Acarinhá-los? Não: enfrentá-los e derrotá-los

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 29/03/2024)

Não, eu não tenho a menor vontade de acarinhar os votantes do Chega, sejam eles quantos forem. Quem deve ser acarinhado são os outros.


Despachado como pára-quedista para chefiar a lista da AD no Algarve, o vice-presidente do PSD, Miguel Pinto Luz, teve uma derrota tão previsível quanto humilhante, atrás do PS e do Chega. Talvez a pensar já na desforra a curto prazo, não perdeu tempo a namorar os eleitores do Chega, afirmando que eles têm de ser “acarinhados”. Mas, verdade seja dita, o instinto de compreensão e tolerância para com o milhão e cem mil eleitores do partido de André Ventura contagiou todos ou quase todos os que foram chamados a enfrentá-lo nas eleições de 10 de Março, começando logo por Pedro Nuno Santos. Era preciso, explicaram-nos, entender as razões da sua “revolta”, do seu justo desencanto com a política e o estado do país, de igual forma que a mesma compreensão, e até rendição, era necessária para com a revolta do braço armado do Chega — os polícias de camisas negras, a cantar o hino como patriotas de excepção e a ameaçar um motim público, todavia juntando à solidariedade óbvia de Ventura também a do Bloco de Esquerda ou de comentadores como Daniel Oliveira. Até parece que não perceberam o que têm pela frente: não se trata só de combater ideias “racistas e xenófobas”, como repetem preguiçosamente (e, como se viu, sem sucesso), mas de tentar deter uma onda galopante de demagogia desenfreada e populismo de taberna que tornará o país ingovernável e, por arrasto, a democracia indefesa.

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Quando oiço os dirigentes políticos da democracia falarem do Chega, percebo até que ponto é restrita a liberdade de pensamento de quem faz da política a sua profissão e da necessidade de ganhar votos a sua sobrevivência. De quem, como Pinto Luz, precisa de namorar todos os eleitores, incluindo aqueles que os desprezam. Eles não podem dizer, nem sequer murmurando, aquilo que salta à vista, que é o inimigo a enfrentar: não André Ventura, que lançou a semente à terra e a rega e aduba inteligentemente, mas sim os que o seguem como a um Messias. Quem já viu desfilar na TV brasileira os inúmeros canais das Igrejas Evangélicas (que já têm também representantes na bancada parlamentar do Chega) não ignora as semelhanças: o problema não são os “sacerdotes” e “bispos” daquelas confrarias de bandidos da fé, mas sim o “rebanho” de descamisados sem causa, de alienados à mercê de aldrabões de feira.

O problema, meus caros senhores, não é André Ventura, o único verdadeiro dirigente da confraria: o problema é mesmo o povo, o povo do Chega.

Divido esse povo em duas categorias: os mal informados e os mal formados. Os mal formados são os tais racistas por doença mental, xenófobos por nacionalismo pacóvio e saudosistas do Estado Novo por conforto pessoal — são a minoria, os “intelectuais” do partido. Os mal informados, a grande maioria, são uma amálgama entre aqueles que, ignorando tudo sobre o estado do mundo, que confundem com as “verdades” que lhes debita o algoritmo das redes sociais a eles destinado, acham que Portugal só não é um país triunfante entre todos porque “eles”, os que nos governam, são corruptos e inimigos do povo; e, por outro lado, aqueles que sempre existiram e que representam o Portugal no seu pior: os maledicentes profissionais de café, os intriguistas, os invejosos, os frustrados, os falhados, os que nunca reconhecem o mérito alheio nem aceitam o mérito como critério na sua actividade — a grande coligação dos medíocres. Esses confundem democracia com prosperidade e preferem sempre o seu bem-estar pessoal à liberdade colectiva e individual. Esses — não todos, mas a maior parte — precisam que apareça alguém a dizer-lhes que o seu mal-estar nunca é culpa própria, mas “deles”, e que lhes explique que a frase de Kennedy deve ser lida ao contrário: “Pergunta o que o teu país pode fazer por ti.” Porque não se informam, ignoram tudo sobre a conjuntura internacional e pensam que só por mau governo e má vontade é que Portugal não é um oásis de prosperidade. Porque não pagam impostos nem se preocupam com a despesa ou a dívida do Estado, acreditam nos milagres económicos, tão evidentes e tão simples, que Ventura lhes propõe como alternativa. Porque não são livres, não se importam de viver na dependência e, porque não são sérios na sua forma de estar, não gostam de ver os imigrantes estrangeiros na “sua” terra, mesmo a fazer os trabalhos que eles não querem fazer e que o tal “sistema” que tanto odeiam os subsidia para não terem de fazer — ao contrário do que os seus pais e avós fizeram outrora, sem desfalecimento, durante a “prosperidade” do salazarismo, naquelas comunidades de emigrantes cujos descendentes agora, vá-se lá saber porquê, também deliram com o Chega, porque estão “revoltados”.

Revoltados? Revolta é uma coisa séria, isto não o é. Sim, há sobejas razões de revolta: uma globalização que ajudou os miseráveis mas desprotegeu os simplesmente fracos ou pobres; um capitalismo que desregulou o mercado, capitulando perante os grandes interesses e corporações; uma cultura woke levada ao extremo da idiotice que agride e afasta multidões de gente simples; uma geração de líderes sem rasgo nem coragem, com medo de dizer as verdades e de fazer opções claras — aliás, muito aterrorizados por um populismo que não sabem ou não querem enfrentar em campo aberto. Mas essa revolta, para ser séria, não pode alimentar-se da ignorância, da demagogia e do triunfo da mediocridade.

