Plausibilidades e evidências

(Joseph Praetorius, 14/05/2018)

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Joseph Praetorius

Não é irrazoável pensar que o império fez o capitalismo e não o contrário, porque a economia é matéria de decisão política.

E porque a economia é matéria de decisão, os especuladores podem ignorar – e até fazer ignorar – por intoxicação informativa, reserva, ou oposição política, as perspectivas de negócios abertas pelos efeitos de outras direcções de outros estados.

Aqui está a Ásia, notada pela imprensa económica da Suiça (Ver aqui)

Duas conclusões se retiram imediatamente daqui; a primeira das quais é que os países do trajecto que assegure a ligação do novo pólo económico com as outras regiões do mundo participarão de modo privilegiado na correspondente distribuição da riqueza.

A outra conclusão é que se a Rússia é o país das estradas e das rotas marítimas do Ártico, a Península Ibérica é um lugar privilegiado para o fim e início de todas as linhas férreas da Eurásia. Os portos e as linhas férreas estão no centro das decisões políticas locais (por tomar, em Portugal, uma vez que se abateu o único Chefe do Governo a perspectivar tais coisas em tempo útil, tanto do ponto de vista da política externa relativamente à América Latina, como do ponto de vista dos necessários investimentos locais).

Dominadas as “direitas” peninsulares por serventuários do repulsivo e declinante império americano, a plausibilidade da Península Ibérica perder a sua posição em favor de outros portos – que ficam mais longe, têm menos afinidades, mas são dirigidos por gente que sabe o que faz e o que fazer – é perfeitamente evidente.

Em contexto peninsular, a perda de posição de Portugal em favor da voraz Castela – se esta não perder o domínio dos povos de Espanha que ainda controla – é também plausível, porque a corja dos serventuários, que faz a vida nesta terra correr em circunstâncias repulsivas, projectará outra vez a sombra da sua própria e corruptíssima subalternidade no Estado, obrigando-o a assumi-la como se sua fosse, ou pudesse ser.

Espero que os eleitorados peninsulares acordem e remetam tal gente ao destino que deve caber-lhes. E este será o que Deus quiser, depois do Direito os fazer passar pelo cárcere expiatório. A lição da Catalunha dá as proporções do combate a travar. O estrangulamento político e económico tentado da América Latina, também.

Quanto a África, os países da costa oriental têm o Iémen e o Omã como portos de escala. Os da África Ocidental, deveriam preferir a Península, mas nada é obrigatório e África está submetida a uma política genocidária que ainda não teve reacção à altura da solução necessária. Mas vai ter.

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