Menu

ASSIM VAI O MUNDO

Toda a geração que gere o poder político e financeiro está, ou começa a estar, profundamente arredada da realidade social que a cerca.

As novas gerações estão a dar mostras de estarem completamente fartas dos arquétipos de intervenção sócio-políticas clássicas.

Importa, pois, entender que as novas tecnologias de comunicação constituem, nos tempos que correm, o veículo mais eficaz de transmissão das ideias e da própria organização da luta contra os “sistemas” clássicos da estrutura(s) do poder e da difusão das alternativas ideológicas.

Num Mundo cada vez mais globalizado, em que as elites concentram a maior parte da riqueza produzida, em que as desigualdades sociais se agravam desmesuradamente e o investimento na indústria persuasiva do armamento assume contornos tão preocupantes, torna-se imperioso repensar o método e a forma de “estado” que surgirá a breve prazo.

A própria noção da representatividade democrática dos cidadãos vai sofrer uma profunda alteração.

Os “blocos” da polarização política e económica são bem mais complexos e difíceis de interpretar e de regular pelas Instâncias Internacionais. A Europa, os EUA, a Rússia, a China, a África, o Médio Oriente e a América Latina protagonizam hoje, cada qual de “per si”, a regulação dos seus interesses económicos e sociais. O que estava confinado aos dois Mundos, o Ocidente e o Leste Europeu e que, de certa forma, estabeleciam um equilíbrio geo-estratégico por todos aceite e reconhecido, fragmentou-se exponencialmente.

O capitalismo, nesta sua nova fase da evolução histórica, optou decisivamente pela liquidação das estruturas internacionais clássicas do poder político, económico, militar, ideológico e social.

O Brexit, os nacionalismos de tendência independentista, a desagregação progressiva do estado social, a instauração de regimes antidemocráticos em toda a América Latina e em Países do norte da Europa foram completamente premeditados e constituíram a nova “ordem” que a lógica da concentração da riqueza engendrou e está a levar a cabo.
A sucessiva tendência de privatização da saúde, da justiça, da educação, da desregulamentação do trabalho e da família são a directa consequência desta lógica e da ideologia que lhe vai subjacente.

Todos estes factos têm vindo a arredar das formas clássicas do exercício do poder e da noção da representatividade democrática, mormente dos partidos políticos, as gerações mais novas.

A corrupção generalizada, a falta de ética no exercício da “res pública”, a invasão pelo terceiro mundo do chamado Mundo Moderno, as chacinas internacionais, os fenómenos recentemente ocorridos nos Estados Unidos decorrentes da liberalização da venda e uso de armas, os assassinatos de líderes políticos, as prisões dos independentistas catalães, descredibilizam cada vez mais as democracias e as clássicas organizações do poder político e, sobretudo, a ideia da representatividade democrática dos cidadãos.

Qual vai ser o RUMO que as novas gerações vão trilhar no sentido da organização e regulação dos interesses, da repartição justa da riqueza, da representação do poder e da Democracia?

Será cedo para entender? Talvez, mas, seguramente, começa a ser tarde para repensar este fenómeno e a realidade que aí vem.

2 pensamentos sobre “ASSIM VAI O MUNDO

  1. Qual vai ser o RUMO que as novas gerações vão trilhar no sentido da organização e regulação dos interesses, da repartição justa da riqueza, da representação do poder e da Democracia?

    eheheh depositar nas gerações etiquetadas de Y e Z e AA as ilusões de mudança é hilariante!

    Não há nada de significativamente diferente neste gado jovem que permita antever uma mudança radical do SISTEMA instituído.

    O SISTEMA só MUDA de duas formas:
    Ou os DONOS querem MUDÁ-LO.
    Ou algo exterior à vontade dos DONOS destrói o SISTEMA.

    No caso da destruição do SISTEMA ACTUAL não se vê onde existem Seres Humanos para edificar uma verdadeira Civilização Humana.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from A Estátua de Sal

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading