A execução de Assange em câmara lenta

(Por Chris Hedges, in A Viagem dos Argonautas, 24/05/2024)

Assange no “New Media Days 09” em Copenhague, novembro de 2009.
 

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A decisão do Supremo Tribunal de Londres que permitiu ao editor de WikiLeaks apelar da sua ordem de extradição deixa-o a definhar com saúde precária numa prisão de segurança máxima. Essa é a questão.

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2 pensamentos sobre “A execução de Assange em câmara lenta

  1. Assange Já está morto. É uma questão de tempo. Mesmo que alguma vez seja solto esta completamente destroçado física e mentalmente.
    O homem está há uns meses de fazer 53 anos e quando saiu da Embaixada do Equador já parecia ter 70.
    Todos sabemos como os medicamentos de foro psiquiátrico podem tanto ser usados para curar como para dar cabo do resto.
    E quem cogitou eliminar fisicamente Assange também não terá problemas em lhe transformar o cérebro num broculo.Nao me parece que Assange ou a sua familia tenham alguma possibilidade de dizer alguma coisa sobre o “tratamento” dado ao infeliz.
    Que já era infame no último ano passado na embaixada do Equador pois que o vendido sucessor de Rafael Correa queria mesmo correr com ele.
    O homem é que sabia que quando caísse nas unhas das autoridades britânicas seria pior ainda. E foi.
    Assange foi escolhido para servir de exemplo do que pode acontecer a quem se portar mal.
    Nunca será libertado e o que se espera é mesmo a sua morte.
    E quando isso acontecer ainda haverá quem cante loas a nossa liberdade e democracia.
    Os comentadeiros, os mesmos que vêem a vitória da Ucrânia a cada esquina, dirão “o homem nem chegou a ser extraditado. As garantias legais da grande democracia inglesa permitiram lhe meter recurso atrás de recurso. Se tivesse sido detido por um aliado da Rússia teria sido logo entregue e condenado”.
    O que ninguém diria é que o homem está na mesma situação que estaria se tivesse sido entregue aos americanos. Se continua a recorrer, ou melhor, continuam a recorrer por ele, e porque a esperanca é a última que morre e sabem que quando a extradição se concretizar será o fim.
    Entretanto, o homem continua detido numa das mais cruéis prisoes britânicas. E o Reino Unido nunca foi conhecido por tratar bem os seus prisioneiros. E frequentemente, ao longo da história, fez gala de mostrar ao mundo quão mal os tratava.
    E esta gente vai salvando a face dizendo “vejam lá como somos bons, permitimos a este criminoso ir metendo recurso atrás de recurso”.
    Isto é tudo simplesmente nojento e ao mesmo tempo brilhante. Obra de cérebros degenerados mas brilhante.
    A história das supostas acusações de violação foi brilhante. Acusar algum de crimes sexuais e velho como o mundo mas continua a funcionar.
    A ideia de que alguém, ainda por cima um chupado das carochas, pode ser na realidade um violador furioso aliena logo metade da população. A que não tem picha.
    E que normalmente quando alguém fala de violação nem para para pensar. O cão de Pavlov que há nas senhoras salta logo ao pescoço do desgracado.
    Muitos homens seguem o mesmo caminho. O resultado é que 80% da população que se podia indignar com uma barbaridade destas começa a pensar que se o malandro não vai para a cadeia por violação pelo menos que vá por outra coisa. Se a outra coisa é um atentado à liberdade de expressão e ao nosso direito a informação, isso já não interessa nada.
    Saindo depois o pobre diabo dos radares informativos, só a agora censurada RT divulgou a detenção de Assange na embaixada do Equador, os outros ficaram por umas fotografias, temos o filme de terror completo. O destino do desgracado passa a interessar so a sua familia e alguns cidadãos mais atentos. Que são acusados de defender um espião e quem sabe um violador.
    Edward Snowden explicou as técnicas de diabolizacao da CIA para alienar aqueles que se queriam tirar do caminho.
    O método mais usado é justamente imputar ao desgracado crimes sexuais. Neste caso foi brilhante e digno de qualquer Manual do Inquisidor.
    E ainda haverá bons espíritos a dizer que o caso de Assange foi único por o sujeito ter passado algumas linhas vermelhas.
    O que não é verdade. Que o digam os familiares dos jornalistas que sofreram acidentes estranhos, da jornalista maltesa assassinada há uns anos, de Gonzalo Lira.
    Que o diga o espanhol há mais de um ano detido na Polónia, os jornalistas alemães exilados na Rússia.
    E por cá, se tivessem conseguido arranjar maneira de fazer com que Bruno Carvalho ficasse a roer a Russia sem dar muita bandeira, tinham feito.
    E assim que o Ocidente alargado defende a liberdade de expressao.Ser jornalista a sério e não um presstituto e perigoso.
    E assim que mantém todos os seus crimes esquecidos e impunes. É asim que domestica os seus jornalistas. É assim que, por interpostas pessoas que nos deviam informar, nos doméstica a todos. Ninguém diga e que não foi avisado.

  2. Para quem tem box da Meo, sugiro vivamente o filme “Drone”, no canal 60 (Cine Mundo), que ainda pode ser visto nas chamadas “gravações automáticas”, julgo que até ao dia 25 (amanhã, sábado). A última data de transmissão foi no passado domingo, 19 de Maio, das 05:10 às 06:40. A América é capaz do melhor e do pior, como podemos ver pelo fortíssimo movimento estudantil contra o genocídio nazionista em Gaza, e este filme é mais um exemplo da salutar sobrevivência de alguma América contra a Amérdica dominante. O filme, aliás, é canadiano, mas o Canadá também é América, talvez uma das suas melhores partes, apesar dos governantes abaixo de cão que frequentemente lhe controlam os destinos, de que o merdoso Trudeau é exemplo de catálogo.

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