(Vítor Lima, in Facebook, página Democracia e Dívida, 03/01/2019)

(Eu responderia a este tipo dizendo-lhe o seguinte: salário mínimo de 600 euros é um luxo para patrões incompetentes.
Comentário da Estátua de Sal, 03/01/2019)
• É um homem coerente, pois já era ultra-reacionário quando estudante, antes do 25 de Abril e, continuou a sê-lo mas acrescentando o ressaibo, a saudade dos bons tempos do fascismo. Como primeiro líder da CIP, representou o entulho empresarial português cuja característica, única na Europa, é ser aquele que apresenta menos habilitações do que os trabalhadores. Daí a aposta no baixo salário, no baixo investimento (excepto quanto a carros de luxo, como bons saloios) e a baixa produtividade… de onde resulta ser Portugal o país mais atrasado da Europa Ocidental. (Ver declarações de Ferraz da Costa aqui).
• Fala pouco mas diz sempre barbaridades. Na Europa há muitos países com horários inferiores a 35 h e que não são ricos – Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Hungria, Rep. Checa, Roménia e Croácia.
• Um patrãozeco português paga anualmente 25709 (pps)* contra uma média europeia de 36221 e, 35919 em Espanha ou 49711 na Bélgica, por exemplo… onde até se trabalham menos horas.
Se em Portugal o trabalho é mais barato e para jornadas de trabalho superiores é porque o empresariato é um conjunto de incapazes rascas, geradores de subdesenvolvimento.
• Não diz o Ferra(braz) que, segundo inquérito da Deco, 42% dos trabalhadores trabalha mais de 40h/semana; e que 64% do total não recebe pelas horas extraordinárias. Nem diz que o patronato – em conluio com os governos – deve de contribuições para a Seg Social, o equivalente a 12 meses do total das pensões… coisa inconcebível na Europa civilizada.
Se houvesse uma imprensa decente, tê-lo-iam confrontado com estas questões, não?
(*) PPS – Paridade de poder de compra. Para os menos conhecedores dos temas económicos podem consultar o conceito Aqui.
… «patrões incompetentes», hum.
Nota. Patrões, não seria melhor escreveres gestores (uns tipos que, em princípio, são empregados de um patrão e que podem ser despedidos de vez em quando…). O que achas deste candente e clarificador pormenor linguístico-filosófico, ó Manuel G?
E o José Neves, um reconhecido expert nessa variante contemporânea hetedodoxa de fusão entre os Estudos Camoneanos e o Marxismo Clássico (um dos melhores que conheço, digo-te!) o que dirá de sua… graça?
[Repara no movimento do punho erguido à PS, quase.]
https://i0.wp.com/c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7b125ce5/13114064_vVIlf.jpeg
Uma peça que transcreve ter o Ferra(braz) uma fama que já vem de longe
https://herdeirodeaecio.blogspot.com/2018/02/pedro-ferraz-da-costa-sao-trinta-e-dois.html?fbclid=IwAR3JFcGHmUDUaUJi1Iw8C-FAgcL9N-EcO8WbKJDAmQ2COU3PVdeFKmRTnks
Boa!
Não tens de quê, Manuel G., manda sempre.
O tiozinho que queria pôr os contribuintes portugueses todos a pagar o salário dos seus trabalhadores. Está outra vez na altura de ir até ao Brasil. Parece que estão outra a vez a dar terras aráveis por lá.
Respira.
Este sr sempre foi uma sanguessuga. Para ele um trabalhador é um inimigo seria melhor ser escravo. E tudo o individuo que é assim nem sequer merece o ar que um trabalhador merece.