Mais Meio Milhão de Postos de Trabalho

(Dieter Dellinger, 01/09/2018)

diabo ou pai natal

(É com estas notícias que a direita se morde toda. Lembram-se do Passos se ter fartado de dizer que vinha aí o Diabo? Ora, afinal, o que veio foi mais emprego e mais dinheiro, pelo que os portugueses correm o risco de julgar que, se o Costa é o diabo, deve estar muito bem disfarçado, porque mais parece o Pai Natal… 🙂

Comentário da Estátua, 01/09/2018)


Na vigência da “Geringonça” foram criados 500 mil empregos, nos quais as mulheres dominaram e representam hoje 49% da força de trabalho. Esta feminização do trabalho resulta dos baixos salários que obriga os dois cônjuges a trabalharem, mas ultrapassou a Suécia que batia o recorde neste campo. Curiosamente, os mortos em acidentes de trabalho são 100% homens.

Sócrates deixou 4.867.100 pessoas a trabalharem. Agora, de novo com o PS, a força de trabalho subiu para 4.874.100 trabalhadores.

O extraordinário é que foram criados 219 mil empregos ocupados por pessoas entre os 55 e os 64 anos, a mostrar que muitas empresas necessitavam de pessoal com experiência.

Os homens perderam com o governo Passos-Cristas 310 mil empregos e recuperaram apenas 235 mil postos de trabalho. As mulheres perderam perderam 202 mil e ganharam 284 mil.

Infelizmente mantiveram-se os cerca de 22% de empregos com vínculo precário que atingem os trabalhadores mais jovens, mas estes necessitam imperiosamente de experiência para darem o salto para empresas melhores.

Na agricultura há uma tremenda falta de trabalhadores e passei há dias por S. Teotónio. Numa festa vi centenas de trabalhadores asiáticos, aparentemente do Bangla Desh ou Tailândia, que trabalham nas estufas. Tinham lá as suas esplanadas e restaurantes em que forneciam os seus pratos típicos que estavam também a ser consumidos pelo pessoal da terra em perfeita harmonia, menos na língua, mas entendiam-se por sinais e algumas palavras portuguesas.

A indústria luta com muita falta de trabalhadores e até as fundições foram buscar pessoal com 60 anos porque não encontram ninguém. Nalgumas empresas, esse pessoal mais idoso está a formar jovens que são empregues já não a título precário, mas definitivamente para que a empresa os não perca. Há um pequeno período precário para ver se são pessoas motivadas para aquele trabalho que era sujo e difícil no passado recente, mas hoje é muito melhor com os equipamentos modernos.

Enfim, amanhã pelas 7 horas da manhã Portugal estará perfeitamente em ordem e nos dias seguintes também.

VIVA A PÁTRIA – VIVA PORTUGAL

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5 pensamentos sobre “Mais Meio Milhão de Postos de Trabalho

  1. Este tipo de propaganda deste avençado Dieter Dellinger, falha em explicar várias coisas:

    1- como é que o PS justifica o mais baixo investimento público em % do PIB, numa altura em que se mantêm cativações em áreas essenciais, como a salvação do estado de colapso de tantos serviços públicos? Como é que o crescimento há de ser sustentado, se se está a basear novamente apenas na Procura Interna, nomeadamente no Comsumo Privado? E numa altura em que o crédito barato não está a ser usado para o investimento, mas sim para uma nova vaga de endividamento exagerado, nomeadamente no mercado imobiliário?

    2- como é que se recuperam salários, traindo o BE e muitos verdadeiros socialistas do PS, mantendo no essencial a mesma lei laboral da direita-radical, que foi dada como brinde a um patronato e a uma troika que nem sequer pediram para se ir tão longe?

    3- como se justifica uma tão grande facilidade para destruir e recuperar emprego em Portugal, e porque razão não é melhor ter um sistema mais rígido como o Alemão, que é a grande razão por trás da resiliência da economia Alemã perante as crises económicas, e pelo contrário, a nossa facilidade em despedir é a grande razão por trás dos colapsos financeiros (porque facilitando despedimentos, cria uma bola de neve recessiva, e provoca um buraco nas contas do IRS, TSU, e Segurança Social)?

    4- como é que um partido alegadamente “socialista” mantém todos os ataques ao associativismo laboral, por exemplo continuando a permitir a caducidade dos acordos coletivos, e a não exigência dos bancos de horas serem negociados dentro dos acordos coletivos? E como continua o PS a participar na farsa chamada “Consertação Social” onde uma farsa de sindicato chamado UGT assina de cruz todos os ataques contra os trabalhadores, por ser essa a sua única função: fazer de conta que há acordos entre governos de PS/PSD/CDS, patrões e trabalhadores?