Não, eu não tenho a menor vontade de acarinhar os votantes do Chega, sejam eles quantos forem. Quem deve ser acarinhado são os outros: os que votam na democracia, os que acreditam na liberdade como primeiro valor da vida colectiva, os que não querem depender nem esperar por milagres ou embustes prometidos mas abrir caminho por si, pelo seu esforço, o seu trabalho, a sua criatividade, a sua contribuição para a sociedade. Os 80% que não votaram no Chega. Esses é que têm de ser acarinhados, apoiados, empurrados para cima, para que não fiquem apea­dos por falta de oportunidades, enquanto se gastam atenções e recursos com os inúteis sentados nos cafés a dizer mal do “sistema”, só porque desta vez descobriram as virtudes do sufrágio universal e lá se dignaram levantar o cu da cadeira e ir votar na alternativa do Dr. Ventura.

Não é um combate fácil, mas, sobretudo, tem de ser travado e tem de ser ganho — não dando tréguas na luta das ideias, no desmascaramento das mentiras e na exposição do embuste. E governando bem, governando a pensar no país e não no partido, privilegiando não quem mais exige mas quem mais retribui, não quem mais grita e tem mais palco mas quem mais produz, mais inova e mais arrisca. Acordando no que é essen­cial em cada momento e discordando no que é diferente, mas, acima de tudo, não tendo medo de contrapor sempre a verdade e os factos contra a demagogia e o facilitismo de dizer ao povo o que o povo quer ouvir e não o que o povo precisa de ouvir.

Cito e subscrevo aquilo que Francisco Mendes da Silva escreveu no “Público” há 15 dias: “O tal povo ‘esquecido’ que vota em Ventura é muito mais ouvido do que se pensa. Determina muito mais do que se julga as prioridades mediáticas do país.” Isto é um facto, e a imprensa também tem muitas responsabilidades no assunto. Esta nossa doentia tendência para dar sempre mais voz e mais importância a quem mais berra ou desfila pelas ruas a cantar o hino tem como contrapartida o esquecimento de todos os outros. E os outros são os 80% que não votaram no Chega ou os 50% que pagam IRS. Só num país desnorteado é que a prioridade são aqueles e não estes. Olhemos para cima e para a frente, não para trás ou para baixo. Deixem que o diga com todas as letras: aquela senhora que eu vi na televisão a dizer que ela, a filha e a neta desta vez tinham decidido ir votar e todas tinham votado no Chega, para “ver se as coisas melhoram”, não me inspira compreensão alguma — apenas desprezo. Vai fazer 50 anos que a senhora só podia votar em eleições de fantochada e aposto que não estava melhor na vida.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

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12 pensamentos sobre “Acarinhá-los? Não: enfrentá-los e derrotá-los

  1. So uma coisa que não percebo. As pessoas estão fartas da democracia liberal que as deixa pobres. E teem razão para estar.
    Com efeito esta chamada democracia liberal nos últimos temos so nos tem dado fome, peste e guerra, literalmente.
    Sentem se excluidos, estão revoltados mas depois vão votar em quem promete excluir minorias étnicas, correr com quem veio para cá matar a fome e por as mulheres no seu devido lugar. Entre outras coisas como dar impunidade as forças policiais, punir o crime a moda dos Estados Unidos, lei a se com longas penas de prisão e até a pena de morte já foi debatida num congresso do partido.
    Resumindo, votam num partido que promete fazer a boa parte de quem cá vive pior do que faz a tal democracia liberal.
    Um partido que também alinha na russofobia e defende a militarizacao da sociedade. Um partido que acha muito bem que continuemos a despejar dinheiro no buraco sem fundo da Ucrânia e a quem não repugna que se mande gente nossa para as trincheiras da Ucrânia. Um partido que, também acha que Israel tem direito a defesa cometa as atrocidades que cometer.
    E não, os senhores efectivamente não são ignorantes porque para ter mentalidade racista, xenófoba, machista, saudosista do colonialismo não é preciso ser ignorante. Muitos professores universitários rezam por essa cartilha.
    Eu não diabolizo ninguém. Mas lamento que, haja gente que, acredite que é com a exclusão seja de quem for que podemos resolver os muitos problemas que temos pela frente. Lamento que não apostem na cooperação, na solidariedade e na paz.
    A democracia dita liberal que censura, prende, exila, apoia genocídios e fascistas e má mas a extrema direita é pior ainda. E se alguém vota em que promete fazer ainda pior é porque na realidade está de acordo com o sistema mas o acha demasiado “mole”.
    Isto não está fácil, não.

