Montenegro e os “planos da pólvora seca”

(José Pendão, in Facebook, 04/05/2026, Revisão da Estátua)


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

É preciso reconhecer o génio. E Luís Montenegro é, sem margem para dúvida razoável, o maior génio que a administração pública portuguesa produziu desde que Salazar inventou o formulário em triplicado. Não no campo menor da execução — essa atividade mecânica, subalterna, que consiste em fazer coisas — mas no campo nobre, luminoso, verdadeiramente artístico do anúncio.

Montenegro não governa. Montenegro apresenta. Montenegro não resolve problemas. Montenegro revela planos. E fá-lo com uma convicção tão inabalável, uma solenidade tão ensaiada, um brilho tão genuíno nos olhos, que por breves instantes — aqueles instantes mágicos entre a conferência de imprensa e a verificação dos factos — quase acreditamos que o plano é a solução.

Na terça-feira passada, o primeiro-ministro superou-se. Apresentou o PTRR — Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência — numa cerimónia no Parque das Nações que teve tudo o que um plano de respeito deve ter: 22,6 mil milhões de euros, 96 medidas, 15 domínios, três pilares, um horizonte de nove anos e uma sigla com quatro letras maiúsculas que soa vagamente a um medicamento para a tensão arterial — o que, pensando bem, talvez seja apropriado, porque há planos que fazem subir a tensão e há planos que se limitam a medi-la, e este faz as duas coisas.

Mas antes de mergulharmos neste esplêndido monumento à ambição burocrática, convém fazer o inventário do que veio antes. Não por crueldade — a crueldade é a última ferramenta do analista sem argumentos — mas por rigor. Porque o PTRR não nasce no vazio. Nasce numa linhagem. Pertence a uma família. É, se quisermos ser generosos, o herdeiro mais novo de uma dinastia de planos que, no espaço de dois anos, atingiu proporções quase habsburguianas.

Comecemos pelo primogénito: o Plano de Emergência e Transformação na Saúde, batizado em Maio de 2024 com 54 medidas, cinco eixos estratégicos e a promessa — feita com aquele olhar de escuteiro que é a especialidade do primeiro-ministro — de que os resultados seriam visíveis em 60 dias. Seiscentos dias depois, o SNS continua com urgências que abrem e fecham com a previsibilidade de um semáforo avariado, listas de espera que já constituem uma forma alternativa de envelhecimento, e um INEM cuja crise de Novembro ficou associada à morte de pelo menos 11 pessoas enquanto aguardavam atendimento. A ministra da Saúde sobreviveu a tudo — às mortes, aos escândalos, às demissões em catadupa de administrações hospitalares, ao conflito de interesses do secretário de Estado.

Em Portugal, a resiliência dos ministros é inversamente proporcional à resiliência dos serviços que tutelam. Ana Paula Martins deveria ser estudada pela NASA — qualquer material com aquela resistência à pressão tem aplicações na exploração espacial.

Depois veio o Construir Portugal — o pacote para a habitação. Isenção de IMT para jovens. Garantia pública para crédito a 100%. Tudo medidas do lado da procura, o que, em economia, é o equivalente a combater um incêndio com gasolina e depois queixar-se do calor. O Bloco avisou que ia aumentar os preços. A própria ministra da Juventude admitiu o risco. O Governo avançou na mesma, com aquela coragem específica de quem ignora os avisos não por bravura, mas por surdez seletiva. Em Setembro, os preços tinham subido. As rendas atingiram o que um deputado descreveu, com precisão poética, como “a Champions do imobiliário”. Dois mil e trezentos euros por mês. Por um T2. Em Lisboa. Para referência: a mensalidade de um T2 em Lisboa já custa mais do que uma assinatura anual de todos os streamings existentes, um ginásio premium e uma terapia semanal para lidar com o stress de pagar a renda.

Seguiu-se o Trabalho XXI — a reforma laboral que propõe, com a delicadeza de um dentista sem anestesia, devolver ao patronato instrumentos que tinham sido retirados em 2019 por serem excessivos. Banco de horas individual, enfraquecimento dos sindicatos, precariedade normalizada — tudo embrulhado na expressão “Economia 4.0”, que é a forma que este governo encontrou de dizer “século XIX” em linguagem de startup. Resultado: a primeira greve geral conjunta da CGTP e da UGT desde 2013, uma segunda já convocada, e o próprio Montenegro a admitir, com aquele desprendimento de quem comenta o tempo, que “o país não acaba” se a reforma não avançar. E tem razão — o país não acaba. Acaba é o contrato a prazo de quem nele trabalha.

