Secretário de Estado da Presidência ‘meteu’ empresa de media em falência técnica

(Por Pedro Almeida Vieira, in Página Um, 06/04/2024)

Rui Freitas presidiu à Swipe News, dona do jornal ECO, que nunca deu lucro e tem capitais próprios negativos desde 2020

Nos últimos seis anos, além de gestor em empresas do sector têxtil, o vimaranense Rui Armindo Freitas, empossado ontem como secretário de Estado-adjunto e da Presidência, tem estado ligado a empresas de media. Teve mesmo de abandonar agora a administração da Media Capital, dona da TVIl. Mas foi na Swipe News, dona do jornal digital ECO, que Rui Freitas pôde mostrar o seus dotes por mais tempo, integrando a administração desde 2018 e a presidência entre 2018 e Setembro de 2023. Não se pode dizer que se saiu bem: a Swipe News nunca teve qualquer ano com lucros e acumula prejuízos que deverão atingir, com as contas de 2023, os cinco milhões de euros. No seu mandato, a empresa passou mesmo a estar em falência técnica, algo que se manterá mesmo com um aumento de capital de 1,3 milhões de euros no mês passado assumido pelas três dezenas de accionistas, onde se destacam o Grupo Mota-Engil e também Mário Ferreira.

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3 pensamentos sobre “Secretário de Estado da Presidência ‘meteu’ empresa de media em falência técnica

  1. Quando ouvi o primeiro ministro a dizer que vai combater a corrupção,pensei para mim mesmo…

    Sim,vai combater para os pobres e não para eles!

    E quando se trata de combater a corrupção é apenas para os pobres,porque esses é que são mais vítimas do que qualquer outra coisa.

    Depois de refletir em tudo isto,pensei em como compreender os nossos políticos.

    E então percebi como são preversos,pois tem a ilusão que são mais espertos do que os outros. O pervertido é muito inteligente.

    Claro que tudo isto é deliberado para causar o caos.

    “Rei dos tolos, eleito pelos tolos”. Há muito tempo que pondero esta frase para ter argumentos.

    Tentar compreendê-los permite considerar a escolha de outros caminhos em vez de persistir, neste caso, no caminho político da social-democracia representativa à economia liberal… Mas aqui, muitas pessoas persistem em escolher um caminho que conhecem e um sistema que falha até ao tutano, e sabem disso.

    Penso que o mundo político em Portugal liga todas as diferentes observações que pude fazer até agora. Eleições de representantes de partidos políticos + capitalismo = confirmação + concorrência = fábrica de tretas. É tão simples, tão claro. Resta apenas criar um sistema que iniba ou elimine ao máximo esta obliquidade…

    Estamos numa democracia representativa, é tão rara esta consciência face a pessoas que qualificam o nosso sistema político como uma democracia; especialmente quando entendemos que é exactamente o oposto da democracia.
    A nossa plutocracia é a expressão mais correcta.

    Nos nossos políticos de hoje (quase a sua maioria) existe uma crença sincera na sua ideologia, que ela é formatadora, mas também que ela protege conscientemente os interesses da sua casta. Sem dúvida, julgam-se mais inteligentes e, por conseguinte, mais legítimos de impor o seu ponto de vista, e assumem o dever de aplicar as suas ideias desde que venceram a batalha das eleições. Eles tem todas as ferramentas nas mãos para fazer um balanço das suas posições . E todos nós vêmos a sua satisfação em punir aqueles que não seguem as recomendações da dita pandemia (sob o seu controlo). No entanto, a recomendação não é uma obrigação e todos podem fazer escolhas razoáveis e justificadas de acordo com a sua situação.

    Em relação à guerra vai ser igual,para pior!

    É claro que, se pensamos que pretendem salvar o país, dizemos a nós próprios que estão a falhar com uma consistência alucinante. Mas se os líderes (múltiplos líderes que se alternam todos os anos entre público e privado) estão a serviço dos interesses privados, então eles alcançam o seu objectivo. Além Disso, quem conhece bem CHOMSKY, deveria ter em mente o pensamento do seu mentor: para colapsar um serviço público é muito simples, basta cortar os seus orçamentos depois de as pessoas concordarem em recorrer ao sector privado … Isso se aplica a quase todos os campos do estado…
    Da mesma forma, na doutrina econômica, é muito fácil esconder-se atrás da estupidez, mas a escola de Chicago e as políticas neoliberais são pensadas escritas e planeadas.

    Quase ninguém sustenta a verdade, mas temos de compreender aquilo que nos influencia na nossa opinião. Querer estar certo, pensar que temos a verdade, apegar-nos à opinião de um amigo simpático, pensar que podemos ser capazes de manipular a verdade sem que ninguém perceba, pode levar-nos à “conversa da treta”.

    Nas nossas sociedades ocidentais acredita-se que um ser inteligente é uma pessoa altamente bem-sucedida intelectualmente,o que não é verdade,vêmos o caso dos nos nossos políticos, zero, ao contrário das pessoas que são muito menos intelectuais.

