A crise do Golfo em 10 pontos

(Vítor Lima, 07/07/2019)

1 – O Irão não tem armas atómicas e assinou um acordo com UE/EUA/China/Rússia para continuar a não ter. Israel não gostou pois quer a destruição do Irão, o inimigo que falta, depois dos EUA terem promovido desastres humanitários no Iraque e na Síria, através do “seu” Daesh;

2 – Trump acusou – sem provas até hoje – de que o Irão não cumpre o acordo e decreta sanções, como aliás vem decretando urbi et orbi. Israel e o genro de Trump, Kushner dão pulos de contentes, embora estivessem nos bastidores da decisão;

3 – Rússia e China borrifam-se nas decisões de Trump e, na UE, cambaleia-se, com a GB decididamente do lado dos EUA. Israel grita por guerra ao Irão;

4 – Há navios atacados no Golfo e, claro, EUA e a sua fortaleza no Próximo Oriente (Israel) acusam o Irão, o último a ter interesse na desestabilização criada; os sultões da margem ocidental do Golfo participam no coro guerreiro;

5 – O Irão entretanto deu 60 dias para a reposição da situação inicial caso contrário denuncia o acordo de 2016;

6 – Os EUA fazem um teste à paciência dos iranianos invadindo o seu espaço aéreo com um drone cheio de equipamentos e que custou mais de € 100 M. O Irão abate o drone e Israel, como sempre lança gritos de guerra;

7 – Trump, prepara, como resposta, uma ação de guerra contra o Irão, desistindo da mesma 15 minutos antes do seu início porque poderiam morrer …150 pessoas. No fundo, Trump é um sentimental… mesmo quando decide violentar mulheres… ; ou, terá recebido algum telefonema de altas esferas mundiais, para não se meter em aventuras?

8 – “Bolas, ainda não é desta que bombardeamos o Irão”, terá dito o Netanyahou. Mas a alegria surge com a divulgação um plano de colonização da Palestina – promovido por Kushner – que legalizaria a sua situação de bantustão, com mão de obra semi-escrava às ordens dos sionistas;

9 – O Irão, passados os tais 60 dias sem nada de novo, deixa de cumprir o acordo e poderá aumentar o teor de enriquecimento da água pesada para além dos níveis necessários para a produção de energia elétrica
10 – Vejamos:

Israel tem 200 bombas atómicas, construídas clandestinamente; tem capacidade para as colocar a 15000 km e, quanto a isso a dita “comunidade internacional” não parece preocupada. Como fortaleza dos EUA para controlo do mundo islâmico, não sofre sanções. O Irão não tem, confirmadamente, armas nucleares e é submetido a pesadas sanções e ameaças.

Como se costuma dizer, a lógica deve ser uma batata… no seio da “comunidade internacional”

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3 pensamentos sobre “A crise do Golfo em 10 pontos

  1. Nisto das teorias conspirativas há gente capaz de acreditar em tudo; ora vejam :
    Nos media, não nos mainstream obviamente, que neles não se publica tralha deste tipo, foi aventado que o cancelamento do ataque Americano ao Irão foi suspenso no ultimo instante, e já com aviões no ar, não por Trump ter um coração de ouro, mas porque o ataque informático às estações de radar e posições de misseis Iranianos, não tinha conseguido a sua neutralização. Logo se se prosseguisse a ofensiva haveria mortos do lado errado resultando que a América estaria metida até às orelhas noutra guerra pior que o Iraque. Realmente !

  2. Este assunto está mais detalhado aqui

    O perigo maior é que os estados decadentes, tendem a não aceitar essa decadência e provocam desastres, não optando preferencialmente pelo hara-kiri.
    1 – Apresentação dos palhaços
    2 – Um debicar errante, caótico
    3 – Golfo Pérsico – muitos agressores para um alvo
    4 – Onde estão as ameaças?

    https://grazia-tanta.blogspot.com/2019/06/um-perigoso-circo-ali-ao-lado-no-medio.html

    • RFC diz:
      Julho 7, 2019 às 9:54 pm

      Uiiiiiiiii?

      Nota. Camarada Viktor, pá!, pensas qu’isto é alguma Santa Casa da Misericórdia?

      ______

      … ganha juízo, pázinho, e vai vender a tua fancaria decadente para a rotunda do Relógio!

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