” (nem sempre legais), para alterar os comportamentos habituais comuns.
Ou seja, resumindo e simplificando, Distância(mento) Social é a antítese do Socialismo, é o anti-socialismo, tão em voga nos dias de hoje, graças a tanta propaganda patega e libelinha, made in usa e “exportada” para a parvónia.
Distância Social significa A(nti)-Socialismo.
O engraçado é que durante a pandemia quase toda a gente se queixava do… Distanciamento Social (que na realidade era físico, era a diminuição ou ausência de contacto humano, por vezes ao nível da célula familiar ou da família próxima ou mais alargada, nem sequer a nível público da sociedad).
E é com estes jogos de palavras que manipulam a mente das populações e a sua percepção da realidade, também para isso foi aproveitada a pandemia, para engenharia e reprogramação social, para estupidificar ainda mais as massas (e exemplos de estupidez humana não faltaram), não só para fazer fortunas em vacinas, testes, máscaras, etc…
Dividir para reinar, semeando a discórdia, a intolerância pelas opiniões divergentes, com doses cavalares de propaganda médico-farmacêutica a carburar a todo o vapor nos orgãos de comunicação social de massas (assim como nos dias de hoje a substituíram por propaganda bélico-militar) , arredando para o “sub-mundo das redes sociais, fóruns e blogs obscuros todo o pensamento alternativo, todos os contributos e pontos de vista diferentes (e muitos deles válidos, para além de muitos especialistas credenciados só terem essa via para o contraditório), e adicionando pitadas de boçalidades que oscilavam conforme soprava o vento, mais a história da imunidade de grupp com 86% da população vacinada, conceito que funcionava como a cenoura pendurada numa cana para fazer o burro avançar, neste caso o cidadão para a vacinação como se de uma missão patriótica (ou de manada) se tratasse, e que rapidamente se tornou uma anedota quando a maioria dos vacinados, já acima dos 80 e muitos por cento, teve de ir dar mais uma volta (ou duas, ou três…) no carrossel para chutar o “remédio”, para manter uma pseudo-imunidade que se sabe hoje no máximo dura dois ou três meses.
Tudo isto em levas sucessivas, filas extensas, tudo a passar nos mesmos pontos, muitos deles vacinavam-se e apanhavam a doença poucos dias depois, decerto pelo contacto com tanta gente que acorria à vacinação (aí as normas do “distanciamento social” – físico! já não eram tão rigorosas, ninguém era multado se calhasse ficar tudo ao molhe e fé em Deus horas a fio à espera porque não havia doses para todos, por falha logística, ou aparecia um lote estragado, ou fora do prazo, ou ia mais gente por lapso de convocatória, etc).
Tudo isto com os dirigentes políticos a fazer salamaleques à Ursula von der Pfizer, às farmacêuticas, bajulados e incitados pelos delegados de acção médica, tal como hoje fazem ao som dos generais alinhados, dos embaixadores diplomatizados e dos especialista em geopolítica e política internacional.
E ainda se arranjou um “Homem Providencial” para meter ordem no mercado, um almirante da Marinha para assegurar o justo e certeiro fluxo logístico dos lotes de vacinas por terra (e por ar, que de barco ou submarino não deviam ir). Só assim se conseguiu colocar alguma ordem na algazarra criada por campanhas de medo que lançaram algum pânico e faziam as pessoas acorrer que nem possessas desesperadas à salvação da alma e dos corpo pela injecção milagrosa, ultra-científica comprovadamente, ou ultra-cientificamente comprovada!
E não faltavam paranóicos, daqueles hipocondríacos, que nem sequer estavam em idade de risco, ou tinham doenças ou “co-morbilidades” graves ou agudas, a condenar à agonia, ao sofrimento eterno e à danação imemorial todo aquele que não corresse, mesmo que em fila indiana, e atropelando alguns pelo caminho, a tomar o milagroso elixir da imunidade (de “grupo”)!
Quem também se fartou de fazer dinheiro foi o pessoal do papel higiénico, e do álcool, e dos lenços de papel, e provavelmente os das fraldas, lixívias e muitos outros…
Valeu-nos o Almirante da Marinha vir a terra colocar ordem numa casa tão bem mandada! E mesmo assim, aqui e ali, houve borrasca! Mas quem queria saber disso, um pouco de calor humano de vez em quando não faz mal. Que o diga o Boris Johnson e os seus companheiros de “pizza night” no número de 10 de Downing Street.
Portanto, querem fazer-nos acreditar, com tantas normas e regras “profilácticas” de proxémia, vacinas à discrição e líderes providenciais, só não se salvou quem não quis… a vacina, milagrosa, as máscaras e os testes, vitais, e finalmente o distanciamento físico e o isolamento humano, fulcral.
E o povo crédulo e arrebanhado (arrebatado pelo campanha de medo e a propaganda da acção médico-farmacêuitica) respondeu, “Não foi pela falta de imunidade de grupo, nem por não termos dado 3 ou 4 voltas no carrossel”…
E o que acontece a quem dá várias voltas num carrossel muito rapidamente? Pois é, ficam tontos e saem de lá desequilibrados.
Mas não é só no carrossel vacineiro, é em todos os carrosséis de propaganda massiva orquestrada pelos lobbys que realmente coordenam as acções dos nossos “grandes líderes providenciais”, sem os quais “os nossos valores e a demo-cracia” certamente estariam comprometidos (que o diga Macron, ou von der Leyen, ou até mesmo o pai do Dr. Nuno)…
Em resumo, mais um que só sai quando tiver a mioleira feira num bróculo.
E se quase toda a gente achou normal o longo martírio de Julian Assange, este, que nasceu russo e tem nome russo pode contar com uma longa estadia a sombra.
Ainda por cima tem dinheiro e nos que admiramos o empreendedorismo dos oligarcas ocidentais não temos a mesma bitola quando se trata de russos.
A atitude de Macron não deve espantar num presidente que se recusa a reconhecer os resultados eleitorais e a nomear um novo primeiro ministro.
Se Cavaco tivesse feito o mesmo em 2015 o que e que lhe tínhamos chamado? Mas a União Europeia, que apoia um presidente de um país terceiro que simplesmente se recusou a fazer eleições também não se importa de continuar a respaldar o presidente de um estado membro que se recusa a aceitar os resultados eleitorais.
E também não vai dar um pio quanto a canalhice de enfiar o proprietário de uma rede social na prisão de La Sante ou outro buraco qualquer.
E outra coisa que devia assustar nos. A tal possibilidade de um dia virem buscar nos a nós.
Isso já vai acontecendo na Europa e Estados Unidos mas parece que anda toda a gente a dormir.