A «Pax Americana» de Pacheco Pereira

(Manuel Augusto Araújo, In AbrilAbril, 27/06/2022)

(Ó Pacheco, que porradão que levas nesses costados por navegares nos mares das “meias-tintas”. Sempre, sempre ao lado do povo, não é Pacheco? Mas, na hora da verdade, o Tio Sam é quem mais ordena, não é verdade?

Estátua de Sal, 27/06/2022)


O texto de José Pacheco Pereira intitulado «A “paz” para uma guerra abstracta, sem invasores e invadidos», publicado no sábado, dia 25, no jornal Público é must de sofismas para de forma encapotada e cavilosa se colocar fratalmente, nada como lá estar sem ser visto, na primeira linha dos defensores da ordem unipolar imposta pelos EUA e o seu braço armado NATO, que desde há dezenas de anos tripudia o direito internacional, impondo as suas regras assumidas como os valores ocidentais, os do Ocidente que desde o séc. XVII exploram as matérias-primas e humanas do resto do mundo em seu proveito.

Pacheco Pereira tem o desplante de a dado passo escrever: «Confesso que não entendo, ou entendo bem demais, a começar pela fórmula de abertura “Independentemente de opiniões diversas sobre os desenvolvimentos no plano internacional”. O que é que isto significa a não ser tornar a guerra, que se pretende condenar em termos genéricos, uma completa abstracção?»

Quem o lê é que percebe bem demais que quem considera a guerra, que na Ucrânia se iniciou em 2014, uma completa abstracção e que, contra todas as brutalidades daí decorrentes e outras actividades com ela correlacionadas, como a Ucrânia se ter tornado campo de treino das milícias nazi-fascistas da Europa, EUA e Canadá, é o Pacheco Pereira que esteve oito anos em cerrado silêncio completamente surdo, cego e mudo contra todas as evidências que o Conselho Português para a Paz e Cooperação, e já agora o PCP, iam denunciando, a par de outras guerras e outros atentados contra a Paz que sucediam no mundo. 

Não é um acaso, como não é um acaso o autor escrever «ou se se quiser, do “imperialismo americano”», entre aspas evidentemente, porque para ele esse imperialismo é justificável e irrefutável, deve ser aceite como guardião dos chamados valores ocidentais recorrendo a sanções, golpes de estado, sabotagens para subverter o direito soberano dos povos se libertarem das suas garras e, sempre que esse arsenal se mostrar insuficiente, impô-lo à mão armada fomentando guerras de forma directa ou indirecta, como é o caso actual da Ucrânia.

Isso para Pacheco Pereira é justificável porque o essencial é que o «se se quiser “imperialismo americano”» continue a ser o grande defensor da cidadela que ele habita com a janela escancarada para os poderes da burguesia que bem sabem que ele lá estará sempre para os defender e justificar mesmo quando os critica, nos vários órgãos de comunicação social em que abundantemente debita. 

Pacheco Pereira é, nesse seu Portugal, três sílabas de plástico, que é mais barato, como escreveu O’Neill, o mais acabado exemplo de intelectual orgânico. Nessa função tem escrito ultimamente até coisas inesperadas e interessantes, a par de textos como este último, um contínuo de escritos paradoxalmente em contradição com uma ideia que importou de França e que em certa altura andou a propalar, a da morte dos intelectuais universais, que desmente com contumácia quando continua com as suas copiosas teorizações a desempenhar um papel que dizia estar extinto, com pontos de vista sobre a história em que se assume como um gestor de existências, uma forma de enganar o público bem denunciada por Pierre Bourdieu, mas também por Derrida.

    1. São as contradições das teias de aranha em que estão presos os intelectuais orgânicos. Como Gramsci extensamente teorizou e demonstrou, numa sociedade de classes não existem intelectuais completamente autónomos em relação à estrutura social. Nas relações de produção hegemónica das diferentes etapas do desenvolvimento histórico, as sociedades criam para si uma ou mais camadas de intelectuais que lhes proporcionam homogeneidade e consciência da sua própria função no campo político, social e económico. Esses intelectuais têm uma ligação vital com a classe que lhes deu origem. Para esse teórico marxista, a formação de uma massa de intelectuais não se justifica, apenas, pelas necessidades da produção económica, por meio de formação de técnicos, mas pelas necessidades políticas do grupo dominante. A relação dos intelectuais com o mundo da produção não é, como a dos grupos fundamentais, imediata. É mediatizada pelo conjunto das superestruturas das quais o intelectual é funcionário. Gramsci observa que em nenhum momento do desenvolvimento histórico real foi elaborada uma quantidade tão grande de intelectuais como na moderna sociedade burguesa. Um facto que se tornou mais óbvio nos nossos tempos com a proliferação de think tanks, gabinetes estratégicos, laboratórios de ideias, etc., etc., que se multiplicam mais que espécies invasoras. 