    5- como é que se pode ignorar o pai do SNS, e em vez disso dar a mão à negociata das PPP na saúde, convidando Maria de Belém para discutir a reforma da lei de bases da saúde? Como é que se pode deixar o SNS em rutura, e ao mesmo tempo aumentar as contribuições (rendas, lucro privado garantido com dinheiro de impostos públicos) para as PPP, e contratos com privados na saúde, num sistema de concorrência com o público, no que é uma óbvia repetição da estupidez feita nos EUA?

    6- como se justifica os atrasos propositados no combate à precariedade no próprio Estado, nas empresas públicas, e nas Universidades? Como se justifica que um governo PS não dê o exemplo numa questão laboral, nem sequer para cumprir a lei existente?

    7- como é que se combate a desertificação do interior, ao fazer uma “reforma” de descentralização, que no fundo não passa de um pretexto para concentrar ainda mais poder e dinheiro nas autarquias das 2 grandes zonas metropolitanas do país?

    8- como é que se vai evitar um novo resgate da troika, tendo agora uma dívida ainda maior que em 2011, se os problemas do Euro se mantêm e não há qualquer hipótese da Alemanha e companhia aceitarem deixar de estar numa união monetária cujos desequilíbrios lhes são favoráveis (e a nós desfavoráveis), sem renunciar ao Euro?

    9- como é que o país pode crescer e desenvolver-se, fazendo algo que nunca foi feito (superávit primário superior a 3% ao longo de décadas), quando o melhor aluno de sempre na Europa, que mais vezes cumpriu as “regras”, a Itália, viu que na prática isso só significa estagnação, e como tal, impossibilidade de baixar a dívida?

    10- como se justifica a permanência no Euro, quando desde a adesão o poder de compra salarial tem vindo sempre a cair, o salário médio a descer, o salário mínimo em % do PIB per capita a cair, o desemprego estrutural a aumentar, a precariedade a aumentar, e está quase a passar o ponto de não retorno que tornará em certeza a atual possibildiade das futuras gerações viverem pior que as anteriores?

    11- como se pode ser Europeísta, no sentido atual de se ser acéfalo adepto da UE e do Euro numa união não-democrática de Estados sem soberania, em vez do sentido clássico que era ser democrata a favor da cooperação de Estados soberanos, em prol do progesso social e económica, e da convergência dos países mais atrasados, e sendo atualmente o EURO uma forma de institucionalizar a proibição de políticas Sociais-Democratas (esquerda), mas de aceitação de políticas nacionalistas e/ou fascistas (Hungria, Polónia, Áustria)?

    12- como se pode viver, sem se sentir vergonha, numa UE que mandatou o Eurostat (e os parceiros nacionais, no nosso caso o INE), para manipularem a taxa de desemprego oficial, de forma a fazer de conta que a austeridade foi um sucesso? Nomeadamente usando uma taxa de desemprego que deixa de fora metade dos desempregados? E chamando de “subutilização do trabalho” aos outros desgraçados que assim ficam fora da estatística oficial? E como se pode viver sem se sentir vergonha, num país com 14% de desemprego real, mas com uma taxa de desemprego oficial de 7%?!? Não sei se repararam, mas a continuar assim, a taxa vai chegar a 0%, mesmo quando ainda existirem centenas de milhares de pessoas sem um posto de trabalho decente e a tempo inteiro!

    O PS, e seus opinadores avençados, não respondem a nada disto, porque se o fizerem dizendo o que realmente pensam (um pensamento da Terceira Via, à direita do centro, que ainda não foi corrigido, mesmo apesar dos exemplos do desaparecimento dos outros PS por essa Europa fora, e do exemplo do crescimento do Labour exatamente porque regressou à Social-Democracia, pela mão de Corbyn, a quem o Establishment chama de “comunista”), perdem a maioria dos votos de um eleitorado português que está maioritária e claramente à esquerda do centro, que tão contente ficou com a Geringonça. E se o fizerem, dizendo aquilo que esse eleitorado quer ouvir, isso será incompatível com os Constâncios no BCE, os Centenos no Eurogrupo, jobs for the boys etc, e também incompatível com a imagem de “bom aluno” exigida por instituições não democráticas em troca da ilusão da permanência no Euro.

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    • Resumindo e concluíndo, é por tudo isto que eu até posso ser Geringonço, mas o meu voto NUNCA, jamais, em tempo algum, foi, é, ou será, do PS – um partido com “socialista” no nome, com promessas “trabalhistas” em tempo de eleições, com “social-democracia” na maioria dos discursos, mas com Terceira-Via (Neoliberalismo “fofo”) na prática.

      2015: o PS foi salvo da implosão pelo BE e PCP, que deram a mão ao PS, antes que este fosse “Macron-guizado” como o PS francês, ou PASOKizado como na Grécia, ou atropelado como na Holanda, etc.
      2016: o PS cresceu com os acordos e políticas da Geringonça, para um máximo em sondagens de 43%, e sem a esquerda descer, logo, com crescimento à custa da direita e da abstenção.
      2017: o PS estagnou desde que Centeno se tornou mais “papista” do que Schäuble, e os escândalos com a incompetência dos boys e girls nos incêndios, ajudaram ao início da inversão de tendência.
      2018: o PS começou claramente a mirrar desde que se atirou ao Rio, caindo para 38.1%, pouco mais do que as sondagens lhe davam antes das eleições de 2015 revelarem a verdade: 32%.

