Dicas para ir para a lama com um porco e sair de lá limpo

(Tiago Franco, in Facebook, 09/02/2024)

Não chegam os comentadores de serviço a levar o Chega, e a direita em geral, ao colo.

Não chega o tempo de antena dado a André Ventura há quase 5 anos.

Não basta que, repetidamente, os moderadores permitam a André Ventura que interrompa de forma contínua o opositor e até substitua o jornalista, fazendo ele próprio as perguntas.

Para além disso tudo, ainda conseguem terminar o debate com uma diferença de tempo de quase dois minutos a favor do pastor, não dando qualquer hipótese a Paulo Raimundo de rebater a mais pura demagogia usada no fim pelo Ventura.

Se quem é democrata, mesmo anti PCP primário, não percebe o problema nesta rampa de lançamento que a CS montou para o Chega, então, espero que aproveitem bem o que aí vem. E se tiverem tempo e paciência, vão ouvir as declarações do Pacheco nos Açores hoje. Um partido “antissistema” que ameaça mandar tudo ao chão se não for para o poder. É isto o Chega, não é outra coisa.

Dito isto, uma crítica para dentro. André Ventura meteu-se várias vezes a jeito e Raimundo não soube aproveitar. No PREC, nos impostos, na história da clandestinidade (que Paulo Raimundo lhe devia ter esfregado no focinho), na emigração, no favorecimento à banca, nos financiadores do Chega, na antiga profissão do Ventura, no SNS, nas sucessivas mudanças de posição do Chega, na destruição do estado social. Raimundo pareceu, em momentos diferentes, quase a perder o controlo emocional e, claramente, com pouca experiência para este tipo de debates. A linha é exatamente a mesma de Jerónimo com a agravante da gaguez mediática.

Por favor, não se encolham quando dizem que o PCP não defende a NATO ou advoga a saída do Euro. Expliquem porquê, apenas. Esta merda desta pergunta, que aparece há 15 anos, tem que estar mais do que na ponta da língua. Ser contra a NATO não e defeito, é medalha.

Quando Ventura acusa, novamente, o PCP de apoiar a Rússia, Paulo Raimundo tem que lhe cair em cima e explicar, em 5 segundos, que a Rússia é governada há 20 anos pela família política do Ventura, do Orbán, da Meloni, da Le Pen. Quem apoia a Rússia é o Ventura e o Centrão que lá foi vender vistos Gold, não é o PCP. Há 2 anos que se repete essa mentira. Não pode haver tremores na altura de a rebater.

Quando Ventura fala de 74, Raimundo tem que lhe gritar, sem pestanejar, que foi a morte de comunistas que permitiu que fascistas como o Ventura gozassem hoje da liberdade para dizer disparates. Quando Ventura fala em mortes, Raimundo tem que lhe dizer que quem escreveu o programa do Chega foi um antigo bombista.

Quando o jornalista pergunta se os imigrantes o incomodam e Ventura responde “claro que não”, Raimundo tem que lhe perguntar que, se não incomodam, porque coloca nas suas redes sociais, vídeos a criticar muçulmanos em oração no Martim Moniz? Não há problema nenhum de se repetir, em frente ao próprio, que André Ventura é racista e xenófobo. Ventura acha ótimo encher o Instaram de fotos dele a rezar em Fátima mas já fica escandalizado se vir um muçulmano virado para Meca numa rua de Lisboa.

Quando se fala em saúde ou educação, e Ventura ensaia o número do defensor dos pobres, é preciso perguntar-lhe o que mudou desde os tempos do primeiro programa, que falava em privatizar tudo. Ou até do segundo programa, aquelas inesquecíveis 9 páginas. É preciso explicar que Ventura mente, sempre. É preciso demonstrar que Ventura não tem ideologia, diz o que for preciso para ganhar votos mas que, no poder, seguirá apenas a agenda típica da extrema-direita.

Quando fala nas pensões de 200 euros que queria aumentar, deve-lhe ser perguntado como? Com os 15% flat no IRS que sugeria nas 9 páginas e que não passava de uma fuga aos impostos dos mais ricos? Ou com o dinheiro da corrupção que já todos lhe explicaram que não pode ser contabilizado como receita extraordinária? Ou com o dinheiro que ajudava os clientes a esconder nos paraísos fiscais?

Quando o tema é habitação lembrem-se que Ventura fazia parte dos defensores dos vistos Gold.