«Como Gramsci extensamente teorizou e demonstrou, numa sociedade de classes não existem  intelectuais completamente autónomos em relação à estrutura social. Nas relações de produção hegemónica das diferentes etapas do desenvolvimento histórico, as sociedades criam para si uma ou mais camadas de intelectuais que lhes proporcionam homogeneidade e consciência da sua própria função no campo político, social e económico.»

Mais que muitos outros e melhor que muitos outros, Pacheco Pereira enquadra-se nesta definição gramsciana. Os seus textos surpreendentes e mesmo surpreendentemente relevantes devem ser lidos com essa lupa. Mas há sempre um momento em que tem a necessidade de ocupar lugar de destaque na defesa dos valores da sociedade de que faz parte e o sustenta. Nunca a trairá. Empenhado na defesa da ordem unipolar, «se se quiser, do “imperialismo americano”», como se isso não fosse o que tem comandado o mundo nos últimos decénios, não seja a mão visível e invisível dos conflitos armados, das «guerras na Ucrânia, no Iémen, na Síria, na Líbia ou no Iraque, entre outros conflitos que flagelam o mundo» e «da situação na Palestina ou no Sara Ocidental», como refere o comunicado que apelava à manifestação pela Paz que tanto incomoda Pacheco Pereira.

Para ele só há uma guerra, a que sucede no território da Ucrânia, que é de facto uma guerra entre os EUA/NATO e a Rússia, por interposta Ucrânia, uma guerra que se iniciou em 2014 e culminou com a invasão da Rússia ao território ucraniano, o que ele oculta para justificar a arenga. Não deixa de ser curioso, embora seja bastante revelador, que um historiador abdique de contextualizações para alinhar no mais rasca e barato argumento de haver um país invasor e um país invadido, como se isso fosse um jogo de matraquilhos. Igualmente revelador é o facto de Pacheco Pereira denunciar que «o nome “Ucrânia” está lá no apelo, numa lista que mistura Palestina, Saara Ocidental, Iémen, Síria, Líbia e Iraque, onde a actual guerra é nomeada de passagem e sem relevo, como se fosse uma entre muitas comparáveis fortes e soberanos.» 

As outras guerras referidas no comunicado, no Iémen, na Síria, na Líbia ou no Iraque, com mortes, devastações, refugiados, crises humanitárias incomparavelmente maiores que as que se registam na Ucrânia, para ele são cousas menores. Em relação à Palestina e ao Saara, nunca falou abertamente de uma das maiores injustiças da história moderna, pelo que faz uma miserável desvalorização do direito à auto-determinação desses povos e da importância da sua luta no contexto da paz. 

Percebe-se, encara essas guerras e o direito à auto-determinação desses povos com a lógica do homem branco que Aimée Cesaire tinha denunciado: «sim, valeria a pena estudar, clinicamente, no detalhe, as trajectórias de Hitler e do hitlerismo e revelar ao burguês do século XX, muito distinto, muito humanista, muito cristão, que ele carrega um Hitler que se ignora, que Hitler mora nele, que Hitler é seu demónio, que se ele o vitupera é por falta de lógica, e que, no fundo, o que ele não perdoa a Hitler não é o crime em si, o crime contra o homem, não é a humilhação do homem em si, é o crime contra o homem branco, e de ter aplicado à Europa procedimentos colonialistas que até agora eram exclusividade dos árabes da Argélia, dos collies da Índia e dos negros da África.» 

«Não deixa de ser curioso, embora seja bastante revelador, que um historiador abdique de contextualizações para alinhar no mais rasca e barato argumento de haver um país invasor e um país invadido, como se isso fosse um jogo de matraquilhos.»

