(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 07/06/2024)

Primeiro são os lisboetas expulsos da sua própria cidade. Depois, vai ser preciso inventar outro país para onde os portugueses possam fugir.
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Cada um sabe do que gosta, pelo que muitos discordarão do que se segue. Fui um lisboeta de adopção desde a infância, mas só aprendi a gostar de Lisboa já na idade adulta e terminado o sufoco do Estado Novo: sem dúvida que uma e outra coisa estavam ligadas, pelo que não posso culpar a cidade disso. Quando era pequeno, em casa dos meus avós, numa das colinas da cidade, subia a um terraço e de binóculos em punho ficava fascinado a ver os paquetes que acostavam ao cais da Rocha do Conde de Óbidos e depois partiam, rebocados Tejo fora, soltando um apito de despedida da cidade, um apito triste. Eram os italianos “Saturno” e “Vulcano”, o inglês “Queen Mary I”, o francês “France”, elegantes, misteriosos, desembarcando passageiros silenciosos e discretos. Hoje vejo os paquetes encostados em frente à Casa dos Bicos, monstruosos, grandes como urbanizações, os maiores poluidores da cidade, despejando nela 700 mil passageiros por ano e por algumas horas, para o circuito da beira-rio e dos pastéis de nata, ruidosos e absolutamente alheios à “Lisboa e Tejo e tudo” de que falava Pessoa. Mas isso, os novos paquetes, de que Barcelona e Veneza já se vão livrando, é apenas uma das coisas que num ápice, mas à vista de todos, vêm paulatinamente fazendo de Lisboa uma cidade prostituída ao turismo e roubada aos seus habitantes.
Lisboa recebe 19 milhões de turistas por ano, 40 novos hotéis apenas em 2023. Não é muito, para Carlos Moedas. Em Junho passado, ele declarava a “O Globo” que “ainda estamos muito longe do excesso de turismo. Muito longe da situação de Veneza ou Barcelona. Devemos continuar a apostar no turismo”. Em contrapartida, nos últimos dez anos, a cidade perdeu 30% dos seus habitantes, sobretudo no centro histórico: os turistas expulsaram-nos. Quem não perdeu a sua casa para a especulação imobiliária, quem deixou de poder pagar arrendamentos que são os segundos mais caros da Europa, perdeu o prazer de viver numa cidade onde todas as lojas históricas, o pequeno comércio de bairro, os restaurantes e tascas de rua foram cilindrados pelas lojas de souvenirs e ‘CR7’, e toda a zona histórica, do Castelo até à Torre de Belém, toda a beira-rio onde durante tanto tempo esperámos pacientemente por obras de requalificação, hoje é autódromo de tuk-tuks, pradaria de trotinetas à solta, território comanche onde um lisboeta se sente em terra alheia.
De há uns anos para cá, também eu me tornei um dos desertores de Lisboa, um dos que desistiram de continuar a perseguir um amor impossível. De que me servia a luz de Lisboa se as esquinas estão tapadas de turistas ou da tenebrosa silhueta dos paquetes que hoje se chamam “Icon of the Seas” ou “Spectrum of the Seas”?
De que me servem os jacarandás de Maio se estão pejados de trotinetas abandonadas aos pés? De que me serve o cheiro a sardinhas se nem consigo chegar perto de Alfama? De que me servem as esplanadas se não consigo abstrair-me da poluição visual dos horríveis guarda-sóis e cadeiras de plástico da Super Bock ou da Sagres? De que me servem o Terreiro do Paço ou a Ribeira das Naus lindos de morrer se não consigo lá chegar nem sair de lá a não ser de tuk-tuk e em cada metro está um camone a fazer selfies? Hoje sou um lisboeta de toca e foge, vou a Lisboa uma vez por semana por razões profissionais, circulo à volta da cidade para fugir à confusão e, talvez porque já me habituei à tranquilidade e doçura da vida na província, sinto, mesmo fugindo do centro, uma urgência hostil à flor da pele, no trânsito, nas pessoas, nos ruídos, e tudo me conta que esta não é uma cidade de gente feliz. E com razões para isso.