E agora — rufem os tambores, iluminem o palco, ajustem os microfones — o PTRR. O vigésimo quinto plano, segundo a contabilidade do PS (outros brincalhões). Um plano a cada quinze dias. Há quem colecione selos. Há quem colecione vinhos. Este governo coleciona planos com o entusiasmo de um filatelista e a taxa de sucesso de um jogador de raspadinhas.

Mas o que é, exatamente, o PTRR? Pergunta legítima. Pergunta que, aliás, a oposição inteira — da esquerda à direita, numa unanimidade que em qualquer outra circunstância deveria preocupar o Governo — não se cansou de fazer.

Para Montenegro, é um “desígnio nacional” — e quando um primeiro-ministro usa esta expressão, o cidadão experiente deve agarrar-se à carteira com as duas mãos, porque nenhuma frase que começa com “desígnio nacional” termina com “e não lhe vai custar nada”. Três pilares: Recuperar os estragos das tempestades. Proteger o país contra futuras catástrofes. Responder melhor às emergências. Tudo muito organizado. Tudo muito arrumado. Até já tem versão de perguntas e respostas, para o caso de alguém se atrever a fazer perguntas impertinentes — como, por exemplo, “e os outros planos?”

Para a oposição, é uma operação de marketing. Eurico Brilhante Dias, do PS, chamou-lhe “embrulhar de forma diferente o que já era conhecido”. O PCP chamou-lhe “fraude política”. A IL — por uma vez com o bisturi afiado no ângulo certo — acusou o Governo de “fazer planos em cima de planos para corrigir planos falhados”. E Ventura, num daqueles momentos em que um relógio avariado marca a hora certa, dispensou toda a subtileza: “Não precisamos de um Governo, precisamos de uma seguradora. Saiam todos e metam aí a Fidelidade.”

(Confesso que esta frase me provocou um desconforto particular. Não pela imprecisão — que é total — mas pela possibilidade remota de Ventura ter razão sobre alguma coisa. É o tipo de experiência existencial que nos obriga a reavaliar certezas fundamentais.)

Ah, mas o PTRR tem uma jóia da coroa. Uma medida que, pela sua beleza conceptual, merece ser contemplada com a atenção que se dedica a uma obra de arte menor: o seguro obrigatório contra catástrofes.

A ideia é simples. O país foi devastado por tempestades. Casas destruídas. Telhados arrancados. Pessoas desalojadas. E o Governo, perante este cenário de destruição, perante famílias que perderam tudo, olhou para os escombros e disse — com aquela serenidade de quem anuncia a previsão do tempo — que “o Estado não pode pagar tudo a todos a todo o tempo” e que, portanto, os cidadãos devem fazer um seguro. É a versão governamental de visitar um doente no hospital e aconselhar-lhe que da próxima vez tenha mais cuidado com a saúde. Tecnicamente correto. Humanamente obsceno. Politicamente suicida — ou seria, se este governo não tivesse desenvolvido uma imunidade à vergonha que merece estudo clínico.

Metade das habitações do país não tem qualquer seguro. A cobertura contra sismos não chega aos 20%. E o Governo, em vez de perguntar por que razão metade dos portugueses não tem seguro — será porque não podem pagar? será porque o mercado segurador nunca se preocupou em torná-lo acessível? — decidiu que a solução é torná-lo obrigatório. Como quem resolve o problema da fome tornando obrigatório o almoço.

Mas o detalhe mais delicioso — o detalhe que revela a alma profunda deste governo com a clareza de um raio-X — é outro.

O documento oficial do PTRR faz questão de explicar que este plano “não interrompe” os planos anteriores. Não os substitui. Não os corrige. Não os reconhece como falhados. Empilha-se em cima deles. É uma camada nova num bolo que ninguém come, mas que fica cada vez mais alto, cada vez mais decorado, cada vez mais impressionante na montra da pastelaria governativa.