    Como resultado, as decisões são tomadas apenas de acordo com considerações lógicas formais (planilhas do excel, modelagem matemática…). E o bom senso desapareceu, já não tem lugar entre os nossos decisores que estão isolados do seu bom senso, da sua intuição, dos seus sentimentos…É claro que a racionalidade tem o seu lugar, mas quando ocupa todo o espaço, é um grande problema: Tornam-se apenas seres racionais, como robôs, perdem grande parte da humanidade: a nossa sociedade já está a caminho nesta direção…A matemática é útil, mas é sobretudo uma forma de abordar o mundo a partir de dados numéricos. Mas o mundo não é apenas Matemática.

    É claro que nem todos os meios de comunicação são “comprados” ou partidários, mas aqueles que são são pesos pesados cuja audiência é medida em milhões, enquanto os meios de comunicação independentes como este 80 ou 95 vezes menos. Além disso, eles são muitas vezes desacreditados por outros infiltrados, chamados trabalhadores de partidos políticos… Basta olhar para os tempos de uso da palavra dados aos candidatos nas eleições nestes grandes meios de comunicação e suas respectivas pontuações, a correlação é impressionante, as percentagens são quase idênticas!

    Não, já não podemos dizer que o sufrágio universal nestas Condições constitui uma garantia da democracia. Nem o direito de se expressar, uma vez que as reivindicações dos cidadãos já não são apoiadas por parlamentares numa assembleia.

    A liberdade de informação está a desaparecer completamente com leis como as que durante a Covid proibiram os cientistas de expressarem opiniões fora dos círculos científicos que não foram validadas pelas autoridades administrativas de saúde, apesar das decisões judiciais que consideravam isso não apenas um direito, mas um dever. O que resta da democracia.

    É preciso admitir que a fórmula ocidental da democracia só é válida se as intenções dos dirigentes forem sólidas, caso contrário torna-se uma democracia textual, uma democracia virtual, uma democracia equivocada, pior do que uma ditadura.

    Como também é verdade que na Finlândia, uma sondagem que deu, pela primeira vez na história deste país, uma pequena vantagem aos apoiantes da adesão à NATO, depois de uma campanha de várias semanas que anunciava uma iminente invasão russa, serviu quase como um referendo, o primeiro-ministro exclamou novamente no dia seguinte: “a democracia falou”. Uma invenção da opinião pública que fez com que as mesmas sondagens realizadas mais tarde, em poucas semanas, viessem a disparar os números, apesar de Entretanto não terem ocorrido novos acontecimentos.

    Podia dar tantos exemplos: participação em conflitos, orientações económicas, decisões estratégicas como as relativas à energia, etc., sem debates políticos ou cidadãos…

    Podemos ainda dizer que os maiores partidos tem amigos ricos. “Amigos ricos” que detêm 90% dos meios de comunicação social e posições-chave de responsabilidade tanto no sector público como no sector privado. Ao aplicar uma política autoritária é possível imaginar que conseguiram enganar as classes médias criando para si a estatura da única alternativa ao caos global ambiente criado por este neoliberalismo autoritário do qual ele próprio é um dos mais ilustres representantes.

    As pessoas não pensam que estão a ser manipuladas, esse é o ponto principal. Tendo a estupidez se tornado comum, a pessoa mais estúpida capaz de expressar uma ideia torna-se um génio. Só é necessário ver como os pais e a sua comitiva se deliram diante de uma criança que manuseia um telecomando! Muito revelador, não é? Em breve seremos os últimos na Europa, mas felizes! Schwab estava certo antes do tempo, a fábrica Idiota funcionou perfeitamente. E as nossas chamadas elites que supostamente formam a classe política não são excepção à regra. Eles estão no topo da conta, no topo da parada de sucessos da imbecilidade. A fraqueza torna-se crónica, a coragem torna-se inépcia! Coragem em todos os sentidos da palavra. Todos são afectados, todas as camadas. O dinheiro, o poder, o não cumprimento das regras, a não consideração dos outros e tantos excessos tornaram-se novas regras. Cabe-nos a nós encontrar as saídas de emergência, não vai ser fácil!!

  2. Nestes artigos sobre os desfalques nos grupos de comunicação social, nunca o Alforriado vem dar um ar de sua graça, ele que com todas as suas alforrias, civismo e generosidade, facilmente cobriria estas dívidas astronómicas e salvaria da falência estas empresas tão dinamizadoras da economia nacional, onde prolifera a fina flor do mundo empresarial e o lúmpen-proletariado não tem voto na matéria, só a escrever ou dizer o que lhe mandam, ao contrário aqui da Estátua de Sal, onde tanto se irrita e faz figuras tristes por isso.
    Será que todos estes desfalques, que ele nunca questiona nem tem dúvidas quanto às suas práticas e ideologias, ao contrário do tempo que passa aqui com interrogações e interpelações sobre o desempenho eleitoral do PCP no Alentejo, ou a linha editorial da Estátua de Sal, além da crítica aos comentadores habituais e etc e tal, não lhe merecem comentários pejados de alusões a citações ilustres? Ou este “banditismo” de colarinho branco para ele não ameaça o status quo da comunicação social regulada em Portugal? Que no fundo parece servir mais para fazer (e desfazer) dinheiro do que informação e conteúdos apropriados?

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