  2. Em relação ao Chega e aos que nele votaram de facto o que será interessante fazer, ao invés de os demonizar, é perceber como ‘chegamos’ aqui. E em minha opinião chegamos aqui porque a democracia dita liberal – que é liberal mas não é democrática – perdeu finalmente a máscara na era em que estamos a viver.
    Se digo que perdeu a máscara isso significa considerar que desde o inicio a democracia liberal foi o reflexo de um processo histórico fraudulento no decurso do qual uma dada classe social – que costuma ser designada de burguesia – para se sentar a mesa do poder teve de se apoiar no povo e fazer reivindicações em seu nome, sem a mínima intenção de com ele partilhar o poder que ambicionava apenas para si.
    É certo que no pos segunda guerra mundial começou a fazer algumas concessões e a guardar algumas migalhas do orçamento mais significativas para o dito povo, mas se o fez foi com medo do apelo que o socialismo poderia representar para as massas trabalhadoras; tao logo esse medo se dissipou e se pode começar a dizer com alguma convicção que não havia alternativa ao capitalismo, a musica mudou novamente de tom.
    Hoje começa a perceber-se difusamente o embuste, e dai surge o descrédito da democracia liberal que afinal não entregou o que tao profusamente tem andado a prometer e esse descrédito atinge os políticos do sistema e obviamente favorece os que se apresentam “despudoradamente” como anti sistema.
    Todavia, esta compreensão ainda não deu para perceber que o vilão da historia é o capitalismo não a democracia liberal, mero instrumento que precisa de estar ao serviço deste pois, se o não estiver, terá os dias contados. Isto porque o capitalismo ate pode prescindir da democracia, da-se bem com o fascismo pois este é um aliado de peso contra qualquer veleidade socialista que possa ocorrer. Poderiam ser bons companheiro de viagem, só que a democracia liberal tem as suas vantagens e uma não negligenciável é a de mistificar a exploração do trabalho e a espoliação de recursos que o sistema capitalista requer.
    Daqui decorre que qualquer análise desta questão feita em termos moralistas , de bons e de maus, falha completamente o objetivo que deveria ser o de entender o que se passa, ver qual é o busílis da questão e começar a pensar num outro futuro, numa maneira de furar o bloqueio e tornear o aparente beco sem saída em que nos encontramos.
    Vociferar contra o fascismo e contra os fascistas é pura perda de tempo e de feitio; empreguem-no de uma forma mais criativa e procurem imaginar estratégias que possam conduzir à construção de um mundo melhor.

  3. (comentário corrigido)

    De todo o texto do Miguel Sousa Tavares, na realidade só está citação importa:

    “E os outros são os 80% que não votaram no Chega ou os 50% que pagam IRS”

    O Ventura pode ser o demagogo, mas a corja como Miguel Sousa Tavares e Francisco Mendes da Silva, é que é o verdadeiro fascismo que trouxe o país a este ponto.

    Com que então os que não pagam IRS não valem a pena… Devem ser desprezados por terem salários e pensões miseráveis, derivados de um regime político (NeoLiberalismo e USAtlantismo, EUropeísmo e Globalismo) e sistema económico (€uro, ataques aos trabalhadores, recusa em distribuir riqueza, Estado fraco para com os fortes, etc) que é profundamente fascista e que é exatamente o que o MST e o FMS defendem…

    Esta citação do MST diz-me tudo o que preciso de saber dele e dos do “centro moderado” e da “democracia liberal”. Eles, do PS até ao CDS, passando por PSD e IL, e incluíndo os mais EUrofanáticos e fans da NATO no Livre e PAN e agora também em parte do BE, é que são o cancro. O Ventura é apenas uma metástase.

    E enquanto não perceberem isto, o Ventura e os Ventura por esse ocidente fora vão continuar a crescer como cogumelos. Até ao dia em que se volta à ditadura de facto, com o fascismo de botas cardadas. E isto é inevitável, pois como se vê no texto do MST, as elites não têm capacidade mental nem predisposição social para perceber.
    Agora a culpa é de quem vota no Ventura… Quem não vota nos amigos do MST e do FMS é ignorante…
    E há que escolher entre ser livremente miserável ou abdicar da liberdade para sair da miséria, como se não houvesse mais nada pelo meio…
    É insultuosa a “lógica” do MST e companhia. Mas eles precisam desta “lógica” para evitar a realidade. Vamos a ela:

    – o offshore da Madeira continua aberto, e os ricos têm todos os esquemas e mais alguns à disposição, legalizados, para poderem fugir aos impostos, mas os que votam no Ventura é que são maus…

    – em Portugal fecham urgências por falta de pessoal, por falta de r€sp€ito pelos profissionais, mas quem não paga IRS (por ter salário ou pensão miserável) é que é mau…

    – Portugal atacou direitos laborais e destruiu contratação colectiva e sindicalismo, tudo isto matou qualquer hipótese de se poder subir o poder de compra dos salários, mas quem desespera e vota em protesto é que é ignorante…

    – Portugal é um dos maiores prejudicados da ditadura NeoLiberal do €uro e isso condena o país a uma morte lenta, mas ai ai aí os populismos é que são a causa do problema…

    – tudo quanto é público é cada vez mais gerido na “lógica” privada (RTP, Lusa, CGD, TAP) ou já foi privatizado (ANA, Galp, EDP, REN, CTT, PT, Cimpor), e privatizado a estrangeiros que não querem saber do país, privando o país de qualquer rumo ou sector estratégico (e a seguir vendem o que falta da Escola Pública, do SNS, e das pensões), mas as pessoas a quem é dito pela propaganda que isto é certo e não há alternativa, por mais que sintam os efeitos nefastos, é que são o problema…