Sempre que Ventura disser num debate “e não nos acompanharam nessa proposta” digam, “nem nós nem ninguém uma vez que o grupo parlamentar do Chega teve 0 propostas aprovadas”.

Quando o tema são cortes, impostos e finanças em geral, lembrem-se que Ventura anunciou números (400 milhões) retirados à ideologia de género (no congresso do Chega) e mal saiu do palanque já tinha jornalistas a dizer que não existia tal tema e muto menos números. Ventura anuncia medidas ao calhas sem qualquer aplicação prática (como o iva da primeira habitação). Sempre que ele falar em ajudar os pobres, digam-lhe que em 2020 o programa do Chega para os Açores era cortar 50% do RSI. Expliquem que os imigrantes que ele tanto detesta, contribuem para Portugal 7x mais do que consomem. Digam-lhe, sem pestanejar, que ele repete, sem se rir, números e medidas sem sequer as confirmar, apenas para iludir os eleitores.

Quando Ventura fala em meter a banca a pagar as taxas de juro (algo que sempre votou contra, pelo que todos percebemos que é populismo básico), perguntem-lhe onde andava ele, quando Luís Filipe Vieira foi apertado na comissão do BES pelos calotes que todos pagámos e o Chega assobiou para o lado? Estaria ainda a lembrar os seus tempos de comentador na CMTV, em que seguia o guião ordenado por Vieira?

Quando Ventura fala nos apoios ao país A ou regime B, perguntem-lhe, já que apoia Milei, se concorda com a criminalização do direito à manifestação. E quando ele ficar entalado, insistam: como é que apoia as políticas de Milei e, em simultâneo, as manifestações dos polícias?

Ventura é isto. Não faz um debate sem mentir, sem dizer números ao calhas, sem contradizer as suas próprias posições. E fá-lo tantas vezes que, ao fim de 5 anos, não há desculpa para caírem sempre na mesma esparrela. Interrupções, demagogia e mentiras. Basta respirar fundo e, em cada um dos temas fazer as perguntas que escrevi acima. Depois é esperar que ele se enrole sozinho e não largar o osso, ou deixar mudar de tema, até ele responder.

É preferível até, ficar calado e apenas falar 2 minutos de debate, se for apenas isso que o jornalista permitir sem interrupções, mas usar esses dois minutos para mostrar os buracos onde Ventura se mete.

Quando Ventura falar em poder e responsabilidade, digam-lhe que num dia votou a mesma proposta de lei de 3 formas diferentes. Que armadilhou o governo dos Açores. Que andou 5 anos a dizer que era contra o sistema e as cunhas mas que, agora ameaça a constante instabilidade se não tiver pastas ministeriais. Fala em tachos mas assim que aumentou o grupo parlamentar meteu logo familiares de deputados como assessores e anda, nas sobras do PSD, a recrutar deputados que se recusam a largar a mama.

É repetir em cada debate o alinhamento que aí está e, num ápice, acaba-se o mito de ter que lutar na lama com um porco. Ele abre sempre, mas sempre, a carreira de tiro nos mesmos temas. A vida daquele homem está nas redes sociais. As contradições, os disparates e os absurdos estão, em grande parte, registados um pouco por toda a internet. Quão difícil pode ser desacreditá-lo entre aquilo que vende e aquilo que realmente é? Não fará mossa no seu eleitorado, pobre, que não tem dúvidas e acha mesmo que o caminho é votar em quem lhes vai tirar a escola e o SNS, mas fará a diferença no nosso eleitorado. O tal que percebe o que está em causa, que percebe as lutas passadas, que entende a importância do PCP na AR mas que espera, desde os tempos perdidos do João Amaral, que o PCP entre no século XXI.

Paulo Raimundo está a iniciar-se nestas lides, parece ser honesto e boa pessoa. Mas o PCP já tinha quadros experientes e com presença mediática, melhor preparados para estes tempos exigentes em que o partido procura recuperar votos. João Ferreira e João Oliveira, por exemplo.

Às vezes parece que temos todos um Schmidt em cada esquina e complicamos o que, à partida, seria simples e óbvio. Ainda assim, a minha vénia para ele por aceitar ir para a frente da batalha.


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9 pensamentos sobre “Dicas para ir para a lama com um porco e sair de lá limpo

  1. Não acompanho muito a política portuguesa,devido à falta de tempo,mas estou à vontade para falar do parisitismo de Portugal que se afunda no niilismo e na AUTO-DESTRUIÇÃO.

