As imparidades do PSD

(In Blog O Jumento, 08/12/2016)

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Carlos Abreu Amorim, uma das mais volumosas imparidades do PSD insolvente

Fala-se tanto em dificuldades e em imparidades que dou comigo armado no guru da gestão que é agora o Opus Macedo a pensar que se a actual elite do PSD fosse convertida em créditos concedidos por um banco, este estaria em séries dificuldades, os actuais dirigentes do PSD são verdadeiras imparidades políticas e este partido caminha para a insolvência eleitoral.

Passos Coelho está para o PSD como o crédito do Joe Berardo está para a CGD, nem o banco público vai ver o dinheiro que emprestou ao empresário da t-shirt preta, nem o PSD vai ter qualquer lucro eleitoral com o crédito que os seus militantes deram a Passos para estar na sua liderança. Quando pensou que tinha o rei na barriga e julgava que ia ganhar as legislativas e escolher um presidente que fosse um pau mandado, Passos pensou que podia humilhar Marcelo e promover António Costa a Paulo Portas. Marcelo ganhou as presidenciais e Costa chega a primeiro-ministro, a tasca do Passos está á beira da insolvência.
O partido que tinha na primeira linha personalidades como Sá Carneiro, Mota Pinto, Sousa Franco, Magalhães Mota, Pinto Balsemão e outros, tem hoje caras como as de Passos Coelho, Carlos Abreu Amorim, Maria Luís Albuquerque, Morgado ou Leitão Amaro. É como comparar o BCP nos tempos em que se dava ao luxo de escolher os clientes com o Millennium dos dias de hoje, se o PSD desta gente uma das suas acções já não dava para pagar o pacote de açúcar para adoçar a bica!
Com a sua famosa resiliência, tantas vezes elogiada, Passos Coelho está arrastando o PSD para o seu próprio destino. Convencido de que vem aí uma bancarrota Passos mantém-se firme e hirto nessa aposta de que com uma desgraça nacional será ele o chamado para salvar a pátria, o PSD deixou de ser um partido construtivo, só apresenta projectos no parlamento para criar dificuldades, como sucedeu com a CGD, recusa-se a apresentar propostas construtivas, como o fez com o OE de 2016, ou se simula uma posição construtiva, como fez com o OE de 2017, depressa se esqueceu do que propôs se aparecer alguma desgraça no horizonte. O PSD deixou de ser um partido sério e há muito que é um partido de artimanhas, quase faz corar a Catarina Martins.
Passos Coelho é um marxista-leninista amador, está convencido de que vem aí a mãe de todas as crises, que o levará ao poder com plenos poderes. Passos tem menos ideias e projectos do que qualquer partido, do PNR ao BE, e faz sentido que assim seja, ele não quer governar com um programa, isso é coisa que se prepara uns dias antes das eleições e se esquece no dia seguinte. O programa de Passos é o próximo programa da Troika mais as medidas que vai adoptando e implementando recorrendo à chantagem da troika.
Passos é um político tóxico para a democracia, ele e a sua equipa são imparidades que estão levando o PSD à insolvência e um dia destes a Assunção Cristas vai comprar o que resta daquele partido pagando muito menos do que a filha do Eduardo pagou pelo BPN.
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