    – os Portugueses ou ficam em Portugal na miséria e a ver todos os dias a desigualdade, ou emigram, ou ficam a ver as suas famílias partidas quando seus filhos emigram. No país sobram trabalhos ainda mais mal pagos, quase escravatura, que são aproveitados por imigrantes a quem o nosso país não diz nada. As elites acham muito bem, pois isto é para eles apenas um número bonito na folha de excel de pagamentos das suas empresas. Acham que os humanos devem andar de país em país a adaptar-se às necessidades da elite económica. E depois, quando esse povinho f*dido decide votar zangado, o povinho é que é chamado de ignorante pelos amigos da elite que são os únicos com voz na imprensa main stream…

    – no ano de 2023, o poder de compra do salário médio só subiu na China, na Rússia, e no México. E só não subiu em Cuba, Venezuela, Irão, e outros, devido às sanções ILEGAIS que acabam por ser mais eficazes contra países mais pequenos ou com limitações de recursos. É bom não esquecer também como o FMI esmaga países como Egipto ou destrói totalmente países como o Haiti.
    A elite ocidental está a fazer guerra contra a Rússia, está a preparar outra contra a China, e um grupo de senadores em Washington já ameaçou invadir o México. E claro as sanções ILEGAIS são para manter. E o FMI é o nosso senhor Jesus Cristo da economia Mundial…

    – após anos e anos de austeridade e “contas certas” (cortar onde o povo precisa, para sarisfazer metas das elites), agora esbanja-se na guerra como se não houvesse amanhã, ora para apoiar Nazis em Kiev, ora genocidas em Telavive, fora todas as outras poucas vergonhas (como bombardear o Iémen, como se navegar no Mar Vermelho para levar armas aos Sionistas genocidas fosse direito divino do povo “superior” do ocidente…).

    Mas o povinho, se está zangado, miserável, e se protesta na rua, é porque lhe falta chá… É porque é demasiado ignorante para perceber o genial plano (Globalismo belicista) da elite, e não entende a perfeição do regime político (ditadura da burguesia ocidental) em que vive.

    Pois meu caro MST e companhia, se há problema por estes lados, é exatamente por ainda só existirem 20% de votos anti-sistema. Deviam ser mais! E não deviam ser só votos, deviam ser paus, pedras, cocktails molotov, bombas, forcas e guilhotinas!

    É para mim insultuoso que perante tanto fascismo da elite, belicismo, colaboração com nazis e sionistas genocidas, e um sistema económico de roubo e ameaça aos não-ocidentais, e de desigualdade pornográfica contra os próprios povos ocidentais, ainda não tenha havido nenhuma bomba em Bruxelas, Frankfurt, Washington, Wall Street, Davos, Doha, Langley, Pentágono, Westminster, na City, e um pouco por todos os países vassalos nas filiais do império a que os ainda cegos chamam de “parlamentos nacionais”, mas onde já nada se decide e onde já nenhum povo se representa.

    Estão à espera de quê? Que o senil octogenário Genocide Joe dê início à ÚLTIMA guerra mundial, e que imbecis como Macron, Kaja Kallas, Duda, Meloni, etc, peguem nos tais “miseráveis” que não pagam IRS e nos mobilizem a todos à força para morrer numa trincheira às portas de um país não-ocidental? Estão à espera que os EUA cumpram a promessa (como fizeram no Nordstream) de destruir Taiwan só para impedir que a China destrone os EUA na liderança do mercado dos chips?
    Querem mesmo empobrecer ainda mais em nome da “liberdade” de um multi-bilionário fazer passeios espaciais de 10 minutos?
    Querem esperar pela finalização do GENOCÍDIO da Palestina e pela activação da guerra na Sérvia só para que a NATO possa , respetivamente , ter uma enorme base militar na Mesopotâmia e anexar o Kosovo?
    Querem continuar a ser “bons alunos” que aceitam o autoritarismo e censura impostos por não-eleitos na EUropa?
    Querem esperar para ver os vossos filhos a viver em barracas em nome da “liberdade” das elites acumularem propriedade e especularem com casas de habitação vazias, e no final ainda terem de ouvir os mete-nojo como MST a dizer que o problema são os vossos filhos que são preguiçosos demais para terem 2000€/mês para pagar de renda?

    P”TA QUE PARIU ISTO TUDO!!!

    Se não perceberam que é para aqui que vamos, e que os Venturas são apenas uma consequência e não a causa do problema, então não perceberam nada!

    O 25 de Abril está morto, após facadas sucessivas. E nem houve um único dia de luto para os Capitães de Abril que nos deram a verdadeira Liberdade.
    Mas o Parlamento português obedeceu a não eleitos da UE/NATO para declarar luto por um racista fascista criminoso chamado Navalny…

    Nos Bálticos já se vai ao ponto de destruir estátuas dos soldados Soviéticos que derrotaram o Nazismo, de proibir a celebração do Dia Da Vitória a 9 de Maio, de prender idosos veteranos que vão colocar flores nesses locais nesse dia, ameaçaram prender qualquer Russo que se atrevesse a votar (o Francisxo Mendes da Silva e companhia defenderam o mesmo para os Catalães…), permitem marchas que glorificam as milícias nacionalistas e fascistas que colaboraram com Hitler, apoiam os seus equivalentes no Ucranazistão, e a Kaja Kallas já faz declarações a preparar o povo para “não ter medo das armas nucleares” e que “ser a favor da paz é suicídio”… E no final disto tudo, as elites Globalistas NeoLib e NeoCon, com os MST e os FMS incluídos e até os Daniel Oliveira, ainda se atrevem a chamar-lhe “democracia”…