Nunca compreendi as causas da derrota autárquica de Fernando Medina. Parece, mas é uma explicação curta, que terá sido por causa da questão das faixas para ciclistas na Almirante Reis, cuja revolta local lhe retirou o número de votos suficientes para a inesperada vitória de Carlos Moedas. Por ironia democrática e ao contrário do prometido, nem isso, porém, Moedas resolveu. E digo nem isso, porque não vejo que tenha resolvido mais o que quer que seja. Peço desculpa se por acaso estou mal-informado ou observo mal, nas minhas rápidas incursões semanais à capital, mas, de facto, não vejo uma rua melhorada, um piso renovado, um espaço verde a mais, uma praça reconfigurada, um novo estacionamento, uma árvore plantada: apenas radares de velocidade por todo o lado, num exercício abusivo de autoritarismo e confisco que muito deve contribuir também para a irritação dos lisboetas ao volante. Medina requalificou a frente do rio, a Avenida da República, a 24 de Julho, o Martim Moniz, deu uma praça a cada bairro, um novo parque à cidade, inúmeros espaços verdes novos e licenciou centenas de esplanadas. O que fez Moedas em três anos? Vejo-o constantemente no combate político ao PS e ao anterior Governo, sempre a reclamar louros de coisas não vistas, mas sempre também a recorrer ao governo quando se vê à rasca — seja na Jornada Mundial da Juventude, na construção de residências estudantis ou em instalações para os sem-abrigo. Graças ao turismo e à especulação imobiliária, tem receitas que nunca a Câmara tinha tido e ainda duplicou as célebres ‘taxas e taxinhas’ que o PSD tanto criticava e mesmo assim conseguiu levar o superavit recebido de Medina a um inexplicável défice. Mas talvez, repito, eu esteja mal-informado ou esteja a ver mal.
Mas o que eu não vejo com certeza é que Carlos Moedas tenha, ou consiga explicar, caso tenha, uma ideia de futuro para Lisboa. Vejo-o debitar vagos pensamentos sobre atrair talentos e empresas internacionais para a cidade, mas nem sequer esclarece como conseguiria conciliar isso com uma cidade que aposta tudo, e com o seu apoio, na exploração do filão turístico até ao infinito. Por exemplo: o que pensa Moedas quando ouve as associações empresariais do sector turístico reclamarem um aeroporto que possa trazer até 60 milhões de turistas por ano para Lisboa? A mim, apetece-me puxar da pistola; e a ele? O que pensa Moedas sobre o artigo saído na última edição de domingo do “El País”, onde se procede a um requiem da cidade, prostituída de alma e coração ao turismo? Tem orgulho no que está a fazer, no que vai continuar a ser feito?
Eu sei que Lisboa não é caso único. Portugal inteiro está à venda a troco de €25 mil milhões, 9,5% do PIB, o valor do turismo no ano passado. Veja-se o pesadelo planeado para a costa alentejana, de Tróia a Melides, descrito no último Expresso, ou as 100 mil camas ainda para serem construídas no Algarve. Tudo isto num país ameaçado por faltas de água contínuas e cada vez mais severas, com arribas a desabarem pelo excesso de construção, praias saturadas, hospitais públicos sem capacidade de resposta, mão-de-obra estrangeira amontoada em contentores ou pardieiros e os serviços públicos inoperacionais. Eu não defendo o fim do turismo, eu defendo, desde há muito, o que todos prometem e logo esquecem: menos turistas, mais qualidade, mais respeito pela paisagem e pelos recursos naturais, e, como resultado, iguais ou maiores receitas. Mas em Portugal, quando um negócio dá dinheiro, não há limites que não a ambição e a ganância de todos e de cada um. Ninguém estuda, ninguém planeia, ninguém mede as consequências adiante, apenas os lucros a curto prazo. Por isso, primeiro vemos os lisboetas expulsos da sua própria cidade. Depois, vai ser preciso inventar outro país para onde os portugueses possam fugir.
2 No Expresso online, Henrique Raposo escreveu uma das suas recorrentes crónicas de propaganda de Israel, desta vez ultrapassando os próprios mentores. Diz ele que os miúdos palestinianos, a partir dos 7 anos, “são educados a usar com orgulho as AK-47, logo na primária, ao mesmo tempo que lêem propaganda igual à dos nazis sobre os judeus”. Enquanto que “as meninas palestinianas são obrigadas a casar aos 15 e, se recusarem, são deserdadas, espancadas ou assassinadas”. Não sei se tão vívida descrição lhe virá de conhecimento in loco ou de excesso de imaginação militante. Mas considerando que desde o 7 de Outubro, Israel já matou 15 mil crianças palestinianas em prédios habitacionais, escolas, hospitais e campos de refugiados e que reduziu Gaza a um horizonte de ruínas, não me parece que seja preciso propaganda igual à dos nazis para levar os miúdos palestinianos a odiar os israelitas nem que as meninas palestinianas tenham alguma coisa de que possam ser deserdadas se recusarem casar-se — se é que ainda encontrarão, entre os sobreviventes, maridos disponíveis ou pais com vontade de as assassinarem em caso de recusa, como assegura Henrique Raposo. Mas talvez Raposo não fizesse mal — apenas por uma questão de honestidade intelectual — em estender a sua dissertação daquilo a que chama “a masculinidade tóxica palestiniana e a raiz patriarcal da cultura muçulmana” aos comportamentos familiares e sociais do mundo submerso dos judeus ortodoxos. Esperem sentados.
Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia
Deve sercs Rússia que está a dar armas aos sionistas para matar gente em Gaza, Cisjordânia, Síria e Líbano. Essa senhora precisava era que alguém lhe conseguisse dar uma trapada de merda no focinho.
E quem a convidou merece ser penalizado amanhã.
Conclusão: os wokes, os comunistas, os pensionistas e os funcionários públicos é que vão dar cabo disto tudo.
E mais uma vez a União Europeia é equiparada à URSS, mas é cada vez mais russófoba, neoliberal e em vez de se encolher (como a URSS se foi encolhendo, e após a queda do muro se retirou da Europa de Leste), expande-se cada vez mais para leste.
No dia D convida-se a Alemanha e a Ucrânia (Bandera e outros eram colaboradores da Alemanha nazi), mas faz-se de conta que a Rússia não existe nem é bem vinda. Faz-se de conta que o Putin é o novo Hitler (muito gostavam os propagandistas desta associação, do “Putler”, agora com o que se passa em Gaza, onde a mortandade de civis é muito maior e a um ritmo alarmante, lá tiveram de ir pondo as associações a Hitler no saco).
No Porto a passear ao lado do Montepardo e do Bugalho, a van der Lyer acabou a dizer que na Rússia os manifestantes pro-palestinianos que a queriam confrontar seriam presos (?), mas como muito bem ouvi ontem na Antena 1, em Gaza seriam mortos e disso ela (que não foi eleita, como Putin foi) já não falou, desviando de uma penada o assunto de Israel para a Rússia, o bode expiatório de todos os males. E fez isso com ares de Dona do pedaço.
Não se esqueçam os eleitores da AD no que se estão a meter quando forem votar, não há desculpa para a falta de escrúpulos e o apoio aos delírios da senhora da IKEA.
E quem votou no Moedas depois das aleivosias que o homem disse nos anos da troika, em que, mais coisa menos coisa, defendia que podíamos e devíamos viver todos a alpiste também deve ter batido com os cornos numa azinheira bem dura.
Agora é aguentar e lamentar sinceramente pelas centenas de milhares que não votaram no traste e agora levam com as consequências da falta de neurónios da maioria.
E há gente que ainda acha que a culpa é dos funcionários públicos ou dos “milhares” que não saem de casa para trabalhar e lhes vão levar o ordenado a casa.
Quando o FMI vier por ordem nisto logo serão todos despedidos. Palavra de “uma no cravo e carradas delas na ferradura”.
O FMI é uma instituição malfeitora que lança a fome, a miseria e o malfadado neoliberalismo sobre os povos a pretexto de lá pôr ordem.
Nunca os seus responsáveis deram um pio sobre dívidas especulativas, fraudes bancárias e outros factores que contribuíram em muito para a tal história da dívida grega e, já agora, portuguesa.
O FMI fez mais de um milhao de pessoas na Grécia emigrarem, pos 30% a ser tratadas em tendas geridas por médicos que ainda iam para lá depois de cumprir o seu turno nos hospitais, houve carradas de suicídios, houve gente a recuperar “receitas” do tempo da ocupação nazi.
Por aqui a sangueira foi mais ou menos a mesma.
Recentemente o FMI elogiou o Governo assassino de Milei que já despediu muitos funcionários públicos que não estavam lá a fazer nada como a malta que trabalhava nos Ministérios ligados à proteção social que, na perspectiva dele, não servem para nada.
Christine Lagarde, que agora nos afoga com júros a pretexto de combater a inflação, garantiu não ter pena de quem desmaiava de fome na escola. Agora pede, ou melhor, ordena, indigência salarial tanto no público como no privado a pretexto do mesmo combate a inflação.
Mas é em psicopatas destes que muita gente se fia para conseguir alguma vingança por não ter conseguido passar nos concurso de acesso à função pública.
Como se toda a gente ter miseria resolvesse alguma coisa a miséria de outros.
O que é preciso é trabalho com direitos, em todo o lado. Seja público seja privado. Acabar com o poder discriciinario de patrões e, superiores hierárquicos. Acabar com a “flexibilização” e outras semelhantes.
Fazer com que os processos em tribunal de trabalho não levem tanto tempo a ser resolvidos que o trabalhador tem tempo de morrer de fome a espera.
Por isso as pessoas aguentam tudo quanto é aleivosia e ilegalidade e acabam por invejar os funcionários públicos por não poderem ser despedidos.
Pois supostamente não podem ser despedidos mas podem ser convidados a ser transferidos para lá do Sol posto para não levar com um processo disciplinar que lhe pode custar uma suspensão longa em cima.Como vi acontecer a um.
Tudo pelo crime de, dias antes, ter atendido como deve ser gente russa. Não pode foi o desgracado provar tal coisa.
Vão ver se o mar dá choco.
