(In Blog O Jumento, 21/01/2020)

Os nossos capitalistas democratas, especialistas em vender quotas das suas empresas a endinheirados em busca de lavatório, rebaixaram-se perante a filha do ditador angolano a um ponto que metia nojo a qualquer ser humano.
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Basta ver as imagens televisivas de passagens da rapariga por Lisboa para vermos empresários, advogados, jornalistas e governantes a sorrirem de uma forma tão bajuladora que quase nos ofendiam enquanto portugueses.
Agora que a senhora pode ter caído em desgraça, vítima de uma golpada que ofende os mais elementares princípios constitucionais de qualquer democracia, eis que vemos todos estes cobardes a dizerem que nunca conheceram a pessoa ou que não lhes passaria pela ideia a hipótese de a sua fortuna ser questionável. Fogem dela como o diabo da cruz e só não sugerem o seu internamento compulsivo num leprosário porque já não existem.
Quem sempre criticou a ditadura do MPLA, o roubo dos recursos angolanos pelas elites do partido no poder, é agora ultrapassado por uma matilha de gatunos, de velhacos que não hesitaram em lamber o rabo à ricaça, na esperança desta lhes dar uma gorjeta, talvez uma assessoria bem remunerada, uns casos de contencioso ou, muito simplesmente, uma boa gorjeta. Aqueles que ganharam músculo financeiro à custa do dinheiro fácil de Angola, dizem agora estar a reavaliar a relação.
Estão esquecidos de quando qualquer labrego do MPLA era recebido honrosamente nos palácios desta burguesia oportunista, ou de quando os nossos jornalistas nos davam a boa nova de uma Avenida da Liberdade cheia de lojas de luxo para vender a angolanos?
A história repete-se, os que bajularam Ricardo Salgado, Isabel dos Santos e muitos outros, são os mesmos que agora dão pontapés nos rabos que no passado lamberam de forma tão servil.

Nem mais verdadinha,eu que trabalhei na Nós muito anos quando soube que essa cabra era acionista,baldei-me logo.. Deus tarda, mas não dorme..
ó estática então com tão boas fotos que há entre 2011 e 2015 dos marajás portugueses à época a rebolarem-se naqueles sofás africanos feitos de pele de jacaré e elefante quais cãezinhos de circo a fazer gracinhas com o olho no torrãozinho de açúcar da melhadura, vens prantar aqui o mais sério dos homens sérios que até abandonou a governança para não ter que fazer estes e outros fretes, olha que é preciso ter lata, nã te trates não tás a ficar assim dum jeito que é dum homem gritar bem alto já basta, CHEGA.
Hum?
Nota. Ó Jovem, meu bronco, existe um álbum de fotografias graaaaaannde sobre a jóia da nossa antiga província ultramarina que se expõe aos olhos dos interessados que não usam palas nem dialogam com os cascos como tu. De todas a minha imagem favorita é a do Jorge Coelho do PS dos negócios com Angola, durante uma visita do Cavaco Silva ao que me recordo ao engenheiro José, não não é esse que esse engenhocas foi arrumado antes!, dizia, José Eduardo dos Santos nna placa do aeroporto (?) a lamber as botas do Manuel Vicente então na Sonangol ao que me lembro. Era o escolhido, daí se explicando essa cerimónia de público lambe-botismo, vulgo lambe-cu.
Mas poderia ser o Luís Amado, do PS, o Paulo Portas, do CDS, ou o Martins da Cruz, do PSD, a teoria sobre o irritante do Santos Silva, que toda esta gente em relação a Angola deveriam encher-se de vergonha e pintar a respectiva tromba de preto, ou assim.
Adenda. Ah, e a escolha da fotografia terá que ver com o investimento da princesa Isabel na Efacec que é o ponto alto da versão-Costista da cobertura institucional socialista durante o saque daquilo que já na altura se sabia sobre a lavandaria portuguesa dos milhões roubados em Angola. O totó Manuel Caldeira Cabral fica assim retratado paraca posterioridade…
Adenda-bis. Toma lá, pázinho, um pouco de luz (e de quentinho para glória dos radiadores da Efacec).
[…]
Asterisco. «De alguma forma o José Gomes Ferreira, da SIC, já fez recuar a fita dos acontecimentos até às relações do Cavaco Silva com o JES. Depois Durão e vai até ao BIC que agora é dirigido pelo Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças que nos levou à falência. Pois é, mas esquece-se, digamos, que antes era o Mira Amaral que tem um dos lugares cativos no seu programa da SIC N. Apesar das idiossincrasias, e do voluntarismo, a voz da Ana Gomes é mais verdadeira: os não sei quantos da Cruz, [Martins da Cruz], o Paulo Portas, um tipo do PS que trabalha agora para o Obiang, [Luís Amado], o Santos Silva com a teoria do irritante toda essa gente deveria prestar esclarecimentos. Tal como o Carlos Costa pois o BIC não está sob os holofotes do Banco Central Europeu mas directamente sob a supervisão do BdP.», cito-me sem manias mas substantivamente parece-me.