    Meus senhores, a ditadura Fascista de Salazar ajudou Hitler da forma mais tímida possívdl, sendo neutral (em vez de respeitar a aliança mais antiga do Mundo e ir em auxílio do Reino Unido). Mas a actual ditadura fascista de Portugal tem ainda menos decência, e viola a sua neutralidade inscrita na Constituição de forma a ajudar diretamente Nazis na Ucrânia e os imperialistas genocidas dos EUA em qualquer parte do globo!
    A Alemanha está a enviar armas para um genocídio de um povo semita (os Palestinianos), e os Sionistas do Israel vão ao ponto de mandar a polícia do regime de opressão racial/étnica/religiosa (Apartheid) espancar até os Judeus ortodoxos que se manifestam pela paz e recusam ser mobilizados.
    Por menos que isto, a NATO destruiu a Líbia inteira. Portanto o que é que os países da NATO mereciam agora que lhes fizessem?

    Nós, no Ocidente (em diferentes graus em diferentes países) estamos de facto num império genocida, cuja política externa é de belicismo, e a política interna é de fascismo económico disfarçado de “liberdade individual” ou de “democracia” Liberal. No plano interno, a desigualdade será cada vez mais pornográfica, os países vassalos serão cada vez menos soberanos e cada vez mais esmagados. No plano externo, continuam as forever wars para lucro dos oligarcas do Military Industrial Complex, as sanções ilegais para provocar miséria e fome nos países que se atrevem a dizer não ao Tio Sam, e numa destas agressões ocidentais, contra a maioria potência nuclear do Mundo, o ocidente gastas biliões dos seus recursos para ajudar meia dúzia de nazis a executar os planos de meia dúzia de pançudos em Washington.

    Nesta conjuntura, os Venturas não passam de uma insignificante mestástase. O próprio regime político e sociedade dominada pela elite globalista (da “democracia” Liberal) é que é o cancro.

    E o cancro não se cura com votos ou palavras bonitas. Cura-se com quimioterapia. O paciente só sobrevive se MATAR todas as células cancerígenas! E como é óbvio, qualquer metástase morre também durante esse tratamento.
    Ninguém sobrevive tolerando o cancro. Não é nosso amigo com quem possamos chegar a entendimento. Temos mesmo de o matar!

    No dia em que Julien Assange for libertado, e em que Bruno Amaral de Carvalho for director da RTP ou da LUSA (e a LUSA deixar de ser mero repetidor da AP/Reuters/etc), no dia em que Edward Snowden puder voltar vivo e livre aos EUA, e que gente como Leyen, Stoltenberg, Nuland, estiverem em prisão perpétua, em que a NATO for desmantelada, e em que o Palestina deixar de estar ocupada, no dia em que os embaixadores Russos forem convidados de honra no 9-Maio na Europa inteira, e em que Pequim seja a primeira visita oficial de um Presidente Porruguês, no dia em que o Brazil, um país Árabe e um país Africano, tiverem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (ou do que vier a substiruir a ONU…), no dia em que a maioria dos trabalhadores esteja sindicalizado, e que a comunicação social volte a falar a verdade (e as atuais PRESStitutas despedidas e condenadas por colaboração tal como se fez em Nuremberga), no dia em que cada país tenha a sua moeda e o dólar não seja reserva, e que a prioridade de todos os bancos centrais seja o pleno emprego e o fim da pobreza, então nesse dia saberemos que a quimioterapia funcionou.

    Uns sonham com o dia em que todos tenham casa, educação, saúde, e possam ir de transporte público a todo o lado, viver em paz, ninguém passe fome, e a preocupação com o dinheiro no final do mês seja coisa do passado.
    Outros sonham com a continuação deste longo dia em que só um grupo restrito pode viver no luxo, em que o império domina pela guerra e genocídio, em que se chame ignorante ou preguiçoso a quem passa dificuldades, e onde tanto demagogos como elites (de formas diferentes) se aproveitam dos miseráveis.
    Não há lugar para estes dois tipos de pessoa neste planeta. Ou o paciente mata o cancro, ou o cancro mata ambos e de caminho ainda destrói o planeta.

    Exemplo prático: ou alguém dá um tiro no Netanyahu e mais meia dúzia de tiros no grupo central do Sionismo (em Israel, na Europa, e nos EUA), ou milhões de humanos continuarão a sofrer.
    As leis do chamado “estado de direito” não se aplicam aqui. A proibição de matar só se aplica em tempos de normalidade. E os demónios genocidas não merecem, não podem, ser tratados com as leis dos humanos. Aliás, foram eles próprios (os Sionistas Cristãos USAmericanos) a dizer que uma resolução de cessar fogo aprovada no Conselho de Segurança da ONU “não é” vinculativa, i.e. eles próprios admitem que nenhuma lei no Mundo se lhes aplica. Portanto estamos à espera de quê? Quimioterapia! Já!!

  4. “E os outros são os 80% que não votaram no Chega ou os 50% que pagam IRS”

    O Ventura pode ser o demagogo, mas a corja como Miguel Sousa Tavares e Francisco Mendes da Silva, é o verdadeiro fascismo que trouxe o país a este ponto.

