O Futuro de Israel está na Guerra

(Dieter Dellinger, 17/05/2018)

israel

Israel comemorou 70 anos de existência cheios de guerras e contínuos combates e desavenças com os vizinhos e a população autóctone da região, os palestinianos.

Feitas as contas, o dinheiro gasto em guerras e armamentos dava para fazer de cada palestiniano e israelita um multimilionário apesar do imenso crescimento das referidas populações.

Contudo, nunca se resolveu um problema com contornos bélicos, substituindo a guerra pelo dinheiro. Só houve em parte isso com a Paz entre o Egipto e Israel que foi formada a troco de um pagamento pelos EUA a cada uma das partes de 1,8 milhões de dólares por ano mais uns tantos para a Jordânia, mas em material de guerra, pelo que reforçou a forças israelitas, tornando mais difícil uma paz total. Nesse acordo de Paz, os israelitas retiraram da desértica Península do Sinai que é território do Egipto.

Israel tem uma estratégia própria que julga estar próximo de conseguir que é acrescentar aos seus 22.072 km2 os 5.656 km2 da Palestina (Cisjordânia), já ocupada por mais de 4 mil edifícios tornados por lei do Knesset terreno israelita e designados por colonatos. Este território da Cisjordânia forma uma bolha no centro de Israel e a sua ocupação faz-me recordar a justificação de Hitler quando ocupou a Checo Eslováquia que formava também uma espécie de bolha para dentro da Alemanha e quando invadiu a Polónia para ligar a Prússia Oriental ao território alemão separado pelo corredor de Danzig.

Os israelitas dizem que a Palestina nunca existiu como nação, tendo feito parte dos Impérios Romano, Bizantino, território dos cruzados e Império Otomano para ser colónia britânica entre 1918 e 1948. Claro que pode dizer-se quase o mesmo de Israel que nos tempos do Império romano deixou de ser nação ou antes uma federação das 13 tribos bíblicas. Além disso, afirmam que os palestinianos podem emigrar para o imenso território árabe, cuja etnia, língua e religião partilham e onde já vivem mais de cinco milhões de palestinianos numa diáspora pelo Mundo Árabe e Alemanha.

Ficaram pois frente a frente 8,2 milhões de israelitas, entre os quais estarão ainda cerca de um milhão de palestinianos ou israelitas árabes como são designados oficialmente.

Na Cisjordânia estarão 4,5 a 5 milhões de habitantes que vivem em condições deploráveis sem uma economia própria e subsidiados de fora pela Europa e Mundo Árabe.

No pequeno território de Gaza com 365 km2 (4,5 vezes a área da cidade de Lisboa). Vivem 1,9 milhões de palestinianos também impedidos de terem recursos próprios e demasiado apertados. Contudo, Gaza não é uma cidade destruída pelos bombardeamentos, mas sim bem organizada e quando bombardeada, os habitantes reconstroem imediatamente os seus sólidos edifícios com fortes paredes de cimento. Contudo, é o equivalente do Gueto de Varsóvia e ninguém duvida que em caso de guerra, os israelitas gostariam de fazer aí o mesmo que os nazis fizeram ao referido Gueto.

No fundo são 7 milhões de pessoas de religião judaica frente a uns 6 milhões que adoram Alá. Ambas com a teimosia da terra, mesmo relativamente inóspita, acossadas de fora para resistirem uns aos outros. Os israelitas judeus recebem um grande apoio financeiro das suas comunidades espalhadas pelo Mundo e, principalmente, dos EUA, enquanto outras nações apoiam financeiramente os palestinianos a título de ajuda humanitária.

Para os israelitas só há uma solução definitiva, a expulsão de todos os palestinianos da Cisjordânia e da faixa de Gaza. Para estes últimos, a solução é inversa, a expulsão dos judeus do território que consideram a sua pátria ancestral.

Em termos económicos há uma diferença colossal entre o PIB/capita dos israelitas que é de 33.351 dólares em paridade de poder de compra e o dos palestinianos que ronda os 2.900 dólares nas mesmas condições.

Os palestinianos não possuem armamento pesado, mas nas guerras foram sempre apoiados pelos irmãos árabes e muçulmanos do Irão.

Pensava-se que a guerra civil na Síria fortaleceu Israel por ver destruída uma nação que reivindica os montes Golã ocupados por Israel por razões de tática militar, já que permitiam o bombardeamento de toda a parte norte e mais fértil de Israel. Mas, parece que sucede o contrário porque pode estar a provocar a chegada de um grande exército iraniano aliado a Assad e desencadear a guerra que também pode ser aquilo que os israelitas mais desejam porque na confusão ocupariam completamente a pequena Cisjordânia com uma área equivalente á do Algarve.

Enfim, não parece haver outra solução que não seja a guerra. As pessoas de confissão judaica esperaram cerca de dois mil anos para regressarem à sua “terra prometida” por Deus e não querem sair, tendo já ultrapassado o período de 60 anos da ocupação cristã dos cruzados.

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