    Mesmo que me seja difícil concordar com a teoria niilista de que o desaparecimento da religião é a causa deste colapso, esquecendo o impacto destrutivo da oligarquia burguesa capitalista europeia sobre o proletariado. Esta oligarquia continua a funcionar segundo o modelo de um mundo antigo onde bastava ir a outro lado e sem complexos para encontrar o que faltava em casa. Esse mundo ainda existe, mas já não são os ocidentais que detêm as cartas. Basta ver quem manda no mundo actual e como.

    Por um lado, vejo um paradoxo entre o aparecimento de um nacionalismo exacerbado , um Estado moderno falhado. Vejo os sintomas do ressurgimento do nacionalismo em quase todo o lado nos países ocidentais, e ainda mais nos Estados governados por uma oligarquia liberal.

    A visão de Spengler das civilizações associa à decadência das civilizações, a última etapa antes do seu desaparecimento, o regresso à ditadura, à autoridade legítima, ao cesarismo, em suma, à nação brutal e à cultura da violência.

    O resultado final é uma longa queda que não podia ser vista há 10 anos. Os EUA sacrificarão tudo o que puderem sacrificar para preservar um pré-quadrado de poder face à ascensão da Ásia. Estou firmemente convencido de que estamos todos a subestimar a vingança dos países do Sul global pelas humilhações do poder passado do Ocidente. Há um desejo real de nunca mais estar sob o domínio ocidental e isso é a unidade do Sul Global.

    Neste momento, as pessoas tendem a ter a ideia de que as classes trabalhadoras estão a deslocar-se para a direita devido à imigração e que, portanto, é uma questão de identidade. Até certo ponto, isso é verdade. Mas, de facto, se virmos as nossas classes trabalhadoras como vivendo do trabalho mal pago dos homens, mulheres e crianças do resto , é completamente lógico que um mundo de classes trabalhadoras que extrai mais-valia à escala global seja de direita. E essa é uma perspetiva extremamente preocupante, tenho de o admitir…

    Venho desajeitadamente “pregando” aos meus amigos e familiares: é por lucidez, e não (apenas) por racismo, que os trabalhadores, e muitos outros portugueses comuns, de facto, se inclinam para a direita. Têm consciência de que exploram os trabalhadores asiáticos e, logicamente, vêem-se a si próprios como uma classe exploradora à escala mundial, com a ideologia que lhe está associada. E, claro, isso não é tranquilizador, porque, para mudar esta realidade, seria preciso destruir a globalização da economia industrial, o que não vai acontecer tão cedo.

    A dominação do centro libertário igualitário dominante (em número) deu lugar à dominação da periferia autoritária e desigual. A atual crise portuguesa, mais do que um niilismo, não será a crise de uma sociedade globalmente libertária e igualitária, dirigida por dirigentes autoritários (que acreditam que esse autoritarismo é legítimo) que não compreendem a resistência da população e respondem com mais autoritarismo sádico? Ou já ultrapassámos esta fase? Para não falar da impotência das “elites” portuguesas face à UE e da irracionalidade reinante (compreensível em sociedades que já não produzem, mas consomem “como que por magia”).

    Pergunto-me quantos milhares de euros por mês é que uma pessoa se pode dar ao luxo de ser niilista e auto-destrutiva.

    A decadência política é uma porta aberta para o caos.

    O avanço do chega segue a virada do rigor da esquerda, onde abandona as classes trabalhadoras para uma política mais globalizada, e a desindustrialização que se segue,porque também existe um liberalismo, perverso e corrupto.

    Dada a queda do antigo sistema político e a sua reconstrução, continuarei a ser um pouco mais optimista do que ele.

    Cada grupo étnico tem o seu próprio sistema familiar, do qual surge um sistema de valores, que conduz por projeção a um modelo político, gerando um sistema coerente de sociedade de baixo para cima. O problema é que o estado republicano importou populações em massa, com sistemas familiares muito diferentes, que foram acrescentados a um sistema familiar diferente já presente no seu território. Portanto, é provavelmente muito difícil ver qual sistema da sociedade, e até mesmo a Política, que poderia surgir? Se não um confronto directo e permanente entre diferentes populações, a fim de impor aos outros o seu sistema de valores, o seu modelo familiar e político.
    Concluío acima de tudo que, se um modelo se impor a si mesmo, não terá nada de português ou ocidental, uma vez que está morto.