    Com que então os que não pagam IRS não valem a pena. Devem ser desprezados por terem salários e pensões miseráveis, derivados de um regime político (NeoLiberalismo e USAtlantismo, EUropeísmo e Globalismo) e sistema económico (€uro, ataques aos trabalhadores, recusa em distribuir riqueza, Estado fraco para com os fortes, etc) que é profundamente fascista e que é exatamente o que o MST e o FMS defendem…

    Está citação do MST diz-me tudo o que preciso de saber dele e dos do “centro moderado” e da “democracia liberal”. Eles (do PS até ao CDS, passando por PSD e IL, e incluíndo os mais EUrofanáticos engana da NATO no Livre e PAN e agora também em parte do BE) são o cancro. O Ventura é apenas uma metástase.

    E enquanto não perceberem isto, o Ventura e os Ventura por esse ocidente fora vão continuar a crescer como cogumelos. Até ao dia em que se volta à ditadura de facto, com o fascismo de botas cardadas. E isto é inevitável, pois como se cê no texto do MST, eles não têm capacidade mental nem predisposição social, para perceber.
    Agora a culpa é de quem vota no Ventura… Quem não vota noa amigos do MST e só FMS é porque é ignorante…
    E há que escolher entre ser livremente miserável ou abdicar da liberdade para sair da miséria, como se não houvesse mais nada pelo meio…

    O offshore da Madeira continua aberto, mas os que foram no Ventura é que são maus…

    Portugal fecha urgências por falta de pessoal, por falta de r€sp€ito pelos profissionais, mas quem não paga IRS (por ter salário ou pensão miserável) é que é mau…

    Portugal atacou direitos laborais e destruiu contratação colectiva e sindicalismo, mas quem desespera e vota em protesto é que é ignorante…

    Portugal é um dos maiores prejudicados da ditadura NeoLiberal do €uro e isso condena o país a uma morte lenta, mas ai ai aí os populismos é que são a causa do problema…

    Tudo quanto é público é cada vez mais gerido na “lógica” privada (RTP, Lusa, CGD, TAP) ou já foi privatizado (ANA, Galp, EDP, REN, CTT, PT, Cimpor) privando o país de qualquer rumo ou sector estratégico (e a seguir vai o que falta da Escola Pública, do SNS, e das pensões), mas as pessoas a quem é dito pela propaganda que isto é certo e não tem alternativa, por mais que sinta os efeitos nefastos, é que são o problema…

    Os Portugueses ou ficam em Portugal na miséria e a ver todos os dias a desigualdade, ou emigram, ou ficam a ver as suas famílias partidas quando seus filhos emigram. No país sobram trabalhos ainda mais mal pagos, quase escravatura, que são aproveitados por imigrantes a quem o nosso país não diz nada. As elites acham muito bem, pois isto é para eles apenas um número bonito na folha de excell de pagamentos da sua empresa. Acham que os humanos devem andar de país em país a adaptar-se às necessidades da elite económica. E depois, quando esse povinho f*Dido decide votar zangado, o povinho é que é chamado de ignorante pelos amigos da elite, que são os únicos com voz na imprensa mais stream…

    No ano de 2023, o poder de compra do salário médio só subiu na China, na Rússia, e no México. E só não subiu em Cuba, Venezuela, Irão, e outros, devido às sanções ILEGAIS que acabam por ser mais eficazes contra países mais pequenos ou com limitações de recursos.
    A elite ocidental está a fazer guerra contra a Rússia, está a preparar outra contra a China, e um grupo de senadores em Washington já ameaçou invadir o México. E claro as sanções ILEGAIS são para manter.
    Após anos e anos de austeridade e “contas certas” (correr onde o povo precisa, para sarisfazer metas das elites), agora esbanja-se na guerra como se não houvesse amanhã, ora para apoiar Nazis em Kiev, ora genocidas em Telavive, fora todas as outras poucas vergonhas (como bombardear o Iémen, como se fosse direito divino do povo superior do ocidente…).
    Mais o povinho, se está zangado, miserável, e se protesta na rua, é porque lhe falta chá… É porque é demasiado ignorante para perceber o genial plano (Globalismo belicista) da elite, e não entende a perfeiçao do regime político (ditadura da burguesia) em que vive.

    Pois meu caro MST e companhia, se há problema por estes lados, é exatamente por ainda só existirem 20% de votos anti-sistema. Deviam ser mais! E não deviam ser só votos, deviam ser paus, pedras, cocktails molotov, bombas, forças e guilhotinas.

    É para mim insultuoso que perante tanto fascismo da elite, belicismo, colaboração com nazis e sionistas genocidas, e um sistema económico de roubo e ameaça aos não-ocidentais e de desigualdade pornográfica contra os próprios povos ocidentais, ainda não tenha havido nenhuma bomba em Bruxelas, Frankfurt, Washington, Wall Street, Davos, Doha, Langley, Pentágono, Westminster, na City, e um pouco por todos os países vassalos nas filiais do império a que ainda cegos chamamos de “parlamentos nacionais”.