Bem,o que eu disse é que “alguns” funcionários publicos e pensionistas levam os recursos todos…As contas não são minhas,eu não as inventei. A maioria está em Lisboa é normal…Em relação aos pensionistas apenas 50 mil custam tanto como os quase 3 milhões restantes…Claro que o FMI é instituição predatória,mas não fui eu que escolhi.
Conheço “funcionários públicos emprestados” que tem 4 ou 5 cargos em muitas empresas com financiamentos publico a ganhar milhares…Não sei como isto é possivel,porque eu só posso estar a trabalhar num só lugar.
Depois queixam-se que a extrema direita ganha força.Muitas vezes tento convencer amigos meus que eles estão errados,mas já não adianta nada!
Independente de muitos não estarem de acordo comigo, nem me interessa,o que eu penso,(ainda tenho o direito de pensar) que as minhas conclusões são óbvias. Infelizmente, para mudar um sistema que é mantido por dominantes, é preciso um colapso desse sistema. As transições não funcionam. Os discursos são apenas promessas ilusórias. Quando olhamos para a história, precisam definitivamente de revoluções para reduzir as desigualdades. Actualmente, estamos numa fase de falsas soluções, como o extremismo político. As ideologias políticas e religiosas estão de novo em vigor. Os direitos humanos são mais do que violados, são negados e desmantelados. O estado de direito, essencial numa democracia, assenta em leis que favorecem os mais ricos. Por quanto tempo vão aceitar isso? Sem mencionar todas as manipulações propagandistas que nos assaltam.
Nem tudo é mau na função publica verdadeira,cito verdadeira,mas baseio-me em contas.
Voltemos ao básico: Já não podemos fechar os olhos à situação. A raiz de todas as desigualdades reside na distribuição da riqueza. O estrangeiro, a meritocracia e os discursos ideológicos são apenas ilusões para nos fazer aceitar um sistema de vida totalmente injusto e destrutivo.
Não esqueçamos que o que faz a fortuna dos mais ricos é a nossa contribuição através do nosso trabalho e das nossas despesas para este sistema de predação de recursos e vidas.
A livre circulação de capitais e as deslocalizações são permitidas, a fim de permitir que os grandes a deslocar o dinheiro para onde querem. E todos os políticos que são a favor da UE e desejam permanecer lá, jogam o jogo do Capital que põe as pessoas de joelhos, que incentiva a extrema direita. Isto é verdade à escala europeia e até global!
Capitalismo que engendra o fascismo.
Não sei como o Moedas quer criar unicórnios 🦄 em Lisboa se nem sequer é capaz de abrir os cordões à bolsa 👛 e construir um centro hípico 🐎 adaptado, ou estábulos com equipamento próprio, para alojar as criaturas. Talvez porque tenha gasto tudo no Parque Urbano do Tejo e Trancão, para dar palco a capelões e pasto aos jovens fiéis do Papa. É tudo o que me apraz dizer do Dr. Insert Coins. 💶
Há gente muito exigente!
Pedir ideias de futuro ao sr. Moedas, não lembra ao diabo.
Já agora. A Revolta da Páscoa na Irlanda foi em 1916 e não em 1917. James Connolly foi o sujeito que lembrou que também por lá havia um bocadinho de masculinidade toxica e foi passado pelas balas como todos os líderes da revolta após a rendição incondicional as forças de ocupação.
O único a ser poupado foi Eamon de Valera, por ter dupla nacionalidade irlandesa e norte americana. Víria a tornar se o primeiro presidente da República da Irlanda. Após anos de guerra contra quem não tinha nada que já estar que deixaram milhares de mortos e feridos na maior parte civis.
Também os ingleses, coitadinhos, tinham uma certa dificuldade em distinguir civis de combatentes.
Felizmente tinham saído arrasados da I Guerra Mundial e não estavam interessados numa guerra de guerrilha, que lhes poderia custar muito sangue, as portas de casa.
Mantiveram um foco de instabilidade com a criação da Irlanda do Norte e partiram.
Quanto a uma certa masculinidade toxica lá continuou e a última Casa de Maria Madalena, onde eram escravizadas raparigas “perdidas” por via do sexo antes do casamento so fechou em 1994.
Dizem que o que acabou com as casas de Maria Madalena foi o advento da máquina de lavar pois que essas mulheres eram na maior parte usada em serviços de lavandaria e não uma efectiva mudança de mentalidades.
O que nada justifica foi o genocídio feito contra aquela gente durante mais de 500 anos, a verdadeira escravatura dos rendeiros, o abandono durante a Grande Fome de 1948 que ditou que numa população de oito milhões de pessoas dois milhões morressem de fome e outros dois milhões emigrassem. A população irlandesa ainda não recuperou desse golpe.
Também não justifica que tenham arrasado praticamente todo o coberto vegetal da ilha. Quase todas as árvores desapareceram e alimentaram os alvores da Revolução Industrial.
