(Por José Gabriel, in Facebook, 10/02/2024)

Conhecem, certamente, a sopa de pedra, a lenda do frade espertalhão e a versão que tão popular se tornou nos restaurantes e tascas de Almeirim. Como todos sabemos, a pedra não está lá a fazer nada. Na lenda, serviu só para enganar incautos e atrair a sua curiosidade para o desfecho da sua história da treta. Nos debates eleitorais que as nossas televisões têm passado, o debate é a pedra da sopa. A substância são as horas intermináveis que comentadores de ideologia variável, posto que tanto os há de direita como de extrema-direita e tudo entre estes dois polos, gastam a avaliar – como aqueles juris dos concursos de canções em que os concorrentes são, não raro, melhores e mais talentosos que os jurados – com uma obscena prosápia o desempenho dos participantes dos vários partidos.
A diferença na comparação que usei – e, espero, os meus amigos de Almeirim não levarão a mal – é que a sopa é deliciosa e os comentários aos debates são repugnantes e fedem à consciência dos comentadores e de quem lhes dá corda. De quem os patrocina.
Espero que tenham apreciado a minha contenção em não falar, nas comparações possíveis, em proxenetismo e prostituição – não são só os corpos que se vendem.
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Bem verdade.
Concordo e já havia notado que os comendadeiros são todos da direita ou tendencialmente da extrema direita.