Pacheco Pereira de forma subliminar, sem ter a coragem de o assumir frontalmente, considera que a Europa detém uma cultura única que lhe dá o direito e até a missão, comandada pelos cruzados dos EUA/NATO, de dirigir o mundo conforme a sua vontade.

A tralha do seu texto são encadernados sofismas em que a Paz, desde que não seja a Pax Americana, não interessa, pelo que mistura alhos com bugalhos com grande à vontade, num texto minado de tretas, em que a memória histórica é bombardeada com napalm, em que a questão central é combatida como se o autor do texto fosse ideologicamente detergentado para que se fique pela superfície das coisas e o alvo imediato, a luta pela Paz, se esvazie de significado.

Acaba o texto com o desafio de uma coboiada, propondo um duelo ao sol nos ecrãs televisivos, um dos aquários onde deposita regularmente os seus pensamentos. Arma-se em Shane, mas como não passa do excêntrico Lee Clayton, se, ao contrário do filme de Arthur Penn conseguir sobreviver, pode esperar solitariamente sentado por seriedade intelectual, ninguém irá responder ao desafio.


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12 pensamentos sobre “A «Pax Americana» de Pacheco Pereira

  1. “O capitalismo é a espantosa crença de que o pior dos homens fará as piores coisas para o maior bem de todos”. Keynes.
    Devemos voltar ao básico: o capitalismo não é nosso amigo, as nossas guerras industriais mostraram-no, a nossa produção de armas de destruição maciça denuncia o absurdo do nosso comportamento. O nosso consumo industrial tem como consequência devorar o mundo de forma abusiva, excessivamente em relação às nossas necessidades reais e sacrificamos o futuro das gerações futuras sem voltarmos à razão, desde que deixemos os homens e as ideias que são esmagados pelas consequências dos seus actos e pelas práticas que geram. Quando levarmos isto a sério, tanta água poluída terá corrido debaixo da ponte que não haverá mais água para nos mostrar a clareza do que precisa de ser feito
    Bertrand Russell: “O problema com este mundo é que os tolos estão certos e as pessoas sensatas são duvidosas.

    O capitalismo é definido por :
    1- O monopólio dos meios de produção por uma classe social, a burguesia, que enriquece fazendo trabalhar outra classe, o proletariado. O proletariado só tem o seu próprio poder de trabalho para viver e deve vendê-lo à burguesia, que assim monopoliza a riqueza produzida
    2- A necessidade de acumular riqueza infinitamente: o “famoso crescimento”

    O liberalismo é anarquia organizada para que os ricos tenham tudo a ganhar, mas as suas almas e os pobres tenham tudo a perder, mas a sua miséria.
    O mundo livre deve ser o nosso farol para não deixarmos o caminho certo.

    O homem bêbado da loucura liberal está a afundar o interesse geral ao perseguir a ordem pública dos lobos esfomeados e esfomeados dentro de si, pilhando os recursos das gerações futuras. O nosso progresso cega-nos e engana os nossos princípios para favorecer a velocidade do lucro. Nada temos a invejar às sociedades arcaicas e bárbaras baseadas em sacrifícios humanos no que diz respeito às nossas guerras.

    “Dinheiro,egoísmo,ganância, os três monstros da civilização actual “Simone Weil”
    A riqueza e a pobreza atraem o indivíduo abaixo e para além da humanidade comum sem se encontrarem.
    O idiota é o indivíduo que não sabe que está privado do que quer e não é capaz de cuidar de outra coisa que não sejam os seus assuntos privados. O individualismo é o triunfo da liberdade do indivíduo para cuidar apenas de si próprio, é uma reivindicação dos ricos, os ricos reivindicam a sua superioridade social e o domínio da sua ordem.

    A recusa de submissão, das nossas elites e daqueles que lucram com o sistema, à realidade que se impõe sobre a razão que deveria ter estado no comando, é a nossa maior ameaça. Paul Virilio escreveu muito bem, sem que tivéssemos tomado todas as medidas construtivas: O dano colateral do progresso “é mascarado pela propaganda do progresso que mascara o acidente do progresso” …Um mundo de progresso que mascara o acidente do progresso… “Não é uma questão de ser contra o progresso; é uma questão de ser contra o progresso de uma catástrofe que é paralela” e consubstancial ao progresso. E aí os ecologistas que são a parte do acidente, o acidente de poluição, não estão à altura desta dimensão escatológica e receio que o niilismo regresse com um programa do fim. Há aqui uma grande questão com a globalização, com a incerteza da democracia neste momento, com a fraqueza da democracia.

