Em Kiev será derrotado o globalismo ocidental e o seu instrumento nazi-fascista!

(Hugo Dionísio, in Strategic Culture Foundation, 13/08/2024)

A infiltração de nazis, simpatizantes nazis, descendentes ou não de nazis e de colaboracionistas nazis, nos corredores do poder ocidental, não significa uma abertura recém aproveitada para a glorificação e branqueamento de todos os que se encontravam no lado oposto ao russo, soviético ou bolchevique. Este autêntico movimento de reescrita histórica e de reaproveitamento do potencial ideológico instalado representa, sobretudo, o encerramento de um círculo histórico, iniciado pelos sectores mais reacionários e fascizantes da elite ocidental.

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Um pensamento sobre “Em Kiev será derrotado o globalismo ocidental e o seu instrumento nazi-fascista!

  1. Em minha opinião, em termos gerais, o texto que acabei de ler peca por alguma falta de clareza, alguma prolixidade e pela ausência de uma síntese explicativa indispensável para passar uma mensagem clara e persuasiva.

    Lamenta-se repetidamente o ressurgir do fascismo e do nazismo, mas não se faz uma análise – materialista histórica – que permita perceber o porquê desse ressurgimento. Essa análise teria de identificar as condições materiais em que o capitalismo, na fase de financeirização, se encontra, que permite a apropriação por parte de um número cada vez mais reduzido de pessoas da riqueza do planeta, através da exploração do trabalho e da natureza, por um lado e, por outro, espoliando os recursos de povos que não têm condições para se defender – um autêntico esbulho a céu aberto.

    Acontece que, face a esta conjugação de fatores, com os movimentos migratórios que despoleta e com a instabilidade e deterioração das condições de vida provocada, o ambiente social no Ocidente – países do chamado capitalismo avançado – começa a exigir uma ‘democracia’ musculada’, e o fascismo e nazismo reciclados mostram novamente as garras, contando com uma esquerda, nuns casos equivocada, e em outros incapaz de responder à altura porque não domina os mecanismo necessários, tanto a nível de estudo e de conhecimento, quanto a nível dos meios de comunicação social a que não tem acesso, tendo tardado muito em acordar para os media alternativos.

    Constato também que mais uma vez o wokismo é tratado como bombo da festa, sem se separar o trigo do joio, e acho tal atitude lamentável. É que feminismo, movimento antirracista e movimento LGTB são movimentos com enorme potencial revolucionário que mais uma vez a esquerda, perita em dar tiros nos próprios pés, permitiu que fossem cooptados pela direita neoliberal. Repare-se por exemplo no feminismo que já conta com uma fação neoliberal, mas, la está, não se pode tomar a parte pelo todo, como a esquerda, ou alguma esquerda, está a fazer.

    As chamadas pautas identitárias precisam é de ser, como refere Nancy Fraser, formuladas em termos de luta contra o sistema global; precisam de ser reapropriadas pela esquerda e não pura e simplesmente ostracizadas. Deve lembrar-se que o sexismo, o racismo e a discriminação com base na orientação sexual interessam ao capitalismo que tem, a partir dessas discriminações, serviços baratos, de “cuidado” por parte das mulheres que acabam por garantir a reprodução social de que ele precisa, de mão de obra que pode explorar com justificações espúrias, e de bodes expiatórios a quem lançar as culpas do muito que corre mal, sem ter de se pedir contas ao ‘lindo sistema’ a que estamos entregues e nos desgoverna.

    As pautas identitárias só são apoiadas por alguns setores capitalistas porque estes já perceberam que, não podendo vencer o inimigo, se deviam juntar a ele, para o manobrar no sentido que lhes fosse mais conveniente; mas, tão logo surja oportunidade, mandam pela borda fora tão incómodo companheiro de viagem.

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