MENDES, o “CENADOR”!

(Joaquim Vassalo Abreu, 14/03/2017)

mini_mendes

Para que fique desde já bem claro, o “cenador” não é aquele que ceia, assim ao modo espanhol, mas aquele que anseia a que a palavra, em vez de um “C” no começo, tenha aí um “S”. É que aí tudo muda, de repente!

Sei que já estão a adivinhar de quem eu estou a falar! É desse mesmo, do Mendinhos, o tal que, como uma vez escrevi, aqui vai o link para que, se entenderem, recordarem , tem um dedo mindinho, para cuscar o olhinho, desentupir o narizinho e também coçar o rabinho! Mas adivinho…

Eu não costumo assistir à sua “missa” semanal, ele nem acólito é que fará padre, mas como li uns remendos da sua prédica, eu fiz um “rewind” e fui ouvir. E fiquei assim a modos que siderado com a sua evolução e com a seriedade com que se leva.

Em primeiro lugar, e metade da prédica foi consumida com isto, com os louvores a Marcelo! E as suas loas e hossanas foram tais e de tal monta, desde a coerência e à independência, iguais às da campanha, à cooperação com todos os órgãos institucionais, à descrispação da sociedade por ele promovida, ao entendimento com o governo, à bonomia, à descompressão, ao alívio da pressão, aos afectos, à comunicação e não sei que mais adjectivos, que nada faltou…

De modo que eu de imediato, e vocês já sabem como eu sou imediato a retirar conclusões, ou melhor, a elucubrar cenários, logo pensei: das duas uma! Ou quer ocupar o seu lugar deixado vago como comentador mor do reino e, daqui a quatro anos, se o Marcelo se cansar, abalançar-se ao seu alto cargo, convencido de que, com o lastro deixado e a aceitação conseguida, tal desígnio não passe de uma miragem. Este o primeiro “supônhamos”.

O segundo é o tal passar do “C” de “Cenador”, um indivíduo que “cena” mas que também faz cenários e “cenas” com cenas, para o “S” de SENADOR! E aqui sim, aqui seria atingir o tecto da montanha. Mas, há sempre um ou muitos “mas”…

É certo que ele já fez o tirocínio, há muito que o fez pois, como em tudo na vida, tem que se começar por baixo, por trabalhos de actor secundário, e tirou um curso de alcoviteiro. Depois passou a ter aulas de aprendiz de feiticeiro (com a quele seu conterrâneo, só podia ser), fez “workshops” com tarólogas, estagiou com o Zandinga, aqui por telepatia, até chegar ao ambicionado lugar de “mensageiro do reino”.

De igual modo como antigamente nas Revistas do Parque Mayer: antes de se chegar a Artista, tinha que se começar por Corista! Todos sabem…

Mas, meu caro ex mensageiro real: você tem a suprema ousadia de ambicionar vir a ocupar o lugar do Marcelo? Nem que seja o de comentador mor do reino? Dizer a prédica assim direitinho como o Marcelo fazia? Mas você nem acólito é! O Marcelo, esse sim. Repare só: ele já anunciou que agora em Maio vai receber o Papa Francisco na sua dupla condição: de Presidente e de Católico! Mas um Católico dos que rezam. Ele reza no mar, quando toma banho, nas vezes em que almoça, no trânsito e mesmo quando recebe o Passos! Como algum dia lhe lavar sequer os pés?

Mas depois há um outro pormenor, um pequeno, mas grande pormenor, e aqui meu caro, aqui é um “handicap” e daqueles inultrapassáveis: Os LIVROS! Onde os livros, Mendes? Sem eles só lhe restam segredos de polichinelo, Mendes! É assim como ter cultura e ler a Maria e a Nova Gente, Mendes? Nunca lhe disseram assim uma coisa destas, que quem quer ser comentador a sério tem que levar livros? Nem que sejam policiais? Eu até dou uma sugestão: leve os do Viegas!

O Marcelo era às carradas, Mendes! Ele até podia não os ler todos mas tem-nos! E vou-lhe até contar um segredo: ele é Bibliógrafo! Não sabe o que é? Eu digo-lhe: tem toneladas de livros! E é segredo de fonte segura. Peça-lhe alguns emprestados que ele, ele é um mãos largas…

Quanto ao “S” Mendes, aí meu caro amigo, aí a coisa está difícil. Já temos o Santana Lopes, o Vitorino, o Felix, o Mourinho que também é Felix, o Freitas mais o Mira que são ambos Amaral, o Balsemão, o Sampaio, o Eanes, a Maria Cavaco (ele não porque está a reescrever as memórias, nova versão, está a ver, pois a anterior para Senador não dá…), e falta-lhe estatura! Não a altura, mas o conhecimento global que têm, por exemplo, o Santana e o Vitorino. O Louçã e o Júdice, para não falar do Coelho e do Xavier, porque o Pacheco, esse é de outra galáxia!

E, por fim, falta-lhe um cargo de relevo. Um onde possa demonstrar, na realidade, mas uma realidade para além das anónimas em que participa (sociedades), toda a gama das suas potencialidades e que sirva de trampolim para esses desígnios. Qual? Candidato Independente pelo PSD à Câmara de Lisboa! Com o argumento do José Eduardo Martins? Tanto dá. Prestava, como Independente, um grande serviço ao seu Partido!

Isso é que era…Sem isso, nunca será! Vá por mim ou diga comigo Amen, que em Português quer dizer, vou pensar nisso!


Fonte aqui

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Um pensamento sobre “MENDES, o “CENADOR”!

  1. Ui, ui, ui. Sabem, quando a gente lê um artigo, e fica maravilhada? Pois então assim fiquei eu. Não pelo conteúdo e pelas razões que o Senhor Joaquim Vassalo Abreu teve para o fazer mas, pela forma como o comentou.
    QUE BONITO escreve, Senhor Abreu. Não, Sinceramente, adorei. Os meus parabens e espero um dia conhecê-lo pessoalmente.
    Bem Haja!.

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