    Estão à espera de quê? Que o senil Genocida Joe dê início à ÚLTIMA guerra mundial, e que imbecis como Macron, Kaká Kallas, Duda, Meloni, etc, peguem nos tais “miseráveis” que “não pagam IRS” e nos mobilizem a todos à força para morrer numa trincheira às portas de um país não-ocidental? Estão à espera que os EUA cumpram a promessa (como fizeram no Nordstream) de destruir Taiwan só para impedir que a China destrone os EUA na liderança do mercado dos chips?
    Querem mesmo empobrecer ainda mais em nome da “liberdade” de um multi-bilionário fazer passeios espaciais de 10 minutos?
    Querem esperar pela finalização do GENOCÍDIO da Palestina, pela activação da guerra na Sérvia só para que a NATO possa anexar o Kosovo?
    Querem continuar a ser “bons alunos” que aceitam o autoritarismo e censura impostos por não-eleitos na EUropa?
    Querem esperar para ver os vossos filhos a viver em barracas em nome da “liberdade” das elites acumularem propriedade e especularem com casa de habitação vazias, e no final ainda terem de ouvir os mete-nojo como MST a dizer que o problema são os vossos filhos que são preguiçosos demais para terem 2000€/mês para pagar de renda?

    P”TA QUE PARIU ISTO TUDO!!!

    Se não perceberam que é para aqui que vamos, e que os Venturas são apenas uma consequência e não a causa do problema, então não perceberam nada!

    O 25 de Abril está morto, após facadas sucessivas. E nem houve um único dia de luto para os Capitães de Abril que nos deram a verdadeira Liberdade.
    Mas o Parlamento português obedeceu a não eleitos da UE/NATO para declarar luto por um racista fascista criminoso chamado Navalny…

    Nos Bálticos já se vai ao ponto de destruir estátuas dos soldados que derrotaram o Nazismo, de proibir a celebração do Dia Da Vitória a 9 de Maio, de prender idosos veteranos que vão colocar flores nesses locais nesse dia, ameaçaram prender qualquer Russo que se atrevesse a votar (o FMS e companhia defendeu o mesmo para os Catalães…), permitem marchas que glorificam as milícias fascistas que colaboraram com Hitler, apoiam os seus equivalentes no Ucranazistão, e a Kaká Kallas já faz declarações a preparar o povo para “não ter medo das armas nucleares”… E no final disto tudo, as elites Globalistas NeoLib e NeoCon, com o MST incluído, ainda se atrevem a chamar-lhe “democracia”…

    Meus senhores, a ditadura Fascista de Salazar ajudou Hitler sendo neutral (em vez de respeitar a aliança mais antiga do Mundo e ir em auxílio do Reino Unido). A actual ditadura fascista de Portugal tem ainda menos decência, e viola a sua neutralidade inscrita na Constituição de forma a ajudar diretamente Nazis!
    A Alemanha está a enviar armas para um genocídio de um povo semita (os Palestinianos), e os Sionistas vão ao ponto de mandar a polícia do regime de opressão racial/étnica/religiosa (Apartheid) espancar até os Judeus ortodoxos que se manifestam pela paz.
    Por menos que isto, a NATO destruiu a Líbia inteira. Portanto o que é que os países da NATO mereciam agora que lhes fizessem?

    Nós, no Ocidente (em diferentes graus em diferentes países) estamos de facto num império genocida, cuja política externa é de belicismo, e a política interna é de fascismo económico disfarçado de “liberdade individual” ou de “democracia” Liberal. No plano interno, a desigualdade será cada vez mais pornográfica, os países vassalos serão cada vez menos soberanos e cada vez mais esmagados. No plano externo, continuam as forever para para lucro dos oligarcas do Military Industrial Complex, as sanções ilegais para provocar miséria e fome, e numa destas agressões, contra a maioria potência nuclear do Mundo, o ocidente gastas biliões dos seus recursos para ajudar meia dúzia de nazis a executar os planos de meia dúzia de pançudos em Washington.

    Nesta conjuntura, os Venturas não passam de uma insignificante mestástase. O próprio regime político e sociedade dominada pela elite globalista (da “democracia” Liberal) é que são o cancro.

    E o cancro não se cura com votos. Cura-se com quimioterapia. O paciente só sobrevive se MATAR todas as células cancerígenas! E como é óbvio, qualquer metástase morre também.

    No dia em que Julien Assange for libertado, e em que Bruno Amaral de Carvalho for director da RTP ou da LUSA, no dia em que Edward Snowden puder voltar vivo e livre aos EUA, e que gente como Leyen, Stoltenberg, Nuland, estiverem em prisão perpétua, em que a NATO for desmantelada, e em que o Palestina deixar de estar ocupada, no dia em que os embaixadores Russos forem convidados de honra no 9-Maio, e em que Pequim seja a primeira visita oficial de um Presidente, no dia em que o Brazil, um país Árabe e um país Africano, tiverem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (ou do que vier a substiruir a ONU…), no dia em que a maioria dos trabalhadores esteja sindicalizado, e que a comunicação social volte a falar a verdade, no dia em que casa país tenha a sua moeda, e que a prioridade do banco central seja o pleno emprego e o fim da pobreza, então nesse dia saberemos que a quimioterapia funcionou.

  5. Não exageremos, o Ventura não se alimenta nem provoca apenas sentimentos negativos. A mim, por exemplo, despertou-me a veia poética. E pessoana, ainda por cima. Aqui vai:

    O do Chega é um mentiroso
    E mente tão descaradamente
    Que chega a ser espantoso
    Que na boca ainda tenha algum dente.

    Em ré menor:

    O do Chega é um mentiroso
    E mente tão descaradamente
    Que não lhe caírem os dentes
    É um espanto para toda a gente.