    Esquecemos o essencial e afundamo-nos na escuridão ,porque cavar o nosso tempo desperdiçado é correr para a boca dos nossos problemas.

    O que irá a Europa federalista inventar para nós amanhã, jaulas para coelhos para cada um de nós? A Europa da paz, a Europa económica para poder competir com os EUA, com a Europa seremos mais fortes. O melhor é encontrar o nosso país e deixar esta fraude da Europa para o Sr. Zelensky, uma vez que ele é o único que a quer.…

    O mundo é o que fazemos dele, com muito idealismo ,ainda penso que a benevolência é a natureza dos seres humanos… o problema é que estamos sujeitos à rapacidade de uma minoria da população cuja ganância é simplesmente neurótica.
    É possível reinventar este mundo, mas precisamos claramente de uma forte vontade colectiva para mudar as coisas e, acima de tudo, para desafiar o determinismo social em que estamos actualmente presos.
    E pessoalmente, penso que começa com o renascimento de um Estado que reflecte o seu povo e já não um sistema de dominação praticando cinismo e conluio (capitalismo de camaradagem) em grande escala.

    O capitalismo e o comunismo são como couve e repolho verde.
    Duas formas semelhantes de escravatura.
    Em ambos os sistemas, os escravos labutam para criar riqueza que acaba nos mesmos cofres dos mesmos senhores.
    Não importa quantos sistemas produtores de riqueza existam, há uma casta financeira global que colhe tudo.
    É como se existisse uma enorme multinacional financeira, da qual cada país é uma sucursal.
    Na gordura, a Nova Ordem Mundial não é futura, ela já existe.

    Sou independente e criativo, mas também um degressivo, porque não tenho escolha, podemos refutá-lo durante algum tempo, mas será sofrido de qualquer forma se não for organizado, e penso sinceramente que devemos organizá-lo para evitar o caos. Compreendo a ideia de ser quem está melhor neste Titanic que é a nossa sociedade globalizada moderna. Mas não é levando todos os talheres de prata que será útil num barco salva-vidas, não é querendo continuar a enriquecer enquanto o barco se afunda que será uma solução…

    O capitalismo está morto.

    O Ocidente também está a chegar ao fim do caminho, apesar da imensa elasticidade do crédito fictício e da desregulamentação generalizada para ainda obter algum lucro, dentro de 5 anos os 5G e IA terão expulsado milhões de pessoas do trabalho em todo o Ocidente, ligando tudo isto à luta de classes que assusta aqueles que nos governam e compreenderão a crise do Covid do euro digital, da vigilância generalizada e do totalitarismo que se instala no fundo da ansiedade e do medo de funcionar. O modo de produção capitalista liberal terminou.

  2. Caro Estátua de Sal ( não sei se dás por Júlio Gomes, mail rcag991@gmail.com, ou por José Freitas, mail j3freitas3@gmail.com ou qualquer outro pseudónimo ou acrónimo – eg. FSOaB ), ainda não li a tua “descompostura” ao José Pacheco Pereira mas a tua introdução deixa-me simultaneamente, cheio de apetite e de boca aberta de pasmado e apalermado. Factos: 1. Tu ( ou seja, o teu blogue ) publicaste 335 artigos do José Pacheco Pereira ( foi uma das razões que me levou a seguir-te ); 2. O último artigo que publicaste do José Pacheco Pereira ( já numa fase de pré-ostracismo ) foi em 16 de Abril ( mas tu és do 24 de Abril…..) “Alterações climáticas na ecologia política
    (Pacheco Pereira, in Público, 16/04/2022)”; 3. Aprés ça, silence radio; 4. Agora publicaste um artigo / comentário TEU, sobre um artigo do José Pacheco Pereira, publicado no Público – passe o pleonasmo- de 25 de Junho ( «A “paz” para uma guerra abstracta, sem invasores e invadidos» ); 5. mas, depois de 335, trezentos e trinta e cinco artigos publicados, cadê o 336º ? Rien que du silence radio, encore du silence radio, un peu de statique, peut-être.
    Como é que tens a subida lata de publicar um artigo TEU, “descascando” no José Pacheco Pereira, sem antes publicares o seu artigo “desviante” ?
    Esquecimento ? Não ! É o “esquecimento” a que eram votados todos aqueles que contestaram o teu “paizinho” Joseph Vissarionovich, os sortudos, apenas esquecidos, a maior parte “esquecida” de uma maneira “Bera” ( ou Béria ? )
    O que estás a fazer é muito feio, mas não quero pronunciar o nome, pois o blogue é teu. Mas dou-te uma pista: é o Bleu pâle (371) Caran d’Ache ou, dadas as tuas inclinações, será antes o Vermillon (60), também Caran d’Ache ?
    Mas, felizmente para ti, tens cãezinhos de colo, como o André Campos Campos que, a cada patacoada tua, “fait 3 branlettes” e ejacula abundantemente rios e rios de comunismo serôdio.
    Quelle domage, quelle honte…………………..

