O Bem também tem muitos inimigos

(Dieter Dellinger, 26/01/2019)

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Foto: Costa no Jamaica na entrega de chaves e responde antecipadamente com esta foto à cabra da Cristas. 

No Bairro da Jamaica, 234 famílias foram realojadas em casas novas com todos os equipamentos sanitários e de cozinhas modernos. António Costa entregou as chaves a muitas famílias e a autarquia garante que dentro de menos de três anos toda a gente estará realojada com uma despesa global de 15 milhões de euros.

O bairro da Jamaica não é de barracas, mas sim de um vasto conjunto de prédios semi-construídos que habitantes vindos dos Palops ocuparam ilegalmente por não estarem devidamente protegidos com cercas.

O construtor tinha começado a obra com apoio bancário e faliu, tendo o banco que a informação não diz, mas parece que foi a CGD, salvo erro, perdido muitos milhões de euros por causa da ocupação, dado que vendeu por um preço irrisório os prédios ocupados e o terreno a outro construtor que não conseguiu apoio público para retirar as pessoas nem condições para melhorar os prédios, cujo destino vai ser a demolição, dado que completar a obra inicial é mais caro que fazer de novo.

Isto faz-me recordar quando eu – como membro da Junta de Freguesia – acompanhei o João Soares, então presidente da CML, e o presidente da Junta do Lumiar na entrega de chaves de casas novas.

Aquilo era um primeiro e grande lote de prédios de realojamento, mas não abrangeu todo o bairro, estando já as malhas para a construção de novos blocos preparadas com materiais e cercas.

Contudo, da parte de partidos da oposição ao PS foi dito que não seriam realojadas mais famílias e durante a entrega uma mulher do bairro avançou e pregou uma violenta estalada no João Soares que quase que caia no chão e perguntou porque não a realojaram.

João Soares não se mostrou muito irritado e disse:”minha senhora, todas as barracas vão sair daqui, aqui vai ser construída uma nova cidade, a Alta de Lisboa ou do Lumiar.

A polícia estava presente, mas não prendeu a mulher porque João Soares não quis e disse que não apresentava queixa.

É assim, as oposições não se lembram de certos problemas durante décadas, mas de repente quando começam a ser resolvidos ficam cheias de inveja e ciumes e fazem tudo para denegrir a imagem de quem está a fazer uma boa obra.

Hoje, a zona da Alta tem muito espaço, muitos blocos de realojamento têm vista para o Tejo e muito arvoredo à volta.

Estive lá há poucas semanas quando toda a Freguesia estava cheia de folhas de árvores e os serviços de limpeza não podiam limpar em dias tudo, até porque se limpava hoje e amanhã já estavam mais folhas. Os serviços foram equipados com vassouras pneumáticas e máquinas aspiradores, mas mesmo assim, só agora é que está tudo limpo e não estão a cair mais folhas.

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Foto: O condomínio Social da Torre na Alta de Lisboa, cujas casas ganharam o prémio mundial de arquitetura social de um ano que não me recordo.

Tudo está diferente numa das Freguesias mais solidárias do Mundo, onde tudo foi feito para as classes mais pobres, incluindo mantê-las a viver nos terrenos mais caros de Lisboa neste momento e terem associações de bairro com creches e locais para os ATL, escolas novas e escolas mais antigas em reparação.

Não fizemos como em Paris que atiraram os habitantes das barracas para muito longe da cidade. Ficou tudo no mesmo local, exceto numa quintarola que tinha sido ocupada e que o dono doou para efeitos sociais. Como o projeto de construção da avenida Carlos Paredes, não permitia a construção de casas sociais naquele local, os novos blocos passaram para uns duzentos metros mais para cima no local que a Carris libertou para o bairro social.

Os herdeiros do proprietário conseguiram que juízes inimigos da Pátria e de Lisboa multassem a CML em mais de 80 milhões de euros quando ninguém ficou prejudicado. Houve recursos atrás de recursos, mas a judicatura contra Portugal e a sua Capital não se demoveu e, provavelmente, ninguém foi ver os novos bairros. Esse dinheiro daria para muita obra social, mas a magistratura não quer saber, o seu objetivo de vida é destruir o PS. Estão a fazer o trabalho que fizeram as Forças Armadas contra o Partido Republicano Democrático na I. República.

