Retardantes do Fogo são Tóxicos

(Dieter Dellinger, 10/08/2018)

retardantes

(Com tanto “especialista” em fogos a criticar a forma como se atacou o fogo de Monchique, nomeadamente por não terem sido utilizados retardantes, brada aos céus a ignorância (ou má-fé) dos ditos, não levando em conta os efeitos tóxicos e nefastos dos ditos produtos. Uma cambada ao serviço da direita que usa o fogo e a desgraça alheia para atacar o governo e a sua acção.

Comentário da Estátua, 10/08/2018)


Muita gente critica as autoridades dos diversos governos de há décadas de não utilizarem como os americanos de caldas retardantes do fogo.

Sucede que a maior parte dos retardantes são altamente tóxicos e cancerígenos desde o mais vulgar e barato, o ácido bórico H3BS3 aos ABS – Acrilonitrilo Butadieno Estireno e Trióxido de Antimónio Sb3O3.

Contudo há moléculas químicas inorgânicas que tem alguma ação retardante quando combinadas com os verdadeiros retardantes, contribuindo assim para a redução da toxicidade do soluto retardante. Posso citar a vulgar argila ou montmorillonite abundante em Portugal que micronizada pode ser misturada com os retardantes e ajuda a criar uma espécie de placa antifogo na superfície onde cai ou onde é colocada nos fatos de bombeiros, superfícies de móveis, automóveis, etc. .

Também o dióxido de titânio TiO2 pode minorar a toxicidade quando misturado em forma micronizada ou em partículas ainda menores denominadas nanopartículas.

Não há, contudo, retardantes totalmente inócuos e, por isso, foram proibidos em estados americanos como o Maryland e Vermont, mas não na Califórnia em que se considera que os males dos incêndios gigantescos superam os da toxicidade dos retardantes e os bombeiros utilizam máscaras protetoras que impedem a inalação desses produtos, ou deveriam impedir.

Havendo tantos cientistas conhecedores do fogo em Portugal nas diversas universidades seria aconselhável que estudassem um soluto retardante com baixa toxicidade que aumentasse o efeito antifogo. Nem é preciso fabricar muito porque as diversas empresas químicas fornecem todos os compostos, sendo uma das mais importantes neste campo. a empresa estatal alemã Evonik.

3 pensamentos sobre “Retardantes do Fogo são Tóxicos

  1. Por um lado , um povo ignorante ou mal informado . Acritico . Por outro , sucessivos incompetentes governos que se alternam para ver quem rouba mais (Jose Saramago) . Já não há mais nada para roubar . E um povo atacado de leucemia social . Aconteceu Pedrogao . Aconteceu Monchique . E vai continuar a acontecer . O culpado é o CLIMA . E o pagode acredita !… Mas para que serve o IMA ? Mas o clima não é previsível ? Previsão e planeamento em vez desta incompetencia de boys … E ainda mais simples : guardas florestais , casas de campo e postos de vigia . Era assim , e assim funcionava e era infinitamente mais barato . Não dava era aso a chorudas negociatas …

    • Absolutamente, AS, como com a CP. Onde não há ‘um’ administrador, ‘um’ assessor, uma secretária,
      capazes de passar revista* ao comboio, no final da passagem das equipas de limpeza das carruagens e casas de banho do comboio antes da partida.
      Vantagens da colocação de mandarins do Partido, capazes ou incapazes, por cara ‘renovação’ do Govern do reino.
      *Revista, termo anacrónico, do tempo em que os animais falavam, do obscuro tempo do serviço militar.
      Faça por ler Felisbela Lopes no Jornal de Notícias de sexta. O Alfa Pendular, como peça do Horror Lusitano.
      A bem do Regime.

    • Mais um especialista, mas agora em retardantes de chama cuja composição é totalmente inventada, pois o componente essencial do retardante é Polifosfato de amónio (mais de 98%) e que nem é mencionado, sendo o restante um corante à base de oxido de ferro que serve de marcador e guia de orientação ao piloto para dar continuidade à descarga seguinte de modo a conseguir-se a circunscrição do incêndio evitando a desordenação das largadas de água.
      O Polifosfato de amónio é um adubo líquido e não é tóxico e é aplicado em Espanha, França, Estados Unidos, Canadá e Austrália. A adição água dos aviões de 5% a 8% de uma solução a 25%, o que significa cerca de 1 a 2% de retardante, representa um custo anual de 50000€ o que não é nada quando comparado com o custo dos meios aéreos de 20 milhões resulta 0,25%.
      A este custo acresce que:
      • Nas largadas de avião a água tem tendência a evaporar a 5oo metros de altura e o retardante mantém, cai no solo e evita a propagação do incêndio e como é vermelho/sangue é visível do ar e a próxima largada é feita na continuidade.
      • É imprescindível para circunscrever os incêndios

      Em Portugal deixou de ser usado em 2004/2005, até aí consumido com sucesso, pois o perecer de um técnico muito conceituado na altura Professor na Universidade de Coimbra, Domingos Xavier Viegas recomendou à comissão técnica do Serviço Nacional de Bombeiros o uso de água apenas.
      Infelizmente, no dia 7 de Agosto de 2018, o prof. D Xavier Viegas alterou a sua opinião, mas já era tarde, mas sem contudo não deixou de referir que não sabia (mais um sem memória) insinuando quiçá que podia ser um lobby

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