Como precisavam de um sítio onde pudessem continuar a caça a raposa mantiveram no Sudoeste, as alturas da cidade de Killarney, o coberto vegetal primitivo da ilha. O que faz com que a visita valha a pena e Killarney seja um dos maus importante pontos turísticos da ilha. De resto, o resto da Irlanda é um deserto verde, o que lhes vale é que lá chove muito.
Uma viagem de comboio de Dublin a Killarney oferece um cenário desolador. Só depois é que soube porque é que em sitio tão chuvoso não havia uma única árvore.
Talvez tenha sido essa passagem pela Irlanda que me tenha levado a desconfiar ainda mais de projectos colonizadores e pretensamente civilizadores.
Se protagonizados por gente que se acha eleita de Deus pior um pouco.
E o problema não sao os hotéis. O problema são casas que antes eram habitações transformadas em alojamentos locais e casas arrendadas por um balúrdio a turistas endinheirados ou vendidas por igual balúrdio a quem tem ordenados que são aí umas 10 vezes mais que os do tuga médio.
E nisso que, por muito que custe a quem diz que por uma ordem nisto tudo é por e querer fazer como na União Soviética que tem de se pôr ordem.
Conheço efectivamente gente que viu os filhos emigrarem justamente porque aqui até tinham trabalho dentro daquilo para que estudaram mas era lhes impossível alugar ou comprar uma casa.
E incomportável comprar um T1 por mais de 300 mil euros.
Basta ir a uma imobiliários e ver os preços que chegam a ser 800 mil euros por um T3 para perceber do que o MST esta a falar.
Muitos países da Europa teem tratado de conter os danos criando escalões para as mais valias a exemplo do que se faz com os rendimentos do trabalho. Fazendo o mesmo ao IMT, como aqui já se faz, mas a doer.
Alguns, como a Dinamarca, já proibiram a venda de casas de habitação a estrangeiros. Não concordo se isso abrir a porta à discriminação de quem imigra mas a verdade é que ainda ninguém os acusou de querer fazer como na União Soviética.
Sempre tive muitas críticas a isso de querer por um pais a viver do turismo ate pelo simples facto de que as pessoas não vão de férias com o que teem mas com o que lhes sobra e quando deixar de sobrar ardeu. Não se permitem empregos qualificados e bem remunerados, salvo excepções. Da asneira querer viver das migalhas dos outros.
Não concordo com tudo o que diz o MST e já o tenho dito mas aqui o homem tem razão. O turismo, pior, o turismo massificado e de habitação está a tornar a situação insustentável.
Insustentável para fixar cá as novas gerações e insustentável para que os mais velhos tenham casa.
Conheci um pobre diabo que foi despejada de casa por via da Lei Cristas tendo toda a vida vivido em Lisboa e despejada num Lar de Idosos onde o Diabo perdeu a avó torta.
Afundou no alcoolismo e a covid 19 acabou com uma vida de solidão e sofrimento.
E de coisinhas destas que estamos a falar é se há quem ache que isto é dinamismo vou ali e já venho.
Não é a ver wokes em todo o lado e União Soviética em todo o lado que vamos a algum lado. Muito menos a deixar andar.
Ou vamos ter mesmo de arranjar outro pais para os portugueses viverem como muitos já estão a fazer.
Quanto ao Raposo merece ver se a contar com um processo porque isso passa as marcas das atoardas do Ventura contra os ciganos. O homem está activamente a lançar um discurso de ódio para justificar um genocídio que está em curso. Isso é intolerável tal como é intolerável que um jornal de referência de estampa a um vómito desses em nome da liberdade de expressão.
Quanto ao texto principal, não discordo nas ideias-chave, mas o Miguel tem de perceber que nem todos podem fazer vida de turista à Miguel, que até dispensa paquetes e tuc-tucs, preferindo jactos, táxis e TVDE. Que me desculpem implicar com a habitual fanfarronice mal-disfarçada. Ah, e eu sou lisboeta mesmo, apesar de agora a part-time, e também evito tudo o que é “trend” e ir para o centro (quanto mais longe, melhor!). Mas a parada aqui é outra, não ando de paquetes nem considero esta deriva turística a “salvação nacional” (quer dizer, ninguém acredita em “salvadores da pátria”, mas depous acreditamos que é o turismo intensivo, e vistos gold, e resorts e condomínios de luxo que salvam o país?), mas o Miguel “portuense-lisboeta-madeirense-algarvio-açoriano-alentejano-new yorker- beirão-londrino, em suma, cidadão do universo, nunca consegue disfarçar a sua sobranceria de “classe” ( da qual não tenho inveja alguma).
Está semana não sei o que me causou mais repulsa, se a retórica da Ursa von der Rê Bordosa na deslocação ao Porto se os Escrotinhos e os Gnominhos a bater palmas, por isso vou abster-se de outras considerações até à próxima semana.