    Penso que estamos a assistir ao surgimento de um novo subconjunto do meio popular (tanto à esquerda como à direita) que está consciente da destruição e cegueira dos dirigentes, da fase próxima do não retorno e que deseja reintroduzir a moralidade, o valor do trabalho, a cultura, neste mundo que se tornou demasiado complexo, exagerando no progresso que tende para o insignificante, o absurdo, a decadência, a ponto de se preocupar com o futuro da humanidade. Noto que” os sábios”, religiosos ou não, desapareceram da sociedade ou foram relegados a segundo plano para não abrandar uma espécie de corrida louca sem uma rede de segurança.

    já faz um bom tempo desde que Portugal se afundou no niilismo. Hoje, os nossos incompetentes têm agora os números nas suas mesas: o esgotamento dos combustíveis fósseis ameaça (cada vez mais betuminoso / xisto / carvão castanho em volume e proporção), especialmente a Europa (muito importadora), e as alterações climáticas estão a conduzir à criminalidade
    Com uma gestão excessiva da covid (poderíamos ter-nos contentado em limitar apenas os antigos, foram eles que invadiram os hospitais e estão inactivos), e um desejo de guerra com a Rússia, (poderíamos ter-nos contentado em sancionar a Ucrânia que bombardeia o seu país desde 2014… Os nossos incompetentes procuram oportunidades para reduzir a ala da economia, acelerar a transição energética. Eles não cuspem na guerra, sendo a guerra o último refúgio da incompetência.

    Não compreendo este fenómeno social. Pergunto-me porque é que nunca se fala em termos sociológicos de toda a escória que assola cada vez mais o país e de toda a incivilidade que o acompanha. Estou a falar de escumalha, não de um determinado grupo étnico.

    É importante notar que a burguesia radicaliza-se neste período de crise do capitalismo.
    A porosidade entre estes grupos de extrema-direita e os grandes partidos com as suas empenas na rua é muito acentuada, e, no entanto, nem os meios de comunicação nem os partidos “liberais” se dignam a opor-se francamente à extrema-direita. Pelo contrário, estão a unir forças para bloquear a extrema-esquerda.
    A crise do capitalismo está aqui, e quando a exploração já não é suficiente, a burguesia volta-se para a violência. O século XX é um triste exemplo disso,o XXI não vai ser nada bonito.

    Em suma é necessário manter-se vigilante e não permitir que as visões simplistas do mundo (que se espalham mais facilmente) daqueles que querem reduzir a sua complexidade se instalem nos discursos quotidianos, a fim de se tranquilizarem e se darem a ilusão de que controlam a sua existência (e muitas vezes controlam a dos outros) tanto quanto desejam.
    É de notar o aumento da liberdade de uns poucos à custa da perda da liberdade da maioria, ou seja, inverter esta tendência de aumento das desigualdades sociais e financeiras.