  6. Aliás, como mulher, a senhora que saiu de casa para votar Chega provavelmente nem poderia votar no tal outro tempo.
    Só tinham direito a voto os chefes de família. A mulher só poderia votar se fosse ela o chefe de família. O que conseguiria sendo viúva com filhos é, em consequência, sendo ela o chefe de família.
    Assino em baixo isso de que este tipo de grunhos não devem ser compreendidos bem acarinhados.
    Mas continuo a dizer que foi justamente o racismo e a xenófobia, o machismo e outros sentimentos podres que ditou a votação no Chega.
    Muita gente foi atrás das promessas populistas de Ventura. Mas onde é que o Ventura diz que vai buscar o dinheiro? Aos malandros dos ciganos que recebem o rendimento mínimo. Vão deixar de o receber para pagar reformas maiores. As políticas de “igualdade de género”, ou seja todas as organizações que apoiam a valorização da mulher e as mulheres maltratadas vão deixar de receber tostão e esse dinheiro será aplicado em subir as reformas.
    Os empregados também vão ganhar mais quando o controle da emigração impedir esses malandros de vir para cá tirar nos os empregos.
    Isto é o que se ouve nas tais conversas de café e me fizeram ir fazendo a minha própria sondagem pelo que os resultados não me surpreenderam e se calhar ainda me surpreenderam por defeito.
    O racismo, a xenófobia e o machismo grunho existem e ditaram a disponibilidade para aceitar nas tais promessas irrealistas do Chega. Não é preguiça, é ouvir os motivos de muito boa gente. Andar mesmo na rua, nas tabernas e nos cafés.
    A senhora idosa que foi, juntamente com a sua prole votar Chega, se lhe tivessem perguntado como é que achava que o partido poderia melhorar as coisas responderia certamente “tirando os subsídios a esses malandros dos ciganos que não querem fazer nada e correndo com essas putas dessas brasileiras e esses nepaleses que nos tiram o trabalho”. Mas, por preguiça certamente, ninguém perguntou mais nada a senhora.
    Os emigrantes também acham que se os imigrantes daqui saíssem eles poderiam vir para aqui fazer com mais vantagem os trabalhinhos de corno que fazem lá. Mas a maior parte é mesmo o racismo. “Vou lá de férias e aquilo é uma vergonha, cheio de pretos e até temos um primeiro ministro preto”.
    Isto é complicado de engolir para aqueles que ainda acreditam no nosso colonialismo mais brando que os outros, no luso tropicalismo, e também nos brandos costumes da casa portuguesa, aceitar que temos mesmo mais de um milhao de racistas e machistas do tipo podre.
    Assim dizemos que não os podemos acarinhar mas vendo os apenas como invejosos e medíocre que foram enganados ainda temos esperança que essa gente não cresça mais ainda. Achamos que se passarmos os próximos quatro anos a chamar lhes parvos isto vai mudar e o próximo resultado do Chega não vai ser tão dramático para quem quer viver em democracia.
    Isso sim é preguiça, não reconhecendo que por baixo dos votos no Chega há uma mentalidade podre, racista, que é preciso mudar.
    Uma mentalidade que cresce e se alarga a outros ao mínimo pretexto.
    Quando começou a guerra na Ucrânia ninguem tinha visto um russo pela frente mas muito boa gente dizia que os russos deviam ser “banidos da face da terra”. E mais, quem não apoiava a Ucrânia devia ser deportado para a Rússia e ser obrigado a pagar o bilhete. Tal como muitos desgraçados mandados para Auschwitz pagavam o bilhete do comboio.
    Não sei quantos desses grunhos que defendiam a nossa deportação para lá do Sol Posto foi agora votar Chega mas devem ter sido alguns.
    No meu serviço já ninguém gostava de ciganos, brasileiros, nepaleses, beneficiários do rendimento mínimo em geral, e devo me estar a esquecer de alguém, foi um instantinho para lá acrescentarem os russos.
    Uma mentalidade que os faz voltarem se contra colegas que não alinham no rebanho.
    Se os pudessem despedir despediam.
    Eu também não sei como é que se muda mentalidade de racista podre. Se calhar é preguiça, mas o grande desafio que temos pela frente não é na maior parte de burros que acreditam em promessas impossíveis. É de uma mentalidade incrustrada e que é muito complicado mudar. Tenha um resto de boa noite, se conseguir.

    • As mentalidades são categorias de pensamento de longa duração.
      Durou a dos 50 anos do Estado Novo, dura esta de há 50 anos, talvez agora em vias de mudanças. Basta ver os jovens IL e outros.
      Qto ao estimado Sousa Tavares:
      «importância a quem mais berra ou desfila pelas ruas a cantar o hino tem como contrapartida o esquecimento de todos os outros»
      A saber, sem as TV, alguém teria ligado tanto aos PSP, GNR & Cia?
      Mas pelos discursos dos heróicos cavaleiros do 10 M, um pouco mais comedido com Montenegro, em alta vóz com os/as rapazolas restantes, Que fazer?
      Aliás, o estimado autor, que acaba por dar razão ao estado de coisas, nesta Econimia de puta madre, a que mata, nas palavras do Papa. Mas algum político vai estar lá, com costela de franciscano?
      Dos sucessos dos Loureiros, dos Varas ou Sócrates e Espíritos Santos dos 50 anos das imaturidades dos Pedros ou Marinas, e toda tralha que é alguém pelo Partido Cartão, que esperar?

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