Resta lançar a questão: imaginemos que na próxima leva ou na outra a seguir o/a presidente da Comissão Europeia é da família política do Patega e vem cá afagar o cachaço de um Aventureiro qualquer, isto lá para 2030 (olha que coincidência, até rima com a tal de Agenda Vinte-Trinta!).
Mas isto não foi lenga-lenga de um Nostradamus 3.0 anti-Wokes qualquer… é só um “suponhámos”…
Gostei imenso da peça. Ainda mais gostei da resposta de MST ao fascizoide Henrique Raposo. Toma e embrulha.
O Henrique Ráposo é um self hatred alentejano que se orgulha de o ser. Mas que renege as suas origens e lá com ele.
Agora o discurso difamatorio a incitar ao ódio esta previsto e punido no Código Penal com cadeia até cinco anos e multa até 50 mil euros.
O que é que a representação da Palestina em Portugal está a espera para processar devidamente o traste?
Dizia eu de manhã pela fresquinha, sob o impacto dos nomes de quatro mil jovens assassinados que para muito boa gente todos esses desgraçados eram futuros terroristas que Israel tinha feito muito bem em matar pouco depois de saírem do ovo.
Pelos vistos o Raposo faz parte dessa gente que não merece ser chamada de gente.
A masculinidade tóxica palestiniana. E aqui não há disso? Saberá o Ráposo que todos os anos dezenas de mulheres morrem as maos de maridos e companheiros? Que milhares de mulheres levam uma vida inteira de maus tratos por falta de condições económicas ou pelo medo de serem mortas se abandonarem o seu carrasco?
Isso daria aos espanhois, franceses ou outros o direito de ocupar Portugal e matar homens e mulheres em nome do combate a “masculinidade toxica portuguesa” ?
Deveríamos ver a morte das mulheres portuguesas como uma libertação?
Já agora, o Ráposo já ouviu um discurso evangélico cristão para saber bem o que é isso de masculinidade tóxica?
Saberá que entre algumas famílias de elite ainda há casamentos arranjados? Só nas novelas é que a menina se apaixona por um pé rapado e a família acaba aceitando.
Não duvido que haja alguma masculinidade toxica entre os palestinianos como há em todos os povos subjugados.
O líder da rebelião de 1917 em Dublin, Irlanda, que acabou fuzilado, disse num discurso. “O homem Irlandes é o escravo do inglês, a mulher irlandesa e a escrava desse escravo”.
Quando estava justamente na Irlanda li uma autobiografia de um pobre diabo que, corria o ano de 1974 foi literalmente vendida pelo pai, com a idade de 16 anos, a um homem de 66 que era um verdadeiro demônio.
So a fuga a livrou de morrer às maos do animal.
Corria o ano 2000,estando em Inglaterra, conheci um pobre diabo de 22 anos, que tinha um filho de dois anos e meio que tinha deixado para trás ao fugir com a roupa do corpo. Tinha sido vendida por 500 contos. A uma besta que lhe dava literalmente uma sova todos os dias. Sim, nos alvores do Século XXI em Portugal ainda se passava disto. Já agora, não, a moça não era cigana. Não comecem os cheganos a afiar as facas.
E há mais, mas se começo a desfiar tudo o que vi de “masculinidade tóxica” também em quatro anos que gramei como administrativo no Serviço Social de uma autarquia amanhã ainda estou a dar as unhas.
O que isso não dá é a povo nenhum o direito de nos fazer o que os israelitas estão a fazêr aos palestinianos há décadas. E não dá o direito aqueles trastes de cometer o genocídio que estão a cometer. E quem defende tal coisa e um traidor há humanidade que merecia ser mandado para a Faixa de Gaza.
Crianças que vivem entre postos de controle israelitas onde a sua vida não vale nada, que são expulsas das suas casas, que vêem a soldadesca matar ou prender pais e irmãos, que vêem irmãos raptados ser devolvidos mortos e sem metade dos órgãos, que vêem a soldadesca cimentar as cisternas, destruir campos de cultivo, são assediadas por colonos ferozes precisarão de ler alguma coisa para ter ódio a Israel?
Mas o homem bateu com os cornos onde?
O Ráposo nem merece que o mandem ver se o mar dá choco. Merece ser mandado para Gaza.
A falta disso merece cadeia.
Vá ver se o mar dá megalodonte.
“Uma no Cravo,Outra na Ferradudura 3.0”
Nem vão precisar de expulsar os lisboetas,eles é que se vão embora pelo seu proprio pé quando a guerra começar,e não está longe.
Alguns lisboetas vão tomar medicamentos quando a guerra chegar,não todos,não generalizo,mesmo sendo do norte a chover.