  2. Tivemos inclusive uma descida nos salários nominais que, no meu caso concreto, tendo já perdido 80 euros graças ao “grande aumento de impostos”, levei ainda com uma talhada de menos 100 com as descidas dos salários nominais decididas em 2014.
    Isso a juntar as tais perdas de subsídios.
    Um verdadeiro castigo que até Marcello Caetano dizia que só podia ser infligida via uma sanção disciplinar.
    Mas por essa altura também a direita prometia resolver a tal “bancarrota” sem fazer sangue. Depois das eleições o nosso futuro foi aquilo que se viu.
    Montenegro veio dizer aquela coisa fantástica de que a vida das pessoas não estava melhor mas o país estava muito melhor. O que era mentira, mas a mentira também foi o modo de vida desses anos que muita gente não quer ver repetidos.
    Mas o problema das pessoas é a memória curta, a direita, que agora nos promete o paraíso tem os mesmos protagonistas de quem nos deu o Inferno.
    E que nos deu o Inferno sem do nem piedade. Fomos chamados de “piegas”, bombardeados com discursos flagelantes a que ja fiz referencia noutro comentário e até em programas televisivos da manhã, naqueles dirigidos a donas de casa, se ensinava a fazer sopa de talos de couve e bifes de casca de banana. Um certo Camilo Lourenço vinha dizer coisas como que noutro tempo era comum ter tres famílias a partilhar uma casa e não havia razão nenhuma para não se voltar a fazer o mesmo.
    Mas a memória das pessoas é curta, se tal não fosse Lisboa teria outro presidente de Câmara porque esse senhor so faltou dizer que devíamos e merecíamos viver a alpiste.
    Eu lembro me disso tudo com terror. Lembro me também de um alto quadro do CDS a olhar para uma mulher desesperada como se estivesse a olhar para uma coisa podre.Esse olhar era bem a forma como a direita nos via. Lixo descartável.
    Um meu superior hierárquico voltou um dia ao serviço positivamente desesperado. Tinha ido a uma reunião com altos responsáveis e foi lhe dito com todas as letras que Portugal so seria viavel se o nível de vida da população e as despesas públicas voltassem aos níveis dos anos 60.
    O homem, que foi jovem nesses anos dizia que ninguém que vive hoje aguentaria os anos 60. Eu, que tantas histórias de terror ouvira dos meus avós e muita outra gente que viveu, ou melhor, sobreviveu nesse tempo, também me parecia que não. Mas isso parecia ser um desiderato firme entre os altos dirigentes públicos e privados. Belmiro de Azevedo veio dizer, quando o salário mínimo rondava os 500 euros que os salários tinham todos de descer.
    Eu não vivi os anos 60 mas os meus avós contavam histórias terríveis onde o medo de abrir a boca dizendo uma coisa tão simples como que a vida estava cara tambem marcava presença. Gente que era presa, gente que desaparecia. Porque uma coisa é certa, um nível de vida tão miserável exige repressao, porrada da grossa. Daí a aposta da direita em mais autoridade policial.
    E claro que o PS tem muitos tiques de direita. Porque este PS não tem nada a ver com o velho Partido Socialista extinto pelo Estado Novo. Foi uma coisa com o mesmo nome, criada a pressa em 1973, justamente para impedir a ascenção dos partidos a esquerda, do qual o Partido Comunista, quw tinha assegurado quase sozinho a oposição a ditadura era o mais temido.
    Por isso é má escolha votar PS porque quando teem maioria absoluta juntam se a direita com todo o sossego e nem as migalhas que dao quanto teem maioria relativa dao.
    Mas votar em qualquer dos partidos a direita é uma opção pior ainda porque os planos de miserabilizacao de uma população que veem como gado e concentração da riqueza não morreram em 2015. Ficaram simplesmente a espera de nova oportunidade.
    E essa oportunidade é agora se as pessoas se tiverem esquecido de quem foi o Ventura e outros artistas que agora estão no Chega e Iniciativa Liberal.
    E tenham a certeza que a coligação com o Chega vai acontecer mesmo que oficialmente não aconteça. Os deputados arrancados a manipulação das pessoas viabilizarao ao qualquer governo de direita, assim aquela gente da nova AD consiga ser a força política mais votada.Ou alguém acredita que voltarão contra? O Chega é uma criação do PSD criada justamente para captar aqueles que se desiludiram com o PSD após os anos de chumbo. Esses e outros vencidos da vida. Que há nem acreditam que a sua vida pode melhorar mas querem que a vida de outros piore. Como a dia ciganos e dos imigrantes que não vão a Fátima.
    Garantindo assim a tal maioria parlamentar de direita que já viram em 2015 que é a única maneira de um partido de direita chegar ao poder. Porque quando se trata de evitar uma catástrofe, a esquerda até se entende com a pseudo esquerda, coisa com que eles não contaram.
    E que já mostraram ao que vão ou não tinham ido mesmo recuperar a coligação de direita de há 40 anos atrás. Para mostrar que são conservadores até foram buscar o terceiro parceiro desses tempos, um tal de PPM, que é contrario ao regime político em vigor, lei se República, e cujo alto responsável é mantido escondido e calado porque até a violência doméstica já defendeu a cara podre.
    Por isso ou tratamos todos de acordar ou isto tem tudo para correr mal.
    Lembrem se do que foram as nossas vidas em 2011 2015, das promessas não cumpridas, da miserabilizacao e dos insultos. Ou teremos todos quatro anos ainda mais duros.
    Votar bem nunca foi tão importante como agora.

