A da SÍRIA ( e outras guerras )

(Joaquim Vassalo Abreu, 12/04/2017)

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Importa desde já dizer que de “tropa” nada percebo (não fui à “tropa”, porque o meu processo se perdeu…) e de guerra muito menos, pois nem nunca numa “canhota” peguei!

Não sei nada de estratégias militares e nem a sua hierarquia sei dizer! Só sei que começa em Soldado raso e acaba em Marechal. De “guerra” não percebo nada, portanto e, por isso, nunca acerca dela escrevi.

E de “gases” também pouco percebo. Sejamos sérios e falemos dos que agora se falam porque, dos outros, todos sabemos! Sim, do Butano, do Propano e agora do de Cidade, este que nem se carrega, nem se sente e nem sequer se vê engarrafado. Só que, bem diferentemente do outro, aqueles que vocês pensavam que eu insinuava, este é inodoro, é rasteiro e pode causar estragos.

Só sei que aquele tipo que é porta voz da Casa Branca, cujo nome não sei nem pretendo saber, e só sei porque vi na TV, que tem ar de troglodita, comparou o Baschar Al Assad ao Hitler, com uma pequenina diferença: é que o Hitler nunca teria utilizado “gases” para matar pessoas! Mas ele, vamos lá ser complacentes, até porque o tipo, porque lhe devem ter dado tal raspanete, se veio retratar, o que queria dizer é que o Hitler nunca tinha utilizado era o “Gás Sarin “. Pois, eu até compreendo, porque Napoleão também nunca o utilizou e nem na Guerra dos Cem anos, cem notem, consta ter sido utilizado. De modo que cada um sabe de História o que sabe e isso, convenhamos, não será a sua especialidade.

Mas de “gases” estamos falados e falemos é de “guerra”. Da qual eu não percebo nada, mas noto haver por aí gente sem fim que disso percebe à brava! O Rogeiro, por exemplo, mas há outros. Mas, engraçado, nunca deram nem dão uma indicação, uma perspectiva, vá lá, de uma solução para qualquer conflito. Mas percebem a fundo daquilo, mesmo não sendo nem Brigadeiros, nem Generais, nem Almirantes, nem muito menos Marechais…

São como aqueles do futebol, os do “dia seguinte”, os dos “frames”, ou os de Economia, que explicam sempre o sucedido…mas sempre depois! Soluções? De Política? Só se o “diabo” aparecesse! Aí tinham acertado em tudo. Como o outro…

Mas sabem de “guerra” para “caraças”! Como aquele “orelhas” da RTP que, quando há alguma guerra, lá vai ele com aquela casaca à caçador, cheio de bolsos, para cartucheiras, granadas e demais arsenal de defesa, mais “chips” e telefones satélites de diversa ordem, apetrechado na perfeição, mas sendo filmado por alguém. E esse? Estaria também assim apetrechado? Não sabemos! Só sabemos, porque todos vimos (lembram-se da Guerra do Iraque?), que o tipo falava alto para “camandro”, indicando-nos que aqueles fios de fogo eram mísseis que estavam a ser lançados…Para quê imagens se ele o dizia? E, ainda por cima, em voz tão alta? Coisa de guerra…

É a tal guerra pífia, a guerra das transmissões televisivas. Eu, sou franco, preferia a do Solnado! Ao menos nessa poupava-se: havia uma única bala, presa a um fio, que depois era puxada de volta… Isso é que era guerra!

Pois, estes tipos sabem tudo de “guerras”, mas há uma coisa da qual não sabem nada: de PESSOAS! De GENTE! De gente sacrificada, assassinada, pulverizada, escorraçada das suas casas, dos seus lares, dos seus comércios, dos seus empregos, da sua vida, das Escolas onde estudavam, dos Hospitais onde se cuidavam, da VIDA! Disso, se sabem, esquecem e não falam…é colateral.

Mas sabem o que é um “Míssil”, um bombardeiro, um porta aviões, os  “tomahawaks”, não os do Ronaldo porque esses a única coisa que podem dar é golo, se não forem para a bancada, pois não são teleguiados, lá está, nem estão carregados de pólvora! E eu até ouvi o Rogeiro dizer que o Trump mandou lançar 56 “tomahwaks” que custariam a módica quantia de 550 mil dólares cada um! E que a maior parte deles foram lançados sem pólvora (ele sabe tudo), de modo que eu pensei cá para mim: que desperdício! Quer dizer, em vez de pólvora, iam recheados de quê? De notas de 500 Dólares? Só podia! E parece que, antes, avisaram os Russos para retirarem de lá o seu arsenal…O Al Capone também acendia charutos com notas de cem dólares!