Macron está à procura da guerra, tem falta de homens na Ucrânia, quer enviar instrutores e os Mirage 2000, se isso não agravar a situação.
Estamos longe de estar preparados e corremos o risco de os caixões chegarem a Portugal.
Somos bons gastadores segundo a OCDE e vamos para a guerra, organizamos jogos de futebol em estádios, apertamos o cinto no sector privado, mas o sector público continua a dançar.
Que belo país!
Os teóricos da conspiração dizem quando a guerra rebentar com Russia e Nato,o Zelensky que não é burro nenhum,vai se aliar à Russia…O objectivo é uma guerra Russia / Europa…
O que é um lisboeta rico?
É alguém que, depois de pagas todas as suas contas, pode pagar férias, actividades de lazer, ir a restaurantes, ….
Em suma, alguém que não tem um saldo negativo no final do mês. Por outras palavras, uma grande parte da população.
Lisboa é uma cidade rica, uma vez que distribui dinheiro sem qualquer controlo ou condições, dinheiro esse que é desviado do funcionamento dos serviços públicos. E depois surpreendemo-nos com o facto de as pessoas terem de percorrer 50 km para encontrar um hospital, de as escolas estarem a cair em desgraça, e do SNS ser desastroso…
Com uma mentalidade destas, não é de admirar que muitos sejam o campeões de consumo de antidepressivos, com pelo menos 80% de inveja e ciúmes!
Se olharmos para a população ativa rica:são políticos, advogados, patos bravos, gestores das IPSS etc,etc.
Por outras palavras, profissões cujos rendimentos provêm diretamente de um monopólio que lhes é concedido pelo Estado e :
Que o mesmo Estado nos obriga a utilizar para realizar determinados actos ou procedimentos, comprar um imóvel, ir a tribunal, gerir uma empresa, etc.)
Funcionários públicos disfarçados, por assim dizer…
Estamos, de facto, no caminho da mediocridade há já alguns anos… e penso que vai ser complicado sair dele!
E estamos a redescobrir que os ‘velhos’ que trabalharam toda a vida são mais ricos do que os jovens que ainda não fizeram nada… e obviamente chamamos a isso desigualdade, quando é terrivelmente normal.
Sim….
Os pais dos meus amigos, tinham uma casa (e uma casa grande) com jardim antes dos 25 anos.
Uma casa que hoje estão a vender a jovens preguiçosos por um preço 15 vezes superior.
Isso não tem nada de normal e não condiciona de forma alguma os jovens a arregaçar as mangas. Ensina-lhes, acima de tudo, a impotência adquirida.
Sociopatas, vejo-os na televisão, no governo e nas redes sociais… nunca se fará um idiota inteligente, mas pode-se fazer um idiota de alguém inteligente… quanto ao dinheiro… há uma grande diferença entre roubá-lo e ganhá-lo.
Viva a riqueza de espírito e o altruísmo.
Uma coisa é certa: em Washington, tal como em lisboa, são os “muito ricos” (graças ao suor dos pobres) que manipulam os detentores do poder.
É evidente que, em Portugal, nos estão a fazer tudo isto, passo a passo, para nos provar que, de facto, somos todos mais ou menos ricos e que, mais cedo ou mais tarde, teremos de nos livrar deste fardo feio.
Mas não se preocupem, com a adição do novo imposto europeu, que naturalmente só aumentará de ano para ano, o fardo de cada um de nós irá em breve derreter-se como a neve ao sol!
Depois disso, não nos devemos surpreender se os nossos jovens, aqueles que querem ter sucesso, deixarem o país para procurar noutros lugares, noutros continentes!
Como é que nós, em Portugal podemos esperar inspirar os nossos jovens e construir um futuro para nós, para os nossos filhos e para os netos para quem os tem, se algumas pessoas estão tão convencidas de que a única boa razão para viver é simplesmente viver como iguais num sistema administrado sem dinamismo, como o da antiga URSS.
Deixaste os comprimidos junto à arrastadeira, pá! Cuidado, não os molhes!
O teu discurso errático não deixa perceber o que queres, se funcionários públicos à séria ou “funcionários públicos disfarçados”. Se preferes Estado para servir o público (não escrevo povo, que isto não é a URSS!) ou Estado para criar “mercados”. Enfim, se preferes “mais ou menos Estado”, na novilíngua dos liberais com iniciativa. Tens que escolher.
Não quero um nem outro,quero, sim mudar de modelo economico e social .
O nosso mundo contemporâneo baseia-se nas energias.
Por isso, temos um grande problema com a energia para os próximos anos.
Produz-se 100 milhões de barris por dia de consumo, 100 milhões.
Só a Alemanha consome 256.785.000 litros de óleo por dia, direi novamente “por dia”.
De facto, o Ocidente precisa de uma guerra para garantir a sua transição !
Esta guerra que se aproxima permitirá angariar estes fundos fazendo desaparecer os credores por espoliação!