O Plano de Emergência da Saúde continua “em execução” — embora as urgências continuem a fechar. O Construir Portugal continua “em vigor” — embora as casas continuem inacessíveis. O Trabalho XXI continua “em negociação” — embora os trabalhadores tenham respondido com greves gerais. E agora o PTRR coroa o edifício com os seus 22,6 mil milhões e o seu horizonte de 2034 que, por feliz coincidência, se estende muito para além de qualquer mandato deste governo.

É uma matrioska. Abre-se o PTRR e lá dentro está o PETS. Abre-se o PETS e lá dentro está o Construir Portugal. Abre-se o Construir Portugal e lá dentro está o Trabalho XXI. Abre-se o Trabalho XXI e lá dentro não está nada — apenas o eco suave de uma conferência de imprensa e o cheiro residual de um Powerpoint recém-fechado.

E repare-se na elegância de prometer para 2034. Quando as metas não forem cumpridas, Montenegro estará a dar conferências sobre liderança em hotéis de cinco estrelas. O problema será de outro. A culpa será de outro. O plano, esse, continuará tecnicamente “em execução” — essa expressão maravilhosa que em português de governo significa “abandonado, mas sem comunicado oficial de óbito”.

Saramago, que conhecia a alma burocrática portuguesa como poucos, escreveu que o caos é uma ordem por decifrar. Montenegro inverteu a fórmula: o que ele oferece é uma ordem que produz caos. Documentos impecáveis, com pilares e domínios e verbas alocadas, que se empilham sobre uma realidade que continua teimosamente desarrumada. É o triunfo do planeamento sobre o plano. Da forma sobre o conteúdo. Da embalagem sobre o produto.

Há um nome para isto. Não é governação. Não é incompetência — que, apesar de tudo, pressupõe uma tentativa. É algo mais sofisticado, mais português, mais nosso: é a arte de parecer que se faz enquanto se garante que nada muda. É a tradução política do velho ditado que Lampedusa pôs na boca do Príncipe de Salina: é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma.

Só que, no Leopardo, era a aristocracia a proteger os seus privilégios. Em Portugal, em 2026, é um governo que prometeu reformar tudo e não reformou nada — mas que tem, isso sim, um plano para cada promessa não cumprida, uma sigla para cada fracasso, e uma conferência de imprensa para cada plano que substituiu o plano que deveria ter substituído o plano anterior.

O vigésimo sexto plano, esse, vai ser diferente. Vai funcionar. Vai transformar o país. Vai — como gosta de dizer o primeiro-ministro, com aquela convicção de vendedor de enciclopédias que é o seu timbre inconfundível — “preparar Portugal para o futuro”.

O futuro. Sempre o futuro. José Mário Branco, no palco em 1981, já gritava o que muitos portugueses sentem hoje sem conseguir articular: “Sempre a merda do futuro, a merda do futuro, e eu hã?”

Sempre o raio do futuro — e nós, os que estamos aqui agora, que temos telhados por reparar e urgências por abrir e rendas por pagar? O que somos? Para que servimos neste país de planos magníficos e presentes miseráveis? O presente não tem plano. O presente nunca tem.

5 pensamentos sobre “Montenegro e os “planos da pólvora seca”

  1. Ao contrário do que concluem os ingénuos (aqueles que ainda acreditam que o 25-Abril está vivo e que vivemos em “democracia” e “liberdade” e que a UE é uma “união” e a NATO é “defensiva” e a imprensa mainstream dá “notícias” e os partidos mais votados têm boas intenções mas incompetência para as colocar em marcha), eu não concluio que isto esteja a ser um desgoverno.

    Pelo contrário, os planos estão a ser muito bem executados:

    1- destruição dos serviços públicos, em particular o desmantelar progressivo do SNS.
    Pior Estado significa mais confiança do povinho no Corporativismo. Menos SNS significa mais negociata para o Privado.

    2- destruição da confiança na própria forma de governo, cirurgicamente sem destruir por completo a confiança (dos tais ingénuos) no regime.
    Abre-se assim cada vez mais a porta para a imposição NeoLiberal de ter o país governado pela oligarquia.
    O fascista-alarve (Ventura) a falar de uma seguradora não é acerto, é concertação. Com o fascista-laranja (Montenegro).