    • É difícil lá chegares JL. Publico os textos pelos textos e não pelo currículo do autor. Na política interna, estive muitas vezes do lado do JPP e por isso o publiquei. Apesar dessas análises do JPP nunca fazerem a ligação à “causa das coisas” que ele próprio critica, a saber: o capitalismo enquanto sistema globalizado controlado e conduzido pela potência hegemónica que são os EUA. Só que a guerra na Ucrânia veio iluminar a “causa das coisas”: não é possível, nos países da esfera ocidental, seguir políticas mais à esquerda que favoreçam a distribuição do rendimento sem que haja o assentimento da potência hegemónica. E, desse modo, eu dou o salto: sou contra a política colonial e imperialista dos EUA que tem condicionado a situação politica nos países do ocidente e da América Latina – neste caso à custa, muitas vezes, de golpes de Estado e outros crimes. O Pacheco, na hora da verdade, como nunca conseguiu ligar a situação política interna dos países à atuação económica global da potência hegemónica, ficou-se pela fidelidade ao TIO SAM, como se fosse possível seguir uma política de matriz de esquerda sem a benção dos EUA.
      Como vês, JL, não há qualquer contradição na minha postura. E não censuro ninguém, Não tenho obrigação de publicar os “dislates” do Pacheco no artigo do Público. O texto do AbrilAbril não trai o que ele escreveu.

    • Não leu, mas já sabe que está errado, que ele é que tem razão, e vem comentar para criticar…
      Haja paciência.
      É este o público alvo da propaganda do regime “democracia liberal”, e da sua agência de “notícias” do Pentágono.
      Vêm as manchetes, ficam a com percepção que o Pentágono queria, e está feito. Ler? Para quê?

      E o artigo não é da EstátuaDeSal, é do Manuel Augusto Araújo, tal como indicado no site AbrilAbril.
      E como é óbvio, se a EstátuaDeSal escreve o prefácio entre aspas, então não é a autora do texto. Simplesmente se esqueceu de indicar o autor (grande falha, pois este é um grande texto e o nome do autor merece destaque).

      Pacheco Pereira, o “historiador” que não gosta de contexto.
      Pacheco Pereira, o “pacifista” que só condena a guerra onde morre um pequeno nº de brancos.
      Para não me alongar, faço minhas as palavras da EstátuaDeSal:

      «Ó Pacheco, que porradão que levas nesses costados por navegares nos mares das “meias-tintas”. Sempre, sempre ao lado do povo, não é Pacheco? Mas, na hora da verdade, o Tio Sam é quem mais ordena, não é verdade?»

      – e onde está Pacheco, dá para substituir quase por qualquer outro nome dos que andam há 4 meses a deixar cair a máscara.

      Quanto a mim, tenho todo o respeito e admiração pelos verdadeiros pacifistas. Mas como é sabido, deixei de condenar esta invasão Russa da Ucrânia, porque cheguei à conclusão, com base em contexto e FACTOS, que a operação iniciada pela Rússia em 24-Fevereiro-2022 serve para colocar fim à operação iniciada por Zelensky/Biden em 16-Fevereiro-2022 contra o Donbass (ver relatório da OSCE que confirma isto mesmo). E como forma de evitar um mal maior depois do que a Rússia ouviu da boca do lunático de Kiev na Conferência de Munique: alargar a guerra por si iniciada até à Crimeia, e obter armas nucleares sob jurisdição da NATO. Isto foi uma declaração de guerra à qual a Rússia tem toda a legitimidade de se defender. E o resto é conversa!