De modo que eu de guerra só conheço a do Solnado e, para mim, é a mais verosímil de todas! Não falo do que não sei e, mesmo tendo lido Maquievel, de guerra não sei mesmo nada. E, por isso, sobre ela não escrevo e sobre ela não consigo brincar. Eles é que brincam e eu não consigo achar qualquer piada. Porquê? Porque não faço de conta que sei.

Mas há uma pequena coisa da qual eu sei alguma coisa: da HISTÓRIA! A tal História que a muitos nunca nada ensinou e da qual muitos também nunca nada quiseram aprender.

E, ao longo da História, houve guerras por todos os motivos: desde religiosos, a políticos, a étnicos, a separatistas, a tudo o que sabem, exceptuando apenas as de LIBERTAÇÃO, dirigidas por Heróis imorredouros que lutaram contra a prepotência e contra o confisco. E porquê? Porque todas têm um denominador comum: a tomada de. a posse de, a usurpação de, o domínio de, a deposição de…e por parte de quem? Dos mais poderosos!

E para além de serem feitas em nome de todos os “Deuses”, principalmente do “deus dinheiro”, são também feitas em nome da “democracia” e da “liberdade”. Contra quem? Contra os “tiranos”. Os desobedientes, os não alinhados, os do “eixo do mal”…todos os que estão contra a “sua” liberdade, os tontos, os ímpios, os sacrílegos…Sempre foi assim. Mas sempre assim será?

Por mim não! Porquê? Porque eu não percebo nada de guerras. Eu só percebo de PAZ! E só sei soletrar e dizer “ I-GUAL-DA-DE”, “ LI-BER-DA-DE” e “FRA-TER-NI-DA-DE”!

E lembro-me sempre do “POSTGUERRA”, do Manolo Diaz, lembram-se? Revisitem…Está lá tudo!


Fonte aqui

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3 pensamentos sobre “A da SÍRIA ( e outras guerras )

  1. Se se repararem bem, o rogeiro, além de saber tudo tim-tim sobre armas, carros de combate, aviões e barcos de guerra, misseis, balas e granadas, alcances, raios de acção, graus de destruição, materiais de construção das armas e até da inteligência ou não das referidas armas e quando e como se devem utilizar todas essas armas do arsenal americano, etc., ele sabe e fala de todos os teatros de guerra como se estivesse nela quer no centro das frentes no terreno como quer no centro de operações dos Estados Maiores militares.
    E sabe como? Porque em todos esses locais ele evoca ter “um amigo” que o informa do que se passa ao pormenor.
    Quem serão estes amigos do rogeiro que estão sempre no local das guerras e tão bem informados?

    Aos combatentes da Guerra Colonial que andaram no mato mesmo as falaciosas e fantasiosas descrições de guerra feitas pelo “orelhas pisca-pisca” no Iraque feitas a partir do alto de um hotel classificado e acordado pelas partes como “não inimigo” e impune dão para soltar umas risadas fartas da espalhafatosa dramatização encenada com traços de balas, estoiros de granadas e explosões a quilómetros de distância mas que são relatados como dirigidos ao jornalista em perigo de vida, aflito.
    Na sua última ida “às frentes” no combate ao estado islâmico a farsa foi ainda maior: entrevistava gente num hospital como se estivesse na frente de combate enquanto nós viamos chegar os que realmente vinham da frente feridos. E até uma entrevista ridícula com um qualquer pequeno chefe local foi encenada como se fora um alto dirigente com responsabilidades: uma triteza.
    Mas o estilo vem de longe. Quando a Judite, cara de pintassilgo e agora cara de santinha, foi ver a guerra dos talibãs: instalada em hotel no Paquistão foi de taxi até à fronteira com o Afeganistão, subiu para cima de uma rocha na beira da estrada e começou a apontar para as montanhas ao longe, quase invisíveis dada a distância, e dá em dissertar acerca da guerra horrível e suas causas e cosequências terríveis para a humanidade, uma fantochada inacreditável.
    Também Artur Agostinho queria relatar a tomada de Nambuangongo em Angola mas ir com as tropas no terreno, tá quieto, foi velas tomar Nambuangongo do ar num avião para o efeito.
    Mais tarde foi ter com os pára-quedistas lançados na véspera em Quipedro e o DO-27 (Dornier) bateu com uma asa na pista improvisada no terreiro da sanzala destruída donde saiu sem uma beliscadura mas branco como omo mais branco. Passou o resto da vida a contar que um avião onde seguia tinha caído em Quipedro e que se salvara da morte por milagre.
    As passagens dos famosos pelas guerras são, quase sempre, ficções contadas pelos próprios.

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  2. ABORDAGEM PERFEITA ao “PORTA AVIÕES” dos carrascos que modelam os espíritos. Dos que enchem os bolsos à conta da miséria distante. Dos que nos massacram com teorias da destruição, que nos entram pelas casas dentro e ainda pagamos para sermos F……
    Parabéns a quem assim escreve Sr. Abreu.

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