  3. Fernando Jose Mestre Patricio
    João José
    Porque eu não esqueço, do Ventura a ajudar empresas a desviar os lucros para offshores para não pagarem impostos, como por exemplo faz a Jerónimo Martins e se eles fogem ao fisco quem trabalha paga mais. (Já a CDU propôs taxar em 20% os lucros desviados para offshores sem pagar impostos, escusado será dizer votaram contra, ps, psd, cds, ch e il)
    Enquanto deputado do PSD, ventura e os amigos agora no ch e il votaram para que me fosse roubado a mim e a milhares de trabalhadores o subsídio de férias e Natal em 2012, 13 e 14. (Devolvidos em 2015 por proposta da CDU)
    Não esqueço que dias antes já tinham votado o congelamento dos salários e reformas.
    Não esqueço que com o salário congelado em 2013 recebia menos que em 2012 e em 2014 recebia menos que em 2013 porque estes canalhas foram votando aumentos nas taxas de IRS, enquanto a renda da casa, os combustíveis, a comida não paravam de aumentar e, entretanto, votavam grandes isenções fiscais às empresas dos amigos. (Voltamos a ter aumentos em 2015 por proposta da CDU)
    Não esqueço de os ver lançar o falso boato da bancarrota para poderem transformar divida privada em divida publica, no maior crime de traição à pátria desde o ultimato inglês de 1890, condenando milhares de portugueses a passar fome, a perder as casas, a tirarem o pão da boca dos nossos filhos para pagar as dívidas dos bancos e proteger as fortunas dos banqueiros. (A CDU continua a reivindicar que aa CGD aplique taxa spred 0,25 a todos os contratos de compra de casa baixando as rendas, obrigando os outros bancos a baixar também).
    Não esqueço que acabaram com 5 feriados que passamos a trabalhar de graça para o patrão. (4 já recuperados por proposta da CDU)
    Já dizia a minha avó, diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
    Quando as famílias Champalimaud, Espírito Santo, Amorim e outras financiam com dezenas de milhares de euros o ch, il, psd, cds… e usam a imprensa para os promover e passar uma esponja no passado, fazem-no para voltar a dar o poder à direita e nos roubar de novo os subsídios de férias e Natal, destruir o SNS e a escola pública não é de certeza para defender quem trabalha que investem tantos milhões nestes partidos.
    Na hora de votar recordo sempre as palavras do Belmiro de Azevedo, “ofereci dinheiro a todos os partidos e só um não aceitou, o Partido Comunista Português…” por isso voto CDU

    Não admira o comportamento do desventura Nazi.
    Este sujeito é capaz de nos fazer mil promessas…
    Assaltante do poder, faz tudo às avessas das promessas que faz.
    Meu Voto é CDU
    E.V.

  4. Infelizmente não é do a extrema direita nacional que a nossa comunicação social leva ao colo. A extrema direita Israelita também tem lá lugar cativo.
    Os trastes dizem que encontraram um centro de dados do Hamas mesmo debaixo de um edifício da ONU. Aparecem umas imagens que podem ter sido tiradas até no claustro de uma igreja em qualque local do planeta. E a estação televisiva da a “informação como certa”. Em vez de dizer aos, teases genocidas que podemos se gentios e portanto inferiores mas não somos estúpidos.
    Quanto a votarmos na direita em geral é no Ventura em particular era bom que pudéssemos os olhos no que esta a acontecer na Argentina, em que há um Ministério do Capital Humano, ou seja, a população é mercadoria, e já se cortaram todos os apoios a febre com cancro ou necessidades especiais. Entre outras aleivosias. Cumpre acrescentar que Milei, que Ventura apoia a 100 por cento, e um sionista feroz e até já renegou a religião em que foi criado convertendo se ao judaísmo.

  5. Ventura não diz se defende ou condena a Política Agrícola Comum da União Europeia. Isto, na semana em que a PAC sofreu a maior onda de contestação de sempre.

  6. Uma posição fascista/neonazista e outra social-fascista, e um jornalista ao serviço da burguesia.
    Foi sempre contra NATO e UE , e outras coisas mais…
    Foi preso antes e depois do “Golpe doa Capitães”/Golpe Milita do 25 de Abril 74 ( a que muitos chamam de “Revolução dos Cravos”!
    A cumprir o serviço militar obrigatória na FAP, foi contra o golpe do P”C”P no 25 de Novembro 75, e outras coisas mais…
    E já agora:
    Quando a comunicação-social tiver a ousadia de fizeram uma entrevista ao meu partido de sempre, vão todos ver/ouvir, o que esta acontecer por cá, e não só!

  7. Plenamente de acordo. Paulo Raimundo ficou muito aquém do esperado, tantas as matérias para atirar ao Ventura e quase nada saiu. Tenho imensa pena porque o PCP faz falta no parlamento. Espero, desejo mesmo, que algum golpe de asa leve o PCP a inverter a tendência que o persegue e que ele-próprio parece não ser capaz de contrariar.

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