O INEM rafado e o Almirante de Deus Gouveia-Tomaz feito coisa de publicidade…

(Por oxisdaquestão in Blog oxisdaquestao, 24/11/2024, revisão da Estátua)


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No país dos idiotas o panorama dos socorros urgentes é este! Que coisa extraordinária. Andam, os que dizem governar, a fazer de conta com palhaçadas e historinhas da carochinha. 877 mil horas de trabalho que faltam! Bem mais de mil profissionais que não estão integrados no INEM! Andam a gozar conosco e pedem-nos o voto quando é hora de nos convencerem que vivemos na democracia de um pedaço de papel posto numa caixa. O ridículo do regime que nos toca sofrer…

Poucos cidadãos o conheciam até o Almirante de Deus Gouveia receber o cargo de repartir as injecções contra o vírus, fardado de camuflado da NATO como se estivesse numa guerra da qual só podia sair vencedor. Depois apareceu branquinho e passado a ferro nas capas das revistas de merda produzidas por imbecis para consumo de arqui-imbecis. Era de ver que passava a ser uma coisa que se publicitava: que tira o mau cheiro das sanitas, que dá descontos em cartão, que é o último modelo da Mercedes, que vai estar de moda!

Além de querer afundar um barco de guerra a seguir um cruzador russo, o que se conhece deste bico, desta coisa ?

E se já temos um Bolsonaro do Alto do Pina que falta nos faz um Milei que manda clonar cães e assume um aspecto maricas com flamantes penteados e desejos de sodomia gringa? Que nos livremos de tal fantasma!

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A demissão retórica

(Por José Gabriel, in Facebook, 12/11/2024)


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Da tribuna da Assembleia da República, a Ministra da Saúde assumiu a – “total” -responsabilidade dos desaventos, tragédias e erros praticados no e pelo seu ministério. E por si. Referia-se à grosseira incompetência no(s) caso(s) do INEM, mas ela bem sabe que há mais, muito mais.

Em todos os casos, em diversas áreas da saúde, a ministra demitiu-se de responsabilidades, atribuindo-as a outros – não raro demitindo-os a eles – ou à treta da “pesada herança”, a qual, a existir, mais devia ser um desafio à superação que uma pastosa desculpa para inércia.

Por todo o lado alguns dos melhores, perante os dislates da criatura, tomam a iniciativa de abandonar. É, de resto, um dos efeitos mais graves de que sofrem as instituições do Estado quando este é governado por incompetentes e trastes movidos por muitas e várias motivações que não as do serviço público – partem os melhores, por se recusarem a pactuar.

Mas voltemos ao princípio, ao momento em que a ministra assumia as suas responsabilidades. É que todos ficamos suspensos, esperando a mais do que provável demissão da senhora. Mas não! Diz ela que fica. E fica para resolver os problemas do sector. Ela, que, em tão pouco tempo, se tornou uma perita em criar problemas. Ela, que tem ostentado a mais insuportável irresponsabilidade. Ela, que reage aos mais tristes eventos ocorridos sob a sua guarda com uma insensibilidade quase patológica. Ela, cujos ódios de estimação parecem já ter interferido no desempenho de um cargo que devia ser invulnerável a caprichos pessoais. Ela fica.

Lembremos, devagar para até a senhora ministra e os seus admiradores perceberem: assumir a responsabilidade em situações como esta, é uma admissão que não se esteve à altura, que se prejudicaram pessoas e instituições por incapacidade para cumprir. Portanto, deixa-se a outro a oportunidade de fazer melhor, de mostrar uma competência de que não se foi capaz. Assumir responsabilidades implica um gesto, uma assunção de impotência e uma inevitável consequência, a partida. Não acontecendo isto, é apenas retórica para palermas que, parece, a ministra pensa que todos somos.

A ministra fica. Esperando, talvez, que os mortos do futuro lhe perdoem a insensatez. Já agora: o primeiro-ministro está feliz. Porque não é melhor que isto. Porque, simplesmente, não presta.