O famoso ouro dos judeus desapareceu…
A partir daí, um novo mundo aparecerá!
O termo “alterações climáticas” é um grave erro linguístico. Novilíngua pura.
Estamos a assistir às perturbações climáticas, é claro, não às alterações climáticas.
Agora a questão é:que modelo? Falarei mais tarde de outro modelo que penso que é mais justo!
Em relação aos funcionários públicos,talvez não entendeu (ou fingiu não entender) que a ideia é demitir aqueles que não fazem nada que são aos milhares.
Há muitos funcionários públicos,e outros “disfarçados” a ganhar muito dinheiro sem fazer a ponta de um corno,conheço alguns,ainda por cima sem mérito,mas dizem que foram escolhidos por mérito,é para rir!!!
Quanto aos despedimentos no serviço público, não há hipótese de acontecer, excepto quando o FMI for chamado a pôr em ordem o país incapaz de fazer face à sua dívida, a ver mais de perto ou mais de perto o que aconteceu na Grécia.
Penso que a equação é bastante simples.
Há mais dinheiro imprimido do que produzido ….
E assim, a mais ou menos curto prazo, como em qualquer República das bananas digna desse nome, deixaremos de poder pagar à multiplicidade de funcionários e pensionistas que vivem da besta.
Portanto, terão de despedi-los ou obrigá-los a sair voluntariamente.
Então, de acordo com o teorema do sapo cozido, começamos falando sobre aqueles que não fazem o trabalho…
Mesmo os países mais liberais do mundo têm funcionários para operar o estado.
Quando se trata de privado, despedem incompetentes e amantes do ócio.
É claro que haveria muita limpeza a fazer.
No entanto, e como sempre digo, a política é como o serviço de limpeza. Se limparmos regularmente, está limpo. Caso contrário, a merda acaba sendo incorporada!
Mas é claro que más notícias para alguns são sempre boas notícias para outros…
PS:Para ver se 1 milhão de funcionários públicos e “emprestados,” mais os 3 milhões de pensionistas são sustentáveis para o nosso modelo económico,consultar o blogue Grazia Tanta.
Quando me refiro aos funcionários públicos,refiro-me aqueles que ganham mais de 2000 euros.
Todos eles ganham mais do que a maioria do sector produtivo industrial do norte…
Por isso o meu desprezo por gente que vive à custa do meu dinheiro e muita vezes critica os outros que lhe dão de comer,quando sempre foram “xicos espertos do sistema”.
Mas isso vai acabar,não terei pena!
Não percas mais tempo. Apresenta já o teu “modelo (de economia política?) mais justo”. Um que dispense as noções obsoletas de capital e trabalho ou, dito de outra forma, Direita e Esquerda. Aposto que é um modelo de Estado Corporativo…contigo a Presidente do Conselho.
Mas quê,acha que este modelo social económico do roubo é o melhor? Acha que este modelo de crescimento num planeta finito sobrevive?Se acha continue com ele,que eu não o quero. Já o tenho escrito na minha página do facebook e publicarei num tema que vá ao encontro.
Isto não tem nada haver com ” comunistas,wokes,etc,etc,tem haver haver conosco,ideologias à parte que serve para destruir a humanidade…
Aconselho-vos a passear no mar e ver como a vida funciona,talvez aprendam alguma coisa com eles,não digo mais nada!
Grande é a poesia, a bondade e as danças. Mas o melhor que há no mundo são as crianças.
Mas não penses que as ideologias morreram. Quem manda apenas quer que penses assim…
Decreta o cravo e ferradura:
“Há muitos funcionários públicos, e outros “disfarçados” a ganhar muito dinheiro sem fazer a ponta de um corno.”
Com o tempo que aqui gastas na pregação, luminária de aviário, já toda a gente percebeu que és um mouro de trabalho! Imagina a quantidade de fábricas de cornos completos (e não apenas as pontas) que te faria rico, se não passasses a vida a mijar de cima da burra! Ao menos abre a braguilha e mete a pilinha para fora, pá, porque, com a carcela fechada, fartas-te de mijar para dentro das calças. Não sentes o chapinhar nas botas?
Estás incomodado?Deixa de chafurdar na pia meu…Porque” não te calas”..Argumenta ao menos meu,se é que sabes argumentar…Continuarei por aqui a falar dos wokistas.
Argumentar contigo, pazinho? E para quê? Repito: tu dizes muita coisa, mas não dizes coisa com coisa, ou dizes uma coisa e o seu contrário. Mas vista e revista a coisa, não passas de um reaccionário. Um reaccionário fraquinho e ordinário, de aviário, mas apenas um reaccionário. Argumentar contigo, meu? Só quando tiveres as calças secas e deixares de chapinhar nas botas, ou seja, no Dia de São Nunca à tarde.