      Então, parece-me a mim que, com as devidas distâncias, condenar hoje esta operação da Rússia, seria o equivalente a condenar o avanço Soviético em 1945, ou até mesmo a operação iniciada pelo Ocidente no Dia D. Para mim, operações militares (ainda por cima esta é tão limitada e cirúrgica) que têm como objectivo colocar fim à guerra iniciada por outros (ainda por cima NAZIS), não merecem a minha condenação.

      Pelo contrário, passei a apoiar. Que toda a Novorússia seja libertada, que hajam regime change em Kiev (após Zelensky assinar a rendição incondicional), e que se sigam também os regime changes necessários por quase todo o Ocidente Colectivo. No final, que a Europa se torne independente dos EUA, e que um acordo de segurança e paz seja assinado de boa fé, e de forma duradoura, entre TODA a Europa, incluindo a Rússia.

      A alternativa a isto é o que temos agora: escalada atrás de escalada (bloqueio ilegal de Kaliningrado, mísseis de longo alcance da NATO hoje prometidos à Ucrânia, etc) e a possibilidade cada vez maior de confronto directo, seguido de armas nucleares e, aí sim, o FIM da história.

      • Carlitos Marquitos, decerto és um analfabeto funcional, só podes. Onde é que eu critiquei o texto da Estátua de Sal, ou do Manuel Augusto Araújo ou da puta que os pariu ? Pois se eu digo que nem ainda li o texto…………..O que eu critiquei, e mantenho, é o facto de, após publicar 335 artigos do José Pacheco Pereira ( que, afinal parece que era um vendido à NATO e a Washington ), a Estátua de Sal publique uma catilinária ( pelos vistos de outrem, mas parecia ser sua ) sem ter a gentileza de publicar, conjuntamente, o texto ofensivo. É que, como é óbvio, eu gosto de vomitar. Nos últimos tempos este blogue tem sido o meu emético preferido. Mas, caso lesse o artigo do José Pacheco Pereira, talvez me fizesse vomitar tão violentamente que me rebentasse uma hérnia inguinal. Como a ti te rebentou, Carlitos……………

  3. Pacheco Pereira é um intelectualóide imbecil que se especializou em jogar com as palavras para não ter que explicar ideias, que ele não tem. O exemplo típico do político “nem-nem”. Não preciso de ler o texto que ele escreveu para comentar a criatura em si, porque já a conheço de ginjeira há muitos anos. Dali não sai nada que se aproveite. É também um exemplo típico dos comentadores “paineleiros” que pululam pelos canais das nossas TVs e dão cabo da paciência das pessoas com cérebro. Não vou nem sequer ler na íntegra o texto do AbrilAbril, porque não me apetece perder o meu tempo com nada que respeite à criatura, e fico-me por aqui…

    • Ai, Netinho, Netinho, aos escreveres as merdas que escreveste sobre uma pessoa como o José Pacheco Pereira ( que, numa escala de valores humanos e intelectuais, está 100 pontos acima de ti ), demonstras que és um sans couilles, sans bite, sans cervelle. Paz à tua merda de alma no céu dos porcos.

  4. Sim, tratem-nos mal, invadam-nos, queimem-nos as cidades, violem as nossas mulheres e as nossas filhas. Não faz mal, é só uma guerra entre os EUA e a Rússia. Rebentem com o que resta da nossa civilização. Ai que bom! É culpa dos imperialistas. A culpa é dos cruzados. Não, a culpa é das tartarugas que suportam isto numa regressão infinita por aí abaixo. Uma guerra nuclear para purificar isto. Bravo! Lucidez só ao alcance de alguns. Lágrimas de crocodilo, diriam outros e com muita razão.

  5. Este acheco é o mesmo que quando foi “lider”Parlamentar “SocialDemocrata” ,quis decretar e impor censura no Parlamento? dizia minha Avó ,que quem bem tece ,nunca lhe esqueçe……

  6. O ES ,é um CLUB que sópublica “arruaceiros” e sempre os mesmos qualquer opinião que não seja do “Club” de “cavalheiros” é censurado ,alguns textos dos “Cavalheiros” raiam a má educaçao ,mas são publicaveis …..os outros que saiam da “Musica” “arruaceira” ….caixote…..

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