    3- quanto menos o país fizer por si próprio, mais os portugueses estão receptivos a integração na ditadura Europeia.
    “ah e tal não se pode contar com o governo/Estado português, o que nos vale é a UE/fundos EUropeus”.
    Um dia destes já nem da própria bandeira iremos precisar…

    4- quanto menos os portugueses sentirem que recebem do governo/Estado, mais vontade têm de descidas de impostos e cortes orçamentais.
    Isto serve os interesses da oligarquia que nem uma luva.

    5- passou a ser um pilar central dos refimes ocidentais: manter o povo distraído com a espuma dos dias e conversas estéreis. É assim mais fácil roubar, mentir, matar, oprimir, colaborar com nazis e terroristas e genocidas.
    Falem de telhados em Leiria durante 1 ano, e assim nunca se debate (ou o debate é efémero) que o nosso espaço aéreo seja usado por porcos da ditadura imperial dos EUA para ir bombardear crianças em escolas no Irão e centenas de hospitais e postos de saúde e farmácias.

    6- enquanto o orçamento encolhe de um lado, estica do outro: na preparação para a guerra contra a Rússia, 100% paga por contribuintes da Europa, apesar de ser uma guerra que só começou (em 2014!) e só continua porque os porcos imperialistas genocidas em Washington DC assim decidiram, a troco dos milhões que colocam ao bolso, pagos pela oligarquia dona das Lockeed Martin, RTX/Raytheon, etc.
    Uma guerra proxy onde o império (EUA) mandou os seus vassalos (Montenegros, A.Costas, A.Venturas, e até parvas como as meninas e meninos do Bloco e do Livre) para se entreterem a matar Russos e Ucranianos, enquanto os EUA preparam a guerra contra a China (preparação essa que está na fase de fazer golpes no Bangladesh, guerras “civis” no Myanmar, e controlo da energia: bombardeamentos em Caracas, negócios impossíveis de recusar em Luanda, fechamentos de estreitos em Hormuz, e agora também a negociação para o controlo do espaço aéreo no estreito de Malaca, já para não falar dos actos terroristas contra o gás e petróleo Russos).

    Podia continuar a lista, mas para me fazer entender por hoke chega.
    Os ingénuos vão continuar a ver a RTP, SIC, TVI, CNN, etc, i.e. vão continuar a comer gelados com a testa, e a acreditar as coisas correm mal porque “o Montenegro planeia muito, mas faz pouco”, ou porque “o governo muda, mas continua a ser incompetente”, ou “eles até tinham boas intenções, mas aconteceu isto e aquilo”.

    Não.

    O que está a acontecer é exatamente o que está planeado. E a execução desse plano não mostrado ao público, que é um plano óbvio para quem como eu presta atenção, está a ser feita com extrema competência e exemplar cuidado.

    Amanhã, quando forem a uma urgência e ela estiver fechada, não é porque correu mal ou porque este governo é pior que aquele. Estará fechada porque assim foi planeado, e este governo é tão competente quanto o anterior. Não na execução dos planos públicos (“salvar” o SNS, só para dar um exemplo), mas sim na execução dos planos não públicos (DESTRUIR o SNS sem que o povito se aperceba que a destruição é propositada).

    Quando antes de 2022 já se falava em Portugal em construir terminais para o gás importado via barco, isso era já parte do plano de Washington DC para bombardear o NordStream e condenar a Europa vassala a pagar tributo, i.e. a comprar o gás caro dos EUA.

    Quando Portugal aderiu as sanções à Venezuela, isso era parte do plano para bombardear Caracas até alguém no palácio Presidencial aceitar o ultimato de Washington DC e parar de vender petróleo barato a Cuba e à China.

    Quando Portugal é bombardeado com propaganda e fake news que chamam “agressor” à Rússia e chamam de “vítima” aos nazis em Kiev, isso já era parte do plano de nos colocar a pagar, sem bufar, pelo prolongamento desta guerra proxy até ao ponto em que a escalada leve à perturbação das exportações de gás e petróleo Russo para a China.