6 pensamentos sobre “O Bem também tem muitos inimigos

  1. «a magistratura não quer saber, o seu objetivo de vida é destruir o PS.»
    Talvez, mas ajudava se a “esquerda responsável” se apercebesse dos grilhões com que se amarra a si própria. Quanto se vê a líder da JS a ter propostas só porque são bonitas e sem teoria política e económica não se espera melhorias.

  2. Se bem entendi, a “quintarola” foi doada à CML para efeitos sociais. Se não se podia lá construir habitação social, a CML não devia ter aceite a doação! Se a CML vendeu o terreno para construção por privados, é óbvio que o benemérito proprietário (ou seus herdeiros) têm de ser indemnizados.

  3. «Foto: Costa no Jamaica na entrega de chaves e responde antecipadamente com esta foto à cabra da Cristas.», cabra?!

    Nota, ú-n-i-c-a. Ó Manuel G., tiu que já disseste n’A Estátua de Sal que tens filhas e tudo, deverias ter um grama de pudor por postares legendas como esta! Que saiu dos cornos do Dieter Dellinger, presumo eu. Quanto ao resto, e face à parvoice das teorias* deste nível tenho a dizer o seguinte:

    Asterisco, um. «Não fizemos como em Paris que atiraram os habitantes das barracas para muito longe da cidade.», das barracas no centro de Paris?! Quando, no século XIX com o plano clássico do Haussmann? Ou depois da “integração” com os pied-noirs vindos da Argélia, no pós-1962? Na tua cabeça, presumo, é tudo isto e mais um par de botas, pois percebe-se que a confusão neuronal que vai pr’aí é total. Mas sempre te digo que, em vez de estares sentado no sofá a escrever bacoradadas atrás de bacoradas e a entoar loas ao Fernando Medina saiba-se lá porquê, deverias ler primeiro, ou ir ver, quem sabe um bocado dos assuntos.

    Paris Haussmann
    Modelo de Cidade
    Curadoria LAN (Benoît Jallon & Umberto Napolitano) e FBC (Franck Boutté), produzida pelo Pavillon de L’Arsenal, Paris

    https://pbs.twimg.com/media/DYLPKgSW4AAcjeB.jpg

    Asterisco, dois. Idem, «Hoje, a zona da Alta tem muito espaço, muitos blocos de realojamento têm vista para o Tejo e muito arvoredo à volta.». Perante isto, só para te dizer que está há uma década (!) identificada qual é a génese dos habitantes daquilo que foi, à altura, apresentado como um projecto de especulação imobiliária avant la lettre e que hoje é, pomposamente, chamada como a Alta de Lisboa. Mas lLá está, mais uma vez, para saberes do que falas ó Dieter terias de te levantares do sofá e ires apanhar ar puro ou, sei lá, inspirares-te-ias com as vistas do estuário do Tejo ou de bandeirinha na mão com um joguinho do velhinho… fofó. Em todo o caso e se o fizesses, acredita, deixarias de escrevinhar menos estupidezes, de fazeres as adequadas figuras e, mesmo, quem sabe se deixarias fazer tantos fretes…

    Vizinhos
    Tiago Figueiredo
    Portugal, 2009, 108’

    Documentário de investigação sobre a nova realidade social e urbana da Alta de Lisboa. Um gigantesco bairro de barracas é agora uma nova cidade. O processo de realojamento está concluído e a população antiga viu chegar novos moradores. Duas classes sociais diferentes, jovem burguesia e população realojada, vivem lado a lado, em prédios separados. Será que morar no mesmo bairro faz delas verdadeiros vizinhos?

    _____

    Janeiro 29, 2019 às 11:03 am, este é o último comentário n’A Estátua de Sal o que não me surpreende.

      • Ó Manuel G., tratando-se de um post miserável com uma legenda a dar para o ordinário, tinhas outras duas hipóteses: uma, não publicavas e assobiavas para o lado que ninguém sabia; ou terias toda a liberdade de criticar a utilização deste tipo de expressões que deveriam ter sido enterradas há muito (só me espanta que as donas, as damas, as senhoras, ou o gaijedo que comenta n’A Estátua de Sal, não diga/m nada…). O que, aliás, tem antecedentes: a utilização de puta, no caso referindo-se à Fernandinha, o que, se bem me lembro bem, foi depois justificado pelo desmiolado tipo chamado Jesus não-se-quantos vindo da barraca onde vive e que chegou a ser, até!, enaltecido por uma senhora professora idosa que medrou… no PS.

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