      Agora que A.Costa viu no que deu a teimosia da sua costela direita, volta a fazer juras de amor à esquerda na recente rentrée política, numa tentativa de corrigir o rumo e preparar 2019, ano de eleições… mais já vai tarde: a careca ficou a descoberto, e as juras soam a falso. Os eleitores não podem obviamente acreditar no sorridente Primeiro Ministro quando este lhes promete o céu, pois no final do discurso, vêm que o salário continua na mesma, os direitos laborais são os mesmos do tempo da troika, e os serivços de que precisam (SNS, escola, etc) não foram recuperados devido à cegueira por regras estapafúrdias do défice.

      É para o lado que durmo melhor, pois significa que a Geringonça terá de se repetir, desta vez com acordos mais abrangentes, mais cedências de parte a parte. E demosntrada a possibilidade de uma legislatura chegar ao fim com o apoio da esquerda, esta passará a estar, após 2019, com liberdade para traçar linhas vermelhas, e evitar assim traições como a repetição da votação sobre as rendas da energia, o adiamento do cumprimento da lei de combate à precariedade no Estado, a trapaça de aprovar uma lei laboral diferente da negociada com os parceiros do parlamento, ou a matreirice de prometer mais dinheiro para o SNS, apenas para acabar a desbaratá-lo no reforço das PPP, deixando o SNS público à míngua, etc.

      Por outro lado, a esquerda, que não ata nem desata nas sondagens, embora estas valham o que valem (ex: Eurosondagem dava 5% ao BE poucos dias antes deste ter 10% nas eleições de 2015), terá também de fazer mais cedências, para possibilitar os tais acordos mais abrangentes, e que durem toda a legislatura, pois ninguém vai aceitar novamente 2 anos de “standby”, em que para além da aprovação dos orçamentos e dos irritantes e inúteis “votos de recomendação ao governo” que o governo ignora, pouco mais se faz.

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      • 68a- como é possível fazer um comentário maior que o artigo que comenta? colocando no dito mais ingredientes do que os descritos na receita. Chamasse a essa técnica adulterar para estragar.

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        • O comentário é maior, porque tenho mais para dizer. E não estou aqui a fazer propaganda, mas sim a dizer o que vai na alma, pelo que se alguém me lê, ótimo, mas se ninguém me lê, tudo bem também.
          Logo não preciso de seguir regras de escrita para manter o interesse do leitor, como por exemplo, o infelizmente cada vez mais popular “texto suficientemente pequeno para não perder a atenção do leitor”…

          Falo de mais coisas porque há mais coisas a discutir, porque é intelectualmente desonesto usar uma coisa boa, no meio d emuitas menos boas, como o Poeter Dillinger fez, para dar uma sensação de sucesso completamente diferente da realidade!

          E fiz outra coisa: não respondi sequer a algo que me pareceu tão estúpido que nem merecia a dignidade de uma resposta. Mas já que você pediu, aqui vai:

          “foram criados 500 mil empregos, nos quais as mulheres dominaram e representam hoje 49% da força de trabalho. Esta feminização do trabalho resulta dos baixos salários que obriga os dois cônjuges a trabalharem”

          – é preciso ter grandes problemas mentais, para aliar os baixos salários dos empregos criados a uma tal de “feminização” do trabalho. Os salários são baixos por causa da lei laboral que A.Costa se recusa alterar (lei que tira poder negocial ao trabalhador), e porque o desemprego REAL é superior aos valores indicados oficialmente pelo INE. Podia falar ainda de uma medida do PS que me parece a coisa mais estapafúrdia de sempre: a descida da TSU patronal para o salário mínimo, que é um estímulo para os patrões pagarem o salário mínimo, em vez de algo mais decente. Há ainda muitas mais coisas que posso rebater nessa infeliz citação, mas fico-me por aqui, pois você não gosta que se fale da floresta, quando tem apenas uma árvore à sua frente tão útil para lhe tapar a visão…

          Finalmente, quem aqui tentou estragar foi você, pois limitou-se a um texto curto e ao ataque, sem argumentar o que quer que seja, sem responder a uma única das questões que levantei. Isso não se chama sequer debater, chama-se Trump-ização…

          PS: não se esqueça de me criticar novamente por ter tido mais para dizer do que você, e como tal, ter acabado novamente com um texto de resposta maior que o comentário (o seu) que suscitou essa resposta. E em vez de contra-argumentar, repita a Trump-ização: perante a falta de argumentos e de conteúdo, ataque o homem e a forma.

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