    Quando António Costa vai à Síria apertar a mão a um terrorista da Al-Qaeda (colocado no poder pela CIA e Mossad) ao mesmo tempo que elogia a “transição democrática”, tudo isso fazia parte do plano de guerra contra o Irão, e por sua vez contra a China.

    Tudo está ligado. Tudo faz parte dos planos e a sua execução está a ser feita com extrema competência e zelo.

    A oligarquia que manda na ditadura fascista terrorista genocida dos EUA, há muitas décadas que descobriu como manter o poder em simultâneo com uma farsa eleitoral “democrática”. E aprendeu também a controlar países inteiros por esse mundo fora, ora via softpower da sua gigantesca máquina de propaganda, ora via vassalos corruptos e covardes invertebrados, ora via força militar aka N agressões em violação de todas as leis internacionais, que os Europeus NUNCA condenaram a sério, i.e. aplicando sanções aos EUA e cortando relações e expulsando embaixadores e censurando os seus média, etc.

    Portanto, e voltando às declarações 100% combinadas entre o fascista-alarbe e o fascista-laranja, sempre com a total convivência dos fascistas-rosa e minion fascistas-azuis e fascista-verdes, a questão não é se os portugueses serão abandonados e entregues a à sua sorte, i.e. ao salve-se quem puder ter um seguro para a sua casa. A questão é: quanto tempo falta para que nenhum dos 90 e tal % dos portugueses comuns (i.e. o povo que não é da oligarquia nacional) deixem de ter casa de todo?
    É que o plano, não sei se repararam já desde 2012, é entregar TODA a propriedade só a meia dúzia de pançudos, e condenar o povito a pagar renda para viver temporariamente numa das N casas que os pançudos arrendam.
    A questão dos telhados e da seguradora, agora, serve de mera distração.

    E passo a parafrasear o fascista-faz-de-conta-que-é-de-esquerda do Eixo do Mal na SIC Notícias Falsas:
    “Um dos problemaa de Portugal foi demasiada gente ter construído a própria casa. Comparado com países mais desenvolvidos, temos ainda pouco mercado de arrendamento.”
    Enquanto o Daniel Oliveira vomitava está alarvidade, os fascistas davam pulos de alegria nas cadeiras.
    Afinal de contas, é para isso mesmo que serve um idiota útil.
    Desde essa declaração, já há mais de 5 anos, a situação habitacional em Portugal só piorou para o povito, i.e. “melhorou” na ótica desta besta quadrada que recebe uma avença da Impresa/USAID/CIA exatamente para dizer as alarvidades que diz, sem que o pessoal ingénuo se aperceba que ele é uma peça do plano do regime oligárquico e imperial.

    Noutra das alarvidades por ele proferidas, lembro também há cerca de 5 anos que ele disse que “não se pode criticar os EUA como alguma Esquerda faz (aka o PCP), pois isso é anti-americanismo primário”.
    É ou não é óbvio quem lhe paga a avença?
    É ou não é óbvio qual a sua tarefa na imprensa mainstream?

    Quando percebemos que a esmagarora mailria6das figuras públicas nos regimes ocidentais são uma cambada de filhos da pvta, e quando percebemos quais os objecticos da oligarquia, quer a nacional (vassala) quer a americana (imperial), tudo bate certo. As coisas passam a fazer sentido. Principalmente se pararem completamente de ouvir as aldrabices da imprensa mainstream e as distrações repetidas pelos “governantes”, chamem-se eles Costa ou Montenegro ou Mortágua ou Ventura, Trump ou Biden ou Vance ou Kamala.

    Valha-nos a China e companhia.
    A vida digna da humanidade depende inteiramente da vitória de Pequim (e do seu parceiro júnior em Moscovo) na grande guerra que se avizinha (e que já está na fase preliminar), tal como em 1945 dependeu da vitória de Moscovo (e do zeu parceiro júnior em Pequim).
    Até lá, a Europa passará novamente por uma nazi-fascização em curso, tal como nos anos 1930s, mas desta vez com a escumalha a ser liderada pelos EUA em vez da Alemanha… E como sempre desde que há capitalismo, o plano em plena execução é enriquecer (ainda mais) os mesmos de sempre, e que morra tanto povito quanto seja necessário.

Leave a Reply to Albarda-mosCancel reply

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.